Notas iniciais
Espero que gostem ;D

Capítulo 4

POV Emma Larsson

No meu sonho eu estava sozinha em casa, deitada em minha cama, esperando minha mãe chegar. Meu quarto continuava o mesmo de antes, com as pareder azuis desbotando, minha velha cama marrom escura, e meu guarda-roupa branco, que tinha várias fotos minhas e dos meus amigos. Levantei e fui para a janela, o jardim continuava uma zona.

Então começaram a bater na porta.

Emma! Abre essa porta! Agora!

Era o meu tio. Ele socava a porta. Corri para o lado da cama e me encolhi, pedindo a Deus que ele parasse. Então tudo ficou silencioso.

Ele arromba a porta. Eu grito. Tento correr, mas ele me agarra e me joga na cama.

Eu disse para você abrir a porta sua putinha. — ele começou atirar o cinto.

Por favor, não faz isso! Me deixa em paz. — tentei fugir novamente, mas ele agarrou meu cabelo e me jogou na cama, ficando em cima de mim, segurando meus pulsos.

Sua mãezinha não está aqui para te proteger. — ele rasgou minha camiseta e começou a acariciar meus peitos. Tentei me soltar, mas recebi um soco no estômago. — Hoje você vai ser minha. — ele sussurrou em meu ouvido.

Comecei a me debater, e aos poucos tudo foi se desfazendo, até eu acordar aos prantos nos braços de Martin.

Emma, calma. Você está bem. Shii. — olhei para seus olhos, tentando me acalmar.

Eu estava chorando, e toda suada. Elise estava logo atrás de Martin. Ela tinha lágrimas nos olhos, e parecia tentar se controlar para correr para meu lado.

Acordou? — Martin perguntou assim que fiquei em silêncio, olhando para os dois. Balancei a cabeça em positivo. Ele me abraça. — Você tem que esquecer isso Emma. Está fazendo mal para você.

Eu não consigo. — tentei segurar as lágrimas, mas elas escapavam mesmo assim.

Elise sentou ao meu lado e me abraçou também. Olhei para a porta e vi Sam.

Ele me encarava aturdido, não sabia nada sobre o que tinha acontecido comigo. Eu não tinha coragem de contar o que tinha acontecido para mais niguém, exeto Martin e Elise. Tinha vergonha, mesmo sabendo que várias outras pessoas já passaram o mesmo. Estava com repulsa de mim mesma por permitir que aquilo acontecesse. Queria muito apagar todo o acontecido, mas é impossível.

Eu vou marcar uma consulta para você, ok? — Martin disse quando se afastou.

Ok. — acenti. Ele se levantou e esperou Elise.

Qualquer coisa nos chame, tá querida? — acenti com a cabeça, e ela me dei um beijo na testa, o que foi um pouco reconfortante.

Depois que eles sairam, fiquei olhando o teto. Tudo estava muito fresco ainda em minha mente. Eu precisava esfriar a cabeça um pouco. Precisava esquecer um pouco. Olhe ipara o relógio e era apenas 1h da manhã. Levantei sem fazer um barulho sequer e peguei meu celular. O número da Laís ainda estava salvo, então sai do quarto na ponta dos pés e desci para o segundo andar e sai da casa.

Ela atendeu no 4 toque.

Emma? Emma é você mesmo? — a voz dela demostrava a surpresa por eu ligar.

Sou eu sim. — pude ouvir seu sorriso.

Como você está? Por que você não atendeu mais minhas ligações? Eu estava preocupada!

Desculpa, mas eu não estava com cabeça para falar com alguém dai. — ficamos em silencio por alguns instantes.

Como estão as coisas por ai? — ela perguntou enfim.

Melhor. Eles são bem legais comigo. — suspirei. — Como ela vai? Minha mãe?

Ela tá bem. Apesar de não sair muito. Ela ficou muito abalada com tudo o que aconteceu, principalmente por teram levado você.

Foi melhor assim. — ela ficou calada.

É sério que ela não pode mais te ver?

É.

Ficamos conversando por mais tempo, até a mãe dele barrar para ela desligar o telefone. Quando voltei para meu quarto, já era 3h. Deitei na cama e fiquei olhando novamente para o teto, pensando em minha mãe.

Notas finais
Reviwes??
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.