The great change
2 Carta inesperada
Notas iniciais
Na Quinta feira de manhã, acordei feliz, pelo fato de ter sonhado que ganharia na mega sena. — Isso foge um pouco da minha estranha realidade. Ao chegar à escola sentei-me em umas das classes no fundo da sala, como de costume peguei o meu livro e comecei a ler, mas para minha decepção os garotos da turma chegaram fazendo bagunça e estragando a minha leitura. A única coisa que eu detestava era o barulho daqueles celulares tocando Funk. Os meninos se assentavam perto de mim e sempre davam um jeito de fazer gracinhas.
– Oi Gatinha, como você esta linda hoje! – se achegou mais perto de mim.
– Se você chegar mais um centímetro que seja perto de mim, eu furo os seus olhos. –o fitei com os olhos.
– Calma gata, so quis ser gentil. — se afastou lentamente.
– Seja gentil com a sua namorada, que pelo visto esta chegando. Tenho pena dela sabe, por ter alguém tão imbecil ao seu lado. – Peguei minha mochila e me sentei em outro lugar.
Por certo momento, pensei que aquele garoto iria me acertar com a bola de basquete que estava em suas mãos, mas se ele tivesse feito isso ele perderia a vaga na escola, pelo fato de se envolver em várias brigas.
Voltando da escola, vejo minha mãe na porta com uma carta em suas mãos. Pela a expressão de seu rosto parecia ser algo importante. Apenas a olhei e ela veio ao meu encontro, e me abraçou. Eu não sabia o que estava acontecendo, o que seria tão terrível? Ela se sentou ao meu lado no sofá, e abaixou a cabeça.
– Mãe o que aconteceu?- olhei para a carta, e para a minha decepção em ver que era uma ordem judicial.
– O seu pai, quer a sua guarda. — desabou em choro.
– Mãe, calma, por favor. Ele não vai conseguir, ele não tem nada que ateste algo ruim na minha criação. Também tenho direito de escolher com quem eu fico. — olhei em seus olhos.
– O pior que tem meu amor. – as lágrimas caiam em seu rosto.
–Mãe se você não mantiver calma nada vai dar certo. Mas, que ele pode atestar?
– Filha, você sabe. Sou alcoólatra, e o pior de tudo não consigo deixar esse vicio. Ele também pode subornar o juiz. – abaixou a cabeça novamente.
– Eu vou dar um jeito nessa situação, eu te prometo mãe. Não se preocupe. – para não mostrar fraqueza segurei minhas lágrimas que insistiam em querer cair.
– Filha, não quero te assustar, mas a situação ta ruim para o nosso lado.
– Eu sei mãe, mas no final tudo dará certo. — a abracei- a
– Obrigado meu amor.- ela sorriu.
– Mãe quando será a audiência? – não queria saber a resposta, pois estava com medo de perder minha mãe.
– Daqui a algumas semanas. — ela passou a mão na cabeça.
(...)
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