The last ghost called
4 Capítulo 3
Notas iniciais
POV Nathan
Depois de sair da escola, eu e Sam fomos até a casa da Ana, sua namorada, onde uma galera tava reunida. Eles faziam isso quase toda a semana, aproveitavam que a mãe dela trabalhava até tarde e ficavam de bobeira o dia todo. Eu não curtia muito, só ia mesmo porque Sam só faltava implorar de joelhos pra que eu fosse, porque sem mim, não teria carona pra casa.
– Cara, você não fica preocupado quando a Ana fica sozinha com aqueles caras ? — perguntei quando estacionei em frente a casa dela.
Dois carros já estavam estacionados lá, o do Brian e do Thiago, o suposto primo dela.
– Eu confio nela — revirei os olhos. — E além, disso o primo dela tá aí.
Dei de ombros e saímos do carro. Quando abrimos a porta, uma nuvem de fumaça saiu da casa. Eles estavam sentados no chão da sala, com um narguile no centro, e outros com cigarros na mão. Ana tava deitada, com a cabeça apoiada no colo do Thiago quando entramos, e quando viu Sam, levantou e correu para ele. Ela tava traindo ele. Com o Thiago. Fiqueo sabendo à uns dias a trás, e fico puto toda vez que vejo os dois juntos.
– Sam! Até que enfim vocês chegaram.
– Eu disse que vinha, gata.
A sa não tava cheia, além de nós, estavam a Nanda, a Carol e o Lucas. Todos estavam com um cigarro na mão, e dividiam o narguile entre si.
Ficamos de bobeira a tarde toda, eles fumando narga enquanto eu davas uns pega na cozinha com a Carol, que ficou me dando mole desde que cheguei. Ela até que era bonitinha, é ruiva dos olhos escuros, com um corpinho de dar água na boca. Mas do nada, como se fosse um carma, a garota nova me veio a cabeça, perturbando meus pensamentos. Eu fiquei curioso com ela, não sei exatamente o porque.
Quando deu deu 18h, eu já tava de saco cheio da fumaça que eles faziam e das conversas nada haver deles, então peguei minha jaqueta e as chaves.
– Cara, eu já tô indo. — disse enquanto levantava do sofá, olhando para Sam.
– Ei, espera aí que eu vo com você. — ele disee enquanto se soltava de Ana, que tava agarrada nele.
Me despedi deles, e saí esperando ele do lado de fora. Depois de quase 10 minutos, ele finalmente saí, e rumamos para sua casa.
– Sua namorada é uma drogada. — falei depois que viramos a primeira rua.
– Não é ela, foi o primo dela que levo o narga pra lá. E você nem reclama, eu vi você com a Carol na cozinha. — ele deu um soco np meu braço e começo a rir.
– Bem, eu tinha que aproveirar de algum modo — ri também.
Quando chegamos na casa dele, a mãe dele, Elise, uma loira, saiu.
– Isso é hora de chegar mocinho? — ela disse impaciente, enquanto ele caminhava pelo jardim.
– Mãe, não venha com esse papo outra vez.
– Isso ai, senhora Elise, mete bronca nele, tá merecendo mesmo. — ela riu e se aproximou do carro.
– Oi Nathanael — sorri para ela. — Seus pais estão em casa hoje ?
– Negócios, você sabe como é. — dei de ombros, dandi uma piscadela para ela que apenas riu.
– Fica mais um pouco, o jantar já está quase pronto, e assim você aproveita pra conhecer a Emma.
– Ele já conhece ela — Sam se intromete — Já derrubou até os livros dela hoje.
– Então, fica? Não aceiti não como resposta.
Sorri e acabei aceitando. Elise era uma pessoa bem legal, poucas vezes a vi perder a cabeça, e garanto que ela não é nada legal quando perde. Ela é quase como da família pra mim, ela me conhece desde quando nasci, e me acolhe sempre que meus pais viajam, o que acontece com frequência. Ela yem seus 30 e poucos anos, e não deixa de cuidar da sua beleza nem um segundo sequer, ai o motivo de ter essas curvas de enloquecer qualquer homem.
