Notas iniciais
Mais um capítulo gente, obrigada pelos comentários, não sei como vocês aguentam tanto tempo com a fic parada, mas esse veio rápido, e ele não é dramático como o anterior, mas tem um pouco de angústia (com sempre),aqui tem uma cena entre Emma e Regina bem embaraçosa, só do jeito desastrado que as coisas podem acontecer com Emma Swan... Tenham uma boa leitura, e antes só mais coisinha: nessa fic não posto uma música por capítulo, mas esse eu gostaria de recomendar uma: Florence + the Machine - Landscape Me lembrou um pouco o capítulo.

Naquela manhã Regina acordou mais cedo do que usualmente acordava, ainda não havia amanhecido, e ao ir até a janela a esquerda de sua cama e olhar por entre as cortinas, ela pode ver que a forte chuva seguia lá fora, a tempestade parecia estar pior que na noite anterior, e esse era um sinal que o sol não plenária naquele dia, um sinal de que também não haveria aula de equitação, mas que Emma também ainda não iria embora.

Emma.

Ao pensar no nome um sorriso involuntário se forma no rosto de Regina, Regina não sabe o que sente pela loira, mas tudo que sabe é que vai ver os olhos verdes esmeralda mais uma vez, e não para uma despedida.

Oh Emma, ela ficaria por mais um dia, e isso era suficiente para deixar Regina de bom humor. Não que ela fosse mau humorada... Mas ficar trancada dentro de casa com a maior chuva lá fora e sem aula de equitação não parecida um bom dia... Mas hoje havia uma visitante em casa, e ela não estaria sozinha o dia inteiro, e Cora também não estava em casa!

–Hoje vai ser um bom dia! - Regina diz sorrindo no quarto vazio se jogando na cama de novo.

Emma dormia.

Dormia até que uma leve batida porta na acordou, Deus ela estava com tanto sono que nem lembrava que estava no passado e que na porta a frente a sua estava Regina, quase caiu no sono de novo, quase... Outra batida na porta, Emma levanta e olha em direção a porta, outra batida fraca.

–Swan? - Oh Killian, ela tinha se esquecido de Killian também, se indireitou na cama e colocou os pés no chão, outra batida na porta

–Swan?

–Estou indo — murmura Emma, se levantando e arrumando o cabelo o melhor que pode com as mãos, só quando levanta Emma percebe que dormiu com a capa e o maldito vestido com corset, ela lembra de deitar-se assim e ficar pensando na conversa com Regina, deve ter pego no sono assim, e assim que caminha até a porta e cada vez que respira ela pode sentir o quão mal dormir assim a causa, parece que uma gangue a havia pegado e a espancado de jeito nas costelas enquanto dormia na noite anterior, murmura de novo assim que abre a porta, Hook já está impecavelmente impecável na sua usual roupa.

Pensa Emma ao colocar um sorriso de bom dia no rosto.

–Bom dia

–Bom dia, você estava dormindo?

–Err, desculpe

–Isso não é bom Emma, a tempestade continua - assim que Hook fala, Emma olha para as janelas do quarto, a janela da esquerda está com a cortina entreaberta, ela pode ver a claridade do dia, um dia cinzento pela chuva lá fora, e a chuva é pesadamente audível ali dentro também.

–Nós teremos que ficar mais um dia então? - diz Emma dando de ombros mas sua expressão é séria

–Nós não podemos! Nós temos que acabar logo com isso.

–Shh!

–O quê?

–Regina, o quarto dela é o da frente, ela pode ouvir alguma coisa - diz Emma abaixando o tom, Hook passa a mão pelo curto cabelo para se acalmar -Não podemos apenas sair com um tempo desses a pé, além do que pareceríamos fugitivos, ainda tem 4 dias até Cora voltar, certo? - Hook acena com a cabeça

–Vamos esperar essa maldita chuva passar, não pode durar mais do que dois ou três dias.

–Você está certa, mas as vezes parece que você quer ficar aqui.

–O que quer dizer com isso?

–Veja, eu só quero acabar com isso de uma vez.

–Eu também, então eu espero que você continue ao meu lado.

–Certo, o pai de Regina me pediu para ajuda-lo com alguns mapas das propriedades antes de partimos, e também avisou que na cozinha é só pedir que preparam um café da manhã, e banho para você também

–Pra quem está louco para sair daqui você parece bem acomodado — diz Emma com um sorriso massante no rosto, Hook cerra os olhos em resposta mas está acostumado com a má criação de Emma.

