The Wrong Boy HIATUS

5 Capitulo 5 - Miss End-Of-The-World and Babie


Notas iniciais
oeee Como prometi, final de semana, capitulo novo. u_u Osh, gente, como assim? Já temos 6 pessoas acompanhando e só uma comenta? Assim eu fico triste vei :c Quem reparou que mudei a capa ? Sim sim, ela está mt parecida com a antiga, mas mesmo assim é outra u_u tive que muda-la, já que mudei um pouco o rumo da fic, e além do Carl e da Jessie também teremos Daryl e Beth u_u então, obviamente eu tinha que inclui-los na capa. Chega de papo e boa leitura

–Estamos perto, vamos pela floresta agora.

Why?

–Nem todos são bons agora, Beth. Acho que você já descobriu isso.

As garotas já caminhavam em direção ao Terminus há muito tempo, o Sol castigava seus olhos tanto que ficava difícil enxergar. Jessie sentiu um alivio ao entrar na floresta, pois ela encobria um pouco da luz. Por outro lado, arrependeu-se já que a floresta estava ainda mais quente.

–Então... –Começou a loira, pensando nas palavras que usaria.

–Então o que? –Uma Jessie curta e grossa como sempre perguntou.

–Você nunca falou sobre sua família, sabe...

–Acha que temos intimidade para isso? –A morena cortou-a, já não gostava de perguntas, principalmente sobre família.

–É que eu achei que... –Beth se interrompeu, novamente pensava com cuidado nas palavras que usaria. Mais para a surpresa dela, Jess mesmo continuou.

–Ok. –Respirou fundo. –O que quer saber?

–Hm... –A loira pensou um pouco. –Seus mais estão no lugar que você quer voltar com o Noah?

–Não. –Jessie ainda tinha esperanças que a outra não quisesse aprofundar o assunto, mas pro azar dela estava errada.

–Onde eles estão?

–Minha mãe morreu no meu parto. E eu não estava com meu pai e meio irmãos quando tudo isso aconteceu.

–Onde você estava? –A curiosidade falou mais auto que a razão. No fundo Beth sabia que por algum motivo isso era assunto delicado para a outra, mais não conseguia se conter em perguntar.

–Eu tinha fugido de casa, foi divertido. –Sorriu de lado lembrando-se desses bons tempos. –Fui morar com meu namorado e a mãe dele.

–Noah...? –A Greene não precisou terminar a frase para Jessie entender. Reprimiu uma risada alta que com certeza atrairia os walkers próximos.

–Não, nada a ver. –Rolou os olhos. –O nome dele era Jake, Noah era melhor amigo dele.

Beth iria perguntar mais alguma coisa, mas desistiu ao ver que tinham chegado. O local era cercado por grades altas com arame farpado por cima, mais dava pra passar. Observaram em volta e viram apenas um vigia.

–Melhor esperarmos até a noite. Entramos, damos uma geral no local e, se eu decidir que são boas pessoas nos apresentamos.

Beth assentiu. Jessie começou a caminhar em direção a uma arvore e logo fez sinal para que a loira fizesse o mesmo. Passaram o resto da tarde no galho de arvores os observando. E surpreendentemente eles pareciam ser boas pessoas. Mas apenas pareciam, já que algo se remexia no estomago de ambas. Algo daria errado, isso é certo.

Após anoitecer, o mais silenciosamente possível as garotas desceram da arvore. Andaram até a parte mais afastada de onde o guarda estava para conseguirem entrar. Jessie com mais experiência que Beth escalou a grade primeiro, tirou a jaqueta de couro preta que usava por cima de um moletom azul e colocou-a em cima dos arames farpados, garantindo que nenhum lhe feriria. Com um pouco de esforço conseguiu pular para o outro lado e varreu rapidamente o local com seus olhos azuis elétricos.

Beth pulou alguns segundos depois trazendo consigo a jaqueta de Jessie. Escoraram-se na grade, de modo que não ficassem visíveis para o vigia. A loira estendeu o braço para devolver a jaqueta a outra, mas Jess balançou a cabeça negativamente.

–Vista você, parece que vai morrer de hipotermia a qualquer momento. –Sussurrou em seu costumeiro tom de ironia. –E vai te deixar com cara de durona caso você precise se passar por uma. –Completou, ainda sussurrando.

–Como se isso importasse de alguma coisa. –Disse a loira enquanto rolava os olhos.

Come on.

Dizendo isso Jess puxou-a pelo braço, a conduzindo pelas sombras a uma porta. Sacou uma das armas sem munição e fez sinal para que Beth pegasse outra. A loira lhe lançou um olhar de ‘’estúpida, de que isso vai adiantar?!’’.

