The great change

6 Mensagem inesperada


Notas iniciais
Oiee amores... E ai vocês acham que o Bhê vai mudar mesmo? Ou é só lero lero da parte dele? A Cecília já esta cansada ser elogiada, kkkk. Vou postar mais capítulos ainda hoje, aguardem... Estão gostando, então comentem amores... Bjuuus :)

Fui para o meu quarto pra dar mais uma arrumada na bagunça que estava a me esperar. Quando entrei na porta olhei ao meu redor e vi que tudo estava arrumado, cama, malas, closet. Quem será que arrumou tudo? A Nathalie não poderia ser! . Peguei o telefone e quando fui discar vi que tinha recebido uma mensagem.

Oi Cecília, tudo bem? Lembra de mim? O Davi do avião?

Gostaria de marcar um dia para nós ver, eu moro perto do Central Park. Se quiser me manda uma mensagem com o dia, à hora, ta bem? Beijos.

Pirei quando vi a mensagem. Que lindo! Ele se lembra de mim. Depois eu respondo direito para ele, agora preciso falar com minha mamãe.

– Oi mãe, tudo bem?

– Oi minha filhota, tudo sim, e com você meu amor?

– Tudo sim mãe, mas to com saudades.

– Imagino eu meu amor, ontem nem consegui dormir direito por causa sua.

– Sério, mãe? Foi tudo tão rápido né?

– Sim meu amor, foi tão rápido. – suspirou.

– Mas mãe pensa assim, eu volto logo daqui uns meses, até você se recuperar.

– É melhor pensar assim, né meu amor.

– É melhor mesmo.

– Meu bem vou sair rapidinho viu, vou ver outra casa para nos.

– Como assim, outra casa?

– Eu vou mudar daqui, vou ver um bairro melhor, mas vou permanecer em Santa Catarina.

– Mãe procura perto da praia, vê se você acha.

– Vamos ver meu amor.

– Ok mãe, até mais, e se cuida, por favor.

– Pode deixar, e se cuida também.

– Depois eu te ligo para a gente se falar mais.

– Ta bom amor.

Desliguei o celular e fiquei pensando, porque minha mãe quer se mudar? Qual será o motivo? Suspeito isso. Será que minha mãe arrumou um amor? logo depois respondi a mensagem do Davi.

Oii Davi, que bom receber sua mensagem. Vamos marcar um dia sim para nos ver, estou livre aos sábados... Bjuus

Deitei em minha cama e adormeci. Acordei com o Arthur me cutucando.

– Oi filha, acorda, vamos jantar?

– Ah é você! Vamos eu estou com uma fome.

– Que bom, vamos ao um restaurante agora. Se arrume então.

– Restaurante?

– Sim, por quê?

– Não, nada.

– Então se arrume, eu e a Nathalie estamos te esperando na sala. -Olhei para o meu closet e vi que havia um lindo casaco branco, o vesti e caiu perfeito. Sai do quarto e fui para a sala, olhei para o meu pai que estava olhando o jogo de basquete.

– Esta bem assim?

– Esta linda, e agora vamos.

A caminho do restaurante fui observando as ruas de NY, tinha tanta gente que parecia um formigueiro. Chegamos ao restaurante e sentamo-nos à mesa perto da lareira. O lugar era tão lindo que parecia de brinquedo.

– O que vocês vão querer?

– Eu quero batata-frita com um hambúrguer, e salada. E a bebida pode ser um copo de coca-cola bem gelado.

– Tudo isso? Depois não quer engordar.

– Não me importo.

O garçom saiu e ficou me olhando. O que será que eu tinha? Hoje todos estão querendo me paquerar. Ao terminarmos de comer Arthur vai até o balcão e paga a conta. Cheguei em casa, e fui direto para meu quarto dormir, estava com sono. Cai na cama e desmaiei.

