Notas iniciais
eai semideuses do meu heart. obrigado pelos coments do prologo e espero que gostem desse tbm c:

Nunca conheci meu pai, e nunca realmente quis conhecer. Sua família nunca foi em casa, ou vi na vida. Espero que ela não tenha orgulho dele. Porque não deveria ter.

Desde aquele tempo, fiz uma promessa a mim mesma. Que procuraria, não importa como, onde ou quando, o homem que matou minha mãe e minha irmã. Quando estiver no momento certo, cumprirei a promessa.

Estava em casa, pensando no que aconteceu 6 anos atrás, no que realmente eu tive que suportar; de como eu era ingênua ao ponto de não perceber que Frederick tinha aquela estranha tara por tortura, e eu infelizmente fiz parte do plano dele.

Depois de tudo aquilo eu pensava em como seguir em frente. Sem minha irmã para me defender ou minha mãe para me proteger.

Mas eu era forte. Eu sabia disso.

Sabia me virar sozinha, sei até hoje. Eu sei que é errado dizer, mas a morte de mamãe me ajudou em alguns fatores como não ajuda ninguém naturalmente. Aprendi a me defender sozinha, de tudo e de todos. Não tinha medo. Exceto de uma coisa.

Ouvi batidas da porta do quarto.

– Entre – Resmunguei

– Que que é? Tá com mau humor de novo? Não suporto isso sabia? – Disse Thalia, minha irmã de ‘’ criação ‘’

Eu que não suporto mais olhar na sua cara – Disse, tentando não parecer interessada. – O que você quer? – Disse olhando em seus olhos, que pareciam com os de mamãe. Azuis elétricos. Isso me dava calafrios, mas amava de um jeito incontrolável.

– Eu sei que você pira nos meus olhos cor de ...

– meleca de nariz.

–Invejosa, olhos cor de fumaça.

– Tá, ta, o que tu quer?

– Prazeres lésbicos – Disse ela sentando sensualmente na minha cama.

– To falando sério guria – Disse a empurrando e fazendo-a cair na cama e rir.

–Jantar, agora. – Ela se levantou.

– To sem fome – Disse deitando e voltando aos meus pensamentos.

– Você que sabe – Disse o eco de sua voz seguido por uma batida na porta.

Virei a cabeça e olhei meu porta-retrato. O único da minha família biológica e que me trazia as minhas mais felizes lembranças. A foto retratava eu e Piper com 5 e 11 anos, mamãe e Frederick, minha vó e meu vô num piquenique a luz do luar. Sim, isso é estranho, mas sinceramente, minha família é estranha, e isso era o que a tornava mais legal. As arvores, a lua, a grama, a briza, o lago.

As estrelas.

Tenho fetiche por estrelas. Toda vez que eu as olho vejo mamãe e minha irmã mais velha, Piper. Isso me acalmava de um certo modo como os olhos de Thalia.

Fechei os olhos e adormeci, sem querer.

...

Pesadelos, novamente. Isso exigia de mais de mim e de Thalia, que acordava junto aos meus gritos.

– Quer falar? – Disse ela em um tom sereno.

Fiz sim com a cabeça.

Levantei desesperada, nunca disse os pesadelos a Thalia, ela não sabia de nada a não ser meus pais adotivos.

– Espera, vou pegar uma água pra ti.

– Uhum – Disse tremendo.

Esperei sentada, tentando tirar os gritos da minha cabeça, mas nada resolvia.

Logo ela chegou, deitada do meu lado, alisando meus cabelos, como sempre fazia nas piores noites. Depois de me acalmar, disse:

– Foi quando eu era pequena. Estava sozinha, na floresta perto da minha antiga casa. Eu ouvia gritos. Seus, de Atena, de Piper, do nosso pai, da nossa mãe. E cada grito era um corte em mim, rasgando minha pele, eu não suportava a dor e eram milhares deles. Eu cai com tanta perda de sangue e você logo aparece, mandando-me correr pra longe e é ai que Frederick aparece e...

– E o que?

– E corta sua cabeça fora – Disse começando a chorar, detestava chorar.

Aquele monstro sempre era o motivo.

– Ei ei, olha aqui – Olhei – Estamos numa floresta? – Fiz não com a cabeça – Onde está Frederick?

– Desapareceu – Sussurrei.

– Isso mesmo, agora você tem pais que te protegem. Você sabe que isso nunca vai acontecer. Eu to aqui olha, com a cabeça grudada ainda.

– Isso não tem graça Thalia.

Dei uma risada engolindo o choro.

– Ok? Então vou ter que me esforçar mais. Agora você vai deitar aqui e dormir novamente, agora pensa no Johnny Deep sem camisa. Pensou? Sonhe com ele.

Ai que idiota essa menina.

Ri e fechei os olhos, graças a Deus aconteceu o que ela disse.

Notas finais
Comentem, não dói c:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.