The only treasure

7 O Tribunal "Romano"


Notas iniciais
E aí galerinha, beleza? Mandando mais uma parada pra vocês. Divirtam-se! :D

Alguns dias se passaram desde a "declaração" de guerra entre mim e o pai da Bonney. Ela, desde então, parecia muito mais apegada a mim do que antes era. Não reclamo porque gosto do carinho daquela garota tanto quanto vencer Sabo e Luffy numa batalha.

Numa manhã de sexta-feira, eu estava na laranjeira do fundo do quintal "colhendo" laranjas para a Koala. De repente, uma voz ao longe:

[Luffy]-Ô Aaaaaaaaaceeeeeeee!!!

[Ace]-Quê?!

[Luffy]-Seu celular tá pulando carnaval aqui na estante.

[Ace]-Atende pra mim. Agora não dá pra ir aí, Luffy!

[Luffy]-Nha.... Eu não.

[Ace]-E por que não?

[Luffy]-O celular é seu.

[Ace]-Tsh.

Desci e carreguei a cesta lotada para a cozinha. Deixei-a no chão e subi as escadas até a sala:

[Ace]-Você, como telefonista, seria o funcionário mais útil da empresa. -debochei

[Luffy]-Isso aí tava me atrapalhando a jogar.

[Ace]-Atendesse, ora.

[Luffy]-Nem. O celular é seu, irmão. Você que atenda.

[Ace]-Tsh. Você não muda mesmo...

Antes que eu pudesse destravar a tela, o interfone tocou:

[Koala]-Eu atendo!

Esqueci-me completamente do celular e desci as escadas para ajudar. Assim que cheguei no corredor, me deparei com uma Koala séria comunicando-se por olhar com um Sabo desentendido. Quando ela bateu o telefone no gancho:

[Sabo]-Quem era?

[Koala]-É pro Ace. Eu deixei subir.

[Ace]-Erh? Pra mim? Mas eu não tô esperando ninguém.

[Koala]-Disse o porteiro que um tal de Marco estava impaciente pra falar com você.

[Ace]-Mas hein? Pera, esse Marco é um de cabelo de abacaxi e tals?

[Koala]-Olha querido, ainda não tem câmera direta pras casas daqui. Se eu tô com cara de Oráculo de Delfos hoje, desculpa.

[Sabo]-Se você fosse uma velha gorda e verruguenta, poderia dizer essas coisas... -ele fechou a cara

Koala o beijou na bochecha esquerda:

[Koala]-Não posso nem falar mal de mim mesma?

[Sabo]-É claro que não! Quando eu digo que ninguém xinga a minha Koala, eu quero dizer ninguém mesmo.

Minutos depois, um esportivo azul parou no portão e buzinou. Fiz sinal com os braços para que ele subisse. Lá vinha o homem do cabelo de abacaxi e barba malfeita que uma vez fora meu "Irmão em Armas" do curso técnico:

[Marco]-Oy, é bem complicado chegar até você. Gastei bastante combustível pra chegar aqui.

[Ace]-Eu pago depois. Mas não é comum você vir pessoalmente, irmão... O que tá rolando?

[Marco]-Eu tentei te ligar 6 vezes. Seu celular parecia estar desligado...

[Ace]-Ah, é que eu não estou com bolsos na bermuda, aí larguei ele dentro de casa e fui fazer o que me pediram lá no fundo. Mas diga logo!

[Marco]-Você largou o forno da sua casa ligado?

[Ace]-O forno? -pensei- Hmmm... Eu tô fora de lá tem umas duas semanas, por que?

[Marco]-É, então foi um incêndio.

[Ace]-Nem brinca com uma coisa dessas, cara. Eu paguei caro num sistema de irrigação pra evitar isso...

[Marco]-Ele tem energia própria ou é integrado ao quadro de energia?

[Ace]-Ao quadro e... -a ficha caiu aos poucos e eu também caí, mas de joelhos na grama

[Marco]-É o seguinte: O Teach me ligou ontem a noite dizendo que sua casa tava acesa, só que ele ligou lá e ninguém atendeu. Aí quis saber se você estava lá mesmo e tudo mais.

[Ace]-Que milagre o leitão de Natal cumprir o dever dele de vizinho. E então?

[Marco]-Daí hoje eu fui lá pra ver e a casa já tinha virado carvão.

[Ace]-Eu não quero acreditar que foi quem a minha mente está acusando...

[Marco]-É o tal cara que você me contou uns dias pra trás?

[Koala]-Ace, por mais que você não goste dele, não é legal incriminar por coincidências.

