There's No Place Like The Past
5 Apple Pie For Dessert and Kisses For Goodnight
Notas iniciais
Durante seu demorado banho Emma tinha o arrependimento batendo em sua mente, ela não deveria ter chamado Regina de novo, ela não tinha que prometer que a procuraria, ela deveria ficar longe de Regina o máximo que era possível, mas ao mesmo tempo havia a voz em sua mente que dizia que falar com Regina a essa altura não faria muita diferença, afinal ela e Hook já haviam apagado o futuro, e eles estavam em baixo do teto de Regina, o que não ajudava com parte de "ficar longe de Regina o máximo possível".
Sendo assim, Emma com sua capa azul por cima do vestido, e dá uma última olhada por entre as cortinas de seu quarto, e assiste a chuva lá fora, ainda tão forte e audível, não se precisa olhar pela janela para saber que está chovendo, mas Emma a olha pela sensação de ilusão que a chuva é capaz de transmitir, a sensação de que a chuva é igual em todos os lugares, sendo assim, ela poderia estar em Storybrooke vendo a chuva pela janela.
Mas ela não está em Storybrooke.
Ela está na Floresta Encantada.
E uma jovem Regina a aguarda na cozinha, onde ela prometeu encontra-la.
Sendo assim, Emma saí do próprio transe e vai a procura de Regina, na metade do caminho ela para franzindo o cenho, se perguntando se Regina ainda está na cozinha, seu banho demorou um pouco a ficar pronto, e ela mesma se demorou mais, e apesar do mau tempo, pela luz do dia agora já devem ser 11 horas da manhã, Regina não estaria tomando café até uma hora daquelas, Emma suspira e respira fundo seguindo seu caminho até a cozinha, se Regina não estivesse mais ali ela podia dar a desculpar de que não a encontrou e se infurnar no quarto até se toparem de novo, afinal o que mesmo que ela falaria com Regina? Nem ela havia pensado, mas para sua sorte (ou azar), Emma estando a dois passos da porta da cozinha se topa com Regina saindo, Emma só agora nota que que Regina usa calças e o cabelo solto, com uma apena pequena trança, não deixando as longas madeixas castanhas taparem o rosto de Regina, que como sempre tem um sorriso nos lábios, não o deixando se esvair pelo susto de quase esbarar em Emma, pelo contrário, o sorriso só cresce
–Emma? – ela diz ainda sorrindo
–Eu... Eu estava procurando você – diz Emma apertando os lábios em um sorriso desajeitado
–Oh eu achei que você tinha esquecido – tinha Regina ficado ali a esperando?
–Ugh... Desculpe pela demora – diz Emma fazendo uma careta
–Tudo bem... – diz Regina dando de ombros
–Você estava tomando café até agora? – diz Emma não sabendo como contiunar a conversa, e ao mesmo tempo perguntando indiretamente se Regina a havia a esperado
–Claro que não – diz Regina fazendo biquinho -Eu estava fazendo uma torta de maçãs – completa Regina soando orgulhosa de si mesma
–Você cozinha? – aquilo não fazia sentido, Regina tinha serviçais, e Regina faz uma careta e responde gesticulando "mais o menos" com a mão direita
–É.. Bem, apenas quando minha mãe não está – diz Regina completando com um sorriso fraco, e Emma entende, Cora não quer Regina misturada com serviçais, mas o perturbador era que Regina se misturava mesmo assim, e apesar de jovem aquela Regina não era idiota, ela fazia quando Cora não estava -Killian me avisou que papai está me esperando na biblioteca, então eu tenho que ir – diz Regina mudando o rumo do assunto soando ainda mais jovem, saindo da porta da cozinha e ficando esquerda de Emma
–Oh, ok – diz Emma — Killian está na cozinha?
–Sim – diz Regina, Emma dá um fraco sorriso em troca e tenta fazer seu caminho a dentro da cozinha, apenas tenta, porque assim que dá um passo, é a vez de Regina a chamar sua atenção co um leve toque no seu ombro
–Emma?
–Sim?
–Mais tarde irei fazer uma caminhada, você... Gostaria de ir comigo? – diz Regina com a voz falhando um pouco, Emma pode perceber a insegurança, e talvez seja porque ela é Emma Swan que ela tem que fazer uma piada.