–Eu sei que elas estão sem munição, dear. Mas eles não. –Sorriu maliciosamente, como sempre fazia quando planejava algo.

Sem esperar mais abriu a porta, que revelou um barracão escuro. Entraram e fecharam a porta atrás de ci. O lugar era uma espécie de depósito, haviam varias mesas espalhadas, cada uma com um tipo de coisa. Uma estava coberta de roupas e cobertores, outra possuía ursinhos e outros animais de pelúcias. Uma mais afastada estava repleta de armas e munições, mas a que chamou atenção da loira foi a dos relógios. Beth caminhou até lá e pegou pequeno relógio de bolso que havia sido de seu pai. Lembrou-se do dia em que Hershels presenteou Gleen com o relógio, na época feliz da prisão. Mas Glenn... Glenn não simplesmente deixaria o relógio ali, perdido no meio de tantos outros. Desesperou-se ao pensar que possivelmente estaria morto.

–Temos que achar minha irmã e dar o fora daqui. Agora. –Jessie não havia entendido o porquê de tanto desespero, e ainda a encarava confusa.

–Esse relógio... –Ergueu na altura do rosto da outra. –Era do meu pai, ele deu a Glenn. É uma coisa muito especial e simbólica, ele não largaria aqui. –Explicou ela, fazendo finalmente Jessie entender.

A morena olhou na direção da mesa de armas e munições, Beth seguiu seu olhar e entendeu. Caminharam até lá e começaram recarregar as armas que traziam consigo, pegando outras novas também. Mas o olhar de Jessie parou em uma certa arma branca, a fazendo congelar no lugar. Esticou o braço e pegou o familiar objeto nas mãos, com um turbilhão de emoções invadindo-lhe a mente. Beth também reconheceu o objeto, rapidamente o tomando das mãos da outra, recebendo o pior olhar que já ganhou na vida em troca.

–Era do homem que estava comigo quando me pegaram... não acredito! Se capturaram ele, com certeza são muito perigosos. –Jessie já estava ligando os pontos, será possível que seu irmão estivesse no grupo de Beth? Será? Não, não, não, era pouco provável. –E essa arma aqui... –Beth esticou o braço para pegar uma velha arma conhecida ao lado de Jess. –É do Rick. Droga estão todos aqui.

–Vamos pegar o maximo que conseguirmos carregar, achamos eles e damos o fora daqui. –Começou a Dixon, com seu tom autoritário. –Se cruzarmos com um deles... não hesite. –Sua voz saiu tão firme e dura que até ela mesma se surpreendeu. A verdade é que estava perturbada por poder reencontrar seu irmão... saber que ele esteve ali, tão próximo e ao mesmo tempo tão distante. Seus pensamentos foram interrompidos por sons de passos rápidos vindos de uma das portas. Jessie e Beth apressaram-se em sair por uma outra oposta ao som.

Fecharam silenciosamente a porta atrás de si e o que viram foi um tanto... sinistro?! No mínimo. O lugar era completamente cheio de velas e nomes pelo chão. Nas paredes frases estranhas como ‘’Nunca de novo’’ ‘’Nunca confie’’ ‘’Nós primeiro, sempre’’ estavam pintadas com uma tinta branca descascada. Tinham portas por todo o lugar, com letras em vermelho pintadas ao lado. Andaram até a porta com a letra ‘’B’’ e abriram-na. Apontaram as armas, mas não havia ninguém ali. Caminhavam devagar, observando o lugar. Era horrível. As paredes tinham sangue e buracos de bala do chão ao teto, e por mais que fosse um local a céu aberto o cheiro era horrível. Pararam de andar ao perceber a presença de alguém a frente. Um homem que deveria ter no maximo uns 30 anos, despejava baldes do que parecia ser restos mortais de alguma coisa no chão. Jessie fez sinal para que Beth ficasse escondida enquanto ela ia ao encontro do homem. As lonas que estavam em volta do lugar protegiam Jess do campo de visto do homem, que continuava despejando os baldes sem perceber movimentação alguma.

Silenciosa como um gato, Jessie esgueirou-se para trás do homem, colocando a arma colada em sua cabeça. Ele ficou ereto e com olhos arregalados quando se deu conta do que estava acontecendo. Jessie tampou a boca dele com a mão livre e foi puxando-o para trás, podendo assim ver melhor o que ele despejava. Seu estomago se embrulhou e com certeza, se tivesse alguma coisa pra vomitar, teria vomitado. Eram restos de entranhas e ossos humanos.

