Notas iniciais
Olá pessoas queridíssimas e estimadas por este que vos fala! Então, eu vou direto ao ponto: Essa fic acabou. Hoje tá rolando o último capítulo! Ela teve um resultado impressionante, até mais do que eu esperava e eu agradeço muito. E por esse motivo, nas notas finais, deixarei uma boa notícia pra vocês. Beijo no popote direito, onde tá depiladinho e tatuado #Patifaria E BOA LEITURA! :D (P.S. o epílogo no final é +17. Por favor, tenham isso em mente)

Depois da longa espera, finalmente o "Dia B" tinha chegado. Levantei empolgado da cama sem sequer me dar conta do horário. Desci as escadas como um trem à vapor e fui para a cozinha:

[Ace]-Bom dia!

[Koala]-Eita, acordou elétrico. Pôs o dedo na tomada sem querer?

[Sabo]-Amor... É hoje.

[Koala]-Ah sim! É mesmo. Por falar nisso, Sabo, o carro vai ficar comigo.

Ele inflou o lábio inferior e a encarou como uma criança manhosa:

[Koala]-Obrigada por se preocupar mais com o carro do que com a sua linda esposa, seu insensível. Quero ver se o carro vai tomar conta de você sem que você exploda a casa que vocês dois levaram tempo e dinheiro pra erguer juntos. -ela fechou a cara e cruzou as pernas

[Ace]-Galera, eu vou matar os dois se vocês fizerem meu dia perder 1% da boa energia. -sorri com três torradas penduradas na boca- Ótimo? Ótimo!

[Luffy]-Que medo... O Ace soou sádico agora.

Aparentemente com medo de mim, ninguém mais se manifestou. Terminei de comer e fui procurar meu celular. Liguei para o Marco, mas deu caixa postal. Bombardeei duas mensagens para ele e deixei estar, pois ainda faltavam mais de 12h para a hora do show. Resolvi descer para a varanda e matar o tempo jogando pedrinhas no vizinho. Alguns minutos depois, meus irmãos apareceram:

[Sabo]-E então, o que temos pra hoje Comandante?

[Ace]-Uau, que formalidade. Bom... É aquilo que a gente combinou. No mirante, o altarzinho simples, as tochas nos pedestais e o tapete vermelho. Vê se não demora naquela igreja.

[Sabo]-Estou me arrependendo amargamente do que terei que fazer.

[Ace]-Já fizeram a bomba?

[Luffy]-Sim. É capaz de matar uma cidade toda com o fedor que tem. Cocô de cachorro, ovos podres e outras coisas nojentas... É uma arma perfeita! -ele sorriu como um moleque que venceu a Feira de Ciências

[Ace]-Excelente. O vídeo tá nesse pendrive aqui. -estendi a eles- É a única coisa que tem aí. Passe e assim que eu começar a rir, é o sinal pra lançar a bomba. Vocês colocaram num balão ou o que?

[Luffy]-Potinhos de vidro. Muitos deles.

[Ace]-Sabo, você fez alguma coisa? -eu o encarei, devido à excessiva felicidade do Luffy

[Sabo]-F...

[Ace]-Hmm?

[Sabo]-F...

[Ace]-Fala logo, miserável!

[Sabo]-Foi mal... Ele quis fazer tudo. Aí eu só fiquei olhando e jogando no portátil mesmo. -ele tentou rir, completamente sem graça

[Ace]-Luffy, é melhor que você tenha feito com limite. Eu não quero que ninguém morra por causa disso. Enfim, vamos gastar os últimos "minutos de liberdade" das nossas vidas até a hora do almoço. O que acham de uma batalha?

Nós três disparamos a correr e fomos para o campo brigar. Muito tempo depois, já cansados, roxos e suados, subimos para a varanda:

[Koala]-Não não não não não não não, de jeito nenhum!

[Sabo]-Que que foi, mulher?

