The boy next door
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Quando o encontro acabou Betty só queria chegar em casa e se esconder do mundo por algumas semanas.
Não que Archie tivesse agido mal com ela, na verdade ele havia sido um verdadeiro gentleman, o filme que assistiram no cinema era ótimo e o restaurante que ele a levou era um dos melhores que já haviam ido – embora ela tivesse certeza que a chocoloja do Pop estava segura na primeira posição.
O fato é que encontraram Verônica no cinema, e Archie e a melhor amiga de Betty pareciam ter muito em comum, a conversa entre os dois fluiu fácil e a loira chegou a se sentir invisível por um momento.
Foram apenas alguns minutos de conversa em um encontro arquitetado pelo destino, mas Verônica acabou, sutilmente, se tornando um tópico de conversa muito interessante para Archibald.
No final, o convite para estender o encontro não aconteceu. Na realidade, não aconteceu nem ao menos um beijo para que a loira finalmente saciasse sua curiosidade sobre o gosto e a maciez dos lábios do ruivo.
Ele deixou Betty em frente ao prédio que ela morava com um beijo na bochecha e a promessa de que ligaria, mas ela duvidava. Ou talvez ele até ligasse, mas até podia imaginar qual seria o tópico da conversa.
Desde o primeiro dia que em que o viu, correndo pelo campo de futebol da Universidade, ela ficara fascinada. Ele havia se tornando o crush número Um de Elizabeth Cooper. Toda vez que eles se cruzavam em algum corredor e ele sorria pra ela suas pernas se tornavam geleia.
Ela não culpava Verônica, afinal a morena havia agido de maneira completamente normal, como agiria com qualquer pessoa que falasse com ela.
Talvez ela pudesse culpar Archie, é claro. Mas como poderia realmente culpá-lo por se encantar por uma garota maravilhosa como Verônica Lodge?
Betty lembrava de ter se sentido como uma intrusa nos poucos minutos em que se encontraram. A química entre eles era quase palpável.
Betty apenas respirou fundo e subiu para seu apartamento que estava com a porta destrancada. Girou aos olhos pensando na bronca que ainda teria que dar em Jughead, e o encontrou largado dormindo em seu sofá, com uma expressão serena que Betty achou extremamente fofa. Nunca vira o garoto tão relaxado assim, parecia até mesmo um anjo e não o ser demoníaco e impertinente do apartamento ao lado.
A TV estava ligada com Juventude Transviada na tela, uma caixa de pizza sobre a mesa de centro, da qual Betty surrupiou um delicioso pedaço. Deu play no filme e sentou-se no chão, encostada no sofá em que Jughead dormia serenamente.
No dia seguinte Betty acordou confortavelmente em sua cama com a claridade matinal invadindo seu quarto.Ouviu um barulho vindo da cozinha e sentou-se rapidamente na cama, assustada. Como ela havia ido parar na sua cama afinal?
Novamente ouviu um estrondo de algo caindo e a voz de Jughead dizendo palavras realmente inapropriadas.
Levantou-se em um pulo e correu para a cozinha a ponto de ver Jughead guardando no armário algumas panelas que agora se encontravam no chão.
— Jug, o que...? — ela começou a perguntar.
O garoto levou um susto pela aparição repentina da garota, derrubou as panelas que tinha em mãos, enquanto olhava na direção da loira e levantava, batendo a cabeça na porta do armário que estava aberta logo acima.
— Ouch. — reclamou, falando mais uma série de palavras realmente inapropriadas.
—JUGHEAD! — Betty exclamou, se apressado em direção ao garoto que tinha as mãos no local da batida. — O que você tá fazendo? Tá doendo?
— Eu estava preparando seu café da manhã. — ele disse encolhendo os ombros, a encarando, as mãos ainda massageando a cabeça.
Betty sentiu o coração se aquecer com a resposta do garoto, ignorando o fato de que ele ainda estava em sua casa, mexendo em suas coisas e fazendo barulho as... Que horas eram agora?