–Certo, vejo você no almoço, provavelmente — diz Hook seguindo seu caminho pelo corredor até dobrar a direita, Emma olha a porta fechada a sua frente, parece que o pedido de Regina de a ver no outro dia foi realizado, com esse pensamento Emma entra novamente no quarto e se arruma antes de ir a cozinha do serventes, e não a agradava o fato de ter que pedir para preparem seu banho, de novo.

Regina não demorou a tirar a bobice do corpo e se levantar da cama, colocou uma capa marrom, que era bordada com flores em dourado por cima do pijama e foi pedir para prepararem seu banho, Regina apesar de desde sempre ter sido acostumada com serviçais, também não gostava do fato de prepararem seu banho, principalmente porque se não pedia licença os serviçais ficavam ali, para alcançar algo, e inevitavelmente a olhar tomar banho... Era o trabalho dos serviçais, Regina sabia, mas ela tinha muita vergonha de uma coisa dessas, ela não conseguia acreditar como a maioria dos nobres se deixavam serem banhados, prepararem o banho já era uma grande coisa... Não precisa de ninguém ali...

A olhando...

E não adiantava, todo santo banho era o mesmo dilema, e o mesmo pensamento, mas enquanto a serviçal aprontava seu banho, Regina olhava pelas enormes janelas que lado a lado tomavam uma parede toda, de cima a baixo, e com as cortinas amarradas deixavam o lugar iluminado pela luz do dia, mesmo naquele dia cinzento, ela tinha a própria banheira na outra sala que pertencia ao seu quarto, era separada por uma parede que tinha duas enormes estandartes do reino que seu pai descende, Cora sempre gostou de fazer a nobreza presente, entre o meio dos estandartes havia uma porta que dava acesso a outra parte do quarto com a banheira, mas era tudo tão fechado e escuro, havia apenas uma enorme janela, Regina quase sempre que podia não se banhava lá, se banhava nessa sala que se encontra agora, que era destinada a visitantes, quase nunca alguém fazia visita, então quem usava mais era Regina, era boa a sensação de silêncio e tranquilidade que a sala transmitia, sendo toda revestida de mármore branco, a luz se espalhava por ela, deixando a enorme sala com um ar menos gélido, e que nos dias ensolarados deixava a sala de banho ainda mais iluminada, dali nada se era visível além de campo, e a casa ficava em cima de uma colina, o que a tornava ainda mais alta, então não havia como alguém que estivesse do lado de fora enxergar que era uma sala de banho, e Regina gostava disso.

–Está pronto - diz a antiga serviçal que Regina conhece desde que se conhece por gente, Regina sempre pede a ela para fazer o seu banho, ela sempre preparou melhor, quente na medida certa, como ela gosta, e não é só por isso, Regina sempre a pede porque ela já sabe que Regina vai dispensar sua ajuda, e diferente dos outros não vai insistir em ficar ali.

–Obrigada - diz Regina com um sorriso no rosto, a serviçal acena com um sorriso no rosto e saí da sala.

Regina volta seu olhar a paisagem chuvosa e nublada daquele dia cinzento, ela gosta de olhar a chuva, mesmo que seja uma tempestade cheia de raios, os pingos que caem livres do céu e se espalham livres por toda parte a fazem se perguntar o que há além das colinas da sua casa.

Desde que consegue se lembrar Regina mora ali, e Cora nunca a levou com ela nas suas viagens, nem mesmo quando a filha do Rei Leopold nasceu, Regina nem se quer consegue lembrar o nome da nova Princesa, Cora nunca falou, e os serviçais também nunca a falaram, ela só lembra da falação da cerimonia de coroação da nova Princesa, mas Regina só tinha 9 anos na época, e agora só lembra de na época falarem algo sobre a bebê ter uma pele tão branca como a neve, isso a lembrava um pouco de Emma, e Regina não entendeu porque Cora não quis ir na cerimonia de coroação, ela adorava a nobreza, mas Regina a muito tempo havia parado de tentar entender sua mãe, e com esse último pensamento Regina tira sua capa e a deixa cair no chão perto as janelas, indo até a enorme copa a esquerda da sala que toma toda parede, onde se encontram suas roupas limpas, a copa tem um imenso espelho que a acompanha, e que assim como a copa vai do início daquela parede até o final, e ali Regina tira o resto de sua roupa, ela pode ver seu reflexo da cintura para cima, mas não se prende muito a isso, ela apenas nota que seu longo cabelo precisa ser cortado, e que agora tapa seus seios, Regina cruza os braços ao sentir o frio da gélida sala num dia chuvoso em sua pele nua, e vai até a enorme banheira no centro da sala, ela apenas poem a pontinha do pé sentindo a água perfeitamente quente em contraste com o frio que sente, e entra na banheira, pondo o pé e em seguida que a água cobre sua cintura se apoia na beirada com as mãos, e vai até a parte da banheira que fica mais próxima a porta, onde a esquerda a toalhas em uma mesinha de madeira, a mesinha fica em cima de um enorme tapete vermelho a um pé de distância da banheira, para quando ela sair e ocasionalmente não pisar no gélido e escorregadio mármore, mas antes de começar a realmente se banhar, Regina submerge na água para molhar o cabelo, sem ao menos lembrar que não trancou a porta da sala antes de entrar na água...