[Koala]-O Luffy tá coberto de terra. Vocês dois estão relativamente mais limpos que ele, mas ainda sim estão sujos. Não quero milhares de pegadas no porcelanato branco da minha sala, nem no granito da minha escada e nem nos pisos dos quartos. -ela bateu as mãos no pano de prato que trazia nos ombros feito treinador

[Sabo]-A gente limpa depois, vai.

[Koala]- "A gente limpa depois"?

[Luffy]-É, você limpa depois. Eu preciso tomar banho, porque tem terra em lugares que eu tinha esquecido que existiam.

Nós dois encaramos o estúpido garoto para que ele pedisse desculpas antes que ela processasse a informação no cérebro. Mas era tarde demais. Antes que pudéssemos dizer qualquer coisa, um chinelo voador acertou diretamente o nariz do Luffy, jogando-o na grama. O sorriso assassino estava estampado no rosto da garota:

[Koala]-Vou fingir que não ouvi. Ah, será que vocês poderiam por favor se limpar na ducha? Eu trago as toalhas daqui a pouco.

[Ace e Sabo]-T-tá... -puxamos o desacordado pelos braços até a ducha

Depois de passarmos pelo menos três vezes, nos secamos e sentamos na escada da varanda. O almoço ficou pronto e almoçamos ali mesmo. A tarde foi passando... Num instante, já era quase hora. Fui atrás do celular outra vez para ligar para o Marco e ver se ele respondeu às mensagens. Por sorte sim: "Encontramos! O nome do lugar é Cipher Pol. Você sabe onde fica. É perto do mercadão no centro da cidade. Não temos certeza, mas foi o único lugar que tinha uma limousine e que estava em uso pra hoje. Tenta chegar lá umas 18h pra trocar de turno como se você fosse o motorista. Consegui pegar as identificações do motorista original e o Oyaji te arrumou um bigode. Passa aqui antes de ir lá e deixa que eu cuido do teu carro. De nada, seu boiolão, e boa sorte com hoje. A gente se vê lá no mirante igual o combinado. --Marco, o Fênix". Aquilo soou como um solo bem incrível de bateria. Eu estava mais empolgado do que antes estava. Aproveitei a boa sensação para ir me arrumar. Saí do chuveiro com vapor evadindo da pele e rapidamente vesti a parte baixa das minhas roupas. Fui até a cozinha buscar uma cerveja cantando alguma coisa em espanhol:

[Luffy]-O Ace é um péssimo cantor. -disse o que apanhava absurdamente no jogo de luta

[Sabo]-Deixa ele, é o dia do cara. Além do mais, se fosse um de nós dois no lugar dele, estaríamos do mesmo jeito.

[Luffy]-Eu não estaria.

[Sabo]-Tem razão... Você estaria derrotado exatamente como agora! -o jovem riu

[Luffy]-Saboooooooooooooo, maldito! Você disse que eu poderia ganhar uma!

[Sabo]-Sim, eu disse... Só não disse qual.

Voltando ao meu quarto, parei de frente para o armário de camisas e comecei a encarar o "micro arsenal" que eu dispunha:

[Ace]-Vermelha não... Azul não... Verde? Ergh. Roxa? Hmm... Preta não... Branca?

[Koala]-Você acha mesmo que um motorista vestiria uma camisa roxa? -ela brotou quase que por geração espontânea

Com o susto, tropecei e derrubei o criado direito da cama:

[Ace]-Quando foi que você entrou aqui?

[Koala]-Hã? Agora. Tava vendo o "lançamento de camisas com cabide à distância" e achei que fosse treino pras Olimpíadas. Aí tá você aí...

[Ace]-Você não vai se arrumar?

[Koala]-Lá, junto com a noiva.

[Ace]-E você pretende ir assim, de pijama?

[Koala]-Ai credo, você tá ficando pior que o Sabo... Isso não é pijama, estúpido nº 2. É um moletom. MO-LE-TOM!

[Ace]-Pra mim, configura como pijama.

[Koala]-De qualquer forma, já que você quer a blusa roxa, pegue a gravata branca. Ou seja lá que cor deveria ser aquela.