— ... Mas você preparou uma verdadeira armadilha na sua cozinha. — ele reclamou pegando as panelas do chão e guardando de forma organizada no armário. Betty corou. — A gente tem aula daqui a pouco, você sabe como o Sr. Porter é com atrasos. Você está linda se quiser saber — disse a analisando, os olhos se demorando um pouco mais em suas pernas a mostra pela saia da noite anterior que havia subido vários centímetros já que havia dormido com ela e sobre seu decote.
Betty corou e lançou um olhar zangado em direção a Jughead enquanto puxava a saia para baixo. Ele apenas deu um sorrisinho e voltou-se para o fogão com uma frigideira em mãos.
— ... Mas talvez você queira tomar um banho e trocar de roupa, enquanto faço o café da manhã. Não que tenha algum problema com essa roupa. — ele deu um novo sorriso, e Betty sentiu um tom de malícia. O que estava acontecendo com Jughead? Ela corou novamente e bufou incomodada. — Aliás, você devia fazer umas compras. Sua casa está realmente desabastecida. Felizmente eu tinha alguns ovos e bacon lá em casa.
— Você está sendo impertinente Jughead. — ela disse. Seu estômago roncou e o garoto sorriu.
— Você devia se apressar Bettie. — ele sugeriu e a garota rolou os olhos para o uso do apelido íntimo.
Minutos depois Betty estava pronta, de banho tomado com uma roupa confortável, sentada com Jughead aproveitando um simples e delicioso café da manhã.
Após terminarem, Jughead lavou a louça enquanto Betty localizava seus materiais. Ele conseguiu convencê-la a aceitar uma carona em sua moto após uma breve discussão sobre segurança no trânsito, mas como estavam quase atrasados a conversa não durou muito,
A aula pareceu durar anos e Betty não deixava de se perguntar porque diabos estavam tendo aulas em um sábado de manhã.
Quando o martírio terminou, Jughead e Betty foram até o Pop's encontrar Verônica e Kevin para desfrutar de uma calórica e deliciosa refeição.
— Vocês conhecem a Cherryl Blossom? — Kevin peguntou enquanto remexia em sua bolsa de couro.
— Claro, se alguém em Yale não conhece a Blossom eu ficaria surpreso. — Jughead respondeu após colocar um punhado de batatas fritas em sua boca. Betty o encarou de forma desaprovadora enquanto assistia algumas migalhas voarem da boca do garoto. Ele apenas encolheu os ombros diante do seu olhar.
— Bom, ela vai dar uma festa hoje. — disse enquanto estendia para os amigos um convite vermelho com uma arte bonita e o horário e local da festa. — Embora ela tenha dito que é algo bem informal e só para os mais próximos eu duvido muito, já que quase toda a universidade tem um desses.
— Isso é perfeito! — exclamou Verônica apertando o convite. — É tudo o que a gente precisa pra relaxar. Esse final de semestre está um verdadeiro inferno e não seria de todo mal uns drinks e uma pista de dança pra melhorar.
— Eu vou. — Kevin sorriu para a amiga. — Estou precisando mesmo de um boy magia.
— Não sei não... — Betty começou. — Eu tenho um trabalho enorme do Sr. Porter para entregar na semana que vem e ia fazer esse fim de semana já que vou ter um monte de provas e...
— Ah não Cooper, eu não aceito não como resposta. — Verônica falou em tom definitivo. — Aposto que você já tem nota de sobra pra passar tranquila.
— Mas...
— Sem "mas" Betty. Já disse, não aceito não. Vou passar em casa pegar algumas coisinhas e depois vou pra sua casa pra gente se arrumar juntas. Você vai ficar um arraso, todos os caras vão babar por você e o ruivo vai ficar aos seus pés.
Betty corou pelo comentário, mas, ao mesmo tempo, evitou uma careta ao ouvir sobre "o ruivo", ou melhor, Archie Andrews.
