The pain of love
1 Love... Hurts
Notas iniciais
Essa é provavelmente a primeira fanfic Original que eu posto e provavelmente a primeira que eu pretendo levar até o fim.
De verdade, estou a dias pensando nela e já estou com ideias para os próximos capítulos.
Espero que gostem :33
Se perguntassem a ela o porquê daquilo, a mesma não saberia responder, simplesmente havia acontecido.
Da mesma forma que é impossível duvidar que o céu é azul e que dois mais dois são quatro, era também impossível duvidar da grandiosidade do seu amor por ele.
Toda vez que olhava para ele, seu coração disparava e o som do mesmo quase podia ser ouvido de tão alto, as bochechas ganhavam um tom avermelhado e ela não o conseguia o encarar diretamente nos olhos por constrangimento.
Isso acontecia há anos, na verdade, desde sua infância a ruiva mantinha tais sentimentos por ele.
Porém como o mundo era imensamente cruel, o mesmo não olhava para a ruiva, não da mesma maneira, sequer percebia os sentimentos da pobre garota. Ele mantinha os olhos em outra mulher, uma bela mulher na verdade, e era ela quem estava ao seu lado agora.
Fora isso que causara a dor em seu peito e também isso que a impedira de libertar e confessar seus tão antigos e intensos sentimentos.
Era doloroso, ou melhor: Era cruel.
Era tão cruel que lhe doía toda a vez que os via juntos, uma dor incessante que parecia nunca sumir. A ruiva já havia perdido as contas das vezes em que dormira depois de horas de choro e remorso, perdera a conta de quantas vezes acordara com os olhos inchados e vermelhos, perdera a conta de quantas vezes fora obrigada a colocar a típica mascara de indiferença enquanto os observava rir, às vezes até fazia-se necessário o uso de maquiagem para melhor disfarçar as olheiras e o inchaço dos olhos.
Mas tais produtos não escondiam tudo. Nada escondia os olhares vazios e cansados, os sorrisos amargurados e cheios de tristeza. Nada. Era na verdade, quase impossível não perceber o estado dela.
Quase, porque ele, o homem por quem ela era completamente apaixonada, parecia ser o único a não notar.
A nossa ruiva era Julieta Sagesse e o homem por quem ela se apaixonara era o moreno Nicolas Gold, este mantinha relacionamento com Agatha Beauté, uma antiga amiga de colégio da ruiva.
Era doloroso ver ambos juntos.
Mas ela se mantinha firme.
Ela conseguia, por ele, se fosse por ele...
Ela conseguia.
Já fizera tanto por ele até agora que, agüentar aquilo era apenas mais um dos milhares de sacrifícios.
Contanto que ela mantivesse seus sentimentos ocultos e conseguisse controlá-los...
Ela conseguia.
Ao menos era o que a mesma repetia para si todas as manhãs.
Julieta caminhava calmamente pelos corredores da grande empresa, com algumas pastas em mãos, aonde ia atraia olhares não só desejosos, mas admirados também. Seus longos cabelos ruivos recaiam em cascatas por suas costas, a pele branca entrava em contraste perfeito com as bochechas coradas e lábios rosados, mas mesmo assim, os incríveis olhos em um tom lilás mesclado ao cinza eram o que mais se destacavam em toda a sua aparência, como se fossem ametistas e prata misturadas.
Já fazia quase dois anos que trabalhava naquela empresa como secretaria do presidente da corporação, dois anos que trabalhava para ele.
Entrou no elevador e aguardou até chegar ao andar em que o escritório do moreno ficava, deu leves batidos na porta – Apenas por formalidade – E adentrou.
Julieta se arrependeu amargamente de não ter aguardado, na verdade, começou a imaginar se não teria sido melhor ter mandado outro em seu lugar.
Nicolas estava naquele momento em um momento intimo com Agatha, uma linda alemã, com cabelos lisos e loiros, olhos azul gelo e corpo de dar inveja em muitas mulheres, a mesma estava deitada sobre a mesa com a blusa totalmente aberta, deixando sua lingerie exposta e sua saia estava levantada até metade das coxas. O moreno se encontrava em cima da namorada, já sem a gravata e o paletó, a camisa social completamente amassada. Os olhos verde-mar, levemente arregalados em surpresa.
Um silêncio no mínimo constrangedor se instalou no local.
