Notas iniciais
Olá meu povo! Repito: Não é certo que o capítulo saia no domingo. O padrão é sábado de madrugada e olhe lá. Desculpem mais uma vez!! D: Mas aí vai ele, aproveitem!

Em outra casa daquele condomínio, um telefone tocava incessantemente. O homem estendeu sua mão e tirou-o do gancho:

[?]-Estou no meio de um jogo. O que é tão importante assim, droga?

[Law]-Eu esperava mais carinho vindo do sogrão, sabe?

[?]-Eu já disse: Você precisa trazê-la até mim para dizer essa besteira. Ou prefere ter a língua queimada pelo meu charuto?

[Law]-Eu tenho boas notícias, senhor! Ao que tudo indica, eu mesmo já estive com ela. E devo dizer: Está tão linda quanto arte renascentista. Fico feliz em ter essa mulher como minha esposa. E quanto ao casamento?

[?]-Você parece querer me tirar do sério. Já lhe avisei que não dou crédito às suas palavras, enfermeiro. Quero provas, entendeu?

[Law]-Oe, não precisa falar assim comigo! Eu sou médico! O seu médico, Almirante.

Outro homem que estava à mesa de jogos ergueu o braço:

[?]-Uuuuuh, você vai correr do jogo assim?

[?]-Estou no telefone, não vê?

[Garp]-Bwahahahahahaha! Meninos, meninos, meninos... Vocês estão apanhando de uma dupla de velhos. Vão mesmo prolongar a derrota.

[Sengoku]-Cale a boca, Garp maldito! Toda vez que você vangloria o jogo nós começamos a perder.

[Garp]-Ah, e que diferença faz? Nós já vencemos as 4 anteriores! Vamos, largue esse telefone.

[Law]-Como é, vai querer me ouvir?

[Sakazuki]-Aaaah, inferno! Tá certo, venha pra cá. Qualquer coisa, avise que o próprio Sakazuki autorizou sua entrada. A segurança daqui gosta de perguntar.

[Law]-Eu já estou indo!

O homem desligou o telefone quase esmagando-o contra o criado do canto da sala:

[Sakazuki]-Eu me arrependo de ter falado com esse moleque. Sinceramente. -ele acendeu outro charuto- Borsalino, o que diabos está esperando?

[Borsalino]-A vez é sua. Quer que eu jogue como?

[Sakazuki]-Oh... É mesmo. Eu acabo desconcentrando quando o assunto é a minha filha.

Alguns bons minutos mais tarde, a porta correu e o jovem médico apareceu:

[Law]-Boa noite, nobres superiores. Desculpem a demora, estava chovendo muito.

[Sakazuki]-Eu dou 10 minutos de discurso livre. Depois disso, você será considerado um incômodo e será removido.

[Law]-Você não devia falar assim comigo. Eu cumpri a minha promessa!

O homem virou o boné para trás e fez a vistoria do exterior da casa:

[Sakazuki]-Eu não vejo nenhuma garota. Está tentando me passar a perna pela recompensa?

[Law]-Sogrão, eu já disse que a minha recompensa é o casamento.

Uma mão agarrou o pescoço do jovem e o ergueu do chão:

[Sakazuki]-"Sogrão" é o caralho. Mais respeito com seu chefe. Não abuse da minha boa vontade.

[Law]-Ei ei ei, calma! Toma aqui. -ele estendeu um envelope pardo- Tudo o que o senhor precisa saber está nesse envelope!

O jovem foi solto e o envelope, surrupiado. Com ânsia de uma criança faminta por doces, o homem de cavanhaque dilacerou o envelope para ver o conteúdo. Sua expressão, dividida entre alívio extremo e ódio mortal:

[Sakazuki]-Esse é o tal sequestrador?

[Law]-É. E ele ainda avançou em mim. Sugiro contensão quando for buscá-la.

[Sakazuki]-Eu conheço essa jovem. Acho que encontrei os dois há poucos dias na rua. Mas isso é ótimo! Excelente trabalho, pivete. Até que a recomendação daquele tal de Doflamingo serviu pra alguma coisa. Venha, tome um pouco de whisky conosco!

[Borsalino]-Você vai oferecer do seu whisky a um mero soldado?

[Sengoku]-Filhos... Tsh.

[Sakazuki]-Mas é claro! -ele estendeu as fotos na mesa- Esses dois. Eu os conheci. E esse pivete aqui é a cabeça que eu quero pendurar na lareira!

Garp engoliu em seco após ver a imagem:

[Sengoku]-Qual o problema, Garp?