— Que foi Jughead? — Verônica perguntou, havia um tom um pouco maldoso em sua voz. — Parece que chupou limão.
— Eu odeio festas. — ele esclareceu mal-humorado. Embora a morena duvidasse que seu mal humor fosse causado pelo anúncio da festa em si.
— Ah, qual é, vamos lá Jughead vai ser legal. Quem sabe você encontre uma gata obscura por lá. — Kevin disse enquanto vasculhava sua carteira.
— Gata obscura? - Jughead e Betty disseram ao mesmo tempo, o primeiro de forma divertida e a segunda em um tom afetado acompanhado de uma careta.
— Claro, você está sempre sozinho Jones, já está na hora de achar uma garota pra se distrair um pouco... — Kevin parou e encarou Jughead com um olhar analisador. — A menos que...
— Desculpe Kevin, mas pra sua decepção eu não sou gay. — Jughead disse com um sorriso de canto.
— É uma pena. — Kevin suspirou enquanto colocava algumas notas em cima da mesa. — Vejo vocês a noite. — não era uma pergunta.
Verônica e Kevin se despediram e saíram juntos conversando animadamente sobre a festa e que roupa usariam.
— Você vai? — Jughead perguntou depois de dar o último gole em seu milkshake de chocolate.
— E eu tenho escolha? Mesmo que eu dissesse que não, Ronnie apareceria lá em casa e me arrastaria. — a loira falou com um suspiro.
— Disso eu não tenho dúvida. — o garoto riu com gosto e Betty acabou acompanhando-o.
— Mas e você? Não vai procurar sua gata obscura? — Betty perguntou enquanto mexia distraidamente o resto de seu milkshake com o canudo, analisando Jughead atentamente. O garoto fez uma careta, mas sorriu.
— Duvido muito.
Terminaram a refeição discutindo como imaginavam que seria a festa e quais seriam as fofocas que ela geraria.
Depois de pagarem a conta, foram para casa. Jughead sumiu em seu apartamento e Betty foi para o seu próprio. Mal teve tempo de pensar em revisar alguma matéria ou tirar algum cochilo, pois Verônica logo chegou acompanhada de seu motorista, que trazia diversas malas e bolsas.
— Obrigada Smither. — Verônica agradeceu enquanto ele colocava a bagagem na sala da loira.
— Disponha Srta. Lodge. — ele respondeu e após uma mesura deixou o apartamento.
— Bom, então vamos lá, temos muito trabalho a fazer. — a morena falou enquanto analisava a amiga de cima a baixo.
Não é que Betty fosse descuidada com sua aparência, mas Verônica Lodge era obcecada até pelos menores detalhes. E foi por isso que Betty passou pelo que ela definiria como uma seção de tortura, na qual ela foi raspada, esfoliada, hidratada, submetida a horas de prova de roupa e maquiagem. Mas não podia negar que o resultado havia ficado incrível.
Ela usava um vestido preto liso justo até a cintura, com uma frente discreta, mas um decote tão profundo nas costas que causavam a Betty o receio de que sua calcinha estava a mostra.
O cabelo loiro estava solto, caindo em um ondulado natural ao seu redor. Uma maquiagem bem feita pelas mãos de Verônica Lodge que fazia seus cílios parecerem ter o dobro do comprimento e volume que o normal, e um batom vermelho sangue para combinar com o esmalte das unhas. Após alguma discussão, ela se rendeu e calçou um sapato de salto, e não podia negar que suas pernas pareciam longas e torneadas. Os milagres de um bom sapato, como Verônica dizia.
Quando saíram Betty tocou a campainha do apartamento de Jughead, mas o garoto parecia não estar em casa.
Escondendo o desapontamento até para si mesma, seguiu Verônica para o elevador sem mais demora, já que o táxi já estava as esperando.