[Sabo]-Não. Não foi o Sakazuki em pessoa. Deve ter sido o...

[Ace]-...Trafalgar Law. Aquele poodle miserável. -bati os punhos cerrados no chão- Eu vou arrancar o escalpo daquele merdinha e pendurar em praça pública

[Marco]-Você sabe quem foi? Podemos falar com o Oyaji e...

[Ace]-De jeito nenhum! Se metermos o Oyaji nessa, a situação irá de mal a pior. Você sabe como o velho é inconsequente quando alguém mexe com os filhos dele.

[Marco]-Mas ele seria uma grande ajuda...

[Ace]-Marco, não fode. Eu posso resolver isso sozinho.

Levantei e bati as mãos nos joelhos sujos:

[Ace]-Me leva até lá. Eu não quero, mas preciso ter certeza do que aconteceu lá. E nesse estado, não tenho condições de dirigir.

[Marco]-Pode deixar comigo. Mas e...

[Ace]-Sabo.

[Sabo]-Já sei, já sei: Não conte à Bonney e nem ao Luffy onde eu fui e poque fui. Posso contar com você?". Claro que pode contar! -ele ajeitou a cartola

[Koala]-Fica tranquilo, cunhado. Se ele falar demais, eu corrijo.

Saímos pelo portão e entramos no carro do Marco. Assim que passamos pela portaria, disse ao porteiro que iria apenas resolver uma emergência e voltaria pra lá o mais rápido possível. Ele entendeu e liberou a cancela. Assim que ganhamos a estrada:

[Marco]-Quem diria, hein...

[Ace]-O que?

[Marco]-Declarando guerra a um marinheiro. Você, um civil simplório.

[Ace]-Queria que eu deixasse ele levar o meu tesouro? Eu amo aquela garota, irmão. Não ia simplesmente acatar só porque é o pai dela ou porque é um milico maldito.

[Marco]-Sheesh... Você é o mesmo impetuoso de sempre. Não me admira que o Oyaji tenha colocado você na equipe como Segundo Comandante.

[Ace]-Por falar nele...

[Marco]-Ele tá legal. Ainda lá no sítio, mas bem. Quando vamos fazer outra zueira lá em casa de novo?

[Ace]-Ah, sei lá. Melhor nem fazer... Vai que eu vou em outra pizzaria e encontro outra garota? Haha!

[Marco]-Daí você teria dois tesouros!

[Ace]-Nem. A Bonney vale por ela e mais todas. Impossível haver outro tesouro tendo ela.

[Marco]-É, ela mudou você radicalmente. Vai me dizer que parou de beber e agora é um cara comportado?

[Ace]-Eu não. Se eu largar a cerveja, eu faleço.

Chegamos até a "cena do crime". Havia uma equipe de bombeiros e uma viatura policial na porta. Tentei furar as fitas para passar:

[Policial]-Ei ei ei, cidadão! O que acha que está fazendo?

[Ace]-Hmm... Indo pra casa?

[Policial]-Você não pode entrar lá, é perigoso.

[Marco]-Relaxa, seu guarda. Ele vai ficar legal.

[Policial]-Bom... Você é o dono da casa. É justo que você tente salvar alguma coisa lá, né. Avise aos bombeiros que estão no seu quintal.

Avancei pelo portão arrombado que dava para os fundos da casa:

[Bombeiro]-Oe, você não pode entrar aqui!

[Ace]-É a minha casa. Não me diga o que fazer.

[Bombeiro]-A estrutura está frágil e pode cair a qualquer momento.

[Ace]-E eu me importo? Vou entrar lá.

[Bombeiro]-O que é tão importante assim pra fazer você entrar lá?

Evadi do homem parado perto da parede e entrei com a gola da camisa cobrindo o rosto. Fui até meu quarto ver se algo dava pra ser salvo, e nada. Voltei à cozinha:

[Ace]-Cês têm uma lanterna?

[Bombeiro]-Aqui. -ele estendeu a lanterna- O que vai fazer?

[Ace]-Preciso de ajuda pra verificar o quadro de energia.

Um deles entrou comigo e o guiei até a parte mais distante da casa, onde ficava a lavanderia e o quadro de energia. Acendi a lanterna e abri a caixa:

[Ace]-Ahá.

[Bombeiro]-Os cabos foram cortados.

[Ace]-Eu tinha sistema contra incêndio. Paguei caro.

[Bombeiro]-O senhor suspeita de um incêndio criminoso?

[Ace]-É. Eu não queria, mas agora tenho certeza.

[Bombeiro]-O senhor acionou o seguro?

