The great change
14 Namoro da Laís e a Proposta
Notas iniciais
O passeio com o Davi foi muito tranqüilo, ele me trás paz. Não que eu queira namorar ele, só acho ele fofo, divertido, diferente do Bernardo, aquele grosso, mauricinho, e irritante. Espero não ter que me incomodar com ele.
O dia passou bem rápido, logo que cheguei em casa coloquei meu pijama e fui dormir. Na manhã seguinte, acordei cedo, coloquei meu uniforme, peguei minha mochila, tomei café rapidão e desci para pegar o ônibus. No elevador eu encontrei o Bernardo.
– Eai? – disse comendo um doce.
– Bom dia!
Silêncio...
Pude perceber de cantinho de olho que ele me olhava pelo espelho. Ele estava incrivelmente lindo, com uma camisa jeans, calça preta e um gorro cinza. Você baba na beleza dele não é? Olha aqueles olhos lindos que ele tem, e o perfume da Armani Code, se aproxima dele e puxa assunto! Vai fala com ele boba! Só você não vê que ele é o que você deseja. Boba! Chegaaaa! – gritei.
– Algum problema? – me olhou. Fiquei o encarando, derrepente despertei.
– Oie? Falou comigo?
– Você esta em que mundo?
–Como assim?
– Estava ai quieta e do nada falou chega.
– Sabe é que eu detesto ficar em lugar fechado, e não tem como eu caminhar 14 andares de escada.
– Te entendo. Mas você tem fobia?
– Não. Só é trauma mesmo.
– E o trabalho é hoje ein, não esquece.
– Eu não esqueci.
– Vê se não trás seu namoradinho. – disse num tom irônico.
– Já falei que o Davi não é nada meu namorado.
– Ficante então?
– Bem que eu poderia. Ele é lindo, charmoso, fofo, educado, ao contrário de você.
– Não ouse falar mal de mim. – aporta do elevador se abriu.
– É apenas a realidade baby. — dei um tapinha no rosto dele.
Bernardo
Quando acordei para ir a escola me lembrei do plano, então me arrumei bem, coloquei meu perfume mais caro, e saí de casa comendo uma maça, pois estava atrasado. Quando cheguei ao elevador, ela estava lá, um monumento de menina parada na minha frente. Estava usando um uniforme customizado , que a deixava mais bela. Não dirigi muito a palavra a ela, mas hoje veremos quem vai ganhar nesse jogo. Apostem suas fichas, que o Bernardo ta na área de novo.
Durante o curto tempo do elevador, trocamos algumas palavras, e sinceramente eu não gostei do que ela disse. Sempre com esse papo de Davi pra cá, e Davi pra lá, vou acertar as contas com aquele tapado, ele vai ver.
Cecília
Ficamos um tempo esperando o ônibus até que ele chegou me sentei no fundo e coloquei meus fones. O Bernardo se sentou mais a frente, e dormiu. Entramos na sala de aula a tempo, faltavam 10 minutos para começar a aula, até que derrepente vejo uma cena nada adequada. O Bernardo agarrou a Laís em plena sala de aula, todos estavam aplaudindo e gritando ao mesmo tempo. Pude perceber que um amigo de Bernardo gritava do fundo da sala. — Meu ídolo! Vai lá garotão! Naquele momento senti uma raiva tão grande, mas tão grande que queria que o chão se abrisse para o ver ele caindo de um princípio. Como ele pode fazer isso? Em um dia me beija, e no outro beija minha amiga? Na minha frente? E cadê todo aquele papinho que gostava de mim?
Saí da sala de aula e corri para o banheiro enquanto algumas lágrimas caiam sem parar. Cheguei na frente do espelho e me lembrei de tudo, meu pai, minha mãe, separação, beijo. Preciso emagrecer. Desabei no choro novamente. Depois de alguns minutos me olhei novamente no espelho e disse. – Minhas lágrimas você não arranca mais, não vou sofrer por alguém que não me dá o respeito. Chega! Agora é hora de mudança. Engoli o choro e voltei para sala de aula. Me sentei nas classes mais a frente e o professor logo chegou. As aulas passaram rápidas demais e saberia que logo teria que encarar a Laís, então vou colocar meu plano em ação. O intervalo começou e a Laís se aproximou de mim.