Emma por outro lado estava terminando seu café, ela e Hook faziam as refeições na enorme cozinha que os serviçais trabalham, onde a três mesas, as duas primeiras com mantimentos e verduras fresca, na terceira ao fundo está Emma e uma outra servente, ela é jovem, tem cabelos castanhos em um coque, apesar das roupas simples e iguais as demais serviçais ,ela é bonita, lembra um pouco Regina, mas apenas pelo rosto ser anguloso e ao mesmo tempo suave, mas Regina é muito mais bonita decide Emma, que nem sabe da onde aquilo veio, mas volta sua atenção para seu último pedaço de pão de nozes, com leite quente que uma das serviçais mais velhas a ofereceu, e agora que Hook não estava na sua cola ela tinha um tempo para pensar.

Pensar mais precisamente na conversa com Regina na noite anterior, Regina chorando.

Chorando por causa de Cora e de medo de ser punida, de Regina não gostar de magia quando era nova, chorar por ter uma mãe que só a critica, e ainda assim Regina se juntou a Cora quando ela foi para Storybrooke... Podia Regina achar que Cora não a amava desde quando era nova? Bem, se desconfiava agora ela tinha certeza, porque agora, depois de Zelena, Regina sabia que Cora nunca quis abandona-la, e só teve ela para entrar na realeza, Deus aquilo era horrível só de pensar, pelo menos o pai de Regina parecia gostar dela, e Emma não sabia o que era pior: ter sido criada longe dos pais, como ela, ou saber que sua mãe nunca a amou, como Regina.

E isso a fazia lembrar de David e Mary Margaret, fazendo uma onde de culpa percorreu Emma, ela tinha achado seus pais, duas vezes... E eles a amam, e tudo que Snow quis foi se aproximar dela, e tudo que ela fez desde que eles voltaram da Floresta Encantada foi dizer que queria voltar para Nova Iorque, e os deixar para trás... Ela tinha algo que Regina sempre quis e não teve, e mesmo assim estava jogando no lixo, mais uma razão para voltar ao futuro, e ficar em Storybrooke, agora só restava o leite no copo, e Emma dá uma última olhada ao redor, Emma não gostava daquilo ali, principalmente naquele clima de idade média que é a Floresta Encantada, apesar de bem vestidos dava a impressão de miseria, ou de sofrimento, talvez realmente nunca tenha sido escrito no destino para ela ser uma princesa, Emma até tentou reconhecer alguém dali mas não nenhum rosto lembrava alguém de Storybrooke, Emma a essa altura inclusive se peguntava como Regina conseguiu se acostumar sem todas as regalias quando foi para Storybrooke, sendo que foi acostumada com luxo desde sempre, e tinha servos, e ser Prefeita de uma cidade não deve se comparar a ser uma Rainha... Regina era realmente uma mulher difícil de entender, mas agora Emma já terminou seu café da manhã, e só restava criar coragem e pedir de novo para preparem seu banho...

Logo que Emma toma coragem de pedir para uma das serviçais para prepara-la o banho, ela vai ao quarto com a serviçal atrás dela, Emma pega suas roupas que já havia deixado separadas e dobradas em cima da cama antes de ir tomar café, e a mulher a acompanha até a sala de banho, Emma até lembra o caminho, 5 portas depois do seu quarto, há um corredor, e a primeira imensa porta dividida em duas grandes partes de madeira branca, é a sala de banho, ela fica na parede a direita, na parede a frente a uma porta igual, mas ela não sabe o que há ali, provavelmente outra sala de banho, assim que se aproximam da porta, como a servente no dia anterior, a mulher diz que precisa pegar toalhas para ela em outro local, porque quase ninguém utiliza aquela sala e provavelmente não a toalhas ali, ou sais de banho, mas diz que ela pode entrar na sala que logo ela voltará, Emma acena e a mulher segue pelo corredor até dobrar a esquerda e sumir.

