There's No Place Like The Past
20 Between Two Minds
Notas iniciais
A noite começava aflorar naquele sábado quando Regina ouviu o tocar da campainha.
Era Emma, ela sabia.
E apenas Emma, Henry pediu para passar a noite na casa dos avôs. Regina terminou de retocar o batom e sorriu maliciosamente para seu reflexo no espelho do quarto, desceu as escadas em um ritmo apressado indo até à porta.
— Está com fome? – perguntou Regina logo que abriu à porta, tinha o sorriso predatório de tubarão no rosto. E Emma um tanto deslocada pela pergunta repentina – apesar de que haviam combinado de jantarem – fez uma careta e respondeu com demasiada lentidão.
— Na verdade não...
— Bom... – disse Regina pegando sua mão e a puxando gentilmente para dentro da mansão, fechou a porta, continuo a falar a guiou até a sala de jantar. — Há à algo que quero que faça antes do jantar. – lhe sorriu maliciosamente parando ao lado da mesa na sala de jantar, largou sua mão e pegou uma venda preta.
— Nós vamos fazer um pouco de magia. – sibilou Regina dando a volta em Emma, que na verdade esperava que fosse outra coisa pelo andamento da conversa... Como reflexo da frustração suspirou comprimindo as mãos e as largando logo em seguida.
Não viu o sorriso de Regina ao vendá-la.
A ambiguidade das frases era proposital, mas não fazia daquela aula de magia menos importante por causa disso, na verdade esse era o ponto, e Regina não se importava para onde aquela aula poderia levá-las...
— Agora... – disse ao pé do ouvido de Emma. — Se quiser me encontrar terá que confiar no quê você não consegue ver. Mas no que sente. – se afastou e pós as mãos nos ombros da loira. — O que vemos nem sempre é a realidade, Emma. Na verdade, o que vemos a nossa frente muitas vezes não passa de uma mentira, dita como uma verdade. – e Emma sentiu seus ombros leves ao terminar da frase. Movimentou-se em volta de si, até a voz de Regina partir o silêncio em algum canto da casa.
— O que viu naquela noite é uma parte de si e sempre será, o quê, porém, não quer dizer que seja reduzida somente à ela. – ao fim da frase Regina parecia novamente perto. Emma girou sobre si novamente. — Somente nós mesmos somos capazes de nos impedirmos, Emma. Seus limites são impostos por você. Nosso maior inimigo somos nós mesmos. – nos ouvidos de Emma a voz se esvaiu no ar ao fim da frase, como se fosse fumaça. Mas de algum como ela sentia Regina, ela sabia ela estava ali, quase podia tocá-la.
— Você tem que acreditar na sua intuição e ir onde os olhos não podem ver. Você tem que acreditar na voz que sussurra em sua mente na noite. – e por um breve momento Emma teve a impressão de Regina sussurrar em seu ouvido, seguida de uma risada longe, ecoando pela casa. Emma ela mesma sorriu ao ouvir aquela voz. Havia entendido aos trancos e barrancos o que Regina falara. Sua doppelgänger, a cópia de si, eram seus medos refletidos fora de si pela magia, só ela poderia controlar abraçando-os como parte de si, e assim podendo evoluir com eles. E com a realização final da conclusão sorriu largamente, olhando em volta e não vendo nada, apenas sentindo a magia de Regina em seus poros. Os pelos eriçados como se um vento soprasse dentro da casa.
— Emma, será que você é capaz de achar a luz na escuridão? – por a diferença de uns segundo Regina conseguiu esquivar-se para cozinha, sorriu silenciosamente orgulhosa de sua aluna. Emma porém nem notará que havia se tele-transportado.
— Você é capaz de sentir a magia? – ao terminar da frase, Regina sorriu na sala ao ver mão agarrada ao seu braço, e viu o sorriso vencedor de Emma a sua frente, lhe agarrando com a outra mão pela cintura a puxando contra si. Com um sorriso maléfico no rosto Regina colou seus lábios aos da loira, sem ar mordiscou o lábio inferior de Emma que logo cedeu abrindo passagem para sua língua, Regina aprofundou o beijo sedenta, sentindo a língua de Emma contra a sua, queimando com calor da excitação, ela não queria parar, tinha sede de Emma Swan; mas logo que Emma pôs uma mão na venda fazendo menção de tirá-la e ver a mulher que tinha em seus braços, não obteve sucesso. Quebrando o beijo Regina sibilou:
— Não, não. – a impedindo de desvendar-se. — Ainda não acabei com você. – aquela frase fez Emma se arrepiar, e se arrepiou ainda mais quando as mãos de Regina tocaram seus ombros e retiraram a jaqueta que vestia, seus braços febris pela excitação sentiram a diferença de temperatura ficando só com a regata. Regina largou a jaqueta alaranjada no sofá e fazendo a volta ficou atrás de Emma, tocando os ombros agora nus da loira, dando um beijo no ombro direito, começou a descer as mãos pelos braços fortes da loira, ela mesma se arrepiando ao fazê-lo, comprimindo o corpo de Emma contra si.