A festa acontecia na mansão de Cherryl, nos limites da cidade e como Kevin havia dito, não parecia nada informal ou reservado. A casa era gigantesca e mesmo assim, não importava o lado para qual Betty olhasse havia pessoas dançando, bebendo e se beijando.
De acordo com a mensagem que Kevin as enviara ele já estava esperando por elas na festa, mas quando o encontraram ele estava muito ocupado com a boca de outro garoto. Então elas apenas acenaram de longe ao que ele respondeu com outro aceno, mas não fez nenhum movimento de que iria até elas, até porque logo estava novamente ocupado com a boca do outro garoto.
Verônica e Betty foram até a mesa de bebidas cumprimentando todos os conhecidos pelo caminho, se serviram de alguma bebida pouco confiável e com um forte gosto de álcool e foram para a pista de dança improvisada em um das enormes salas da mansão, onde ficaram por um bom tempo.
— Eu vou ao banheiro. — Verônica quase teve que gritar para que Betty pudesse ouvi-la devido a música alta. — Me espera aqui, eu já volto.
Betty concordou e continuou bebendo e dançando sozinha ou com alguns caras que se aproximaram. Alguns eram bem bonitos, mas apesar das tentativas por parte deles, ela não beijou nenhum.
Já fazia algum tempo que Verônica havia ido ao banheiro e ainda não havia voltado, por isso a loira achou melhor procurá-la. Mas não a encontrou no banheiro, nem em nenhum cômodo, nem nos jardins ou na piscina.
Quando a finalmente a localizou preferia não ter feito. Ela estava na varanda do segundo andar, recostada em uma parede com Archie inclinado sobre ela, um sorriso torto nos lábios que estavam muito próximos dos da amiga. E não demorou muito para que eles estivessem colados nos dela e para surpresa de Betty, ou talvez nem tanto, a morena correspondeu.
Betty sentiu seu estômago revirar. Como ela podia ter feito isso? Até então não havia nada de errado em Archie estar interessado em Verônica, mas a morena deliberadamente corresponder sabendo que Betty era simplesmente apaixonada pelo ruivo era muita falta de consideração pela amizade das duas.
A loira voltou para a festa sentindo a raiva e uma tristeza crescer dentro de si. Queria ir até o casal e gritar com eles, ao mesmo tempo que queria ir para casa e se esconder do mundo. Em vez disso ela foi até a mesa de bebidas e pegou a garrafa da bebida mais forte do lugar.
Bebeu vários copos até começar a se sentir melhor e também um pouco tonta. Foi até a pista de dança com o copo da bebida e começou a dançar sozinha, mas logo alguns garotos estavam dançando com ela, com seus corpos muito próximos, por isso ela os afastou, ela não os queria.
Será que era por isso que Archie não a queria? Porque ela não era tão solta e sexy como Verônica?
Betty bufou e virou o resto do copo na boca, cambaleou e um garoto a segurou sorrindo sedutoramente. Ela o afastou e subiu em uma mesa no canto da sala, as pessoas lhe deram espaço e ela começou a dançar sensualmente. Logo ela se tornou o centro das atenções, movendo seu corpo como nunca havia feito antes, dançando como nunca havia dançado.
Uma massa de garotos se formou ao redor da mesa e ela se sentiu poderosa ao ver todos aqueles olhares famintos a devorante. Sentiu a luxuria crescendo em si e de repente ela sentiu vontade de dar mais a eles. Sua mão seguiu para a alça do vestido e quando ela começou a baixá-la um rosto familiar se destacou em meio a multidão, se aproximando da mesa com uma expressão indecifrável.
Ela agachou-se sensualmente até que seu rosto estivesse muito próximo ao dele que agora estava na borda da mesa a encarando com aquela expressão que ela não conseguia desvendar.
— O que você pensa que está fazendo? — ele parecia irritado, Betty notou.
— Dançando. — respondeu tentando soar sexy, mas depois pensou que devia parecer mais uma bêbada, o que de fato ela era.
— Elizabeth, você está completamente bêbada, precisa descer dessa mesa. — ele disse com o mesmo tom.