Emma olha a porta logo a sua frente, é imensa, quase da mesma altura da parede, e é bonita, naquele estilo medieval que tudo tem algum desenho esculpido, mas apesar da porta ser pesada ela é leve, assim que ela poem a mão na porta sem muito esforço ela se abre, e entrando de cabeça baixa Emma nem nota que alguém já está na sala, Regina por outro lado estava saindo da banheira e pondo um pé no imenso tapete vermelho que mal ouviu a porta se abrir, a porta nem range apesar de ser de madeira, e Regina seguiu em direção as toalhas pegando uma secando o rosto, assim que Emma passa pela porta a deixando entreaberta, já que a serviçal voltaria, Emma levanta o olhar passando ligeiramente pela sala e olhando de novo para roupa em seu colo, e ela não tem certeza mas tem medo de olhar de novo, ela tinha olhado muito rápido ou tinha uma mulher ali?

Assim que Emma olha de novo ela pode ver que tinha uma mulher ali, a deixando involuntariamente boquiaberta, era Regina.

Justo Regina.

Ela passava uma toalha no rosto, deixando boa parte de seu corpo exposto, principalmente suas pernas e coxas definidas a mostra, Emma tinha que sair correndo dali, ela sabia, mas parecia que seus membros tinham congelado e não obedeciam seu cérebro, e Regina parecia não ter notado sua presença porque seguiu secando o rosto, inclinando um pouco a cabeça e secando o cabelo, deixando seu seio esquerdo a mostra, Deus Emma não podia ficar mais ali! Assim que Emma se recuperada do congelamento momentâneo do corpo da falta de ação se vira em direção a porta e a puxa, fazendo com que porta bata em seu rosto.

–Au - murmura Emma pondo a mão no nariz, se afastando dois pés da porta, e aquele "Au" ecoa pela sala chamando a atenção de Regina, instintivamente pondo a toalha no corpo cobrindo o máximo que pode enquanto olha em direção a porta, era... Era Emma?

–Emma? - diz Regina usando as duas mãos para segurar a toalha em seu corpo.

Emma olha em direção a Regina por instinto com a mão no nariz, e lembrando que Regina está nua desvia o olhar pro chão tão rápido quanto olhou.

–Desculpa eu não sabia que você estava aqui - diz abrindo a porta de novo, e se topando com a serviçal fazendo toalhas e sais de banho caírem do lado de fora da sala.

Podia a situação ficar pior?

Regina indireita a toalha do corpo e não sabe o que fazer, ir até a porta? Ajudar Emma e a serviçal?

Só de toalha?

Não, não, não ela tem muita vergonha pra isso, ficar parada ali e não ajudar? Também não, talvez esteja na hora de perder um pouco de vergonha, e Regina vai até a porta de pé descalço e só com uma toalha envolvendo seu corpo, seus pés estão secos de ficar em cima do tapete, sendo assim ela não escorrega, mas sente o gelado mármore em seus pés, Emma está agachada no chão, mais do lado de fora da sala do que dentro, e ajuda a mulher a juntar as coisas do chão, um frasco de vidro se quebrou e o cheiro de lavanda se espalha pelo corredor, a mulher diz que não precisa de ajuda mas Emma ajuda mesmo assim, e Regina chega a porta, e a usa um pouco como escudo, bem, talvez não tenha perdido tanto a vergonha assim..

–Vocês estão bem? - diz Regina com aquela doce voz jovem dela, um pouco rouca como a voz de Regina é, mas mais meiga, chamando a atenção da serviçal e de Emma que olham para cima, com Emma novamente desviando o olhar tão rápido quanto olhou.

–Apenas um frasco de lavanda quebrado, mas tudo bem, não sabia que estava aqui mas você precisa de alguma coisa querida? — diz a mulher pegando uma última toalha que tinha caído mais longe e se levantando, assim como Emma

–Oh, não, não, não, obrigada - diz Regina desviando o olhar pra Emma que tem uma mão com sangue e um pouco de sangue escorre do seu nariz -Oh Emma o seu nariz!

–Oh, não foi nada, apenas um pouquinho de sangue diz Emma com sorriso fraco, não doía muito mesmo, então não deveria ter quebrado.