Na manhã seguinte levantei e fui me arrumar, escovei meus dentes, penteei o meu cabelo e fui para cozinha tomar café. Meu café da manhã era um pote enorme de cereal com leite, e de sobremesa um copo de sorvete de chocolate com flocos, e para completar cobertura.

Sai para ir a escola, não tinha visto ninguém na minha casa, então decidi ir de ônibus. Na parada de ônibus me sentei no ponto e coloquei os fones de ouvido para não ouvir o barulho perturbante que a maquina de escavar estava fazendo. Senti algo me cutucar, olhei para trás e vi o Bernardo.

– Não acredito, até aqui você me persegue? – tirei os fones de ouvido.

– Você que esta no meu ponto de ônibus.

– É seu? Eu não sabia, eu pensei que fosse do governo, não é?

– Como você é engraçada.

– Eu sou correta. É diferente.

– Para com isso gatinha, você está muito agressiva logo de manhã.

– Se eu tivesse agressiva, você ia sentir na pele a minha agressividade.

– Calma, sou da paz.

– Então me deixa em paz.

– Você é do Brasil então?

– Eu não te pedi para ficar em paz? – o fuzilei com os olhos.

– Ta bem, eu só queria conversar.

– O que você quer de mim garoto?

– Eu queria um beijo, mas como sei que não vou ter, então me contento com a sua presença.

– Desculpa te decepcionar, mas isso nunca terá de mim.

– Pelo menos eu vou tentar. – disse se achegando.

Me levantei rápido do banco da parada de ônibus. E o ônibus chegou.Logo em seguida, o Bernardo vem e se senta ao meu lado.

– O que você quer? -

– Só estou sentado no banco, não posso também?

– Tem tantos bancos vazios no ônibus, porque não senta neles?

– Porque eu quero este banco.

– Ok, com licença? – me levantei e sentei em outro banco.

Já estava quase perto da escola quando o Bernardo se aproxima e senta ao meu lado.

– Sei que não quer minha companhia, mas mesmo assim eu quero a sua companhia.

– Para de me encher garoto, você não se toca não?

– Do que? Que eu sou lindo e irresistível. – passou a mão no cabelo.

– Eu já te disse, eu NÃO VOU FICAR COM VOCÊ! –disse brava.

– Eu não tenho certeza disso. Porque depois que você provar meu beijo não resistira. – comecei a rir.

–Convencido você ein? Sabe por que eu não vou ficar com você?

– Eu sei o porquê você vai ficar comigo! Porque eu sou o garoto mais incrível e insistente que você conheceu. – sussurrou em meu ouvido.

– Insistente é, mas não foi essa pergunta que te fiz.

– Mas é a pergunta que eu gostaria que você tivesse feito para mim.

Fiquei meio sem graça com a resposta que ele me deu. Eu não iria ficar com um garoto que é galinha e que pega a geral da escola. Acho que devo manter uma reputação de esquisita, assim ninguém me enche a paciência pedindo para ficar comigo.

– Chegamos! Você não vai descer?

– Vou. Com licença.

– Primeiro as damas.

– Depois os Otários. – comecei a rir.

Desci do ônibus e fui correndo para a sala de aula para o Bernardo não me seguir. Guardei as minhas coisas correndo no armário e fui para a sala de Física que pelo jeito era no 2° andar. Cheguei à sala e me sentei do lado da Laís que me cumprimentou.

– Oi Cyh, tudo bem?

– Tudo não tão bem e com você?

– Porque “não tão bem”?

– Porque o meu dia começou mal hoje.- coloquei os livros na classe.

– Por quê?

– Olha para porta. Viu o por quê?- Bernardo olhou para mim e piscou rapidamente, logo em seguida passou perto de mim e disse no meu ouvido-Esqueci de te dizer que você está linda hoje!- Laís me olhou.

–O que foi isso? – perguntou curiosa.

– Foi nada. Ele vive me perturbando, até na parada de ônibus ele me seguiu.

– Eu te falei. -

– Para de fazer isso, eu não estou ficando com o Bernardo.