[Ace]-É... Ela já foi branca um dia. Agora é um tipo de prata.

[Koala]-Eu preciso ir. Vê se não estraga tudo. E sobre ela... Deixa comigo.

Me despedi da dona da situação e voltei para a "eleição da melhor camisa/gravata". Acabei tão sem ideias que segui o conselho da Koala e adotei o roxo com gravata branca. Agora, o detalhe crucial: Suspensórios ou colete e cinto? Aleatoriamente, puxei o primeiro que consegui tocar e me vesti. Saí do quarto semi-pronto e fui deixar a garrafa de cerveja na cozinha:

[Sabo]-Que orgulho do meu irmão. Está oprimindo à distância! Naipe de mafioso hein?

[Ace]-Fazer o que né? Alguém precisa ficar bem de terno nessa casa.

[Sabo]-Pfff... Não tire onda com o meu smoking, cara.

[Ace]-Claro, vou respeitar a roupa de pinguim. Enquanto isso, vou me divertir sendo um agente especial.

[Luffy]-Eu vou poder ir de chinelo, né?

[Ace e Sabo]-NÃO!

[Luffy]-Poxa, não precisava gritar... Era só ter dito não... -ele se recolheu de volta ao tapete

Fui rapidamente à cozinha e voltei para a sala:

[Ace]-Sabo, daqui a meia hora vocês dois já devem estar prontos pra sair. Estejam bem arrumados, não esqueçam do pendrive e das bombas e principalmente não deixe o Luffy estar mal vestido. Assim que eu ver as duas, vou ligar rapidamente pra você. Não atenda, é só pra você saber que eu já tô com ela no carro. Quando eu ligar pela segunda vez, você atende.

[Sabo]-Pode crer. Algo mais?

[Ace]-Valeu... Por me ajudar nessa.

[Sabo]-Cara, vocês dois me ajudaram com a Koala. Foi melhor do que eu tinha planejado. Além do mais, somos seus irmãos.

[Ace]-Então... Eu vou nessa. -sorri, me despedindo dos dois otários

Desci e peguei as chaves do meu carro na mesinha de centro. Saí com ele e rapidamente ganhei a estrada. No caminho, tentei ligar para o Marco:

[Marco]-Yo!

[Ace]-Você tem 15 minutos pra estar pronto e ir comigo.

[Marco]-15 minutos é mais que suficiente. O cartão está aqui comigo. Onde você está?

[Ace]-Na estrada ainda. Faz pouco tempo que eu passei da entrada do condomínio.

[Marco]-Eu vou me arrumar, então. Assim que chegar, buzine. Até.

Desliguei e selecionei a pasta de músicas pelo volante do carro. Deixei as melhores rolarem até chegar perto da casa do Oyaji. Assim que cheguei lá, buzinei três vezes e logo o cabelo de abacaxi apareceu pelo portão:

[Marco]-Ué, de roxo?

[Ace]-Ué, de vermelho?

Rimos:

[Marco]-Muito bem. -ele abriu a porta e se jogou no banco- Seu nome é Lucci. A limousine está na vaga da porta. Ela só abre com isso aqui, e mais nada. Você não tem que ir lá dentro nem nada.

[Ace]-Como foi que você...

[Marco]-Você conhece o Oyaji... Ele sempre dá carteirada. Acho que ele fez uma oferta que esse tal de Lucci não pôde recusar.

[Ace]-Ótimo. E pra ir pra lá?

[Marco]-Pela principal mesmo. Ela está no hotel?

[Ace]-Não tenho a menor ideia. A Koala ia pra lá se arrumar a convite dela.

[Marco]-Vou voltar pra buscar o velho e nós já vamos arrumar tudo para o mirante. Seu porta-malas está cheio?

[Ace]-De vento. Pode jogar tudo aqui dentro mesmo. Só não suja o carro, por favor.

[Marco]-Tá, tá... E por favor, se acalme e tente manter o máximo possível.

[Ace]-Eu estou calmo. Já tenho todo o discurso preparado e revisado pela Academia de Letras seis vezes.