– Oi amiga, tudo bem? O que houve com você, não sentou comigo?
– Queria prestar mais atenção na aula.
– Tudo bem. Quero te contar uma novidade.
– O que é? – já sabia o que era, mas não queria ouvir.
– Estou ficando com o Bernardo. Nada tão sério, mas foi ele mesmo que pediu. Nós saímos um dia desses e ele foi bem fofo comigo. Esta tão diferente. – suspirou.
– Que legal. – desanimei.
– Estou começando a gostar dele amiga.
– Laís vou sair ta bem, preciso resolver algumas coisas.
– Tudo bem, até mais.
Sai da sala e fui me sentar em um dos bancos da escola. Na verdade me deitei no banco. Estava precisando esperecer as idéias. Voltei a aula e novamente vi os dois juntos, tão juntos, porque eles, porque minha amiga? Porque o Bernardo?
As aulas passaram se rápidas, logo o sinal soou para o termino. Corri para desviar da Laís e do Bernardo que estavam me procurando. Resolvi ir para casa de a pé só para não ver os dois juntos. Cheguei em casa, me atirei no sofá, e fiquei olhando televisão. Depois tomei um banho, vesti uma roupa confortável e conversar com a minha mãe pelo Skype. Depois de 30 minutos ouvi um barulho na porta do meu quarto. E ai me lembrei, que o Bernardo viria para fazer o trabalho de inglês. Não conseguia nem olhar na cara dele, como vou fazer esse bendito trabalho?
– Entra.
– Oi, a sua empregada abriu a porta, como ela já me conhece deixou eu entrar.
– Só um minuto, vou me despedir da minha mãe.
Enquanto falava com a minha mãe, ele resolveu fazer gracinha. Se enfiou na minha frente e deu oi.
– Oi sogri...Dona Paula. Me chamo Bernardo.
– Oi Bernardo. Quem é ele filha?
– É um colega, ele vai fazer um trabalho.
– Sua filha é linda dona Paula. – disse Bernardo.
– Eu sei querido, a Cecília é o meu amor.
– Um amor mesmo. –ironizou.
– Ok, parem de falar de mim. Beijo mãe, até mais.
– Beijo filha, te amo.
– Te amo também.
Desliguei...
– Sua mãe é sua coroa bonita Cecília.
– Nem ouse. Agora você curte coroas? — ironizei
– Não, prefiro as filhas delas mesmo.
– Então, vamos falar sobre o trabalho. É melhor a gente fazer o trabalho no escritório do meu pai.
– Sim.
– Mas primeiro temos que ver o filme.
– Ta loirinha.
Fomos para a sala e coloquei o filme, como o filme dura quase 2 horas, acabei adormecendo sentada no sofá. Quando acordei vi o Bernardo dormindo também, ele parecia um anjo, estava tão sereno, não parecia ser o mesmo garoto que algumas horas atrás. Me ajeitei no sofá e ele acordou.
– Oi belo adormecido.
– Oi Linda. – se espreguiçou.
– Agora vamos fazer o trabalho?
– Pode ser.
Horas e horas se passaram e o nosso trabalho estava cada vez mais interessante. Caprichamos no geral, porque valia uma nota grande, e como não podemos dispensar nota gastamos todos os nossos neurônios nesse trabalho.
– Acabamos. – falou Bernardo.
– Ficou ótimo. Vamos tirar uma boa nota.
– Fazemos uma bela dupla. — me olhou,
– Dois cérebros juntos pensam melhor. Quer dizer eu o meu cérebro pensamos melhor. Porque você não tem um.
– Há há há como você é engraçadinha.
– Sou a graça em pessoa. Ah to com fome. Vamos pedir pizza?