– Ta bom eu paro amiga, mas você não quer não?

– Não quero não.

– Que pena. Desperdiçar um partido desses não é para qualquer uma.

Os três primeiros períodos passaram rápidos e logo veio o intervalo. Fomos para a cantina para almoçarmos, so que no caminho nos deparamos com uma cena nada agradável. Uma menina estava sendo humilhada pela Barbara. Eu não podia deixar isso acontecer então resolvi me intrometer.

– O que houve por aqui? O que ela fez pra você, para tratá-la assim!

– Não se mete sua estrangeira. — me olhou com cara de nojo.

– O que você disse?

– O que você ouviu, ah estrangeira nojenta, sai do meu caminho agora.

– Bom, eu não saio e quero ver que vai me tirar daqui loira tapada.

– Eu mesma. – quando Barbara foi me levantar um tapa eu assegurei a mão dela.

–Ops, não vai ser hoje querida. Sabe por que você é tão popular?

– Sei, porque eu sou demais.

– Resposta errada. Você é popular porque é a garota mais estranha que eu já vi por aqui. Além de ser mimada e extremamente burra, é uma completa tapada. E se toca garota ninguém te admira, todo mundo tem pena de você, porque é você é assim.

– Isso é mentira, você tem inveja de mim.

– Inveja do que?

– De que eu sou mais bonita e mais popular que você.

– Eu não vim aqui para a escola para competir com você, até porque eu não sei aonde os meninos te acham bonita. Mas deixa pra lá, cada um com o seu gosto.

– Você disse que eu sou feia? – gritou.

– Tecnicamente sim. -afirmei.

– Calma meninas. Melhor Cecília você vir comigo agora.- disse Bernardo.

– Eu não vou ir em nenhum lugar com você. – ele me pegou no colo e saiu em direção ao pátio da escola, ele so me largou quando chegou perto da cantina

– Eu precisava fazer isso se não você ia matar aquela garota a tapa. O que você tem de linda tem de brava garota.

– Você viu o que ela fez com aquela garota? Ela humilhou totalmente aquela menina, eu não poderia a deixar ela fazer isso. – estava ajeitando minha saia.

– Não se mete com aquela menina.

– Por quê? Eu não tenho medo dela.

– Porque ela é muito perversa.

– Se ela é assim, eu sou pior que ela.

– Serio? – Alguns segundos de silencio e caímos na risada.

– Você é dona de um lindo sorriso. — neste momento senti minha bochechas corarem.

– Para assim eu fico sem graça.

– Só estou dizendo a verdade gatinha. Viu como a gente pode ter um descontraido.

– Claro que podemos, so você não ficar dando em cima de mim.

– É que é impossível isso. — falou baixinho, mas mesmo assim ouvi.

– Então podemos ser amigos? — disse estendendo a mão para mim.

– Podemos, mas sem segundas intenções. Porque se eu descobri que você esta sendo assim comigo só para tentar ficar comigo, eu nunca mais olho na sua cara. E ainda você irá acordar com formigas na sua boca. — estendi a mão para ele.

– Nossa gatinha, você é perigosa. — se afastou de mim.

– Só estou esclarecendo que não quero "amizade colorida". Entendeu?

– Claro. — disse rindo.

– Só mais uma coisa, essa não posso deixar passar, você fica tão linda quando esta brava. — dei um tapa no braço dele.

Entramos dentro da escola e todos me olhavam com cara de bobos. Eu não fiz nada de tão especial assim, eu so coloquei a menina mimada no seu lugar como todos os outros alunos.

– Você é completamente pirada não é?

– Não sou, eu sou fiz o que deveria ter sido feito a muito tempo.

– Eu bato palmas pra você garota. Quer saber você agora é minha ídola.

– Para Laís. – a empurrei.

Fomos para a cantina almoçar, como sempre tem um para te encher à paciência.

– Olá garotas, tudo bem?