–Na chuva? – zomba Emma, fazendo Regina revirar os olhos.
–É claro que não, apenas pelos corredores – pontua Regina.
–Ok então – diz Emma com um sorriso de canto pondo outro sorriso em Regina.
–Vejo você após a aula – diz Regina com um sorriso e em um movimento tão rápido depositava um beijo na bochecha de Emma, que quando o sente já é tarde demais para uma resposta e Regina some pelo corredor.
Sendo assim Emma entra cozinha, ela pode ver Hook sentado na última mesa, ele levanta o olhar em um sorriso com um pequeno sorriso assim que ela se aproxima
–Swan – ele diz e Emma sentasse ao seu lado
–Então como foi a manhã com o pai de Regina?
–E como foi sua manhã com Regina? – diz Killian sério fazendo Emma franzir o cenho
–O que você está dizendo?
–Que ela ficou esperando você por meia hora, porque você disse que viria – pontua Killian
–Ela não estava fazendo alguma coisa com maçãs?
–E como você sabe?
–Nós nos topamos na porta... – suspira Emma, ela já sabe qual é o rumo daquela conversa.
–Swan...– bufa Killian
–Eu sei o que você vai dizer – diz Emma cortando o pirata
–Não, você não sabe – ele diz abaixando o tom, atraindo a atenção de Emma –No tempo que estive aqui na cozinha ela estava fazendo sim "alguma coisa com maçãs"– ironiza o pirata –Mas ela também esteve perguntando o tempo todo sobre você.
–Espera o que? – diz Emma arregalando os comicamente –O que você disse?
–O que combinamos, que estamos indo para uma aldeia perto do castelo do Rei Leopold, onde sua família vive.
–O que mais ela perguntou?
–Nada demais - ironiza o pirata de novo –Apenas se você tinha um namorado ou era casada, já que você a disse que somos apenas amigos – Emma suspira e o pirata continua -Swan eu entendo sua frustração, mas você lembra que aqui estamos tipo na idade média comparada ao seu mundo? – ele diz sinceramente - As mulheres não viajam sozinhas com homens que são "apenas amigos".
–Você acha que ela acha que sou uma-
–Não. – corta o pirata -Eu expliquei para ela que nossas famílias se conhecem a muito tempo, e eu estou a acompanhando até sua aldeia para você não viajar sozinha – Emma suspira em alívio -Mas o ponto não é esse – ele diz
–Oh e tem outro?
–Eu acho... Que ela pode ter uma pequena queda por você.
–Você não pode estar falando sério – zomba Emma revirando os olhos - Ela só é jovem e provavelmente era do tipo que anda de braços dados com amigas e tudo aquilo que garotas ricas geralmente fazem. – diz Emma dando de ombros, se ela e Regina em Storybrooke nunca tiveram nada, porque essa jovem Regina se interessaria nela? Aquilo só podia ser o ciume de Hook atrapalhando seu julgamento.
–Veja, apenas seja cuidadosa. – ele diz sinceramente.
–Eu serei. – diz Emma, encerrando assunto Regina ali, afinal aquele não era local para falarem de Regina, ou de qualquer coisa que envolvesse viagens no tempo, sendo assim almoçaram o mais tranquilamente que podiam com o pensamento de não ter certeza alguma de como voltar ao presente, presos por uma tempestade que continuava lá fora, sem poderem fazer nada em baixo do teto de Regina, dificilmente lembrando quem havia feito a torta de maçã que comeram na sobremesa.
E naquela tarde a hora parecia especialmente não passar, Hook e Emma não tinham mais o que discutir sobre a viajem no tempo, só restava esperar o tempo melhorar e irem a procura de Rumple, o que segundo Hook poderia ser feito no dia seguinte, segundo ele aquela chuva não duraria mais um dia, o que era um alívio, mas assim que as horas passavam e não se tinha extremamente nada para se fazer o tédio era massacrante, e Emma se pegou esperando pela caminhada que Regina a prometerá mais cedo, pelo menos era uma distração.
Pela janela do quarto Emma assistia a chuva de novo, a noite cairá cedo, provavelmente por causa do tempo ela pensou, e não fazia muito tempo que uma serviçal avia passado ali para ascender os candelabros do seu quarto, mas Emma não a deixou que fizesse e fez ela mesma, provavelmente a mulher ainda tinha trabalho a fazer, e aquilo seria uma pequena distração para si, e a noite caindo e nada de Regina, provavelmente ela havia se esquecido, pensou Emma, até ouvir uma leve batida na porta.