Ela se aproximou ainda mais dele, até seus lábios tocaram sua orelha.
— Não gostou Juggzinho? — usou o mesmo tom de antes.
Quando se afastou ele continuava com a expressão implacável, mas havia algo em seu olhar que dizia que ele não havia sido tão imune assim a suas tentativas.
— Não vem ao caso. — ele cortou e estendeu os braços em sua direção ajudando-a a descer da mesa. — Venha, vou levar você pra casa, te dar uns dois litros de água e mais dois de café. E você vai precisar de um bom banho gelado.
— Se você for junto. — ela disse provocativamente deixando o garoto levá-la, mas quando a próxima música começou ela puxou o braço tão rápido que Jughead veio em sua direção e trombou com ela. Os dois só não caíram porque ao contrário da loira, Jughead estava em posse de sua coordenação motora e lucidez.
— O que...? — ele começou a perguntar, mas a garota jogou os braços ao redor de seu pescoço e o cortou, falando bem próxima a sua orelha. Isso mexia com Jughead de um jeito que ela nem poderia imaginar.
— Dança comigo. — falou e ele sabia que ela estava sorrido.
— Eu não danço e você está bêbada. — ele respondeu firmemente.
— Mas ainda posso dançar. — ela falou olhando-o nos olhos.
— É eu vi. — ele disse com um brilho selvagem nos olhos.
— Então você viu. — ela falou aproximando seus lábios dos dele.
— Betty...
— Uma dança e eu juro que vou com você sem causar nenhum problema. — prometeu com um sorriso tão Betty Cooper que ele quase cedeu.
— Eu não danço. — falou em tom de conclusão.
— Eu te ensino. — ela disse o puxando para a pista de dança. Jughead não conseguia acreditar que estavam fazendo isso, mas deixou-se ser levado pela loira. – É fácil, você vai ver, é só relaxar. — ela falou novamente próximo a sua orelha quando pararam. Ela tinha que parar de fazer isso, era o que Jughead pensava.
Ela passou o braço por seu pescoço novamente e começou a se mover com o corpo quase colado ao do garoto. Ele se moveu desajeitadamente o que fez Betty sorrir.
— Viu, é fácil.
E então ela virou-se de costas para ele e com o corpo colado ao de Jughead, Betty desceu até o chão no ritmo da música e subiu novamente. Dançando, girou para ficar em frente a Jughead que parecia sem folego, ela roçou seus lábios nos do garoto e ele praticamente engasgou-se de surpresa e deu um passo atrás afastando-se dela. Não que ele não houvesse gostado, mas porque Betty Cooper estava tremendamente bêbada e ele não queria que ela percebesse o quanto aquilo o afetava.
— Jug... — ela parecia ronronar. A música mudou.
— Pronto, dançamos. E você prometeu que ia comigo sem causar nenhum problema. — ele falou enquanto a puxava da pista de dança para fora da festa.
Betty viu a moto de Jughead estacionada ali perto e começou a andar cambaleante em direção a ela, mas o garoto a puxou pelo braço.
— Nem pensar, você não vai andar na minha moto nesse estado, eu aposto que você cairia na primeira esquina. — falou enquanto a puxava pelos jardins da mansão, em direção a saída. — Nós vamos de táxi. — apontou para os vários carros amarelos estacionados na rua logo a frente.
— Mas e a sua moto? — ela perguntou com uma expressão confusa.
— Depois que te deixar em casa em segurança eu volto buscar. — explicou – e antes que você sugira, não, você não vai de táxi sozinha já que tem a possibilidade real de você fazer um show de strip para o motorista.
— Ha ha. — ela disse sem humor, mas logo abriu um sorriso malicioso. – Mas eu posso fazer um pra você quando a gente chegar. — diante do silêncio de Jughead ela continuou – aposto que a Sra. Grabins nunca fez nada assim pra você.