[Garp]-Hein? Ah, é que eu devo ter engasgado com uma azeitona. -ele fingiu tossir

[Sengoku]-Velho idiota. Já disse que essas não eram sem caroço.

[Garp]-Você também é velho!

[Sengoku]-Mas eu não engasguei com uma azeitona!

[Sakazuki]-Vocês dois, chega. Não tolero brigas! Ainda mais num momento exímio como esse! Vamos brindar!

O então sorridente homem de cavanhaque serviu 5 copos do whisky da garrafa e cristal e eles brindaram:

[Sakazuki]-Finalmente eu a terei de volta, filha! E prometo não puni-la pela insolência de fugir de casa há quase 10 anos.

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Por volta das 7h, meu celular começou a vibrar. Decidi ignorá-lo, achando ser o alarme apenas. De tanta insistência:

[Bonney]-Amor, atende. -ela tentava dizer algo em seu "estado de coma"

[Ace]-Alô. Alô.

[Garp]-Eu sabia que a insistência ia funcionar. Você deixa a chamada no silencioso, não é?

[Ace]-Será que existe um acordo pra todo mundo me ligar logo de manhã? Agora é você, velhote... Diz aí.

[Garp]-Você está em casa?

[Ace]-Não. Mas devo ir hoje.

[Garp]-Excelente! Me diga: Você sabe onde fica a praça do condomínio do seu irmão?

[Ace]-Não, mas eu posso perguntar e....

[Garp]-NÃO! Não envolva ninguém nisso. É um assunto em particular.

[Ace]-Vai me dizer que é sobre a minha namorada?

[Garp]-S-s-s-s-s-s-sua namorada? Ace, ficou maluco?! Você não pode fazer isso. Mal a conheceu e já está nisso?

[Ace]-Oh, parece que eu vou passar por um túnel... bi bi... Oh, é um grande caminhão! Vou demorar muito... -debochei, apesar de sonolento

[Garp]-Moleque, pare de zoar com a minha cara! Eu estou tentando ajudar você. Tenho certeza que isso é uma das coisas que o Roger mesmo faria.

[Ace]-Eu sei lá o que meu pai faria.

[Garp]-Certo, você quer dormir. Mas pelo menos vá na praça 12h. E vá sozinho.

[Ace]-Vou verificar a agenda. Bom dia, velhote.

Desliguei. Bonney, quase caindo da cama, virou a cabeça:

[Bonney]-Era sobre mim?

[Ace]-Nah. Só o velhote mesmo. Deve estar caducando, como sempre.

E voltamos a dormir.

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Algumas horas depois, na cozinha:

[Sabo]-Eu estive pensando em retomarmos a luta do outro dia, Luffy. O que acha?

[Luffy]-Você quer que eu bata em vocês dois? Ótimo!

[Sabo]-Bater? Ha... Você vai ser eliminado de novo. E dessa vez, prometo não acertar a sua cabeça.

[Koala]-Por falar em cabeça... Amor da minha vida! -ela se virou sorrindo

[Sabo]-S-sim?

[Koala]-Me veio na cabeça uma coisa agora... Como o Ace sabia que a Bonney tava sendo procurada pelo pai?

[Sabo]-Ela contou pra ele, eu acho. -ele tentava sorrir

[Koala]-Ah, é mesmo? Mas ela estava aqui comigo.... Que estranho.

[Sabo]-Po-pode ter sido antes, quem sabe.

[Koala]-Você não ter nada a ver com isso, meu benzinho?

[Sabo]-N-não senhora, senhora.

[Luffy]-A Koala é assustadora! Mas você disse que...

Uma caneca de metal acertou a testa do Luffy:

[Sabo]-Eu não disse nada.

[Koala]-Você sabe de alguma coisa então, Luffy querido? -ela se voltou para o jovem com as mãos na testa

O sorriso quase assassino da curiosa Koala não afetava muito Luffy:

[Luffy]-Saber?

[Koala]-É. Seu irmão disse ao seu outro irmão algo que não deveria?

[Luffy]-S-sei de nada não. -sua boca formara um bico torto para a esquerda, os olhos desviaram para algum ponto perdido na mata fora da casa e ele assobiava

[Sabo]-V-viu só, amor? Nós somos inocentes.

A garota agarrou Sabo pela orelha esquerda e o entortou até sua altura:

[Koala]-Vocês falharam miseravelmente em me enganar, se é o que quer saber. -sua expressão mudara para algo tão tenebroso quanto o sorriso- Eu disse pra não falar.