–Isso é...? –Perguntou ela, ainda incredu-la.

–Sim. –Respondeu a pergunta incompleta da mulher atrás de si. E aproveitando-se do seu momento de distração, mordeu a mão de Jessie a empurrou para trás, a fazendo derrubar a arma que estava em sua cabeça. Beth viu Jess caída no chão e quando percebeu que o homem pegaria a arma que ela derrubou, não pensou duas vezes em atirar duas vezes em seu peito. Mas a droga da arma não tinha silenciador e acabou atraindo a atenção de outras pessoas que passavam por ali. A porta se abriu e três homens e duas mulheres segurando armas passaram por ali. Jessie agora já de pé, e novamente com a arma em punhos puxou Beth pelo braço e começou a correr na direção oposta das pessoas.

–Hey! Ei vocês! –As pessoas atrás das duas gritavam sem parar, mas elas não paravam.

Passaram por um conjunto de containers e puderam ouvir gritos vindos lá de dentro, pedindo ajuda. Mas elas não podiam parar agora, seria suicídio. Passaram por uma porta que continha um ‘’A’’ branco pintado em cima, e acabaram voltando para aquele lugar cheio de velas. Pararam por um segundo para recuperar o fôlego, o que foi suficiente para que aquelas pessoas as alcançassem. Voltaram a correr e sequer repararam por qual porta passaram. Voltaram a algum lugar de céu aberto e logo pessoas de cima dos prédios começaram a atirar. Não viam a cerca, não viam mais portas, era um beco sem saída.

–Olha o que temos aqui... –Disse um dos homens que sairá pela porta que elas entraram. Jessie olhou em volta mais uma vez, e concluiu que não tinha mais saída.

–Só queremos nosso pessoal. –Disse e um tom firme, apontando a arma para aquele que falou com elas.

–Abaixem as armas que as levaremos até eles. –Continuou ele, em um tom calmo demais, deixando Jessie irritada e desconfiada.

Please, matamos um dos seus, acha que acreditaremos que simplesmente vão libertar nosso pessoal só porque pedimos? –Ela estava com seu tom debochado de sempre, intrigando-os.

–Você é inteligente... I like it. Poderia ter sido uma de nós... –Disse ele pensativo. –Mas como você mesma disse, mataram um dos nossos. Então agora vão colocar todas as suas armas no chão.

–Porque eu faria isso? –Indagou ela, ainda debochadamente, escondendo que por dentro estava apavorada.

–Porque se atirar em mim, atiraremos em você também. –Ele se aproximou devagar, parando cara a cara com Jessie. –Agora, se não atirar, não iremos também. Não faria sentido matar vocês... não agora. –E sorriu, o que fez Jessie ter uma vontade imensa de soca-lo.

–Porque eu deveria acreditar nisso? –Ela estreitou os olhos, sem nem um segundo parar de encara-lo.

–Porque vocês vão largar essas armas por bem, ou por mal. –Virou-se, dando uma rápida olhada em Beth. –Já entendi como funciona aqui... então, não me faça mata-la primeiro. –Disse ele a morena, se referindo a Beth. Jessie suspirou e se deu por vencida, pelo menos por enquanto. Colocou a arma lentamente no chão e começou a tirar as outras da cintura também. Beth já fazia o mesmo, colocando primeiro à arma em punho no chão, seguido por a besta de Daryl e todo o resto. –Boas garotas. –Sorriu novamente. E mais uma vez, Jessie segurou-se para não soca-lo. –Agora podemos nos apresentar, meu nome é Gareth. Vocês são? –Recebeu o silencio como resposta. –Qual é, que diferença vai fazer vocês me contarem ou não?

–Beth Greene e Jessie Dixon. –Falou a morena por fim. Por um segundo Beth não reparou no que ela falará, mas pensou novamente e a olhou incrédula. Ela disse Jessie Dixon?! Queria inche-la de perguntas, mas não era hora pra isso.

–Suponho que você seja a Jessie. –Ela a encarou mais ainda, se é que isso é possível. –É um nome forte... combina com você. –Jessie estava incomodada com a situação, porque diabos ele se importaria com seu nome?! Ela interrompeu seus pensamentos quando viu o olhar de curiosidade de Gareth se transformar em um olhar de malicia. Jessie podia ter apenas 16 (ou já seria 17?) anos, mais seu corpo era extremamente definido e bonito. Gareth desceu o olhar para o corpo dela e quando ela notou o que ele estava fazendo não conseguiu se conter mais. Acertou em cheio o rosto dele com um gancho de direita. Gareth cambaleou para trás e riu, ele estava pedindo para apanhar mais.