[Ace]-Já fizeram isso por mim.

Saí de lá e voltei ao portão:

[Marco]-E então?

[Ace]-Cortaram os cabos. Com certeza deve ser coisa daquele poodle maldito...

[Marco]-O que vamos fazer agora?

[Ace]-Bom... Vamos causar uma tempestade na casa do sogrão.

[Marco]-Ele pode mandar você pra cadeia, não pode?

[Ace]-Pode, mas não vai.

Voltamos para o carro e retrocedemos o caminho para a casa do Sabo.

Assim que chegamos lá, Luffy nos recebeu no portão:

[Luffy]-Ace!

[Ace]-Que cara é essa?

[Luffy]-É terrível!

[Ace]-Fala logo, Luffy!

[Luffy]-O tio de boné veio buscar a Bonney. Ele a levou amarrada, junto com o Trao e...

Com todo o ódio que eu podia sentir, bati forte no muro do portão:

[Ace]-Cadê o Sabo e a Koala?

[Luffy]-O Sabo tentou parar ele, e levou uma paulada na cabeça. A Koala tá lá em cima com ele.

[Ace]-Marco.

[Marco]-Eu só não quero ir preso...

Fomos a pé até a maldita casa vermelha e cheguei chutando o portão, que abriu quase como se tivesse sido explodido. Lá estava ela, sentada ao lado do enfermeiro de merda:

[Ace]-Você.

[Law]-Ah, Ace! Chegue mais, chegue mais.

Avancei puxando-o pela gola da camisa e com o punho cerrado:

[Ace]-Eu avisei. É melhor ter marcado sua plástica, seu filho da puta!

Acertei três socos diretos. Joguei-o no chão e me preparava para chutar a cabeça dele quando ouvi o som de palmas:

[Sakazuki]-Foi mais fácil do que eu esperava trazer você até aqui, pivete.

[Ace]-Depois que eu matar esse aqui, você é o próximo da lista. E com você, eu não vou ser tão piedoso.

[Sakazuki]-Me matar? Garoto... Não seja tão ridículo.

[Ace]-Eu disse a você que não era pra encostar nela, e você tem a audácia de machucá-la?

[Sakazuki]-Machucar? Eu só garanti que ela viesse comigo para o lugar onde ela pertence. -ele sorriu, sarcástico

[Ace]-Vou fazer você engolir esses dentes no primeiro soco. No segundo, vou fazer sua caixa torácica virar uma caixa de palitos de dente. No terceiro, vou arrebentar a sua cabeça e...

Eu caí de joelhos com uma dor insuportável na canela. Logo vi um home de óculos Ray-ban munido de uma pistola às sombras do portão:

[Borsalino]-Ooooh, parece que você perdeu o equilíbrio... Que peninha.

[Sakazuki]-E agora, vai continuar com tanta ira assim?

Tentei ficar em pé, mas a dor era muito mais forte se fizesse força:

[Ace]-Aaaaargh, que merda!

[Sakazuki]-Desista, pivete. Você não vai levar a minha filha problemática.

[Ace]-Ah, sobre isso... Eu concordo, ela é problemática. Mas nunca ninguém tão problemática assim me fez sentir o homem mais feliz do mundo. Você é que não vai levá-la, idoso de merda.

[Borsalino]-Será que você precisa de outro incentivo?

[Garp]-Vocês dois, já chega!

[Sengoku]-Garp!

[Garp]-Eu lido com ele agora.

[Ace]-Pra trás, velhote! Você não tem direito nenhum aqui. Se você escolheu seu trabalho à sua família, apenas aceite.

Fui empurrado contra o gramado e tive as mãos algemadas:

[Law]-E agora, quem é o bonzão?

[Ace]-Desgra....

Ele pisou sobre a ferida da minha canela:

[Law]-Nã-nã-não. Mais respeito com o superior.

[Sakazuki]-E então filha, você não tem o que dizer?

Ela permaneceu calada:

[Sakazuki]-Pois bem. Law, bata nele até satisfazer sua vontade.

[Law]-Sério mesmo? Que ótimo! -ele pegou um remo de madeira que ficava pendurado sobre a mesa de sinuca da garagem- Então, Ace... Quem bate mais agora?

Ele me puxou até a parede contrária ao portão. Da sacada, o homem de cavanhaque acendeu um charuto e riu:

[Sakazuki]-Muito bem, pode come...

[Bonney]-NÃO! CHEGA DISSO!

[Sakazuki]-Que bom que fiz você falar, pirralha.

