The Wrong

22 ASSUNTO: Visiting Day


Notas iniciais
Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012.
Olá!!! Tudo bom?
Este vai ser mais felizinho, eu acho KKK.
Mas não tem graça uma história de um bando de carinhas alegres, tem? Não, não tem.
Enfim, queria divulgar minha outra história: https://www.fanfiction.com.br/historia/199065/One_Destiny
Ah, e a música é do Widespread Panic, aqui (www.youtube.com/watch?v=dP2uPpLeVi8)
Boa leitura.

Acordei com a perna latejando. Bom sinal. Levantei, peguei minhas muletas e fui até a mesa onde meus pais já se encontravam acordados e comendo.

- Bom dia.

- Bom dia — repetiram.

Sentei e peguei uma mini-torrada com geléia de laranja.

- Filha.

- Sim? — perguntei, enfiando a torrada na boca.

- A mãe de Edward ligou. Ele também foi atropelado, sabia? Vocês jovens estão um perigo.

Quase cuspi enquanto mastigava.

- Mãe... — engoli e respondi, cabisbaixa — não é mera coincidência.

- Como assim?

- O Edward tentou me salvar do carro e acabou sendo atropelado também. Só que o dele foi bem mais grave e — respirei fundo — ele está internado. Em coma.

- Oh Céus — pôs a mão na boca. — Você não vai visitá-lo?

- Era o que eu ia te pedir.

- Não, tudo certo. À tarde nós vamos para o hospital.

Terminei o café da manhã e voltei para o meu quarto. Fiquei olhando para minha perna engessada e brincando com os dedinhos do pé, quando alguém me ligou no celular. Fiz o maior esforço para buscá-lo na escrivaninha e atendi.

- Alô?

- Vic, é você?

- É, sim. É a Emy?

- É. — Respondeu fungando.

- Emy, você está chorando?

- Sua mãe me contou o que aconteceu, que bom que você acordou, Vic! Quando você recebe alta?

- Recebi ontem. Já estou em casa.

- Que bom, amiga... E o Edward?

- Você já sabe?

- Liguei para o seu doutor gatão e ele acabou me contando... Ele foi muito fofo te salvando, não acha?

- Fofo?! Você só pode estar brincando. Eu preferia ter morrido do que ter que vê-lo daquele jeito, Emily! Todo pálido, com lábios roxos, batimentos fracos...

- E por que você não estava prestando atenção na rua, mocinha?

- Credo, está até parecendo minha mãe!

- Não, é sério, Vic...

- OK, OK! Agora acho que posso te contar...

- Conte-me.

- Edward não ficou comigo na festa da Rose porque quis.

- Não?

- Não. Ele e um novato tinham feito uma aposta, de quem pegava mais meninas. Edward só ficou comigo e quis aumentar a aposta, mas o novato não quis porque estava com medo de perder.

- Nossa, Vic...

- Pois é. Me senti horrível, suja...

- Suja?

- Eu e Edward...

- Siiim? — Perguntou quase adivinhando.

- Nós transamos.

- Oh, Meu, Deus! — Gritou pausadamente.

- Emy, você não pode contar isso a ninguém.

- Eu sei, né!

- Nunca se sabe...

- Enfim, e...?

- Ah, claro. Ele me seguiu na rua, eu estava estressada, deixei meus materiais caírem e ele veio me salvar do carro que iria me atropelar por completo. Mas isso acabou acontecendo com ele.

- Isso porque você não o deixou explicar, sua bobona!

- Obrigada por jogar na cara, Emily.

- Mas como foi?

- Como foi o quê?

- Você sabe... Você e Edward...

- Ah, Emily, eu não tenho tempo para gastar falando com você sobre isso agora. Tchau! — Gritei e desliguei.

Fiquei assistindo televisão até minha mãe pedir para eu me arrumar para ir ao hospital. Coloquei uma roupa qualquer (http://1.bp.blogspot.com/_xYd3X1Qj-ls/TT3PCSNpSnI/AAAAAAAAAVY/Mtnl8KTrhTc/s1600/dakota-fanning-short-shorts-5.jpg) e desci com as muletas carregando a cadeira de rodas embaixo do braço com muita dificuldade.

- Pronta? — Perguntou.

- Pronta — respondi ofegante.

Fomos ao carro e coloquei a cadeira ao meu lado. Quando chegamos ao hospital, saí, sentei nela e entrei pela porta de vidro que abria automaticamente. Fui até o balcão da recepção, mas a mulher não me notou e minha mãe estava bem atrás então apertei repetidamente o sininho chato em cima do balcão. Ela se apoiou e olhou para baixo, ou seja, para mim.

- Sim?

- Preciso falar com o doutor Ron.

- Ele está no meio de uma cirurgia, querida.

- Não me interessa, querida — repeti. — É urgente. Diz que é a Victoria, certeza que ele vai me atender.

- Desculpe, mas eu não estou autorizada a fazer isso.

- FAZ LOGO!

Minha mãe logo chegou então a mulher rapidamente pegou o telefone interno e discou algum número e falou baixinho com alguém. Depois, desligou e voltou a olhar para a tela do computador.

- E...? — Perguntei.

- Ah, pode ir. Segundo andar, primeira porta a esquerda.

- Finalmente!

Minha mãe riu e fomos para o elevador, mas um segurança me impediu de entrar.

- Parada aí, mocinha. Área restrita.

- É só um elevador!

- Você não pode subir de cadeira de rodas!

- Eu estou indo falar com o meu médico para ver meu amigo que está internado.

- Sim, mas... — tentou se lembrar de mais alguma desculpa. — Hoje não é dia de visitas.

- Cara, me deixa passar logo, vai!

- Não no não-dia-de-visitas.

Bufei e virei para a direção da recepcionista, apontando para o grandalhão intruso. Ela olhou confusa, e logo gritou para ele.

- Ela está autorizada, Julius!

Sorri amarelo e entrei no elevador. Chegamos ao segundo andar e entramos na primeira porta a esquerda, assim como a recepcionista mal-humorada informou.

- Doutor Ron? — Perguntei ao vê-lo sentado na poltrona ao lado de um paciente verificando alguns papéis. Ele se levantou e me deu um abraço apertado.

- Como vai?

- Bem, a perna já está latejando.

- Ótimo!

- Mas o senhor sabe por que eu vim...

- Ela... — Apontou com a cabeça para minha mãe.

- Sim, ela já sabe. — Confirmei. Ele fez um "hum" não tão convencido. — Você não estava em uma cirurgia?

- Não — ele me olhou espantado.

Olhei para minha mãe e ela rapidamente captou a mensagem. Recepcionista querendo me fazer de idiota, humpf!

O doutor Ron rapidamente nos levou ao quarto de Edward, no terceiro andar, e eles me deixaram sozinha com ele.

Cheguei perto, deitei minha cabeça em seu ombro e peguei sua mão.

- Ed... Por favor... — Disse já no meio de tantas lágrimas.

Ouvi um resmungo e achei que fosse de fora, mas ao mesmo tempo senti algo apertar minha mão. Levantei rapidamente a cabeça de seu ombro e olhei para ele. Ele estava com os olhos semi-abertos. Os mesmos olhos claros que eu tinha visto na festa da Rose, pela primeira vez.

Notas finais
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KKK.
Beijos,
- Rafa