Paramos no lugar e eu desci:

[Marco]-Ah! Oyaji mandou isso. -um quepe e um bigodão preto- Ele disse que você ia gostar do disfarce

Peguei os itens e fui para a limousine. Agradeci ao Marco e me despedi dele. Passei o cartão e entrei no carro. Havia um protocolo de uso de luvas sobre o painel. Não assinei, mas o segui. Fui para a parte de trás conferir tudo: Uma adega completa e muitos salgadinhos distribuídos por todo o lugar. Deveriam caber umas 8 pessoas lá atrás, fora o motorista e o acompanhante da frente. Voltei para o banco do motorista e me preparei psicologicamente para o que eu estava prestes a fazer. Colei o bigode na cara, pus o quepe e as luvas e liguei o carro. A besta rugiu:

[Ace]-Que belo motor temos aqui. Vamos lá carrinho, colabora com o tio. Hoje eu vou impedir um casamento que está impedindo o meu casamento. Não morra e nem me faça passar vergonha, pode ser?

Pisei no acelerador e o carro logo respondeu. Conferi o Bluetooth e conectei o celular no rádio. Liguei para a Koala:

[Ace]-Eu devia ter feito isso aqui antes. Parece uma nave espacial! Como tá aí?

[Koala]-Ela está no banho. O que foi?

[Ace]-Só estou compartilhando a alegria infantil que eu estou tendo agora. Já já tô indo praí.

[Koala]-Tá bem. Eu só não garanto que ela esteja muito comportada quando entrar no carro:

[Ace]-O quanto vocês duas beberam?

[Koala]-Um pouco...

[Ace]-...demais?

[Koala]-É, por aí. Mas relaxa, ainda tenho raciocínio lógico operando. Ela, eu já nem sei. E Ace... Disfarça a voz. É um conselho.

[Ace]-Vou ver o que posso fazer. -desliguei

Fui dar voltas pela cidade com o carro até dar faltar meia hora para ir ao hotel. Fui a todos os pontos da cidade para ostentar a limousine. Passei numa cafeteria e pedi um expresso. Assim que terminei de tomar, deixei o dinheiro sobre o balcão e saí rápido: Já era hora. Acelerei a besta e me pus no trajeto para o hotel. Chegando lá, parei no portal de entrada de ré e fui recebido por um cara alto:

[Segurança]-Sim?

[Ace]-Eu vim buscar a noiva. A filha do Almirante que está aí?

[Segurança]-Oh sim. Ela já vai descer, sr.

Fechei o vidro e esperei. Vi a Koala vindo sozinha e estranhei. Baixei o vidro e disfarcei:

[Ace]-Ér... Hmm, a senhora sabe da noiva?

[Koala]-Ac... Ah, sei! Ela já está descendo. É porque ela largou o buquê pra trás.

Fechei o vidro mais uma vez e dei a primeira chamada para o telefone do Sabo, logo desligando. Era o primeiro sinal. Ouvi o barulhinho de saltos batendo e decidi olhar para dentro do saguão: Era ela. Incrivelmente mais linda que o normal, caminhando cabisbaixa e vindo na direção do carro. Abri a janela que comunicava a parte de trás com o motorista e esperei até que a colocassem pra dentro. Minha respiração saiu do ritmo:

[Ace]-Calma Ace, calma. Vamo lá cara... É só uma deusa. Uma que é sua e tá linda pra caralho.... Você consegue sobreviver, cara! Vamos lá! Pense no que vem depois! -não, se eu pensasse no que vinha depois, aí é que não teria como me acalmar- Ela tá chegando. Aja como um motorista.

A porta do fundo foi aberta e ela se sentou:

[Bonney]-Boa noite, senhor.

[Ace]-Boa noite, bela senhorita. Para onde?

[Bonney]-Sendo sincera? Pra casa. Mas... Pra Igreja do centro.

[Ace]-Tudo bem.