[Sabo]-D-desculpa, Me-mestra! Por favor, tenha piedade da minha orelha esquerda! E-eu prometo não cometer esse erro de novo.

Apareci tão morto quando alguém acordado por mais de 24h:

[Ace]-Arregando, Sabo? A Dadan ficaria decepcionada com sua atitude. O que tá acontecendo?

[Koala]-Ah, nada! Oi cunhado, bom dia! Que cara é essa?

[Ace]-Que mudança de humor. Ah... Me acordaram de novo.

[Sabo]-Dessa vez, a culpa não é do Sabo. O Sabo é inocente!

[Ace]-Foi o velhote.

[Luffy]-O vovô? Ele tá aqui?

[Ace]-Sei lá. Ligou pra caducar comigo.

[Luffy]-O que ele quer?

[Ace]-Nada demais. "Garpear", como de costume...

[Koala]-Cadê a Bonney?

[Bonney]-Presente! -ela apareceu, toda arrumadinha- Que tem eu aqui?

[Koala]-Oi amiga! Precisa se arrumar assim pra tomar café?

[Sabo]-Hipócrita... -ele murmurou

Sabo foi silenciado por um tapa na nuca:

[Koala]-Vamos comer?

[Luffy]-FINALMENTEEEEEEEE!!!!! -o garoto ergueu os braços- Eu quero carne no pão!

E comemos. Depois de um tempo, fomos para a varanda jogar baralho. Assim que fui eliminado, fui trocar de roupa e beber mais café. Estava próximo do horário denominado pelo velhote. Apontei para o portão:

[Sabo]-Onde você vai?

[Ace]-Caminhar. -ajeitei o chapéu na cabeça

[Bonney]-Tome cuidado, tá? -seu sorriso era suave

[Ace]-Sim senhora.

Saí e fui andando pela estrada principal. Segui por uma estradinha até achar uma praça arborizada. E nela, um velho comendo biscoitos:

[Garp]-Ah, Ace!

[Ace]-Agradeça à minha boa vontade de vir até aqui. É realmente importante?

[Garp]-Claro, claro. Sente-se aí!

Me joguei no banco ao lado:

[Ace]-E...?

[Garp]-E o quê?

[Ace]-Você não tinha algo pra me falar?

[Garp]-Ah.... Ah! Você precisa largar aquela garota. O pai dela quer sua cabeça empalhada sobre a lareira dele. Já está acusando você de sequestrador e tudo mais.

[Ace]-Desistir? Eu não. Ele que venha estufar o peito na minha frente. Ela vai ficar comigo.

[Garp]-Você não entende quem é o cara em questão.

[Ace]-Que se dane quem quer que seja! Eu não vou deixar aquela garota sair de perto de mim. Prometi isso.

[Garp]-Será que você pode ser menos cabeça dura, Roger jr.?

[Ace]-Eu já disse que não sei como meu pai agiria!

O velho bufou:

[Garp]-Olha Ace... Se fosse qualquer pessoa a estar com a filha dele, eu daria total apoio às suas palavras. Mas é a minha família.... E com família, é diferente.

[Ace]-Não precisa se preocupar, velhote. Eu não vou morrer.

[Garp]-Se depender dele, vai.

[Ace]-Você conhece tão bem o cara assim pra dizer essas coisas?

[Garp]-Ah, finalmente você quis me ouvir! O pai dela é meu chefe.

[Ace]-O pai dela é um aposentado? Ah, já sei! É o cara de óculos que gerlamente ia pro bingo com você!

O soco da pesada mão do velho quase me fez cair do banco:

[Garp]-Seu idiota. Já tem um tempo que o Sengoku tá aposentado, assim como eu. Só que eu ajudo a treinar recrutas, então meio que trabalho ainda. E não estamos falando do Sengoku.

[Ace]-Quem é, então?

[Garp]-É o Sakazuki.

[Ace]-Hã...

[Garp]-O cara de boné e cavanhaque que nunca foi com a sua cara. Você o conhece, só não lembra.

[Ace]-Ah! O babaca que queimou a própria perna com um charuto? Sei.

[Garp]-Eu, se fosse você e estando nas circunstâncias atuais, não diria algo assim.

[Ace]-É só isso, velhote? Eu preciso ir andando.

[Garp]-É... Era isso. Mas depois não diga que não te avisei.

[Ace]-Sheeeesh. Eu já disse pra não se preocupar com isso.