— Magia é sobre o que você sente. – disse enfiando as mãos por baixo da camiseta de Emma, subindo do ventre até os seios. — Você pode sentir isso? – indagou, ao mesmo tempo que apalpava com vontade os seios da loira.
Emma suspira audivelmente sentindo as mãos quentes de Regina apalpando seus seios duros de excitação, e Regina morde o nódulo da orelha a deixando com ainda mais tesão.
Emma não pensa em nada a não ser que elas precisam de um quarto.
Se vira para Regina e ainda vendada, agarra a cintura da outra, a cola contra si de novo. Emma pode imaginar o sorriso no rosto de Regina antes de beijá-la, porém cedendo a ela dessa vez, com uma mão enfiada em seus cabelos. Emma nem se quer se importa de estar vendada só de ter aquela boca na sua é suficiente, aqueles lábios carnudos... A cicatriz superior, Regina suspirando com a mordida... Não, não é suficiente ela precisa sentir Regina, e ver em seus braços e a fazer sua.
Dá um passo a frente e prensa Regina em algo.
Seria uma porta?
Ainda no beijo ela pode sentir os lábios de Regina virando um sorriso; tirou sua venda dizendo:
— Você aprende rápido. – Emma olhou em volta. Elas estavam em um quarto. No quarto de Regina...
Com Regina prensada contra a porta, suas bochechas começaram queimar notando que não tinha apenas pensado em levar Regina para cama... Ela tinha levado! Voltou a fitar Regina que colocou um dedo em sua boca, a impedindo de falar; não havia por que pedir desculpas aparentemente. O dedo na boca desceu até seu queixo a fazendo inclinar para frente, beijando Regina novamente, mais calma desta vez, cada uma decorando a boca da outra, até que sem ar descansaram com as testas encostadas uma na outra, Regina deu um sorriso complacente e um selinho em Emma e começou a levantar a regata da loira, que levantou os braços para que saísse pela cabeça, ficando só de sutiã vermelho, Regina não teve tempo de admirar, ansiosa Emma a beijou de novo, a excitação viva queimando de novo. Com os dedos trabalhando na camisa branca de Regina, desabotoou um botão, sentiu os dedos de Regina nos seus mais ágeis, desabotoando a camisa deixando o sutiã preto exposto. Emma pegou seu rosto com ambas as mãos e a beijou suavemente antes de fitá-la. Olhos esmeralda brilhando de desejo na semi-escuridão. As mãos e o olhar descendo sem vergonha dos olhos castanhos para o sutiã preto de Regina e mais em baixo.
A saia preta, o salto e o sutiã... Sem dúvidas preto era a cor de Regina.
— Podemos continuar? – disse Regina, naquela voz rouca sexual dela. E começou a abrir o zíper da saia, Emma tirou as mãos pendentes na cintura da morena e começou a tirar o seu excesso de roupa também. Praguejando mentalmente ao tirar as botas antes da calça. Emma pensou que botas não eram uma boa escolha de calçado nessas horas...
Muito para o divertimento de Regina que a assistia, deixando a saia cair o chão assim como camisa, deu um passo em frente – ainda de salto porque é dessas. Emma, desmoralizada pela outra mulher a sua frente ainda tinha as mãos no zíper da calça. Não que fosse um problema para Regina; sempre adorou a loira naqueles jeans apertados. Pós a mão por cima da Emma e a ajudou a se desfazer da calça, devidamente chutada pelos pés de Emma para longe quando a loira deu em passo a frente agarrando com ambas as mãos a bunda de Regina. Aquilo era um sonho; parecia ainda maior nas suas mãos. Regina suspirou no beijo, o batom todo barrado, Emma notou quando sugou a cicatriz no lábio superior uma vez mais, e começou a chupar o pescoço de Regina deixando marcas que durariam mais de um dia; a veia jugular saltada a deixava com ainda mais tesão.
Conforme os suspiros de Regina se tornavam mais audíveis relutantemente as mãos de Emma deixaram a bunda da morena e foram subindo pelas costas, abriu o sutiã; se afastou o suficiente para deixar o sutiã escorrer dos ombros de Regina para o chão, deixando a mostra os dois seios que ela só tinha o prazer de ver em decotes – o que obviamente, não era suficiente – começou a deixar beijos molhados da clavícula até o bico do seio, o chupando com vontade viu a boca de Regina se abrir e os olhos se fecharem.