A ruiva respirou fundo, numa tentativa bem sucedida de segurar as lagrimas e acalmar seu coração, já mais despedaçado do que nunca. Deu um falso sorriso, o mesmo que mostrava para alguns acionistas e empresários que vinham falar consigo, Agatha obviamente não notou aquilo, porém Nicolas se mostrou surpreso. Não era do feitio da amiga fazer aquele tipo de expressão, pelo menos... Não com ele.
Por algum motivo que o moreno desconhecia, seu coração se apertou causando uma aguda dor incomoda.
—
— O senhor Gold não deveria fazer este tipo de coisa no escritório, bom contanto que não se esqueça da reunião que haverá com os executivos às quatro horas. – Disse Julieta com simpatia falsa,também usava seu habitual tom repreensivo, como se falasse com uma criança, ao mesmo tempo em que colocava as pastas em cima da mesa.
Não podia quebrar pelo menos... Não na frente dele.
Aquele tom apenas preocupou ainda mais o moreno, a dor parecia aumentar cada vez mais e ele continuava a não identificar o motivo.
—
— J-Julieta... — A ruiva se virou em direção a porta com elegância, ignorando o chamado do chefe, mas antes de ir, apenas virou o pescoço para encarar o casal, com o mesmo sorriso falso, que ocultava toda a dor que a mesma sentia naquele exato momento.
—
— Mil perdões por interromper o momento senhor Gold, na verdade, quero avisar o senhor que pedirei a Kate que o acompanhe na reunião de hoje, estou sentindo-me um pouco fraca esta manhã. – Disse Julieta, com o tom de voz mais fraco desta vez. Na mesma hora, Nicolas se levantou e foi em direção a ruiva, fez menção de que ia tocar em sua testa para conferir a temperatura, ao ponto em que a mesma apenas recuou um passo, recusando o toque, saindo em seguida fechando a porta atrás de si.
Quase que em disparada, Julieta arrumou seus pertences, queria sair o mais rápido daquele lugar para poder chorar em paz, longe dali, com apenas sua cama e travesseiros para abafar seus soluços, enquanto tentaria em vão colar o que sobrara de seu coração.
Como que para piorar a situação, sentiu as lágrimas chegando. Correu até o banheiro mais próximo e para sua sorte (Até que enfim algo bom lhe acontecia) o mesmo se encontrava vazio. Trancou-se em uma cabine e derramou as lagrimas, cobertas de dor e sofrimento.
Pegou o celular com as mãos tremulas e discou o primeiro numero que lhe vinha à mente no momento, Thomas, amigo e companheiro, esperava que o mesmo não estivesse com Alice, se sentiria horrível por acabar com um possível encontro romântico dos dois amigos apenas para preocupá-los com seus problemas amorosos.
Rapidamente a ligação foi atendida.
—
— Juli! Faz tempo que não me liga hein ruiva. – Disse Thomas com a costumeira animação e carinho. Julieta soltou um soluço.
—
— T-Tommy e-eu... – Mais lagrimas rolavam e banhavam o belo rosto da ruiva, o tom choroso e cheio de dor da amiga deixou o homem no outro lado da linha extremamente preocupado.
—
— Juli, o que houve? Porque está chorando? – A preocupação do amigo era quase palpável. Ao relembrar a cena, tudo o que Julieta podia fazer era derramar mais e mais lagrimas. Não conseguia mais conter os soluços, que agora já estavam mais audíveis.
—
— Juli, onde você está? – Perguntou novamente Thomas, cada vez mais preocupado. Com a voz fraca e tentando controlar os soluços ainda audíveis, a ruiva respondeu:
—
— N-No trabalho. – Pode ouvir um “Já estou indo” do outro lado da linha e sabendo que o amigo não demoraria muito saiu da cabine, lavou o rosto e segurou as lagrimas. Saiu minutos depois, tento sorte em não encontrar ninguém nos corredores e nem no elevador.
Quando chegou a recepção do prédio saiu em disparada não querendo encarar ninguém, logo deu de cara com um homem de cabelos castanhos, meio bagunçados e olhos azuis safira, cheios de preocupação. Thomas. O mesmo apenas abriu a porta do carro, ao ponto em que Julieta entrou, sem nunca encarar o amigo que esperou estarem a sós.
Dentro do carro, a ruiva encostou a cabeça na janela, o amigo parecia ansioso e desesperado para saber o motivo da amiga estar naquele estado.
Cabelos ruivos bagunçados, olhos inchados e vermelhos, vez ou outra a mesma fungava.