Era Regina.
Cabelo ainda solto, preso apenas por uma pequena trança na altura dos ouvidos, usando um longo vestido branco de mangas compridas, com detalhes em dourado, e um corset em detalhes em dourado também, demarcando sua cintura, a dando curvas.
–Ainda quer fazer a caminhada? – diz Regina exasperante
–É claro. – diz Emma encostando a porta do quarto se pondo ao lado de Regina
–Vamos então. – diz Regina com um sorriso brilhante, trançando um braço ao de Emma, que com a surpresa sente-se um pouco desconfortável com Regina tão perto, mas não fala nada enquanto Regina a mostrava toda mansão.
Ela realmente tinha sido do tipo que anda braços entrelaçados com amigas? Aquilo era perturbador.
E Emma mal prestava atenção o que Regina falava enquanto caminhavam pelos corredores, a dando respostas automáticas, a jovem morena a mostrará a segunda parte da mansão, que era ligada por um corredor acinzentado, feito de pedras, que mais parecia um túnel, onde ficava a enorme biblioteca em uma torre, e também onde moravam os serviçais e professores de Regina, a morena a falou sobre as outras salas e tores que haviam por lá, mas Emma dificilmente prestou atenção, Regina tinha sido uma jovem normal e cheia de simpatia, que até odiava magia, e agora não era difícil entender porque Snow mesmo sem se lembrar de um ano perdido também acreditava que Regina não tinha lançado a maldição, ela conheceu essa Regina que caminhava de braços dados com ela, era tão triste ver que Regina havia começado sendo tão boa, como quanto as pessoas da Floresta Encantada rotulam "bem" e "mal", como se as pessoas fossem nascidas com o molde "bem" e "mal" estampado na testa, e mesmo assim Regina havia acabado se tornando quem se tornou, e enquanto Regina a levava de volta a mansão principal, a uma sala com lareira, Emma se lembrava de sua própria juventude, ela tinha sido criada em orfanatos e depois saído e se tornado uma ladra, e com essa idade saía da cadeia, dando o filho para a adoção para que tivesse um futuro melhor, ela foi o contrário de Regina, e ela era supostamente a parte que nascerá com o "bem" estampado na testa, o destino certamente tem seu humor negro ela pensou.
–Oh eu amo esta sala. – diz Regina finalmente soltando seu braço, parando perto da lareira.
–É bonita. – diz Emma dando mais uma resposta automática, ela para perto a uma janela a esquerda.
–Eu disse algo errado? – diz Regina sem se aproximar da loira, ela tem praticamente certeza de que faz algo errado
–Não, é claro que não. - Emma se vira dando atenção a morena, ela segura um braço com uma mão, parecendo vergonhada
–E que... Você tem ficado... Silenliciosa... E eu sei que eu falo que demais, mãe me diz que tenho que controlar isso também – diz Regina um fraco sorriso –Eu posso leva-la de volta ao seu quarto se você quiser, eu não deveria ter tomado tanto seu tempo.
–Regina, realmente, você não fez nada errado – diz Emma soltando suspiro — O problema não é você.
Na verdade é.
–Eu fiquei um pouco distraída, eu estava pensando... Só isso.
–Você estava pensando na sua família? - diz Regina quase que tristemente
–É, sim.
–É por isso que você está tão triste? – Emma levanta o olhar, Regina era tão perceptiva desde jovem? – Oh desculpe eu-
–Sem problema. – corta Emma mais um pedido de desculpas -E sim, é só que... Eu sinto saudades.
–Mas você verá eles de novo. – diz Regina com um sorriso brilhante, sem ao menos saber o quanto aquelas palavras pesam naquele momento, e talvez fosse isso que Emma precisasse, alguém que a dissesse que tudo ficaria bem –Killian está levando você até eles não está? – Emma assente com a cabeça -Eu queria poder ir junto – Regina suspira fazendo Emma arregalar os olhos -Eu me pergunto como é lá fora – finaliza -Mas eu sei que vocês ficarão bem, Killian disse que você tem um filho? É verdade?– e Emma faz uma recapitulação mental da história que ela e Hook combinaram, de que Neal era irmão de Killian, e que havia morrido, sendo assim Emma seria viuva.
