The great change
8 Morador indesejável, ou desejável?
Notas iniciais
Subi no elevador e apertei o botão para subir. Algumas pessoas subiram comigo, mas alguém inesperado veio ao meu encontro.
– Olá princesa. – reconheci a voz.
– Até aqui Bernardo? Não me chame assim por favor.
– Só quis ser gentil. Vim em missão de paz.
– Sei.- desconfiei.
– Eu estou morando neste hotel a partir de hoje, meus pais se separaram e eu tive que ficar com a minha mãe. Ela comprou esse flat e vamos morar por aqui até acharmos algo melhor.
– Que triste.
– De verdade, eu estou aliviado, porque os meus pais brigavam muito.
– Chegou o meu andar, até mais.
– E o meu também.
– Não acredito que esta morando no mesmo andar que eu?
– Pois é gatinha, o flat do lado estava para vender. Mas, a melhor coisa de tudo nessa história, é que ganhei o privilégio de poder te ver todos os dias. E poder pegar o ônibus com você.
– Vai sonhando garoto. Nem que eu tenha que pegar o próximo ônibus e chegue atrasada eu não vou com você para a escola.
– Não fala assim, eu sei que você se sente atraída por mim, não nega gatinha. Até que eu gosto desse seu jeito marrento e irritante. – fiquei sem resposta, afinal o Bernardo era um menino atraente. O que mais me chamava atenção nele era seus olhos azuis esverdeados. Digamos que ele tenha um olhar sedutor.
– Ficou calada, porque consente não é?
–Se não parar de me encher, eu vou consentir um tapa na sua cara.
– Eii calma gata, não fica nervosinha não. Porque você é tão estressada comigo?
– Sabe por que eu sou assim com você?
– Por quê?
– Porque você não merece a minha atenção. E eu não gosto de caras que se acham o “tal”. Não sou do tipo de piriguete que você esta acostumado.
– Nossa essa doeu la no fundo.
– Sou realista meu bem.
– Poderia ser menos realista.
– So sei ser assim, esse é o meu jeito.
– Já entendi, a partir de hoje não vou mais mexer com você. Te prometo. De verdade mesmo.
– Melhor para mim e pra você.
– Cansei de você me ignorar, vou partir para outra? — fiquei em silêncio.
E cadê aquele papo de insistente? Será que ele já esqueceu? Não, Não, porque eu pensei nisso. Cale-se pensamentos...
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