– Oi Pedrinho, tudo bem sim. Cyh ele é o meu melhor amigo o Pedro.

– Prazer Pedro meu nome é Cecília. – quando o olhei vi que se tratava de um menino tímido, porém engraçado.

– Ela é estrangeira, veio do Brasil.

– Brasil a terra do samba e das mulheres bonitas.

– Pois é.

– Inclusive você é perfeita para a capa do jornal da escola, ta afim? Tipo assim:

Nova aluna chega a escola, e chega arrasando.- rimos

– Você é meio pirado não é?

– É que você seria perfeita.

– Eu não quero muito obrigado.

– Você que sabe. Se quiser só me dizer. — Ele saiu e foi falar com outras meninas que estavam por perto.

A hora do almoço acabou e fomos para a sala de aula, pois teríamos aula de artes. Sempre fui muito criativa nos trabalhos de artes. Na minha antiga escola e fiz um barco lindo com coisas recicláveis e ganhei uma medalha. — a única vez que fui bem na escola. Chegamos a sala de aula e nos sentamos , logo depois sentou- se o Bernardo e a Barbara. Olhei para ela e tive uma vontade de pegar aquela branquela, mas me assegurei, pois não vou me rebaixar ao nível de pessoas barraqueiras. O tempo passou rápido e o período de artes já estava quase acabando. Fizemos um trabalho sobre as pinturas francesas, parecia ser bem diferente o trabalho que os pintores mostravam em suas obras.

O sinal soou para o ultimo período que era de Química, a matéria mais divertida que existe. Formulas, formulas e formulas, será que eu sou tão estranha assim? Eu amo matérias complicadas. Saímos da sala de artes e fomos para a aula de química. No caminho conversamos.

– Você falou com sua mãe sobre ir na minha casa?

– Falei e ela disse que tudo bem. Posso até dormir se seus pais deixarem.

– Eles deixam sim. Vamos marcar um dia?

– Sexta pode ser? – disse empolgada.

– Acho que sim.

– Ah não vai dar, sexta tem uma festa na casa da Pietra.

– Quem é ela?

– Minha prima.Você gostaria de ir?

– Sim, se não for muito agitada.

– Só vai poucas pessoas, tipo uma reunião pequena.

– Ok, eu vou sim.

O sinal soou me levantei e fui esperar o ônibus na parada. Laís me acompanhou até o ponto de ônibus e depois saiu de carro com o seu pai. Coloquei meu fone e comecei a escutar musica par me distrair até o ônibus passar. Olhei para o lado e vejo o Bernardo novamente.

– Oi minha linda.

– Oi seu Bernardo. De sua não tenho nada e já te disse para parar de falar assim.

– Desculpa, força do hábito. Mas você esta de bom humor? O que houve? – tom irônico.

– Nada. Por quê?

– Porque você nunca esta bem humorada, principalmente comigo.

– É porque você não me da motivos, sempre vem querendo jogar charme pra cima de mim.

– É que você é irresistível, o que posso fazer? – corei por alguns segundos. E o silêncio permaneceu.

– Desculpe mais saiu. Mas você se sentiu intimidada com o que eu disse?

– Claro que não.

–Porque ficou em silêncio então? – me fitou com os olhos.

– Não é da sua conta. – sou muito bipolar, não se apavorem.

– Ei, cadê a trégua? – fez sinal com as mãos.

– Sumiu. Você é muito idiota mesmo.

– Podia dormir sem essa, mas valeu pelo chute.

– Quem meche com fogo acaba se queimando.

– Isso é um desafio? – indagou.

– Pense como quiser. – Coloquei o fone.

Depois de alguns minutos o ônibus passou. No caminho fiquei pensando em como o Bernardo era idiota, ele não tem limites mesmo. Vou cortar ele cada vez mais, quem sabe assim ele me deixe em paz, ou não!

Notas finais
Obrigada pelas visualizações e comentários amores, estou muito feliz com a presença de vocês...