— Oh, Emma... Sim... – disse Regina, uma mão enfiada nos cabelos de Emma, a pressionando ainda ai contra si, mas não precisava; a língua de Emma lambia toda a volta do seio e a volta chupando vorazmente o bico do seio, de novo e de novo, uma leve mordida e o calor da boca de Emma no seu seio deu lugar ao gelado excitamento, uma lambida entre os dois seios e a angustia voltou de novo no outro seio. Regina estava tão molhada que não tinha dúvidas que aquela calcinha ia direto pro lixo; cada chupada de Emma a mandavam milhares de imagens da loira no meio das suas pernas e ela podia sentir sua vagina se contrair com o pensamento como se fosse lá que Emma a chupa-se; aqueles lábios rosados e macios descendo e descendo...
— A cama... – sussurrou, Emma sorriu maliciosamente e a beijou a puxando pela cintura, caíram na cama; Emma por cima, sentou na barriga de Regina deixando a morena extasiada com a visão de Emma finalmente tirando o sutiã e atirando em algum canto no chão, sentindo a calcinha molhada de Emma na sua barriga ficou ainda mais excitada. Começou a passar as mãos pelas longas pernas de Emma quando seus seios se tocaram, mordeu o lábio inferior de Emma com vontade e gemeu, chegava de beijos ela precisava de mais.
Ela nunca foi muito paciente mesmo. Acrescentou:
— Você poderia ter sido a primeira. Mas de alguma forma você ainda será... Eu nunca...
— Está tudo bem. Você não tem que fazer nada que não queira Regina. – disse, passando as pernas por dentro das de Regina, fazendo a morena abri-las. — Essa também é a minha primeira vez desse tipo... – disse Emma com um sorriso de canto.
A mão direita descendo, entrando por dentro da calcinha encharcada, esfregando o clitóris inchado de Regina ouviu a morena emitir um “oh” e continuou descendo a mão, até a entrada da vagina de Regina e inseriu um dedo lentamente; que entrou queimando em Regina, os músculos da vagina se contraindo na deliciosa dor do orgasmo a caminho.
— Oh Emma... Mais... Por favor... – Emma sorriu malevolamente e retirou o dedo, voltou os dedos para o clitóris, Regina comprimiu as pernas na sua cintura e ela começou a descer pelo abdômen da morena, mantendo o ritmo dos dedos não mais do que apenas para ela excitá-la foi deixando um rastro de beijos até chegar no meio das pernas de Regina e retirar a mão de lá. Regina abriu os olhos e ergueu a cabeça a fitando, a loira começou a retirar sua calcinha, sem deixar de fitá-la, retirando pelo pé esquerdo primeiro, tirou o sapato de salto também, e beijou seu pé.
Era uma tortura! Pensou Regina atirando a cabeça para trás.
Emma repetiu o mesmo no outro pé e veio subindo com beijos na panturrilha, coxa e parou no meio das suas pernas, abrindo-as e agarrando às nádegas firme com ambas as mãos, Regina a fitou mais uma vez, aquele olhos... E aquele sorriso no rosto de Emma... Ela iria pagar... Ah como ela iria pagar! Mas aquela língua quente lambendo de baixo a cima a sua vagina até o clitóris a fizeram parar de pensar qualquer coisa.
Emma chupou o clitóris a deixando a beira de um colapso, começou a mover os quadris instantaneamente, a língua desceu e Emma a chupou novamente, subiu pro clitóris e um dedo a penetrou.
— Emma, oh Emma, assim! Sim, mais um, mais um! – implorou. Emma retirou o dedo e a penetrou de novo com dois de uma vez. — Oh meu... – mas Emma não tinha acabado ainda, tirou a mão livre da coxa de Regina e colocou no ventre de Regina, a puxou pra cima esticando a pele da região da cintura deixando o clitóris mais exposto a sua língua, ainda mais sensível ao toque com sua língua.
Era tão prazeroso que chegava a ser doloroso! Pensou Regina, os dedos de Emma indo rápido e rápido dentro dela, a língua, oh, ela podia passar todos os dias por essa dor gostosa de bom grado todos os dias! Ela não teve tempo de pensar ou pedir por mais, Emma acrescentou um terceiro dedo a estocando com vigor, oh ela não podia mais esperar, ela não podia tomar mais daquilo, ela tinha que gozar, ela podia sentir sua vagina apertando cada vez mais os dedos Emma, cada contração mais calor e prazer, calor que subia, subia se espalhando por cada parte do seu ser.