Saí andando cabisbaixo e chutando algumas pedrinhas pelo caminho:

[Ace]-Tsh. Eu não ligo se esse cara bota o charuto na boca ou em qualquer outro lugar.... Ela não vai e pronto. Duvido que ele passe por cima de mim com essa facilidade toda... O velhote é um exagerado. Esse cara lá é imune às leis? Me matar...

[Sakazuki]-Você não é esperto o bastante pra debochar das pessoas em alto e bom som.

Ergui a cabeça e uma figure de boné branco a cavanhaque apareceu:

[Ace]-Ah, você é o cara do charuto.

[Sakazuki]-Errado. Eu vim pra avisar que você será levado para uma cela por sequestro.

[Ace]-Sequestrei quem?

[Sakazuki]-A minha filha.

[Ace]-Você demorou 9 anos pra ir atrás dela e agora quer jogar a culpa em mim pela sua preguiça?

[Sakazuki]-Não erga sua voz contra um oficial da Marinha!

[Ace]-E você vai fazer o quê? Não sou seu subordinado. Mal mal sou seu genro.

[Sakazuki]-Não repita essa palavra. Um merdinha como você não seria capaz de ter alguém boa como a minha filha. Ela só é problemática, mas isso pode ser corrigido.

[Ace]-Você tem razão, ela é problemática...

[Sakazuki]-E apesar disso, você ainda não é digno dela.

[Ace]-Quem é você pra dizer uma coisa dessas?

[Sakazuki]-Sou o pai dela.

[Ace]-Um pai que abandona a filha por bastante tempo.

[Sakazuki]-Isso não te diz respeito. Certo, eu tenho uma proposta pra você.

[Ace]-Eu nego. Pelo visto, aquele enfermeiro é seu poodle particular.

[Sakazuki]-Ah, ele sempre gostou dela. Acabei deixando ele procurá-la por mim, porque eu tenho várias ocupações no QG. E ele disse que a encontrou com você. É um seguinte... Eu ofereço o dinheiro da recompensa dela a você, agora, se deixar que eu a leve sem reagir.

Cruzei os braços e ajeitei o chapéu no rosto:

[Ace]-Você quer comprar um tesouro com migalhas de pão?

[Sakazuki]-Não é suficiente pra você? Muito bem, faça seu preço.

[Ace]-Meu preço é a maior peça de diamante que puder encontrar no espaço. Ah, espera! Ela precisa ser acinzentada e ser moldada com o meu rosto. E não esqueça de me arrumar a carta do Rei de Marte... Eu já disse: Eu nego. Não quero nada de você e você terá de passar por cima de mim se quiser pegá-la.

[Sakazuki]-Ah, então você quer que eu te mate pra poder ter a minha filha de volta?

[Ace]-É pior pra você se tentar me matar. Aí é que ela não vai querer mesmo ir.

[Sakazuki]-Posso fazer parecer um acidente. Quem vai julgar um Almirante? Ninguém! Tenho pena da burrice dela... Não a criei assim.

[Ace]-Você não a criou. E já chega com os insultos.

[Sakazuki]-Por que? Oh... Você está ameaçando me bater? Vamos lá! Posso lutar tanto quanto você.

Continuei andando até passar por ele:

[Ace]-Sabe de uma coisa... Isso soou como uma guerra.

[Sakazuki]-Um belo nome. Eu proponho uma guerra, nesse caso.

Eu comecei a rir e o encarei, ironicamente:

[Ace]-Só não chore quando eu chutar essa sua bunda idosa e miserável.

[Sakazuki]-Huh. Você é bem impetuoso, moleque. Prometo não humilhá-lo muito.

Continuei o meu caminho:

[Ace]-Ah, velhote.

[Sakazuki]-O que é?

[Ace]-Espero que você goste da alcunha de "Fracassalmirante." Vai ouvi-la até sua aposentadoria.

Alguns metros à frente, meu celular mais uma vez vibrou:

[Ace]-O que foi?

[Garp]-O Sakazuki apareceu bem puto da vida. O que você fez?

[Ace]-Ele queria fogo pra acender a churrasqueira. Só contribui pra que ele se queimasse.

[Garp]-Você declarou guerra a um dos homens mais poderosos da Marinha?

[Ace]-Sim.

[Garp]-Tsh... Seu pai estaria sorrindo de orgulho agora. Você é tão retardado quanto ele... Mas lembre-se: Eu te avisei!

[Ace]-Tá, tá.

E desliguei

Notas finais
Desculpem pelas separações. É que não foi bem uma linha contínua hoje, aí eu precisei fazer isso! Prometo ser a única vez!