– Calabresa.
– Quatro queijos.
– Chocolate.
– MMS.
–Tá vamos pedir todas então. – disse Bernardo.
– Pode ser. — sorri
Depois de 30 minutos as pizzas chegam, comemos tudo, eu estava com fome, ok? Depois acompanhei o Bernardo até a porta.
– Ei linda, gostei muito de fazer o trabalho com você. Somos uma dupla implacável.
– Também gostei, até que você não se saiu mal.
– Até? Isso é um grande elogio para mim. Inclusive vindo de você.
– Só falei por falar.
– Acredito.
– Amanhã nos vemos então.
– Ta. – respondi seca. Estava com muita raiva dele ainda.
Ele se despediu com um beijo na bochecha e saiu correndo. Ele me roubou um beijo na bochecha! Mas o pior era saber que ele e minha amiga estavam juntos. E que no final quem sofreria era a Laís.
No dia seguinte, acordei mais cedo, olhei o tempo e vi que tinha sol, e estava um pouco quente então escolhi uma roupa poderosa para colocar. Eu sei que não pode ir sem uniforme, mas temos três dias no mês para poder ir sem, e no caso eu estava com vontade de quebrar essa regra. Estava disposta a provocar o Bernardo no ciúme, e mostrar para a minha amiga que ele não Vale nada. O que eu não entendo é porque ele se importava tanto comigo, e ficava com a minha amiga? Será porque você não deu chances a ele?Ou porque ele é um galinha mesmo? Chega consciência, você não pode opinar por mim.
Terminei de me arrumar e confesso que me achei gata! Tirando o meu peso. Coloquei um perfume bem forte e corri para tomar um café. Sai de casa as pressas e encontrei o Bernardo, como de costume.
– NOSSA! NOSSA! NOSSA! — enfatizou as palavras. -Não faz assim comigo gatinha, tão linda logo de manhã. Mas e o uniforme?
– Não quero usar. – dei os ombros.
– Vai ganhar advertência.
–Quem sabe eu conquisto o supervisor com o meu charme. – pisquei.
– Desse jeito conquista qualquer um.
– Meu objetivo é conquistar o Chris.
– O QUE? – Elevou a voz.
– Isso que você ouviu. Quero ficar com o Chris, me arrumei para ele.
– Você esta de brincadeira não é? – disse sério.
– Nem um pouco baby. – o provoquei.
– Você não vai ficar com aquele estranho?
– Vou sim, e ele não é estranho. Ele é diferente.
– É estranho.
– Para de falar dele assim, deixa o garoto. Cada qual com o seu estilo.
– Se você gosta dos NERDS vai ficar mal falada.
– Não quero status. Quero pessoas que tenham caráter. Sabe o que isso significa? Pois é não sabe, você não tem. – ele me olhou e baixou a cabeça. Me doeu ver ele assim, mas é melhor ele se acostumar, porque a gente só aprende depois que erra.
– Não é o que sua amiga diz.
– Cada um busca o que quer para sua vida, se ela resolveu viver em uma mentira é escolha dela. – Entrei no elevador, e fiquei em silêncio.
Eu e o Bernardo éramos como cão e gato, o tempo todo discutindo, por um lado ele é marrento, idiota, sem vergonha, e ainda por cima cafajeste. E por outro ele se mostra, sensível, atencioso, e lindo. Não sei qual Bernardo vai prevalecer, espero que ele faça a escolha certa.
Chegando na escola, os meninos não tiravam o olho de mim, estava amando ser paparica por eles, uns me davam oi, outros me olhavam e piscavam, outros diziam que eu estava linda. Quando a Barbara me olhou, cochichou com as amigas, não consegui ouvir o que elas diziam, mas pareciam estar impressionadas. E olha que eu nem tinha me arrumado direito. Modesta é você Cecília!
Entrei na sala e vi a Laís e o Bernardo se beijando. Engoli tudo e me sentei ao lado deles. Logo Laís parou de beijá-lo e se virou para mim.