— Emma não pare! Sim! Sim! Rápido! Rápido! – e Emma foi cada vez mais com estocadas rápidas e profundas, até que amenizou o ritmo ao ver as mãos de Regina se agarrando a colcha da cama, os espasmos do orgasmo a atingindo, prendendo Emma no meio de suas pernas. Ela abriu os olhos exausta, sentiu Emma retirar os dedos de sua vagina, subindo até se colocar ao seu lado na cama, e Regina a beijou.
Regina, ela mesma nunca pensou em si como fazendo isso; ela podia sentir um pouco do seu próprio gosto na boca de Emma, e aquilo a excitava. Entrelaçou as pernas com as de Emma e rolou pra cima da loira, segurando o rosto da loira com ambas mãos começou a dar beijos por toda a face Emma, era mais carinhoso do que sexual pensou Regina, inclusive na semi-escuridão ela podia ver um pouco do sorriso que Emma tinha no rosto, o que deixava ela ainda mais linda... Pensou e mordeu o lábio inferior de Emma. Que a fitou novamente com excitação. As coisas com Emma eram sempre assim, pensou Regina de um segundo pro outro mudavam pra melhor.
Começou a descer a mão pelo abdômen de Emma, parecia que ela imitando os movimentos de Emma, ela sabia, mas ela precisava excitá-la ao máximo para fazer o que pretendia... Enfiando a mão por dentro da calcinha de Emma começou provocar o clitóris da loira; e desceu seus lábios até os seios de Emma, lambendo todo até chupar o bico do seio como se estivesse com fome fezandp Emma gemer, deu um mordidinha e chupou mais uma vez antes de repetir no outro. Emma não tinha muita certeza do quanto mais precisaria para fazê-la gozar. Ela já estava quase lá com os dedos de Regina esfregando intensivamente seu clitóris e aqueles lábios carnudos a comendo.
— Você sabe... – sibilou Regina, retirando sua calcinha. — Tem algo que não posso esperar para experimentar... Então me diga querida: essas lindas longas pernas são flexíveis? – Emma sorriu maliciosamente.
— Estamos indo rápido para uma primeira vez, não?
— Vou tomar isso como um sim. – veio a resposta, acompanhada daquele sorriso próprio de Regina que mesclava malvadeza e malicia. Pegou uma perna de Emma e levantou, encaixando seu quadril com o dá loira, deslizando fácil com ambas molhadas e excitadas, os olhares não deixavam de se cruzar, ainda se movendo lentamente Regina lambeu e chupou a perna de Emma que segurava, de canto de olho via os olhos de Emma cheios de tesão a assistindo; baixando a perna da loira e a puxando para si começou a mexer os quadris, Emma logo acompanhando seu ritmo disse:
— Cavalgue-me Regina! Mais rápido! Mais rápido!
— Você quer mais?!
— Sim! Oh sim! Mais! – Regina mordeu o próprio lábio inferior.
— Você terá mais... – sibilou Regina, ela não podia parar a si mesma de esfregar sua vagina na de Emma. Seus clitóris se roçando, cada vez mais rápido e dolorosamente gosto... Aquele orgasmo que vem aos poucos, que vem queimando a cada músculo da vagina se contraído que não tinha nada a não a ser si para se comprimir mais, oh, dessa vez ela estaria acabada quando caísse na cama! Assim como pensava Emma no momento, Regina desejou que a outra mulher sentisse o mesmo prazer que ela sentia quando seus quadris se chocaram mais uma vez, ambas sentindo os espasmos de prazer dos corpos suados se chocarem caíram na cama, pernas entrelaçadas, olhos fechados e peitos arfados.
Desta vez ela estava realmente exausta... Pensou Regina e sorriu, passando as mãos pelos cabelos, que aparentemente estavam mais compridos ela franziu o cenho abrindo os olhos, e ainda com a cabeçada caída na cama pegou uma mecha... Loira... Mas espera loira? Ela estava com problema de visão?
— Mas quê...? – ela proferiu tão baixinho que nem notou a mudança na voz. Emma com a cabeça para nos pés da cama começou a desentrelaçar suas pernas das de Regina, que também fazia o mesmo, porém numa lentidão petrificada pelo que via na sua frente.
Emma ainda de olhos desfocados se apoiou nos ombros e passou uma mão pelo cabeça. Parecia mais curto, ela notou.
— MAS QUE DIABOS! – gritou quando focou os olhos na outra mulher. — DE NOVO NÃO!!!
— O quê? De novo? – disse Regina se encolhendo e puxando a colcha pra se esconder. — Não Emma. Sou eu, Regina.
— MAS CLARO QUE É, REGINA É LOIRA AGORA! – esbravejou Emma, ouvindo o eco da voz de Regina nas suas palavras, levou a mão na boca. Deu uma olhada no próprio corpo. — Mas o quê...?
— Nós trocamos de corpo! – e agora foi à vez de Regina esbravejar.
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