Notas iniciais
Apresentação das grandes mentes por trás do ultimo jogo.

Os Sete selos

E estava assentado no trono acima dos sete céus o Deus todo poderoso que havia a tudo criado e a todos os seres por seu filho libertado, a aguardar pela enorme ampulheta do tempo os minutos finais se encerrar para que assim desse início ao fim, ao armagedom. Ao apocalipse.

A sala do trono onde o todo poderoso estava assentado, nunca ninguém jamais entrara, nem mesmo seu filho único o qual tanto amava. O estrondoso silêncio que reinava no ambiente desde sempre em quietude foi pela primeira vez violado, não pelo grande Deus que ali estava assentado, mas por outra essência que deixava claro que ali adentrara.

A sala do trono não era na verdade uma sala, e não havia na verdade um trono, não exatamente como se dito, o lugar era o infinito além da compressão humana e celeste, iluminado pelos cosmos e galáxias do extenso e ilimitado universo, ali não existia a matéria física, não havia ali átomo algum e onde estava assentado aquele que denominamos de Deus havia uma forte luz com um brilho como a de uma estrela que nunca se apaga. A essência que surgira no cosmo do trono iniciou um dialogo que fez céu e terra tremer por conta do estrondo de suas vozes titânicas quase nunca ditas explicitamente.

—Deus? —perguntou a voz masculina com o grave mais sedutor que se poderia escutar.

—Sim meu amado anjo. —respondeu a voz mais doce e meiga que se poderia escutar.

—Uma convocação inesperada e totalmente sigilosa para com nossos servos. —disse a voz gravemente sedutora.

—Sim, nem meus anjos e nem os seus podem saber dessa nossa conversa. —disse a voz docemente meiga.

—Mas estou surpreso por ser segundo depois de ti a entrar na sala do trono. —falou à voz que se um mero humano escutasse morreria de prazer.

—Meu grande amor não percebe o que isso significa? —falou a voz mais meiga que derreteria qualquer humano que a escutasse.

—Só não percebo como também não posso acreditar que só falta um ano no tempo humano para que as sete portas se abram. —disse à voz que enchia a sala do trono de prazer e sedução.

—Meu querido por isso te convoquei em minha sala do trono—a voz meiga parecia decidida—pois logo começara o fim de minha obra mais amada.

—Esta pensando em a eu destruir? —a voz sedutora estava com certo humor negro na fala.

—Não, muito mais que isso eu penso em fazer. —disse a voz doce sorrindo em meio à piada do convocado.

—Ainda não compreendo seu raciocínio extenso e indecifrável caro Deus. —disse a voz sedutora com um tom de deboche.

—Meu caro Lucio adoro seu censo de humor—disse a voz doce.

—Sabe que odeio esse nome que os humanos me deram, porque não me chama pelo meu verdadeiro nome hã. —disse a voz grave.

—Adoro esse seu nome, é melhor que os outros. —disse a voz doce com certo riso.

—Tá certo Deus, me conta logo o que tem pra fazer, já que me acordou do meu sono profundo de beleza. —disse a voz da sedução.

—O tempo é curto para nós, mas não te acordei do seu sono de beleza, você estava dormindo há quase toda sua existência. —disse a doçura com graça.

—Será que podemos conversar sobre o que você tem em mente, preciso colher alguns pequenos pecadores e coloca-los para implorarem por perdão eterno. —Disse Lucio.

—Tenha dó deles são jovens crianças. —disse Deus com leveza na voz.

—São crianças que matam, portanto começam a me pertencerem desde cedo. —disse Lucio devorando uma maçã bem avermelhada que fez surgir em sua mão.

A ampulheta do tempo parou de funcionar deixando claro que era hora do fim do mundo começar. O Deus todo poderoso fez surgir em seu colo um grande e grosso livro alvo como sua própria pele e vestimenta o qual estava escrito por dentro e por fora selado com uma tira onde se despojava sete selos avermelhados.

—Os sete selos que guardam o livro da vida. —disse Lucio à voz sedutora tomando a forma física de uma criança negra com olhos arregalados em direção à obra literal nas mãos do supremo.

—Observe a quebra do primeiro dos sete selos. —disse Deus abrindo os olhos que estivera fechado desde que descansou no sétimo dia da criação do mundo.

Ao ser quebrado o selo primeiro foi declarado à vitória na terra, a paz estava a reinar e todos a glorificar pela felicidade que teimava em a todos alegres deixar.

—O segundo selo se quebra.

A paz que se impregnara no mundo se espessou como o vento sopra as cinzas, e a espada começou a felicidade a todos arrancar, como se arranca um filho do ventre de sua mãe.

—O terceiro selo quebrou-se.

E foram equilibradas as leis da economia no mundo, e que não fosse danificado o vendido ao homem.

O diabo observava a quebra dos selos como uma criança assiste a um desenho animado preferido, animado, absorto e agitado. Sim agitado.

—Foi quebrado agora o quarto selo.

A morte assolou no mundo ceifando com a fome, com as feras que dominam as matas, com as doenças epidêmicas, e assim foi levando uma quarta parte da terra.

—O quinto selo espatifou-se.

As almas mortas clamavam por justiça perante o altíssimo, pedindo-lhe o julgamento daqueles que derramaram seu sangue.

—Agora quebrasse o sexto selo.

E o eclipse solar tornou o sol negro como um saco de cilício, o eclipse noturno permitiu a lua sua negritude sombria e foi visto por todos os olhos na terra como que estrelas caindo do céu, uma chuva de meteoros que assombrou a todos, os fazendo se esconderem em encostas e prédios para que não fossem atingidos.

—Enfim o sétimo e último selo se quebrara.

E fez-se silêncio na terra por quase meia hora.

O livro da vida foi enfim aberto para que o ultimo capitulo da história do mundo fosse em fim contada para que se consumasse a obra por Deus a muito já criada. Todos os olhos verão, todos os ouvidos ouvirão e todos sentirão quando se anunciar o fim onde nem mesmo o suicídio poderá lhes servir de consolo perante a calamidade que vira, pois a morte será encarcerada e todos aqueles que por ela clamarem não a encontrarão mesmo com a mais forte apunhalada no coração.