– Oi amiga. Que gata você esta! Como conseguiu passar pelo supervisor.
– Oi Laís. Eu dei meu número a ele. – Bernardo se engasgou.
– O que foi amor? – Laís perguntou.
– Nada, só me engasguei com a água.
Ri por dentro. Alguns menos se aproximaram e conversavam comigo. Me convidaram para sair em algumas festas, mas eu recusei. Não gosto muito de festas. O professor chegou e começou a aula. Os períodos passaram rápido e logo o intervalo começou. Coloquei minhas coisas no armário e fui procurar o Chris. Ele estava sentado com uma turma de meninos, tocando violão. Me acheguei mais perto e eles me olhavam, então Chris se aproximou.
– Oi Cecília. – me deu um beijo na bochecha.
– Oi Chris, tudo bem? -retribui.
– Tudo sim. E com você?
– Tudo ótimo. Posso conversar com você?
– Claro que sim. – ele se afastou do pessoal.
– Pode falar.
– Você pode me dizer se eu estou atraente? – disse baixinho.
– Ahn? – me olhou com um olhar confuso.
– Assim deixa eu te explicar, é que eu estou a fim de um carinha, e quero saber em sua opinião masculina, se estou atraente. – Menti descaradamente. Percebi que o Bernardo nós olhava ele estava bem próximo, sentado com alguns meninos do basquete.
– Bom, você eee.. esta...linda.
– Só linda? – fiz cara de decepção.
– Não, esta uma gata, com todo o respeito.
– Calma bobinho, não tenho restrições a palavras, não com você. – percebi que ele ficou meio envergonhado. -Também não estou te xavecando. Não se preocupe. – coloquei a mão no ombro dele.
– Que bom Cecília, seria meio estanho, você é mais velha do que eu, então eu não curto muito.
– Nem eu. – sorrimos.
– Mas como amigos, você esta linda demais, o menino que você gosta esta por aqui?
– É digamos que sim.
– Ele nos observa? – disse olhando para os lados.
– Sim. – assenti com a cabeça.
– Você quer chamar a atenção dele, ou fazer ciúmes?
– Os dois.
–Ok, posso te dar um beijo e um abraço? No rosto, é claro.
– Claro.
Ele me beijou no rosto, perto do canto da boca. E depois me abraçou. Piscou para mim, e depois saiu. Percebi que o Bernardo me olhava furioso. Saí do refeitório rindo demais, então senti que alguém estava atrás de mim. O sinal soou e retirei minhas coisas do armário. Olhei para trás e o vi vindo em minha direção.
– Você esta ficando bem falada nessa escola Cecília.
– Fazer o que né, se todos me amam.
– Não diria amor, mas fofoca mesmo.
– Como assim?
– Uns dizem que você virou pirigueti, outros falam que você esta pegando os novinhos. E ai qual é?
– Vai ser mesmo um tapa na sua cara se não se afastar de mim.
– Além de linda, é brava?
Entrei para a sala e me sentei do lado da Laís. Logo o Bernardo veio atrás. Eles se beijaram novamente. Estava tão cansada de ver eles se agarrando, até que o professor entrou na sala, e me chamou. Todos me olhavam, não estava nem ai pra eles.
– Um amigo seu esta na porta.
Saí da sala e vi o Chris, ele sorriu.
– Oi, desculpa te atrapalhar, mas vou te fazer uma proposta.
– Pode falar.
–Se você quiser é claro, mas nada com compromisso.
– Sim.
– Você quer provocar ciúmes nesse menino, não é? E eu preciso de boas notas, estou enrolado de tanto trabalho. Pensei em fazer o seguinte, eu e você fingimos que estamos ficando, e me ajuda nas provas e trabalhos, e me da uma guitarra nova, o que acha?
– Por mim tudo bem, será divertido.
– Sem laços afetivos, se você não quiser não precisa ter beijo.
– Por mim, pode ser.
– Ei, isso fica entre nós.
–Sim.