Liguei o carro e dei a partida. Ouvi movimentação no fundo, mas sem dar muita atenção pois estava focado no trânsito. De repente, vi uma cabeça brotar da janelinha:

[Bonney]-Se importa se eu ficar aqui?

[Ace]-Não. Qual o problema?

[Bonney]-Olha... Isso não vai fazer a mínima diferença na sua vida, mas... É que eu não quero me casar. Nunca quis, pra falar a verdade. E quem está lá me esperando é mais um "ganhador" do que alguém que me conquistou.

[Ace]-E alguém te conquistou?

[Bonney]-Sim, mas ele não dá a mínima mais pra mim. Eu achei que ele, pelo menos, fosse cumprir a promessa que me fez de ir ao meu casamento... Mas ele me odeia, com todas as letras e o sentimento mais sólido o possível.

[Ace]-Vai ver ele queria que o seu casamento fosse com ele...

[Bonney]-Pois é... Eu não quero me casar. Mas se for com ele, eu não sei dizer não. Ele é tão bondoso... Tão amoroso... É um diabinho quando precisa, e um idiota fofo.

[Ace]-É?

[Bonney]-Não acho que ele tenha mudado a essência dele. Pelo menos, não nesse tempo todo...

[Ace]-E você vai casar com esse "ganhador" por...?

[Bonney]-Ah, meu pai.

[Ace]-E seu pai não gostava do outro?

[Bonney]-Por pouco, não acabou com a vida dele. Posso beber?

[Ace]-Claro. O que tá aí é seu.

[Bonney]-Você vai me acompanhar.

[Ace]-Estou trabalhando, moça. Desculpe.

[Bonney]-Por favor... É tedioso beber sozinha.

[Ace]-Tá bem, vou abrir uma exceção dessa vez.

Ela serviu alguma coisa e me deu para beber:

[Bonney]-Um brinde a um casamento fracassado. -ela ergueu o copo, com o mínimo ânimo

[Ace]-Belo colar o seu.

[Bonney]-É a aliança que ele me deu. Não tiro daqui por nada.

[Ace]-Me diga uma coisa... Se você pudesse falar com ele agora, o que iria dizer?

[Bonney]-Nem sei... Ele não ia dar a mínima mesmo, então qual a diferença?

[Ace]-Considere a situação.

[Bonney]-Hmm... Eu pediria pra que ele fosse ao casamento. Apesar de ainda ser forçado, eu me sentiria feliz por ele estar lá. E quem sabe ele se pronunciasse no: "...que fale agora ou cale-se para sempre."...

[Ace]-Você quer dizer...

[Bonney]-É, eu sou uma idiota por achar que ele viria me tirar desse casamento. Nunca mudei esse pensamento desde que... Bom... Não importa.

[Ace]-Eu também conheci uma garota assim... Que me deixou impressionado. Mas eu a perdi... E a vida é um jogo de apostas: Se você sair da mesa, o que rola lá não é da sua conta.

[Bonney]-Não seja negativo assim, moço. Vai ver te tiraram injustamente ou você pode ter outra chance na mesa.

[Ace]-É uma vez apenas por jogador. E eu ainda a amo, me sinto um idiota por tê-la deixado ir.

[Bonney]-Você devia beber pra esquecer.

[Ace]-Nah... Não é o tipo de buraco que se tapa só jogando terra por cima.

[Bonney]-Você me lembrou o Ace agora... É o tipo de discurso dele... -ela sorriu, pousando a cabeça sobre as mãos

O sorriso que eu esperava ver há tanto tempo estava ali, ao meu lado. Mais uma vez:

[Bonney]-Parece que já estamos chegando, né? É melhor eu voltar lá pra trás...

Acelerei e passei:

[Bonney]-Moço, era lá.

[Ace]-Eu estou cumprindo ordens.

[Bonney]-Mas você estava me levando para o meu casamento, não era?

[Ace]-Quem disse que eu não estou? -e sorri

[Bonney]-Pera um pouco...

