The missing peace
1 Prólogo
Notas iniciais
— Saia daqui Annie, saia! – Disse minha irmã aos prantos tentando se desvencilhar do homem que a segurava com extrema força.
Eu não acreditava, aquilo não entrava na minha mente de jeito algum. Como aquele ser que machucava minha irmã era do meu próprio sangue? Eu não tinha ideia do que fazer.
— Sabe aonde ir, vá! Vá Annie! – Disse ela mais uma vez, antes de meu pai cobrir sua boca com um pano úmido que eu não sabia o que era.
— Cale a boca sua vadiazinha – Disse ele cuspindo suas palavras.
A partir daí meu senso de perigo alarmou e comecei a correr. Como nunca corri na vida. Só queria meu lugar o qual Piper disse, para poder acordar e ver que tudo era um pesadelo.
Infelizmente não era.
Olhei para trás e vi o homem com uma expressão assassina. Logo atrás dele vi um homem o qual nunca vi na vida, com a mesma sede de sangue de meu pai.
Corri, corri e corri. Sai de casa e senti a leve brisa acompanhada com o pisar das folhas secas no chão.
Apenas quero meu lugar. Nosso lugar, na verdade, Piper me mostrou tudo...
Entrei floresta adentro enganando galhos e caindo algumas vezes. Até eu achar uma pequena caverna, que logo adentrei. Ouvi passos e me encolhi. Logo depois de minutos cruciantes, ouvi passos e um homem dizer.
- Vamos, ela não é uma ameaça, chefe.
- Ok, vamos antes que a outra acorde – Disse meu pai.
Passos se distanciaram. Suspirei, eu não estava louca.
Esperei um tempo não identificado por mim mesma, e depois reparei que havia cochilado. Os raios de sol iam de dissipando do meu rosto até quando ele se foi. Levantei e bati a cabeça, reparando que estava na caverna. Era tudo real. A dor era real.
Sai e fui em direção a minha casa, meu lar. Estava com medo, muito medo de que alguém aparecesse a volta. Só queria minha mãe, apenas ela. Fui me aproximando e senti um cheiro de lar degenerado, junto com um odor que parecia veneno.
Entrei.
Os objetos da casa estavam em próprio caos, não dava para se mexer e não pisar em nada. Fui aos poucos.
Piper? – Disse
Ouvi um barulho da água da pia pingando. O desespero subiu a cabeça.
Piper? Mamãe? – Gritei aflita.
Percebi que estava só a partir do eco da minha voz.
A cada passo o cheiro podre de veneno aumentava, assim como as batidas do meu coração, que só faltava sair pela boca.
Entrei no quarto dos meus pais. Silêncio.
Mamãe? – Disse
Ouvi o rangido de uma porta se abrindo com o vento da janela e me deparei com alguém deitado no chão do banheiro e sangue por toda a parte. Facas, estiletes e tesouras.
Mamãe? – Comecei a choramingar.
Quando entrei no banheiro e me deparei com seu corpo sem vida, desabei. O que havia acontecido? Quem havia tirado minha mamãe de mim? Porque isso?
Mamãe, vamos lá, acorde, vamos sair daqui – Disse passando a mão em seu cabelo — MAMÃE, ACORDE MAMÃE, POR FAVOR, FICA AQUI – Comecei a gritar descontroladamente. – ALGUÉM ME AJUDA. POR FAVOR. – Sentia minha alma se esvaindo junto com meus gritos, fiquei sem ar. Cai sobre minha mãe.
Sou Annabeth Chase. Tenho 10 anos. Minha irmã se chama Piper. Meu pai se chama Frederick. Minha mãe se chama Atena. Não sei onde está minha irmã, meu pai fugiu, mamãe não está mais aqui e Frederick está querendo me matar.
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