The great change
15 Aluna Nova
Notas iniciais
Cheguei em casa, tomei um banho,comi alguns Donalds que estavam em cima da mesa. Peguei uma lata de Pepsi e fui para meu quarto. Sentei na cama e liguei para minha mãe.
–Oi mamis.
– Oi filha. Tudo bem meu amor?
– Tudo bem, só estou um pouco triste.
– Porque meu amor?
– Acho que estou gostando de um menino, só que ele me odeia, e ah não sei mãe. Essas coisas são complicadas.
– Ahh meu amor. E o Bernardo?
– Sim.
– Ele não demonstra nada a você?
–O pior que no começo quando eu cheguei à escola ele só queria me conquistar. E depois ficamos o tempo todo implicando um com o outro. Ele fala muita besteira. To confusa sabe, porque agora ele esta ficando com a minha amiga, mas ao mesmo tempo fica com ciúmes de mim. Um dia ele chegou aqui em casa todo machucado porque tinha brigado por minha causa. Mãe me ajuda, estou muito confusa. – comecei a chorar.
– Calma meu amor. Meu conselho é que você espere meu amor. Se for para ser será. Não faça nada que possa se arrepender depois.
– E o pior é que a minha amiga esta gostando dele, fico dividida, não consigo olhar os dois tão juntos mãe. – lágrimas corriam pelo meu rosto.
– Complicado meu amor. Mas espera, porque o tempo é o melhor remédio.
– Obrigado mãe. Você é a melhor mãe este mundo inteiro. Quando chegar no Brasil não vou desgrudar de você.
– To com saudades de você minha pequena. Te amo viu? E não esquece que sempre estarei com você, apesar da distancia que nos separa.
– Te amo mãe, até mais.
Desliguei
No dia seguinte acordei de manhã com o meu despertador tagarelando no meu ouvido. Mas não era o meu despertador, mas sim o meu celular. O número era desconhecido.
– Alô. Voz de sono.
– Oi Cecilia, desculpe se te acordei. É o Chris.
– Oi Chris. Tudo bem.
– Queria saber se vamos prosseguir com o plano hoje?
– Sim.
– Ok. Até mais na escola.
– Até.
Dormi novamente. Acordei atrasadíssima para a escola. Faltavam 20 minutos para começar a aula, ou seja, chegarei atrasada. Na correia coloquei meu uniforme, escovei os dentes, peguei minha mochila, celular, fone, e uma barra de cereal. Apertei desesperadamente o botão do elevador, mas era inútil. Depois de alguns minutos o elevador desceu, e entrei. Na correia esqueci de pegar meu casaco, isso quer dizer passarei frio.
Cheguei na escola no segundo período. Todos já estavam sentados, uns brincavam com a bola de basquete, outros conversavam, outros riam, e a Laís e o Bernardo estavam no maior Love. Me sentei ao lado de uma menina, suponho que seja aluna nova. Ela era baixinha, cabelo castanho escuro com californianas nas pontas, olhos da cor do cabelo. Quando ela me viu sorriu, acho que porque sou muito simpática.
– Oi, prazer meu nome é Cecília. – disse me sentando ao seu lado.
– Prazer Carter. – estendeu a mão. E eu retribui.
– Você veio de onde?
– Califórnia.
– Legal, e esta gostando de NY?
–É bastante frio, mas estou adorando.
– Me mudei recentemente prá.
– De onde você era?
– Brasil.
– Que legal! Já fui no Brasil, é um ótimo pais.
– Digamos que em partes. – rimos.
– Aqui é sempre assim agitado?
– Sempre! – exclamei.
Olhei para sala e o Bernardo nem me olhava, estava tão concentrado no beijo da Laís que nem percebeu que eu cheguei. Quer saber não vou mais me importar com ele, já chega de bernardisse. É hora de mudança Cecília. Depois de alguns minutos de conversa com a Carter percebi que arrumei uma nova amiga. Ela era super meiga, extrovertida, gostava de muitas coisas assim como eu, presumo que vamos ser boas amigas. Laís se aproxima.
– Oi amiga, to com saudades de você! Porque esta tão longe?
– Oi Laís, é que achei melhor deixar você namorar um pouquinho.
– Não precisa se afastar, até parece que o Bernardo vai te morder.
– Digamos que não nos damos muito bem.
– Eu sei, mas agora você vai ter que conviver com ele, porque ele é meu namorado.
– NAMORADO? – alterei a voz.
– Sim. Ele me pediu ontem. Foi tão fofo.