–Sim. – é tudo que Emma é capaz de dizer
–Oh, eu espero ter filhos um dia também – diz Regina com um sorriso, e as vezes é doloroso ouvir Regina falar -Mãe disse que está procurando um noivo para mim, eu queria poder por amor verdeiro – diz Regina com um suspiro sonhadora — Mas mesmo assim, se não for por amor verdadeiro, eu quero filhos, uma criança não tem culpa de ter nascido. – Emma a da um sorriso e pisca para não chorar, é realmente doloroso ouvir tudo aquilo, e saber que nada vai ser assim, que mesmo muito antes de o conhecer Regina já amava Henry.
–Eu sei que um dia você terá. – diz Emma com voz embolada pelo choro oprimido.
–Eu só espero que eu seja uma boa mãe .– diz Regina com um sorriso olhando a lareira. –Como se chama o seu filho? – diz Regina levantando o olhar, Emma não tem muito certeza se deve mas diz a verdade.
–Henry.
–Oh, igual ao nome de meu pai – diz a morena surpresa -Você que escolheu?
–Na verdade não. – diz Emma fazendo a morena arregalar os olhos em curiosidade –Foi uma amiga.
–Eu gostei, eu acho que podia colocar Henry também. – Emma ri para si, de ver Regina falando de si mesma.
–Então você disse que gosta dessa sala...– diz Emma mudando de assunto, se falar de Henry de novo talvez não consiga esconder as lágrimas, e o lado sentimental não é seu forte -Por que você gosta tanto dela?
–Ela me lembra do meu décimo quinto aniversário – diz Regina olhando as chamas da lareira... -Mamãe organizou um baile para mim. – a morena sorri com a lembrança.
–Então você gosta de bailes...– diz Emma com um sorriso de canto, ela lembra de Snow e David falarem o tempo todo dos bailes... Claro que Regina não ficaria pra trás... Mas ela ainda não via tanta graça assim.
–Eles são bonitos, eu queria poder ter ido em outros, sempre há um quando há um novo casamento, mas a minha mãe nunca me deixa ir. – diz Regina revirando os olhos –Você não acha que eles são bonitos?
Como responder algo que você nunca foi e não gosta sem destruir a opinião de alguém?
–Vamos apenas dizer que não danço muito bem. – finalmente responde a loira
–Oh, mas não é tão difícil...– pontua Regina
–É, bem, para mim eles são...
–Eu posso te mostrar uns passos, você verá que não são.
–Isso não é uma boa ideia... Esse realmente não é meu ponto forte.
–Oh vamos! Você não pode ser tão ruim assim – diz Regina pondo uma mão na cintura.
–Ok.– bufa Emma –Mas não diga que não avisei.
–Bobagem...– diz Regina a puxando para o meio da sala por uma mão delicadamente –Agora...– diz Regina fazendo uma careta, ela ainda segurando sua mão, Emma ri para si de quão fofa Regina parece assim–Você é mais alta, então terá que ser o homem...– diz Regina passando o braço esquerdo de Emma por sua cintura .
"Isso é realmente algo que Regina poderia dizer" pensa Emma, enquanto arruma melhor seu braço na cintura de Regina, fazendo seus corpos se aproximarem
–Na verdade...– diz Regina fazendo outra careta -Como você não sabe como dançar, e o homem é quem conduz, eu terei que ser homem.
"Se Regina apenas soubesse como essas palavras soaram..."
–Ok então. – diz Emma dando de ombros enquanto se desvencilha da cintura de Regina, e invertem as posições, com Regina passando seu braço esquerdo pela cintura de Emma, e segurando sua mão direita, enquanto Emma coloca o braço esquerdo sobre seu ombro, ela parece ainda mais pequena agora, mas segura sua cintura com firmeza.
–Agora, apenas siga meus passos – diz Regina com um sorriso de canto
–Se eu pisar em seu pés...