–Essa aqui é durona. –Se endireitou, ainda passando a mão no local que foi acertado. –As leve pro A. –Concluiu.

–O que é A? –Beth finalmente se pronunciou, enquanto dois homens brutamontes as puxavam pelo braço. Sua pergunta foi completamente ignorada, mas logo ela mesma viu o que era A. Pararam em frente a um vagão de trem vermelho que tinha a letra A pintada de branco. O cheiro do vagão não era agradável e elas podiam escutar múrmuros vindos de dentro. –Não vai nos colocar ali dentro, vai? –Perguntou ela, mais foi ignorada novamente.

–A Miss Fim Do Mundo ali, abre a porta primeiro e entra. Depois a Babie entra atrás. Estamos entendidos?

–Eu só entro quando ela entrar. –Jessie disse friamente.

–Eu já disse querida, não tenho interesse de mata-la agora. Agora, por favor, Miss Fim Do Mundo, entre no vagão. –E assim ela fez.

E então, foi tudo muito rápido. Abriu a porta do vagão e assim que entrou, foi jogada contra a parede. Virou-se e acertou um soco em alguma parte do corpo de quem tinha a jogado. Tentava distinguir a pessoa mais tudo que via eram olhos azuis. A pessoa misteriosa revidou novamente, e então já estavam em uma luta corporal.

–Agora a Barbie. –Jessie pode escutar a voz de fundo de Gareth.

–Cuidado Beth! –A garota alertou-a, certa de que iam joga-la na parede e espanca-la também, mais se surpreendeu com o que viu. Beth estava sendo... abraçada?! No descuido que deu, parando para observar a cena foi atingida novamente. E logo estava lutando contra os olhos azuis de novo.

–Parem. Ela esta comigo. –Ouviu a voz de Beth. A pessoa que rolava no chão lutando com Jessie finalmente deixou-a e ela se levantou. Beth estava sendo abraçada por duas pessoas, estava difícil de enxergar por causa da escuridão, mas logo seus olhos se acostumaram. Uma das pessoas era uma mulher alta, com cabelos castanhos na altura do ombro. A outra era... Daryl? Só podia estar louca... seria capaz de ser mesmo ele? Assim que seus olhares se cruzaram ele se soltou do abraço de Beth e deu dois passos para frente, observando a figura de sua irmã parada a sua frente.

–Pessoal, essa é... –Já que o clima estava um tanto estranho e as pessoas encaravam Jessie confusa, ela decidiu apresenta-la, mais foi interrompida.

–Jessie? –Perguntou Daryl, incrédulo. Jessie estava congelada, não conseguia se mexer. Sim, era realmente Daryl ali.

–Daryl? –Foi tudo o que conseguiu dizer, antes de sentir os braços fortes de seu irmão a envolver em um abraço que ela demorou a retribuir.

–Achei que nunca mais te veria. –Ele sussurrou, entre soluços. Espera, soluços? Desde quando Daryl Dixon chorava? Ainda mais na frente de tanta gente assim? Seria capaz desse pouco tempo que passaram separados ele ter mudado tanto?

–Quem é essa, Daryl? –Perguntou uma voz masculina atrás deles, que foi ignorada. Daryl só se importava em abraçar sua irmã e convencer-se que ela estava realmente ali. –Beth?

–Ela é uma amiga. Me ajudou, é uma longa história. –Disse Beth docemente, feliz pelo reencontro dos dois. Mesmo assim, estava curiosa e por mais que não admitisse nem sobe tortura com uma pontinha de ciúme também.

–Temos tempo para longas histórias. –Daryl pronunciou-se ainda abraçado com a irmã.

–O que ela é sua? –Maggie perguntou, nunca tinha visto Daryl demonstrar tanto afeto assim por alguém.

–Essa é Jessie, minha irmã mais nova. –Ele disse sorrindo. Afastou-se um pouco do abraço, mais logo a puxou pela cintura, de modo que ficassem abraçados de lado.

–Não me lembro de você ou Merle mencionarem ela. –Disse Rick, com a postura de desconfiança de sempre.

–Na verdade, Merle já mencionou uma Jessie uma vez. Na época de Woodybure. –Disse Michonne, feliz por Daryl.

–Esperem, Merle? Ele está aqui? –Jessie perguntou confusa. Daryl apenas balançou a cabeça negativamente, e ela entendeu o recado. –Sinto muito.

–Eu também. –Murmurou ele, quase inaudivelmente. –Agora... eu quero saber de tudo, desde o dia em que você saiu de casa, até hoje, que acabou aqui com Beth.