The only treasure

13 [EPÍLOGO] Teu calor


Notas iniciais
Como ficou quase 4k de palavras, eu mandei o epílogo pra cá!

Depois da comemoração com o que tinha na limousine, voltamos para o hotel no meu carro. Marco e Oyaji ficaram encarregados de devolver a limousine para a central e Luffy, Sabo e Koala foram pra casa. Carreguei minha esposa nos braços até o quarto e deixei-a no chão:

[Ace]-Não tem problema beber?

[Bonney]-Não. Meu pai é quem vai pagar mesmo.

[Ace]-O que vai querer?

Ela ficou em silêncio:

[Ace]-Tempo esgotado! Como estamos mais do que acima na cota de álcool do dia, vamos tomar esse refri aqui mesmo. Quer no copo ou na garrafinha?

[Bonney]-Quero é que você vire de costas, amor.

Eu me virei para ver a perfeição de algo que não tinha condições de ser humano. Deixei a garrafa fechada cair no carpete do quarto, juntamente com os copos que fizeram nada mais que um baque surdo e não se quebraram:

[Ace]-M-m-m-m-m-m-m-m-ma-mas já?

[Bonney]-Eu estou com calor, qual o problema?

Sem o vestido e apenas com aquela lingerie, ela parecia 10kg mais magra:

[Ace]-Cê já quer começar a noite assim? Sério? Aos 5 minutos do primeiro tempo?

[Bonney]-Você não tá afim? -ela sentou na cama e cruzou as pernas

[Ace]-Negar você? Só se eu virasse poeira estrelar! É que... É coisa demais pro meu cérebro processar.

Ela continuou sorrindo e me olhando:

[Bonney]-Você fica tão lindo quando tá desconcertado. Parece criança.

[Ace]-E-eu não! -tirei a gravata e o paletó e os atirei sobre a cadeira que havia ali

[Bonney]-Senta aqui. Traz o refri pra gente.

Me sentei e tentei disfarçar a cara vermelha:

[Bonney]-O que foi, meu bem?

[Ace]-N-nada demais...

[Bonney]-Mas não era você que tava se gabando agora há pouco de ser uma chama e tudo mais?

[Ace]-Não quando a esperta da minha esposa tá de vermelho, né? -cruzei os braços

[Bonney]-Achei que você fosse gostar... A Koala disse que vermelho daria sorte hoje. E o...

[Ace]-Shhh... Esquece o "pra trás". -tapei a boca dela

Ela me beijou e começou a trançar os dedos no meu cabelo. Lentamente eu a empurrei na cama sem interromper o beijo:

[Bonney]-Ace...

[Ace]-Hmm?

[Bonney]-Você está com sono?

[Ace]-Não. Você está?

[Bonney]-Também não. Temos algo pra amanhã?

[Ace]-Sim. Curtir, a partir desse momento, cada segundo que a gente tiver. E eu quero curtir cada milímetro do seu corpo.

[Bonney]-E há algo impedindo você de matar essa vontade?

Fui puxando o que via pela frente e, ao mesmo tempo, beijava o corpo dela de ponta a ponta. As mãos dela entrelaçavam meu cabelo, seu corpo tremia e a respiração ficava cada vez mais pesada. Voltei a encarar seu rosto:

[Bonney]-O que foi?

[Ace]-Nah... EU ainda tô me situando nas atuais condições. É bom demais pra ser verdade.

Senti as pernas dela se cruzarem na minha cintura:

[Bonney]-Será que você me ouviu quando eu disse que não era pra parar? -ela foi abrindo os botões da camisa- Você é muito desobediente.

[Ace]-Ah é mesmo?

[Bonney]-Sim. -ela começou a me beijar enquanto tentava tirar a camisa de mim. Conseguiu pouco tempo depois

As mãos que antes estavam emaranhadas entre os fios do meu cabelo agora lentamente desciam às minhas costas. E, com leveza, as arranhavam:

[Ace]-Oe oe oe oe, que pensa que tá fazendo?

[Bonney]-Não gosta?

[Ace]-Fazer isso não é recomendado. É uma zona de reações extremas.

[Bonney]-E será que eu ficaria feliz com essa reações? -ela arranhou com um pouco mais de força- Hmm?

[Ace]-Eu estou avisando. -respirei fundo

Ela insistiu mais uma vez, mas eu não. Ali começou a esquentar de verdade. Finalmente eu senti o calor do corpo dela sobre o meu. Sua respiração pesada, a voz baixa pertinho do meu ouvido, o corpo suado e a leveza dos movimentos... Essa garota era surreal demais pra existir. E lá estava eu, provando daquela surrealidade toda. Uma sensação que eu sequer sou capaz de descrever.

Quando o sol começou a invadir as janelas do quarto com os raios de 6h da manhã, estávamos os dois completamente molhados de suor e bufando:

[Ace]-Você... É melhor... do que eu esperava.

[Bonney]-Eu nem sei mais o que realidade e o que não é.

[Ace]-Nem eu... Melhor noite. -bocejei- Tô esgotado. Parabéns!

[Bonney]-Só você? -ela respondeu ao bocejo com outro bocejo- Quer tomar banho?

[Ace]-E tirar você de cima de mim? Não, obrigado. Estou bem do jeito que está. E você?

[Bonney]-Eu não ia levantar daqui mesmo...

Beijei sua testa:

[Ace]-"Bom dia". E por favor, não me acorde até amanhã de amanhã.

E dormimos, ela em cima de mim, completamente suada, e agarrada como um carrapato.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!