–Você não irá. – diz Regina levando Emma junto a si, no lento vai e vem da valsa, no ritmo da música que não toca, que somente existe na mente de Regina, e Emma acompanha seus passos como se fosse um espelho refletindo a imagem de Regina, que a lança um sorriso em meio a um olhar e larga sua cintura, mas não sua mão, fazendo um movimento natural de referência, como se a corteja-se a lançando um olhar, e em um movimento natural como água ela volta a envolver sua cintura, a levando aos seus passos lentos fazendo um circulo na sala, soltando sua cintura novamente com Emma acompanhando seu movimento dessa vez, pondo um sorriso no rosto de Regina, voltando e invertendo mais uma vez as posições, com Emma segurando sua cintura.
–Você aprende rápido – diz Regina com aquele mesmo sorriso de segundos atrás ainda no rosto, enquanto Emma a conduz –É natural, como se você fosse uma Princesa.
Emma dá um sorriso em troca do elogio, e Regina se afasta novamente, levantando a mão de Emma acima de sua cabeça, fazendo uma volta com Emma fazendo uma referência, Regina segue o movimento fazendo uma volta em torno de Emma sem largar sua mão, que levanta-se assim que Regina termina a volta, envolvendo sua cintura mais uma vez, dessa vez seus corpos mais perto um do outro, e os passos se tornam mais precisos com a troca de olhares, os olhos de Regina tão negros e com o brilho que só eles têm, mais acesos agora, sem se perderem dos olhos verdes esmeralda ao repetirem movimento de mutua referência, juntando seus corpos mais uma vez, com o choque da proximidade esquecendo de seguirem os passos, congelando no momento, com a respiração pesada compartilhada, assim como olhar não desviado, fazendo o mundo ao redor parar, com Regina desviando o olhar para a boca de Emma, que faz o mesmo antes de seus olhos se encontrarem novamente, lentamente se aproximando de Regina, a morena fecha seus olhos quando a ponta de seus narizes se roçam, e inclina a cabeça fazendo seus lábios encontrarem os de Emma em um beijo inocente, mas tão sobrecarregado pelo momento, com Emma respondendo lentamente, roçando seus lábios nos de Regina, até a jovem morena abrir passagem para sua língua.
Aquilo era errado.
Muito errado.
Mas o sentimento do calor de suas línguas tocando sutilmente, fazendo seu sangue esquentar, era como se a magia tivesse voltado ao seu corpo.
E Emma podia sentir, ela havia voltado.
E a loira não pode parar ela mesma, o olhar que os olhos castanho a tinham dado a segundos atrás era como se apagasse todos os problemas existentes, como um porto seguro, e Emma desentrelaça a mão direita da de Regina, a levando as costas da morena, e subindo até entrelaçar seus dedos nas madeixas morenas, aprofundando o beijo, suas línguas lutando pelo controle assim que Regina se deixa levar ela sensação, fazendo seu coração acelerar e o ar faltar, mas elas não pararam, não completamente, com Emma dando uma leve mordida no lábio inferior e Regina, apenas o suficiente para recuperar ar, com os lábios de Regina encontrando os seus de novo, com a necessidade de sentir o toque dos lábios de Emma mais uma vez, com a sensação do desejo nunca antes sentida por Regina, ela não sabe porque, mas ela tem a necessidade de sentir loira mais perto, e mesmo com seus lábios colados não parece suficiente, ela passa um braço pela a cintura da loira, colando ainda mais seus corpos, Regina pode sentir seu corpo febril com o toque de Emma, ela está sem ar mais uma vez, mas não se importa, descansando sua cabeça colada a de Emma, peitos arfados a procura de ar, corações acelerados acompanhando a fraca chuva lá fora, e uma vez que os olhos verdes esmeralda encontram os castanhos o feitiço se desfaz, com a realidade batendo a porta da mente de Emma com o que ela acabou de fazer, os olhos castanhos tão penetrantes e enfeitiçadores capazes de trazer os desejos mais profundamente escondidos, Regina pisca fazendo Emma realmente voltar a realidade, imediatamente se afastando da morena, se desvencilhando do toque e encanto, deixando Regina sem entender o que acabava de acontecer.
–Eu sinto muito, Regina eu – Emma dá dois passos para trás, ela precisa sair dali.
–Emma, espere – diz Regina dando um passo em sua direção.
–Eu, e-eu sinto muito – diz Emma passando por Regina como vento, praticamente correndo para seu quarto sem olhar para trás, deixando Regina e seu coração partido pela primeira vez para trás.
Fale com o autor