Jughead riu com gosto e Betty o acompanhou com seu riso bêbado se sentindo bem por fazê-lo rir.
— Mas é sério. — ela acrescentou.
— Aham, tá bom. — ele disse soando irônico.
A viagem de táxi foi rápida já que não havia trânsito naquele horário, mas foi o suficiente para Betty falar um monte de bobagens e Jughead ter que se desculpar diversas vezes com o taxista. Quando chegaram ele praticamente teve que a carregar até o elevador e apoiá-la o tempo todo para que ela não escorregasse em direção ao chão.
— Você é o melhor vizinho do mundo. — ela tagarelava enquanto Jughead abria a porta do apartamento dela. Se ela não estivesse tão bêbada a ponto de deixar o garoto preocupado, ele certamente teria rido.
— Quem diria... Alguns meses atrás eu era o demônio na terra. — falou enquanto a colocava sentada no sofá. Abaixou-se para tirar os sapatos dela e teve uma visão privilegiada de suas pernas e outras coisas. Rapidamente desviou o olhar sentindo o rosto esquentar. Ela estava vulnerável e ele se sentia péssimo por isso, não queria que parecesse que estava se aproveitando dela.
— Ai! Parece que tem mil agulhas nos meus pés. — reclamou quando seu pé se viu livre dos sapatos e voltando a posição normal. — Porque a gente se tortura assim? Nós mulheres, quero dizer... Mas tem que admitir minhas pernas estavam maravilhosas, você não acha Jughead? — o garoto engoliu em seco e fugiu para a cozinha onde encheu com água o maior copo que encontrou. — Além do mais, eu te achava sim o diabo na terra, mas depois eu te conheci e agora você é tipo, sei lá, meu melhor amigo.
— Melhor amigo hein. — ele disse empacando no meio do caminho. Ficou pensativo e a expressão emburrada, mas logo balançou a cabeça e levou a água para a loira. – Bebe tudo isso.
— Eu não to com sede. — reclamou e ignorou o copo estendido em sua direção.
— Mas vai me agradecer por isso amanhã. — ele disse. Betty pegou o copo a contragosto e bebeu a água em um gole só.
— Prontinho. — falou devolvendo o copo com um sorriso.
— Ótimo, agora você precisa de um banho e mais um pouco de água, e de algum remédio pra ressaca, mas eu vejo isso depois... — Jughead voltou da cozinha após levar o copo e estendeu a mão em direção a loira que aceitou, ele a puxou em direção ao banheiro. – Vou pegar uma toalha e roupas pra você, não tranque a porta, não quero nem pensar em ter que arrombar uma tranca caso você desmaie ai dentro. O que eu realmente espero que não aconteça, então tome um banho rápido ok?
— Você é muito mandão Jughead. — ela disse virando-se em sua direção. Jogou os braços ao redor de seu pescoço e apoio seu corpo no dele.
— Não dificulte as coisas Bettie. — ele disse soltando-se da garota e indo em direção ao quarto. – Banho rápido, porta destrancada.
— Banho rápido, porta destrancada. — ele a ouviu repetir e não pode evitar de sorrir.
Jughead começou a mexer no guarda-roupas de Betty procurando alguma peça confortável para a garota, mas não conseguiu localizar nenhuma toalha de banho.
— Betty onde você guarda as toalhas? — ele perguntou alto o suficiente para ela ouvir enquanto continuava procurando.
— No armário do banheiro – ela respondeu, mas sua voz soava logo atrás dele.
Jughead girou seu corpo preparado para ralhar com a garota, mas tudo que fez foi soltar um de seus palavrões realmente inapropriado.
— Por Deus o que diabos você esta fazendo? — ele perguntou realmente chocado encarando a loira seminua a sua frente, apenas com uma microcalcinha de renda vermelha.
— Vai dizer que não gostou? — ela perguntou enquanto dava alguns passos em sua direção o encarando sem nem ao menos piscar, ao que ele se afastou batendo com as costas no guarda-roupas. – Qual é Jughead, tá com medo? — provocou.
