The nightmare

3 Francisco


Notas iniciais
Aproveitem.

Eu caminhava o mais rápido que podia, sempre olhando para os lados para ver se não era seguido. Quando estava a uma quadra de casa vi um homem se aproximar, ele usava um sobretudo sobretudo preto e caminhava tão rápido quanto eu. Ele estava com a cabeça baixa e mantinha as mãos nos bolsos do sobretudo. Mesmo sem poder ver seu rosto eu sabia que ele não era daqui, uma figura tão estranha quanto aquela não poderia ser esquecida facilmente.

Tentei caminhar ainda mais rápido, sempre que eu olhava para trás, o tal estranho estava cada vez mais perto de mim, então sem conseguir pensar em nada melhor, eu corri. Pude ouvi-lo atrás de mim, eu atravessava a rua quando o senti me empurrar. Bati contra uma parede e antes que eu tivesse tempo de reagir o estranho me prendeu ali de costas para ele. Uma de suas mãos segurou meu cabelo prensando meu rosto contra a parede, a outra mão ele levou ao bolso e tirou dali um canivete.

Eu disse a ele que poderia ficar com a minha carteira, meu celular, poderia ficar com tudo, queria apenas que ele me deixasse ir. Então ele riu, sua risada era estranha, e disse que meu o interessava. Minhas pernas estavam travadas tamanho o medo que eu sentia. Ele aproximou mais seu rosto e sussurrou próximo ao meu ouvido que aquilo era apenas uma aviso, que se eu voltasse a ver Cristina, ele me mataria e faria o mesmo com ela.

Imediatamente pensei em Francisco, Cris já havia me dito o quanto ele era violento, mas nunca pensei que ele poderia poderia chegar a este ponto. Eu precisava avisa-la, manda-la fugir, ir para o mais longe possível. Fui tirado de meus pensamentos quando Francisco puxou meu cabelo e bateu minha cabeça com força contra a parede, então ele me soltou e saiu correndo. A dor intensa me fez desabar.

Na manhã seguinte Cristina foi até minha casa, havíamos combinado de tomar café antes de eu ir trabalhar. Quando ela chegou a puxei rapidamente para dentro e depois coloquei a cabeça para fora de casa olhando para todos os lados da rua, procurando Francisco. Cris não entendeu porque eu estava agindo daquela forma, logo ela viu o corte em minha cabeça e indagou o que tinha acontecido.

Levei-a para meu quarto para que pudéssemos conversar sem ser interrompidos pelos meus pais. Contei o que aconteceu, sobre Francisco, as ameaças e que eu achava melhor que ela fosse imediatamente. Pelo de tom de voz, eu sabia que Francisco não estava brincando. Cristina, no entanto, disse que não cederia as ameaças dele, que se ela continuar aceitando tudo o que ele impõe, aquele tormento nunca teria fim.

Por um lado Cris estava certa, mas eu não queria arriscar. Não poderia permitir que alguma coisa acontecesse a ela. Discutíamos sobre o que ela deveria fazer quando meu celular tocou. Era um número desconhecido, atendi mesmo sem saber quem era, apesar de ter já ter uma ideia de quem fosse. A voz do outro lado disse que não adiantaria Cristina fugir, ela estaria apenas adiando o inevitável e que se eu não tivesse cuidado, o mesmo aconteceria comigo. No final Cristina estava certa, ela não poderia continuar aguentando aquilo, algo deveria ser feito, Francisco precisava ser parado.

Durante o café da manhã decidi que não iria trabalhar, depois de ligar para o serviço e inventar uma desculpa qualquer para não ir, fiquei com Cristina. Passamos toda a manhã conversando, ela me contou que já tinha procurado a polícia, mas que nada havia sido feito, então seria perda de tempo tentar isso de novo, mesmo sendo a coisa mais sensata a ser feita. No entanto, quando se lida com um homem como Francisco, muitas vezes a polícia nada pode fazer pela vítima.

Depois de horas pensando, decidi que eu mesmo iria enfrentar Francisco. Na última vez ele levou a melhor porque me pegou desprevenido, algo que não aconteceria novamente. Cristina não queria que eu me arriscasse, que me envolvesse, mas eu já estava envolvido. Os problemas causados por Francisco já estavam na hora de ter um fim. Apesar de relutante Cristina acabou concordando comigo. Tínhamos um plano e estávamos prontos para pô-lo em prática esta noite.