The Wrong
23 ASSUNTO: Not The Right Day
Notas iniciais
Boa nooooite!
Nossa gente, desculpa só postar esse hoje mas tô acabadona, fiz aula experimental de judô e quase quebrei o cóccix (~exageraaada~ kkk)
A música é da Lu Alone *w*, que eu amava, mas faz tempo que não ouvia. (www.youtube.com/watch?v=7XcxhSSKYc0)
Boa leitura *-*
– Doutor Ron! — Gritei entre lágrimas.
Ele e minha mãe entraram no quarto branco um pouco menor que o meu e ficaram espantados com a cena. Eu, segurando a mão de Edward, que estava aparentemente acordado.
– Oh meu Deus... — O doutor proferiu.
– Ele... Ele...
– Ele acordou, mãe! Ele acordou! — Falei surpresa, acariciando sua mão. Ele não olhava para mim, olhava para o nada, mas ainda era um grande passo!
– Victoria, se você não se importar, preciso fazer alguns exames com o Edward.
– Eu não posso ver?
– Infelizmente não. — Negou.
– Por quê?
– Entre outros, terão os exames de urina...
– Ah, entendi.
Minha mãe guiou minha cadeira de rodas até a sala de visitas, ainda naquele andar, e pegou um copo de água para mim e para ela. Bebi o copo inteiro sem estar com sede. Estava ansiosa... Minha mãe pegou uma revista e começou a folhear, e depois mais outra e mais outra... até que aquele barulho de folheagem estava me irritando. Fiquei observando o relógio de parede mover seus ponteiros...
... 10 minutos...
... 20 minutos...
... 30 minutos...
Passaram-se dois terços de hora e eu fiquei praticamente desesperada. Apenas alguns exames demoravam tanto? Bem, os meus do dia anterior foram bem mais demorados. Mas os dele tinham que ser demorados? Levantei da cadeira de rodas apoiando apenas o pé bom no chão.
– Eu vou ver o que está acontecendo.
– Não, senta aí. — Minha mãe mandou e eu obedeci, fazer o quê?
– Eu preciso saber, estou muito ansiosa!
– Pois espere. — Abriu outra revista e eu bufei. Eu sei, sou muito impaciente.
... 50 minutos...
... 1 hora...
... 1 hora e 10 minutos...
... 1 hora e 20 minutos...
... 1 hora e meia.
Chega. Nem precisei levantar, ia de cadeira de rodas mesmo, mas minha mãe me puxou de volta.
– Solta, mãe!
– Não solto, não.
Bufei, mas tive uma ideia imediata. Fui até o balcão onde tinha outra recepcionista — talvez tivesse em cada andar ou talvez aquele era o principal, não sei — e pedi uma coisa, fazendo-a se apoiar no balcão igual a outra, para poder me ver.
– Você poderia interfonar para o quarto 301? — Pedi, cabisbaixa e com beicinho — Meu amigo está lá e estão dizendo que ele acabou de acordar. Queria saber como ele está.
Ela interfonou e eu só pude ouvir alguns "Aham" de sua parte. Ela desligou e eu olhei-a esperançosa.
– E então?
– O doutor Ron pediu para você aguardar, Victoria darling.
Imitei o que ela tinha falado e voltei ao lado de minha mãe, que ainda folheava as revistas.
– Para com essa porcaria! — Gritei.
Ela me olhou assustada, me lançou um olhar-mau e eu fiquei quieta, mas ela parou com as revistas, pegou um café que a balconista trouxe e ficou olhando para a TV. Passava Billy e Mandy, um desenho que eu assistia quando menor, onde o meu personagem preferido chamava-se Puro Osso. Me desliguei dos pensamentos sobre o desenho e fiquei pensando na minha raiva pelo doutor Weasley. (Ele não era o Ronald Weasley, do Harry Potter, mas eu gostava de chamá-lo assim desde criança, porque ele parecia muito o Ron — chamava-se assim, era ruivo e também gostava de HP!)
Continuei observando o relógio. Quando tinha dado exatamente 2 horas de exame, — finalmente -, o doutor saiu da sala com um largo sorriso que eu senti não ter a mesma alegria do outro dia, quando me viu.
– E aí, doutor?! — Perguntei tentando parecer calma. Eu disse tentando.
– Ele está melhor, claro...
– Melhor? — Perguntei, triste. Pô, eu achei que ele tinha se recuperado 100%!
– É, Victoria. Ninguém se recupera assim, tão fácil. Ele está acordado, mas o corpo e o cérebro ainda estão desacordados. Ele já consegue apertar a mão das pessoas, mas acho que com mais alguns dias e ele já está bom.
– Quantos dias?
– Uns vinte... talvez trinta... ou talvez mais, depende.
– Depende do quê?
– Do corpo dele. A imunidade está baixa, portanto serão poucas as visitas, ele pode pegar uma infecção fácil. Mas isso não quer dizer que você não possa vir uma, duas vezes por semana. E os exames vão continuar. Ele vai começar a fazer fonoaudiologia e fisioterapia e logo vocês vão ver a melhora, garanto.
– Posso vê-lo uma última vez?
– Claro, pode ir.
Fui até lá com bastante esforço (ainda não tinha me acostumado com a cadeira de rodas) e fiquei ao seu lado ajeitando seu cabelo bagunçado. Não, ainda não tinha ficado bom. Procurei nas gavetas da mesinha ao lado por um pente, tinha na segunda. Peguei o pente e penteei seu cabelo com muito carinho.
– Ed... Eu sei que você não deve estar me ouvindo e também sei que vou falar isso só para mim, mas assim é melhor... quem sabe eu convenço a mim mesma? — Ele não mexeu os olhos — Eu... preciso de você. Eu te amo. Por mais que você tenha feito aquela aposta e por mais que eu sinta muita raiva de você. Eu não consigo viver sem você. Então se recupere logo, OK?
Abracei-o de lado, guardei o pente, dei-lhe um beijo na bochecha, segurei sua mão pela última vez e saí do quarto, deixando-o repousar. Antes de apagar a luz, ele fechou os olhos como se já soubesse que era para descansar. Ri involuntariamente pelo nariz e fechei a porta.
Fomos para casa e eu fiquei até a semana seguinte procurando dispersar os pensamentos quando pensava nele porque, se fosse por mim, eu ficaria lá 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Notas finais
Eu sei que vocês vão me matar porque o Ed ainda n tá 100 bem, mas se não for assim n tem história, entendem?
KKK, ok
Beijos xD
- Rafa
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