Já era hora de tirar o disfarce, e assim o fiz:

[Ace]-Eu disse que ia no seu casamento, você disse que ia no meu. Que coincidência estarmos satisfazendo as duas condições.

Ela levou as mãos à boca e pôs-se surpresa e sem palavras:

[Ace]-Digamos que eu estou roubando o meu próprio tesouro de volta pro lugar dele. Senti sua falta, preguiçosa.

[Bonney]-A...A....A.....

Repeti a ligação para o Sabo e desliguei:

[Bonney]-Pare o carro e desça.

Cumpri o pedido dela e desci para abrir a porta de trás, deixando-a sair. Deliberadamente ela começou a me bater e a chorar:

[Bonney]-Nunca mais me faça pensar que você me odeia, ouviu bem? Seu desgraçado, maldito, safado, folgado e...

Eu a abracei:

[Ace]-Mimimimimimi... Vai parar de reclamar ou quer que eu te obrigue a parar?

[Bonney]-Faça seu melhor.

Eu a beijei. Apesar das muitas camadas de tecido, feito uma cebola, consegui não pisar no vestido:

[Bonney]-E agora, pra onde a gente vai?

[Ace]-Não é algo rico feito o que rolaria na igreja... Mas é onde a gente a sua companhia vai ser oficializada como minha e vice-versa.

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{Na Igreja}

[Sabo]-Luffy, é o Ace. Já deu tempo de preparar?

[Luffy]-É só eu puxar as linhas e pronto.

[Sabo]-Excelente. Vamos esperar anunciar.

Lá embaixo, o mestre de cerimônias passava um vídeo sobre o noivo:

[Mestre]-E esses foi o noivo, Trafalgar D. Water Law. Agora, vamos ao vídeo da noiva que está para chegar! Pode soltar aí, equipe!

[Luffy]-A saída tá livre ainda?

[Sabo]-Eu espero que sim. 3, 2, 1 e... foi.

Todos viraram a atenção para o telão, e uma música instrumental começou a tocar. De repente, surgiu o meu rosto, deitado na rede de casa:

[Ace]-Boa noite aos convidados, enfermeiro de merda e sogrão. Então, eu só queria dizer que... Vocês perderam a noite vindo aqui! —sorri- A noiva, por motivos de transporte, não poderá comparecer. Eu sinto muito, mas são apenas negócios. Sogrão, chupa essa! Enfermeiro de bonecas, vê se aprende a ser homem e nunca mais encostar no tesouro dos outros. A todos os convidados, eu sugiro que tenham trazido suas máscaras de gás porque eu comi muito feijão com repolho no almoço. Aí cês sabem como é, né? Aquele cheirinho maravilhoso de decomposição...

[Sabo]-Agora, Luffy!

[Ace]-E é isso. Até mais!

Sabo puxou o pendrive da torre e Luffy os barbantes que tinha nas mãos, fazendo todas as garrafas saírem do lugar e caírem sobre todos ali presentes. O odor maldito começou a tomar conta da atmosfera do lugar e os dois saíram em disparada camuflados no meio dos convidados. Assim que entraram no carro, ele ligou pra mim:

[Ace]-Hã?

[Sabo]-Pegadinha aplicada com sucesso!

[Luffy]-Shishishishishi! Eles vão feder o resto do mês.

[Ace]-O que importa é...

[Luffy]-Sim, eu deixei cair umas a mais no Trao. Como você pediu!

[Ace]-Perfeito! Já vão lá pro mirante, estamos quase chegando. Tô fazendo hora pra vocês irem na frente.

[Sabo]-Pode deixar, 10 minutos é tudo o que eu preciso. -e arrancou

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{Voltando à limousine}

[Bonney]-Ace...

[Ace]-Eu.

[Bonney]-Por que você foi frio comigo quando fui levar o convite?

[Ace]-Você não viu o depois... Eu não sou tão frio assim. É como uma chama viva. E você acendeu isso.

[Bonney]-Eu?

[Ace]-É.

[Bonney]-Bom... A previsão disse que a noite vai ser bem fria. Quero ver se essa chama tem tanta energia quando diz ter.