Ele bufou tentando não olhar para ela. O que era realmente difícil já que o corpo todo de Jughead que já estava bem desperto devido aos acontecimentos da festa, pareceu despertar ainda mais. Ele respirou fundo tentando se recompor, mas Betty estava realmente perto dele agora, seus corpos quase colados, e apesar do cheiro de álcool ainda era possível sentir seu shampoo de morangos e seu perfume floral, e o calor que emanava do seu corpo era muito convidativo.
— Betty por favor não faz isso comigo. Sabe é realmente difícil controlar...
— Então não controla. — ela sussurrou perto do seu ouvido. Ela tocou o braço de Jughead e o contato com sua pele foi como uma fagulha que poderia causar um incêndio irreversível, principalmente quando ela pegou a mão de Jughead e colocou-a em sua cintura.
A pele dela era tão macia e quente. Tão convidativa.
Ele subiu a mão pelas costas nuas dela o que fez um arrepio percorrer o corpo da garota. Jughead sentiu seu corpo pegar fogo, a respiração já irregular.
— Betty... — ele começou a falar, a voz soando rouca. E foi o que bastou para que Betty colasse seus lábios no de Jughead e pressionasse seu corpo contra o dele. As mãos dela em seu peito, descendo até a barra da camisa dele, apenas para se aventurar embaixo dela, deixando que as mãos tocassem seu abdômen forte e subissem em direção ao seu peito onde deixou arranhões.
Jughead deixou escapar algo parecido com um rosnado o que apenas fez com que Betty aprofunda-se os beijos e toques.
Eles desgrudaram os lábios por um instante, necessitados por um pouco de oxigênio.
— Porque tá me provocando assim Bettie. — perguntou rouco na orelha de Betty que arrepiou-se. Ele mordeu o lóbulo da orelha dela e num movimento rápido inverteu as posições prendendo-a entre o guarda-roupas e seu corpo.
A respiração deles acelerada. Os peitos subindo e descendo rapidamente. Sem dar tempo para qualquer reação Jughead beijou sua boca de maneira feroz, como ninguém nunca a havia beijado antes. Colocou a mão em sua nuca aprofundando ainda mais o beijo. A outra mão desceu para sua bunda a qual apertou sem pudor.
Ele desceu os beijos por seu pescoço e distribuiu mais alguns em sua clavícula, o que fez alguns suspiros e gemidos escaparem da boca de Betty. Ela podia sentir o membro duro de Jughead pressionado contra ela e isso apenas a deixava ainda mais excitada. Sua calcinha já estava completamente molhada. Sua parte íntima suplicando por atenção.
Ele voltou novamente a atenção aos lábios dela no mesmo momento em que a levantava do chão e ela enlaçava as pernas em volta dele.
— Jughead... — ela gemeu seu nome com a voz também rouca e embriagada. — Se eu soubesse que tinha isso ao me lado o tempo todo não teria perdido tempo com Archie.
Archie.
E aquilo foi como um balde de água fria em Jughead. Ele a colocou no chão e se afastou rapidamente ignorando o olhar confuso da garota. Ela cambaleou e sentou-se na cama.
O que ele estava fazendo afinal? Ela era sua amiga e estava bêbada, como pode deixar as coisas chegarem a aquele ponto? Uma onde de culpa e vergonha tomou conta dele.
— Desculpe Betty, eu não devia ter feito isso. Isso tudo é muito errado. Me desculpe. — ele falou mal conseguindo olhar para a garota, por um lado porque estava muito envergonhado d com uma culpa crescente, e por outro porque não saberia o que aconteceria se olhasse para ela, sentada na cama seminua, com os olhos brilhando de desejo, insanamente convidativa.
Então após seu pedido desajeitado de desculpas Jughead saiu como um furacão do apartamento da loira antes mesmo que ela pudesse cogitar dizer alguma coisa.
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