—
— Juli, me diz, por favor, o que aconteceu. – Pronto apenas aquilo foi necessário para uma nova crise de soluços, dessa vez mais contida, as lagrimas já não caiam aos milhares, mas ainda eram muitas.
—
— Dói muito Tommy, e-eu... Porque eu o amo tanto? Porque eu não posso simplesmente seguir em frente? – Ver a ruiva naquele estado o destruía por dentro, Julieta era um amor de pessoa, uma grande amiga, sonhadora, sempre estava com um sorriso não se importando com o quão destruída estava, ela pensava primeiro no bem dos outros, para depois pensar em si. Sempre.
Obvio que ele, assim como os outros integrantes daquele grupo sabiam do grande amor que a ruiva sentia pelo moreno, um amor raro de se ver. Nunca se intrometiam na relação por respeito à Julieta, que se recusava a atrapalhar os relacionamentos de Nicolas e dizia varias e varias vezes que não seria justo forçar seu amor no moreno, normalmente estes discursos terminavam em um “se ele estiver feliz, basta” ou um “Contanto que eu esteja ao seu lado, mesmo que como amiga, já é o suficiente”.
O grupo sabia da enorme dor que a ruiva sentia, sabiam que só aquilo não bastava. Eles sabiam também que ele tentara esquecer aquele amor, ah! Como Julieta havia tentado, mas sempre que a mesma achava estar no caminho certo, Nicolas surgia, a reconstruía para depois a destruir logo em seguida, mesmo que essa não fosse sua intenção.
Thomas muitas vezes quis espancar o moreno por ser burro a ponto de não perceber a mulher maravilhosa que tinha ao seu lado, querendo ou não, era sempre Julieta quem saia ferida, e ainda por cima era Nicolas quem causava tudo aquilo.
Mesmo assim o acastanhado apenas tinha visto à ruiva chorar daquela maneira, quando Nicolas e Agatha haviam começado a namorar.
Ah! Só podia ser isso.
—
— O que ele fez dessa vez? – Perguntou, já demonstrando apreensão e raiva. Julieta suspirou e abafou em seguida, mais um soluço.
—
— E-eles... Eles estavam... Quase lá Tommy... Ai eu entrei e... E-eu vi! – As lagrimas caiam sem cessar, a ruiva se encolheu mais e mais no banco do passageiro. Ao parar no sinal vermelho, tudo o que Thomas pode fazer, foi afagar os fios ruivos de Julieta, a outra mão apertava com força exagerada o volante.
Se a amiga não estivesse naquele estado, o acastanhado daria meia volta com o carro em direção a corporação, apenas para dar uma boa surra em Nicolas por ser tão idiota. Não demorou muito e logo haviam chegado ao prédio onde a ruiva morava. Ambos se despediram e Julieta agradeceu de forma quase inaudível ao amigo pela carona. Chegando ao apartamento, a primeira coisa que fez, foi se jogar na cama para chorar o resto da noite, até cair no sono.
000
Uma semana havia se passado.
Uma semana que Julieta não ia ao trabalho, com a desculpa de que não estava se sentindo bem.
De certa forma, não chegava a ser mentira.
Quando o resto dos seus companheiros ficou sabendo – Através de Thomas – do estado da amiga, ficaram totalmente enraivecidos e preocupados.
Kate sempre ligava todas as manhãs, dizendo palavras de conforto a amiga. Também a mantinha atualizada dos acontecimentos na corporação, porém nunca sequer pronunciando o nome do presidente.
Alice lhe trazia os mais variados doces e chocolates, na esperança de alegrar, mesmo que um pouco a ruiva. Sem sucesso. A loira já estava ficando desesperada.
Thomas enviava mensagens e ligava quase que de hora em hora, apenas para ter certeza de que Julieta não cometeria nenhuma loucura. Também sempre tentava fazer a amiga rir.
Dylan ameaçou voltar da França apenas para dar uma bela lição em Nicolas, mas foi prontamente impedido por Julieta, que nunca se perdoaria por causar problemas ao modelo.
Charles também ligava e por ser médico, visitara a amiga três vezes naquela semana, “pouco” preocupado com a companheira. Ele era, assim como Thomas e Nicolas, amigo de infância da ruiva e a via como uma amada irmã mais nova. No final das visitas, deixou bem claro que a situação emocional da mesma estava prejudicando sua saúde, física e mentalmente.
E cá estava ela.
Entregando um pedido formal de demissão a Nicolas.
Notas finais
Aceito critica de braços abertos e estou pronta para os tiros :33
Kissus de Nutella e até a próxima.
*3*
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