–Mas está sangrando Emma! Oh isso é minha culpa, eu devia ter trancado a porta

–Não se preocupe, sério, você deve estar congelando só com uma toalha

–Você pode ajudar ela a fazer um curativo? - diz Regina preocupada pendurada com metade do corpo pra fora a porta para a servente

–É claro, eu vou pedir a alguém limpar essa bagunça na porta enquanto cuido dela- diz a mulher com um sorriso a Regina, e tocando no braço de Emma que a segue, Regina as assiste irem até sumirem no corredor e entra para dentro da sala, trancando a porta dessa vez.

Regina se veste o mais rápido possível que consegue, colocando uma calça preta e botas marrons, com uma camisa branca de mangas compridas com um colete de coro marrom por cima, ele tem um sinto que assim que Regina fecha demarca suas curvas, e tem um abundante decote no busto, que deixa a mostra a camisa branca por baixo no seu peito, Cora não gosta quando ela se veste assim, ela sempre diz que é masculino demais, e que Regina deveria usar mais vestidos e menos calças, até nas aulas de equitação ela implica, quase sempre dizendo que falta graça e sutileza de uma dama, e Regina não entende como alguém pode realmente cavalgar de vestido, mas hoje Cora não está em casa, e Regina varre esse pensamento o mais rápido possível, saindo da sala colocando as luvas e indo atrás de Emma, sem ao menos passar batom que é um hábito tão natural.

Assim que ouve uma batida na porta Emma tira atenção da janela, ela estava olhando a chuva lá fora, lembrando de quando fazia isso na janela da sala no apartamento em Nova Iorque, deve ser a servente novamente, depois de estancar o pouco de sangue do seu nariz a mulher disse que prepararia seu banho e a chamaria assim que estivesse pronto, mas pra surpresa de Emma, não era a serva.

–Regina?

–Eu vim ver se você está bem

–Oh sim, sim eu estou bem, não foi nada - diz Emma desviando um pouco o olhar

–Emma você pode olhar pra mim agora, eu estou vestida - diz Regina em meio a um sorriso bobo e Emma cora, não conseguindo olha-la.

Esse era o tipo de comentário que só uma Regina faria, se não joga-se uma bola de fogo se acontece em Storybrooke.

–Oh por favor Emma, eu estava brincando - Regina diz sorrindo, chamando a atenção de Emma.

–Além disso, provavelmente foi minha culpa, eu esqueci de trancar a porta, e também vim avisar que seu banho está pronto - disse a morena sem tirar o sorriso do rosto mostrando que segura um par de toalhas embaixo do braço, e Emma cora mais ainda sem saber o que fazer, fazendo o silêncio pairar no ar, e Regina nota.

–Oh, desculpe esqueci de entregar - diz a oferecendo as toalhas –Você conhece o caminho, ou quer eu a acompanhe?

–Oh, não tem necessidade... Eu lembro o caminho sim. — diz Emma dando um sorriso fraco segurando as toalhas embaixo do braço.

–Oh, tudo bem, eu vou tomar café então — diz Regina saindo da porta com um sorriso fraco, fraco demais pra um sorriso normal que Regina dá, Emma não tinha certeza, mas ela parecia um pouca frustada com a resposta, assim que Regina se vira e faz seu caminho para a direita do corredor, enquanto Emma fica na porta a olhando e a chama, ela nem mesmo sabe porque faz isso, mas ela tem vontade fazer, e faz.

–Regina

Deus isso é errado.

É pra ficar longe de Regina lembra Emma?

Ela pragueja a si mesma.

E Regina assim que houve seu nome para no corredor se virando para trás.

–Onde posso encontrar você depois?

E naturalmente Emma vê a expressão de Regina mudar para a natural alegria que ela tem nessa idade.

–Oh, eu acho que vou ficar um bom tempo na cozinha - diz Regina com um sorriso de canto a acenando antes de seguir seu caminho e Emma a acena em resposta, voltando ao quarto e pegando as roupas para ir para seu banho, ela não sabe porque, mas ela não aguenta mais ver aqueles olhos castanhos com um sorriso triste estampado no rosto.

Notas finais
Apenas para esclarecer: Na parte onde Regina pensa sobre "a nova Princesa" e não lembra o nome dela, que é Snow, escrevi assim porque quando Regina salva Snow no "The Stable Boy" ela não reconhece a Snow assim que a salva, não sabendo o nome da garota, muito menos que era filha do Rei Leopold, só descobrindo quando o Rei vai visita-los e a Cora conta que a garota era filha do Rei. Então, achei melhor deixar assim, acho que Regina não sabia muito do mundo fora dali...