[Bonney]-Não machuque o Ace por minha causa. Se você quer que eu me case com o Law pra poupar a vida dele, que assim seja.

[Ace]-O-oe, não diga uma coisa dessas! Eu vou tirar você daqui.

[Bonney]-Desculpa, amor... Mas você não é esse super herói que você tá pensando. Não quero que você saia daqui dentro de um saco preto por minha causa. É melhor você ir...

[Ace]-É claro que não! Você é meu tesouro,e eu vou levar você de volta.

[Bonney]-Por favor, Ace. Me escute dessa vez.

Tentei me erguer apoiando na parede sem forçar a perna machucada:

[Ace]-É você quem tem que se ouvir! Olha a besteira que está falando...

[Bonney]-Eu sei bem as palavras que estou usando.

[Ace]-Se soubesse, não diria tanta idiotice na mesma frase!

O remo acertou meu estômago:

[Law]-Olha a língua. Não fale assim com a minha esposa!

[Bonney]-Se você bater nele outra vez, juro que me caso com um cadáver.

[Sakazuki]-A garota deu seu preço e você não é capaz de cobri-lo. Acabou, pivete.

[Ace]-Você acha.... mesmo que vai.... me tirar daqui?

De repente, uma figura alta de voz cavernosa apareceu:

[Barba Branca]-Já chega dessa palhaçada. Estou me segurando para não bater em você, moleque. Chega de bater no meu filho idiota.

[Ace]-O-oyaji?!

[Barba Branca]-Ace... Chega de ser tão cabeça dura. Vamos embora.

[Ace]-Não. Eu não vou deixar ela ficar aqui...

[Barba Branca]-Você a ama?

[Ace]-É claro que sim!

[Barba Branca]-Então deixe de ser narcisista e pense nela. Não vê que a incomoda ver que você está apanhando por causa dela?

Eu me calei:

[Law]-É, suma de uma vez seu lixo.

[Barba Branca]-Moleque, qual o seu nome?

[Law]-É Trafalgar Law.

[Barba Branca]-Pela última vez: Se afaste do meu filho. Ou eu mesmo vou afundar a sua cabeça no chão.

[Sakazuki]-Velho, leve esse resto daqui. Desalgeme-o, Law.

[Barba Branca]-Huh... Você, pirralho de boné. Eu vou resolver essa petulância sua com meus punhos. Mas num momento posterior.

[Bonney]-Me desculpe, Ace... Mas a nossa aventura acaba aqui. -ela relutava em não chorar- Até um dia, quem sabe...

Como um Imperador Romano, Sakazuki estendeu o dedão da mão direita e o virou para baixo:

[Sakazuki]-Saia dos meus domínios, seu merda. Nunca mais ouse tocar ou se aproximar da minha filha.

Me apoiei nas costas do meu velho e fui carregado para fora. Marco olhava para o céu:

[Marco]-Foi mal, Ace... Mas eu tive que fazer isso.

[Barba Branca]-Marco, deixe ele. É melhor não falarmos com ele por ora.

Fui levado de volta à casa do Sabo. Assim que o Barba Branca entrou comigo apoiado e totalmente sujo de sangue, um grito estridente foi solto:

[Koala]-Ace! Ai não, ele vai morrer? Olha quanto sangue ele perdeu! Meu Deus do céu... Olha isso, que horror.

[Sabo]-Amor, se afaste.

[Koala]-Mas ele está mal...

[Sabo]-Estou pedindo não como seu noivo, mas como irmão dele. Não interaja.

[Koala]-E quem vai fazer curativos nele?

[Barba Branca]-Eu não seria um bom pai se não soubesse limpar o joelho ferido do meu filho, não é mesmo? -ele sorriu

A última coisa que me lembro daquele dia foi ter o corpo lavado no quintal e a perna enfaixada. Assim que me levaram para o quarto, acabei dormindo:

[Sabo]-Obrigado.

[Barba Branca]-Huh, isso não é nada. Se o pai dele ainda estivesse vivo, era bem capaz de ele ter entrado na briga. Eu também faria isso, mas estou velho demais pra bater em duas crianças birrentas.

[Sabo]-E a Bonney?

[Barba Branca]-Infelizmente, parece que o Ace foi eliminado por ela.

[Sabo]-Palavras dela?

[Barba Branca]-É... Ele vai ficar mal por uns 3 dias. Depois, aos poucos, passa.

[Sabo]-Ah, sinta-se convidado a ficar aqui e ajudar a tratar desse idiota.

[Barba Branca]-Gurararara! -ele riu- Eu agradeço o convite.

Notas finais
E agora? :v