– No final da saída você da uma abraço, e eu te dou um selinho pode ser?
– Pode sim. Vamos nos encontrar perto do 2 predio.
– Combinado.
Caiu um anjo nos meus braços, ganhei de bandeja. Agora vou tirar minhas dúvidas em relação ao Bernardo. Não quero que minha sofra, sendo usada para fazer um ciúme barato. Ou será que você quer saber se ele gosta de você? Fiquem calados pensamentos!
Entrei na sala novamente e me sentei. Prestei muita atenção na aula. Faltavam poucos minutos para dar o sinal e o professor nos deixou sair mais cedo. Coloquei meus livros no armário e sai para o pátio. Vi o Chris escorado na árvore, ele estava sozinho, me aproximei dele e o abracei.
– Ele esta por perto? – disse cochicando em meu ouvido.
– Ainda não, esta na sala.
– Sem ser meio indiscreto, como é o nome dele?
– Bernardo.
–O que? – se afastou de mim.
– Porque o susto?
– Ele é do time de basquete. É um popular.
– Eu sei, na verdade eu não gosto dele, só quero ver se ele gosta de mim, e se esta com a minha amiga para me provocar.
– Ele vem vindo. – me puxou pela cintura.
– Ok.
Ele me pegou minha nuca e me beijou. Fiquei meio sem reação no momento, depois o acompanhei. Seu beijo não era mal, ele era só um pouco sem atitude. Então o beijei de verdade, como se fosse com vontade de beijá-lo. Ele me acompanhou. Depois se afastou e ainda com as mãos em volta da minha cintura me deu um selinho. Não era como o beijo do Bernardo, não sentia emoção, mas para que meu plano perseguisse tinha que fazer isso.
– Ele viu tudo. E saiu muito bravo. – disse baixinho no meu ouvido.
– Obrigado. – sussurrei.
– E desculpa pelo beijo, mas pensei se não beijasse de verdade ele não acreditaria.
– Fica calmo. Não tem problema.
– Vamos prosseguir com o plano?
– Claro. Amanhã mando te entregar a sua guitarra.
– Combinado.
Saí de la me sentindo a pegadora de menores, mas até que eu gostei do Chris, ele parece ser legal é bem educado. Cheguei na parada e o Bernardo estava sentado ouvindo música. Me sentei na ponta do outro lado e listava uma revista. Pude perceber que ele me olhava de canto de olho.
– Estava bom a pegação?
– ótima. – pisquei.
– Você não tem vergonha na cara, pegando um pobre menino?
– Claro que não, ele só não tem idade, mas a pegada dele é incrível. –Menti novamente.
– Olha meus amigos também querem ficar com você, tem fila, ou lista de espera?
– Não quero seus amigos, eu quero ficar com o Chris mesmo.
– Olha eu pensava que você fosse uma menina certinha, mas vi que não.
– Se decepcionou baby? – falei irônica.
– Já esperava por isso. So não consigo me conformar que você recusou o meu beijo.
– Eu não recusei, apenas não curti. Você não tem atitude, gosto de meninos que tenham atitude.
– Cala boca, você não sabe de nada.
– E nem quero saber. – continuei olhando para a revista.
– So espero que você não se decepcione. A final aquele menino não é igual a mim.
– Nem quero que seja.
– Porque você me despreza tanto?
– Porque eu TE ODEIO!- enfatizei as palavras.
– EU TE ODEIO MAIS. — ficamos nos olhando por alguns segundos, até o ônibus chegar.
– Ótimo. Estamos kits.
Aquelas palavras me doeram um pouco, apesar de tudo eu sentia que estava gostando um pouco do Bernardo. Sei que ele é um cafajeste, e otário, mas mesmo assim eu o queria ter por perto. ARRRG eu não me entendo! O que esta acontecendo comigo? Toda vez que o vejo sinto vontade de abraçá-lo e sentir ele pertinho de mim. Mas ao mesmo tempo tenho vontade de esganar ele. Não me entendo. Alguém me ajude!
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