Quando entrei na sala vi o senhor Martin sentado no sofá, com uma latinha de cerveja na mão vendo o jornal. Emma não estava em canto algum. Sam subiu para o quarto e eu fui ajudar Elise na cozinha.
– Querido, ponha esses pratis na mesa, por favor. — peguei de sua mão e arrumei eles na mesa.
Quando o jantar já estava pronto, ela pediu pra mim chamar o Sam e a Emma. Subu as escadas para o segundo andar pulando os degraus de dois em dois. O quarto do Sam era o primeiro. Chamei ele e ele já desceu. Emma estava no quarto de hóspedes deles, já havia dormido ali muitas outras vezes. Quando parei em frente a porta, bato duas vezes. Cinco segundos depois ela abre.
– Fala ... — ela parou quando me viu. — Ahn, o que você faz aqui?
– A Elise pediu pra você descer? — disse o óbvio.
– Tá. — ela saiu, parecendo nervosa, deu a volta por mim e desceu rapidamente.
Não entendi nada. Desci logo atrás dela e sentamos na mesa, onde todos já estavam. A sa deles era retangular, de seis lugares. Martin sentava na ponta, Elise a sua esquerda, e Sam ao seu lado. Emma estava a direita de Martin, e eu ao seu lado. Ela tava estranha, mais do que o normal. Parecia transpirar. Ela focava me olhando de canto, e eu percebi. Não entendi o motivo desse nervosismo que ela tava.
– Antes de comermos, vamos agradecer por está comida. — Elise disse já pegando a mão de Sam e Martin.
Emma me deu a mão com muito esforço. Ela suava. Enquanto Elise ia falando, e todos estavam com os olhos fechados, eu olhei para Emma, que também estava de olhos abertos. Ela me olhou, eu eu perguntei em silêncio o que tava acontecendo, eu tava confuso. Ela tentou responder, mas Elise acabou, e todos começaram a comer.
O jantar foi silêncio, com apenas Elise e Martin conversando. Emma continuou estranha
Quando todos terminaram, eu me despedi de todos e saí. Quando entrei no carro, ouço alguém me chamar. Quandi olho, vejo quem eu mais desejava falar.
– Nathan, né? — ela disse quandi se aproxinou do carro.
– O que houve lá dentro? — fui direto.
– Me desculpe. É que... — ela engoliu em seco. — Eu lembrei de uma coisa ruim que aconteceu comigo. Desculpa. — ela sorriu fraco.
– Não, tudo bem.
Ficamos nos olhando lor um tempo, até ela sacudir a cabeça.
– Posso te perguntar uma coisa?
– Manda aí. — ela me olhou por um tempo.
– Qual a história dessa sua cicatriz? — desviei seu olhar. Não gostava de lembrar daqueles tempos, e em geral eu não precisava, já que todos sabiam o que tinha acontecido. — Não precisa dizer, se não quiser. Posso entender seus motivos.
– Não, eu conto. — olhei para ela, que sustentou meu olhar. — Quando eu era mais novo, um garoto fez isso comigo. Ele me odiava, foi o que ele disse, então cortou meu rosto, e deixou outras marcas em mim. — levantei um pouco a camisa e mostrei a cicatriz que atravessava parte do meu abdômen.
– Sinto muito. — ela suspirou longa mente. — Você conseguiu perdoar ele? — ela perguntou um tempo depois.
– Não. Nada explica que ele fez comigo, não tinha razão. — ela desviou o olhar. — O que houve com você? — ela sorriu fraco.
– Talvez um dia eu te conte. — ela se afasto do carro e acenou.
Fiquei olhando enquanto ela subia, quando ela entrou, liguei o carro e parti para casa.
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