The last game
3 Os 24 anciões
Era um lugar aberto, o céu não estava mais noturno, as nuvens inundavam na mansidão azul sinalizando que o sol estava em seu auge.
Era um lugar onde um enorme trono feito de luz se dispersava grandiosamente diante dos vinte quatro indivíduos que ali se encontravam sentados em seus tronos de mármore.
Os vinte quatro tronos que ali se encontravam cercavam o trono maior em sinal de adoração.
Nenhuma das vinte e quatro pessoas que se encontram ali sabia o que estava acontecendo, depois de enfrentarem uma terrível corrida pela vida se encontravam na paz e mansidão de um lugar que não sabiam exatamente onde era. Assustados e amedrontados de saírem de seus tronos viram surgir no trono de luz um homem de estatura gigantesca e aparência angelical que transbordava tanto amor quanto confiança.
—Aqui estão meus 24 pupilos, meus queridos anciões. —disse à voz que estremeceu o lugar.
E foi nesse instante que se viu descer do céu como que meteoro uma bola negra em chamas aterrissar no piso de cristal daquele lindo lugar. As chamas se apagaram da bola e sua negritude passou a tomar a forma de um homem de estatura igual ao do que estava assentado no trono de luz. Ele tinha uma beleza descomunal, sua áurea transbordava prazer e sedução aos humanos ali presentes.
—Entrada triunfal. —sua voz estremeceu o chão.
O ser que estava assentado no trono de luz começou a revelar o que estava realmente acontecendo e a primeira coisa que falou foi que o fim do mundo estava pra acontecer, revelou que o fim da humanidade ocorrerá em breve e essa batalha será travada entre os 24 anciões que ali se encontravam. Cada ancião representara aquilo o que mais está impregnado em sua áurea e em seu espirito, desde o amor ao medo. Quando for tocada a primeira trombeta será hora de o jogo começar e assim todos os 24 deveram um contra o outro lutar para que somente um vença e passe a tudo governar.
Todas as 24 pessoas que ali se encontravam observavam tudo o que era dito e apesar de estarem com bastante medo e um temível duvidar enxergaram que a verdade era essa e não podiam dela desconfiar.
O ser que surgiu da bola de fogo estava com uma cara de tedio como se estivesse cansado de estar ali e escutar o que dizia a voz suprema no trono de luz, mas em seguida seus olhos observavam atentamente cada um dos 24 anciões como se procurasse alguém.
—Agora é hora de nomear quem representará o que. —disse a voz superior.
E o que se seguiu foi estranho e maravilhoso, cada trono de mármore passou a ter uma cor diferente da outra e seus donos sentiram algo lhes impregnar as costas da mão, era como se estivessem sendo marcados com ferro quente, a dor foi terrivelmente dolorosa, mas logo depois da dor se viu um símbolo desenhado na pele das costas de suas mãos direitas, cada um tinha um símbolo diferente.
—O que lhes tocaram a mão é o que representaram na ultima batalha, e quando chegar a hora saberão o significado.
Em seguida ouve um sussurro fino gerado pelo vento que começou a inundar o lugar e uma coroa de ouro apareceu na cabeça de cada humano ali presente. Incrível foi à cena que se seguiu, a beleza da adoração a um Deus que estava prestes a iniciar o fim de sua obra mais complexa, os 24 anciões tiraram suas coroas e jogaram na direção do Deus luminoso incitando-o a dar-lhes a benção para que o último jogo fosse iniciado, suas vozes em coro diziam: “Digno és Senhor de receber glória e honra e poder, porque tu criaste todas as coisas e por tua vontade são e foram criadas”. Assim foi feito e logo depois da benção de Deus os tronos começaram a desaparecer um por um e por fim quando mais nenhum restou ali o Deus do fogo que antes estava entediado se mostrou excitado e falou com todas as letras o que sempre quis dizer:
—Hoje veremos qual deles vencerá e estou ciente que será um do meu time.
Em reposta a convicção de seu filho mais teimoso e sombrio Deus falou com toda a doçura que existia em seu coração:
—A quem vencer do meu time ou do seu, será lhe dado o trono e o dom de criar, pois mal ou bem ele é um dos meus filhos também.
Los Angeles
Dakota acordou do terrível pesadelo que teve, já era manha e estava atrasada para ir à escola. Levantou-se depressa e correu para o banheiro para se preparar para mais um tedioso dia de sua vida. Apesar de estar no último ano do colegial se sentia cansada e excluída, não pelos colegas ou pela sociedade, mas por ela mesma que se enxergava diferente.
Indo para a cozinha encontrou a mãe preparando seu lanche. Sentou-se rápido para somente beber um copo de café com creme e uma pitada de canela, aproveitou para contar à mãe que teve um pesadelo.
—Como foi o pesadelo?
—Muito estranho, tinha os tronos, eu sentava em um e era tele portada para outro lugar, depois teve um ser de luz e um ser negro, por fim veio uma marca na minha mão...
Dakota parou de falar quando observou que a mesma marca que havia lhe queimado a pele no sonho ainda se encontrava em sua mão. Assustada e tremula mostrou a marca a mãe que ao olhar o símbolo tatuado na filha arregalou os olhos com certo pavor.
—Filha deixe-me ver. —disse sua mãe com uma das mãos atrás das costas.
Se aproximando o suficiente da filha a mulher ergueu uma faca que estava em sua mão escondida e tentou atacar a filha que se jogou pra trás para não levar o golpe fatal. Caída no chão a menina tentou se arrastar para longe da mãe que a seguia loucamente.
—Mãe o que está fazendo?
—Acho que o pesadelo não era pesadelo. —disse a mulher levantando a mão direita para que a filha pudesse ver uma marca desenhada nas costas de sua mão.
Dakota se levantou velozmente e tentou se esquivar da mãe que investiu com um golpe que lhe atingiu o braço e a cortou profundamente.
Sem chance alguma de lutar com a mãe a garota correu para a rua e saiu gritando desesperada por ajuda, as pessoas a olhavam com certa curiosidade e quando viram a mãe da garota correr para mata-la com uma faca na mão, notaram o grau da seriedade do que ocorria. Os vizinhos tentaram segurar a mãe, mas antes mesmo dessas coisas ouviu-se um terrível som de trombeta impregnar os ouvidos de todos ali e não só eles escutaram, mas o mundo inteiro.
A segunda trombeta havia sido tocada.
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