[Ace]-Isso soou como...

[Bonney]-É... Hoje sim. E nada de parar.

[Ace]-Tsh... Melhor tem ideia do que está falando, garota.

Logo chegamos ao mirante. As tochas já estavam acesas, tudo estava arrumado e todos estavam lá:

[Ace]-Fica aqui.

Desci, arrumei a roupa e pedi ao Oyaji que viesse com ela. Ele riu e foi buscá-la. A lua estampava o céu como uma pintura renascentista. Assim que ele chegou e a deixou, ficou entre nós dois:

[Barba Branca]-Eu não sou a pessoa ideal pra esse tipo de coisa, mas em honra aos pais de vocês dois eu hoje estou aqui pra selar a união do meu filho idiota com essa jovem incrível que conseguiu mudá-lo completamente. Indo direto ao ponto, façam vocês os votos. -ele estendeu a caixinha

[Ace]-Obrigado, Oyaji. Bonney, será que no resto de consciência que você tem, você aceitaria mesmo casar comigo, sabendo que eu nunca vou deixar você de lado pra nada?

[Bonney]-Eu aceito, sem pensar duas vezes. E você, Ace, aceita essa preguiçosa, bagunceira, que não é boa em nada mas que tem prazer de fazer tudo ao seu lado?

[Ace]-Tsh, acha que eu iria negar o meu tesouro?

Eu a beijei. O beijo recebeu os aplausos de todos, em especial um aplauso lento ao fundo:

[Sakazuki]-Achei você.

[Ace]-Você não desiste não, ancião? Vou ter que ligar para a carrocinha te levar de volta ao asilo?

[Sakazuki]-Cuide da sua língua, pivete. Hoje não vim matar você. Vim para o casamento da minha filha.

[Ace]-Ela não vai casar com o enfermeiro de brinquedos. Daqui ela não sai e, mesmo que me mate, o próximo a morrer será você.

[Sakazuki]-Não vou me aproximar pois jogaram bombas de cheiro em mim. Enfim, se o único jeito de fazer essa garota sair do quarto, comer e viver é deixando ela ir com você... Tudo bem, eu abro uma exceção. Mas saiba que eu vou estar de olho em você.

[Ace]-Corta a boa vizinhança, idoso. Você não vai ficar de olho em nada. Preocupe-se com o que é seu e suma da nossa.

[Sakazuki]-Estou me preocupando com o que é meu.

[Ace]-Não, não tá. Ela não é mais sua. Nem nunca mais será. Ela pertence à minha Família, e é a minha família.

Ele me encarou por um tempo:

[Sakazuki]-Está certo, pivete. Você foi anistiado. Mas cuide dela, pois só tem uma. -ele voltou à caminhonete nada espalhafatosa em que veio

[Ace]-E é só dessa "uma" que eu preciso mesmo. -sorri, olhando fundo nos olhos dela- Ei, tá preparada pra ser a mulher mais feliz do mundo?

[Bonney]-Eu sempre fui. Ainda mais quando estou com você.

[Sabo]-Ah não, beija de novo porque isso foi a melhor parte do vídeo!

[Koala]-Não acredito que você tá gravando! -ela deu um tapa na nuca do Sabo

Bonney sorriu e me abraçou:

[Ace]-E este é o nosso final feliz, meu único e mais amado tesouro.

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Notas finais
E agora, a ending dessa budega: https://www.youtube.com/watch?v=kEbEMjKitA4 Seguinte, galera: Conversando com uma pessoa em quem eu muito confio, decidi dar "continuidade" à linha de raciocínio dessa história. Teremos uma "do passado" e uma "do futuro". Essa aqui é a "do presente". A do passado será pra explicar como Sabo e Koala se conheceram e começaram a caminhada juntos. A do futuro será sobre Luffy e Hancock. Essa última vou demorar um pouco a produzir porque né... Transformar o Luffy em alguém romântico é bem difícil. -qq E é isso aí. Espero que vocês tenham gostado! :D