The great change
7 Notícia bombástica e encontro com Davi
Notas iniciais
Chegando em casa entrei e fui direto para o meu quarto.Tomei banho e me arrumei para sair, coloquei uma calça jeans e um casaco bem grosso.Enquanto estava me arrumando o Arthur bate na porta.
– Oi filha, tudo bem?
– Oie , tudo sim e com você.
– Você esta gostando da sua nova escola? Já vez amizades?
– Estou gostando sim. Já fiz alguns amigos.
– Que bom, e você vai para algum lugar?
– Vou dar uma volta pela região, vou conhecer um pouco da cidade.
– Entendo, e eu posso ir com você?
– Se quiser pode, mas eu vou caminhar bastante.- disse rude.
– Sabia que sou o melhor Guia de New York?
– Aham.
– É verdade, eu conheço cada canto daqui.
– Que bom pra você.
– Te espero no térreo então.
Que estranho o Arthur querer ir passear comigo, ele nunca fez isso. Por isso ele esta fora de forma, por causa da preguiça. Depois de uns 30 minutos desci para o primeiro andar e fui em direção a porta, onde o Arthur estava. Caminhamos em volta do Central Pack, fomos aos pontos mais lindos da cidade, e no final da tarde sentamos para tomar um cappuccino bem quentinho, afinal não estava muito frio.
– Esta gostando daqui?
– Sim, o lugar é lindo e bem aconchegante.
– A primeira vez que vim aqui eu me senti um rei.
– Realmente é lindo.
– Filha eu queria lhe dizer algo sobre a sua mãe. Eu nunca disse isso para você, mas agora eu resolvi lhe dizer por que acho que esta pronta para ouvir isso, afinal você esta virando uma linda mulher.
– Se você esta pensando em me colocar contra a minha mãe não ira conseguir.
– Não é isso, eu só quero que você saiba a verdade.
– Ok. vou escutá-lo. Mas se falar mal dela, não falarei mais com você.
– Quando eu e sua mãe nos conhecemos éramos jovens, eu tinha 30 anos e sua mãe tinha 20 anos, nos conhecemos em um bar perto da praia de Floripa. Ela era uma mulher linda e graciosa, sempre sorrindo encantava a todos. Quando eu descobri esse segredo dela fiquei paralisado, pois eu jamais pensaria que isso poderia acontecer com ela. Sua mãe teve outro bebe antes de você, uma menina, quando tinha 16 anos. Ela doou a menina para uma família rica e nunca mais a viu, desde então ela queria ter outra menina e quando a gente menos esperava, chegou você. Ela ficou muito feliz por sua vinda, mas depois que a teve ficou com depressão por causa da sua irmã.
– Mas como ela doou a menina?
– Ela disse para mim que quando teve a menina resolveu doar, porque a sua vô não iria aceitar, porque o homem que sua mãe amava era muito pobre e não tinha condições de criar a menina.
– Nossa que triste, porque ela não me contou isso?
– Porque sua mãe tem um grande trauma, e ela não quer lembrar isso.
– Mas a mamãe nunca procurou a menina?
– Sim já procurou, mas não teve sucesso.
– Onde a menina mora?
– Ela mora em Florida, ou morava. Na ultima vez que sua mãe a procurou o detetive disse que ela estava em florida, e que estava muito grande e feliz.
– Nossa por isso a mamãe é assim comigo.
– É sua mãe precisava ir para essa clinica, ela precisa refletir um pouco sobre a vida.
– Eu sei, coitada dela, isso deve ser uma barra para ela.
– Sim, todo o dia a noite ela chorava e rezava para a santinha dela para proteger a menina. Mas isso que te contei fica entre nos dois viu?
– Sim.
– Confio em você.
– Obrigado por me contar. Vou tentar ajudar a mãe a encontrar ela. Quem sabe a gente até já se viu.
– É. Sua mãe sofreu muito com isso todos esses anos.
– Mas ela vai a reencontrar. Tenho esperança que um dia viveremos felizes.
– Você não é feliz minha filha?