– Que ótimo! Sejam felizes. — ironizei
– Obrigado. Sei que não gosta dele. Mas obrigado por me apoiar, você é a melhor amiga desse mundo. – Me abraçou.
– Laís quero te apresentar a Carter. – Me aproximei dela.
– Prazer Carter.
–Prazer Laís.
– De onde você é?
– Califórnia.
– Amo a Califórnia, sempre vou passar as férias na praia.
– Então eu preciso conhecer. – disse empolgada.
Bernardo se aproxima. E abraça a Laís pela cintura, e lhe da um beijo no rosto.
– Oi amor, essa é a Carter, ela é da Califórnia.
– Prazer, Bernardo. – apertou a mão dela e sorriu.
– Oi pra você também Cecília. – disse ironizando.
– Oi. – respondi seca.
– Sabia que mau humor de manhã contamina?
– Não começa, hoje não estou disposta a me contaminar com o seu veneno.
– Ei, vocês dois parem. Poxa vocês são as pessoas mais importantes para mim, parem de brigar um pouco. – disse Laís.
– Desculpa amiga, vou tentar.
– Desculpa amor, não prometo nada, mas vou tentar.
O Professor chegou, apresentou a Carter para turma, e os meninos começaram a perguntar algumas coisas a ela. Vejo que ela é muito tímida, uma típica Cecília. O sinal soou para o intervalo, peguei meus materiais e levei a Carter para conhecer a escola. Depois encontrei com a turma do Chris, ele me olhou e me deu um beijo no rosto. Conversamos muito, e o sinal soou novamente.
– Cecília, você esta bem distante hoje né?
– Você percebeu?
– Eu vejo que esta triste.
– Estou sim. Acho que acabei caindo de cabeça, quebrei um neurônio, e fui atropelada pela paixão. É difícil admitir isso, mas estou gostando do namorado da minha melhor amiga.
– Sei como é isso.
– Acho que ele esta gostando dela, até a pediu em namoro.
– Assim fica difícil.
– É vou parar o plano. Chega sabe, não quero ouvir falar nesse menino.
– Você que sabe. E obrigado pela guitarra.
– Comprei ontem pelo site, já chegou, assim tão rápido?
– Sim.
– Que bom que gostou. E obrigado por me ajuda a fazer essa loucura.
– É pra isso que servem os amigos. Se quiser estarei sempre a sua disposição.
– Obrigado Chris. – o abracei.
– Posso te pedir uma coisa?
– Claro.
– Isso. – ele me puxou pela cintura e me beijou. Enquanto me beijava, acariciava meus cabelos, e me trazia cada vez mais perto dele. Posso dizer que esse beijo foi diferente do de ontem, ele me beijava com vontade. Depois me soltou aos poucos, e ficou me olhando nos olhos.
– Desculpa minha atitude, mas estava curioso para saber como era o seu beijo de verdade. – sorriu timidamente.
– Você me pegou de surpresa. – sorri.
– É o beijo de despedida. – falou sorrindo.
– Quem sabe não. – Puxei a Carter pelo braço e sai sorrindo.
Sem entender nada, ela me olhava curiosa, louca para me perguntar algo.
– Pode me perguntar, sei que você esta curiosa.
– Ele é seu namorado, ficante?
– Nenhum dos dois. Ele é meu amigo.
– Não parecia ser amigo.
– Ele que me beijou, não tenho culpa.
– Bem que você deixou ele te beijar. – me cutucou.
– Claro que deixei, ele é tão fofo. Não tem como não gostar dele.
Entramos na sala e algumas pessoas cochichavam, pelo meu envolvimento com um aluno mais novo. A Laís me olhava atônita, acho porque eu mudei muito rápido. Há alguns dias atrás não falava nada, e agora já estava beijando um garoto em público.
– O que foi aquele episodio na cantina? – disse Laís.
– Um beijo. – disse rindo.
– Palhaça. Eu perguntei como isso aconteceu?
– A gente se curti. – dei os ombros.
– Só isso?
– Ele é meu amigo colorido. – Bernardo me interrompe.
– Amigo colorido? Não foi você quem disse que não gosta dessas coisas?
– Mudei de opinião.
– Que rápida.
– Isso não é do seu interesse.
– Grossa.
– Otário.
– Parem vocês dois. – falou Laís.
– Ele que começou.
– Não fala assim dele Cecília.
– Não defende o namoradinho.
– Já chega. Quando vocês dois estiverem mais calmos, falem comigo, ok?
Ela saiu de perto de nos e ficamos nos olhando. Os períodos passaram rápidos demais, e novamente o sinal soou para o termino das aulas.