– Em certas partes sim, outras não. Mas, deixa pra lá, tenho que ir.
Sai do restaurante meio triste, mas ao mesmo tempo curiosa e espantada. Quer dizer que tenho uma irmã mais velha, não sou filha única! Caminhando pelas ruas iluminadas de NY, esbarrei sem querer com um menino, ao olhar para seus olhos, percebo que já os conheço.
– Oi Cecília. Que ótimo te encontar.
– Oi Davi. –permaneci com cara de tacho.
–Tudo bem com você?
– Não muito, estou meio mal.
– Por quê?
– Por causa do meu pai, ele me deu uma noticia inesperada.
– Quer conversar? – disse estendendo a mão pra mim.
– Quero muito.
– Vamos para um lugar calmo. Eu sei aonde ninguém vai nos atrapalhar.
Saímos e fomos para um lugar onde tinha uma pequena ponte no central Pack. Sentamos em um banco e começamos a conversar.
– O que houve? – me olhou atentamente.
– Meu pai tocou em um assunto que eu não gostei.
– Mas o que ele se referia?
– Ele tocou em coisas do passado. Disse que tenho uma irmã mais velha.
– Você não gostou disso?
– Sim gostei, mas tenho medo de não encontra-la ou de não ser aceita.
– Sei, mas não tem como não gostar de você. – corei naquele momento. Sou muito envergonhada.
–Mas e você como anda as coisas? – fugi do assunto eu.
– Nada bem, eu e o meu pai não nos damos bem.
– Mas porque não se dão bem?
– Longa história.
– Posso saber?
– Se quiser me escutar.
– Claro que quero assim me distraio.
Flashback
– Tudo começou quando eu tinha meus 10 anos, ele nunca tinha tempo para mim, sempre em volta do seu trabalho, em reuniões, festas da empresa e etc. Quando eu mais precisei dele, ele não estava comigo. Em um passeio da escola ao zoológico eu fui ver o serpentário com meus colegas, eu não notei que a porta onde as cobras ficavam estava aberta me escorei e cai dentro do local onde as cobras se encontravam. Tentei sair do local, mas não pude, pois uma das cobras avia mordido o meu pé, foi tão rapidamente que o veneno se espalhou e acabei desmaiando. Acordei quando cheguei ao hospital, estava com o meu pé enfaixado e sentia muita dor. Olhava para os lados para ver se conhecia alguém so que não obtive sucesso. Depois de uma longa espera apareceu minha mãe, ela me olhou e disse:
–Meu filho, como está?
Olhei para ela e disse:
– Estou bem mamãe, onde está o meu pai?
– Esta no trabalho, ele não teve tempo para vim aqui por isso estou aqui meu filho.
Naquele momento me senti muito mal, pois sabia que não tinha nem pai e nem mãe, estava sozinho, eu dependia de mim mesmo.
– Que triste Davi. Nossa e eu pensei que a minha história era triste, mas a sua ganhou. -rimos
– Pois é, mas você está melhor?
–Eu estou um pouco melhor. Obrigado Davi por tudo mais uma vez.
– Que isso pequena não precisa agradecer, sempre que precisar e só me chamar.
– Obrigado, quando precisar de mim, ou quiser companhia me chame ta bem?
– Ta bem linda.
– Tenho que ir meu pai já deve estar em casa.
– Posso te levar até sua casa?
– Se estiver disposto a caminhar 2 quarteirões nesse frio.
– Podemos ir correndo, o que acha?
– Ta doido?
–So estou brincando pequena. Então vamos caminhando.
Caminhos até minha casa, que não era muito longe daquele lugar. Conversamos muito sobre as coisas que aconteceram em nossas vidas. Achei muito legal que a história de vida dele era parecida com a minha.
– Então chegamos. — disse ele colocando as mãos no bolso.
– Sim. E quando vamos marcar de sair?
– Assim que a poeira baixar um pouco, pode ser?
– Ta bem.
– Até mais linda. — se aproximou de mim timidamente e me deu um beijo no rosto.
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