– Carter, quer ir ao shopping comigo? Preciso comprar algumas coisas.
– Claro. Onde você mora?- peguei um papel e passei o endereço para ela.
– Combinado. Te espero as 17:00 horas.
Volteie para casa e fui comer algo, pois estava morrendo de fome. O Arthur não estava em casa, nem a Nathalie. Me sentei na sala e assisti televisão, acabei adormecendo, e me perdi no horário.Acordei quando escutei o barulho da campainha.
– Oi. – abri a porta com cara de sono.
– Você não vai ao shopping assim não é?
– Claro que não. Só me perdi no horário. Entra.
Fui ao meu quarto peguei uma roupa qualquer e vesti. Carter me esperava sentada no sofá mexendo no celular.
– Ei girl vamos?
–Vamos amore.
Pegamos o elevador e um carro preto nos esperava. No caminho Carter me contava como era a vida dela na Califórnia e o quanto seus pais a cobravam o estudo. E como o irmão dela á perturbava. Ela me mostrou a foto dos irmãos dela, um se chamava Pedro, outro Nicolas, e outra Wanessa. Contei também o meu triste drama a ela, de como tinha parado nos EUA, e que eu detestava o Arthur, apesar dele estar mais ou menos mudando.
Chegamos ao shopping, e entramos em uma cafeteria. Pedimos cappuccino para a viagem. Entramos em algumas lojas de sapatos, e compramos algumas coisas, ainda bem que o Arthur me deu um cartão de crédito. Comprei alguns casacos, calças, saias, vestidos e bolsas. Estava adorando fazer compras com a Carter, ela entende muita coisa de moda. A maioria das roupas foi ela que escolheu para mim. Depois de um longo dia de compras, fomos ao Mc donalds, como de costume pedi o Mc lanche feliz, bem coisa de criança!
– Carter, posso te fazer uma pergunta?
– Fala, Ceci.
– Suponhamos que eu tenho uma amiga, e essa amiga tem uma outra amiga, só que essa amiga, esta apaixonada pelo namorado da amiga dela. Que conselho eu posso dar a ela?
– Suponhamos que seja amiga seja você, Laís e o Bernardo.
– Ta tão na cara assim?
– Não muito, só que eu vejo como ele olha pra você. E olha que eu só vi vocês hoje. Mas sinceramente, não estrague sua amizade com a Laís. Não vale a pena. Ele é só um garoto, e uma amizade dura mais que um namoro.
– O problema é que, eu gosto dele, mas ao mesmo tempo o odeio com todas as forças.
– Você esta apaixonada.
– Tem como apagar isso? – fiz biquinho.
– Tem sim, mas demora muito. Eu por exemplo gostava muito de um amigo meu, só que ele era muito indeciso, demorei muito tempo para esquecê-lo.
– O problema é que a Laís gosta só de ficar, e não namora sério. Semana passada, ela estava com outro menino, e essa semana com o Bernardo.
– Pelo jeito os dois estão só curtindo.
– E o que me faz odiar ele. Só que depois do beijo algo mudou.
– BEIJO? –Gritou, e fez cara de surpresa.
– Ele me agarrou na sala de aula, mas ninguém viu.
– E depois ele ficou com a Laís?
– Sim.
– É um canalha ele.
– Também acho. Vou esquecer ele, é melhor. Quem sabe eu não me envolva com o Chris.
– Na minha opinião, não faça isso. Deixe o tempo passar, e você vai ver tudo mais claro.
– Vou fazer isso. Obrigado pelo conselho. Acho que vamos ser grandes amigas.
– De nada amore. Com certeza seremos. – a abracei.
Saimos do Mc e fomos para minha casa. A Carter era muito divertida, passar a tarde com ela era dar muitas risadas. A levei até o térreo, e encontrei com o Bernardo na porta de Saída.
– Viram amiguinhas?
– Não te interessa.
– Porque esta tão de mau humor?
– Não é da sua conta idiota.
– Primeiro vai tomar teu remedinho depois fala comigo.
– Quem vai tomar um remedinho vai ser você se não sair da minha frente.
– Calma garota. Não quero brigar com você.
– Que bom, também não quero. Até porque se eu brigasse com você iria te deixar bem machucado.
– Até parece homem falando assim.
– Idiota!
Entrei no elevador e fui para casa. Entrei no meu quarto e guardei as compras, que por sinal foram muitas. Dormi mais um pouco e acabei acordando só na manhã seguinte, dias passam e nem vejo o Arthur, será que ele foi seqüestrado? Ou algum E.T o abduziu?
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