The Wrong
12 ASSUNTO: Reading My Eyes
Notas iniciais
Tudo bom?
Desculpem não postar ontem OK?
Vocês devem me odiar porque eu sempre digo que vou postar mais um no mesmo dia e não posto, haha :@
Hoje não vai dar, sorry Kate, mas é que esse foi muito grande e eu ainda tenho lição.
Ah, a música do título é Reading My Eyes - Linkin Park (www.youtube.com/watch?v=rTSzZ0J-f-0)
Boa leitura!
E OLHEM AS NOTAS FINAIS!
Depois do banho, coloquei as roupas — por mais apertadas que fossem — e deitei na cama, já que não havia mais ninguém na minha "prisão". Olhei para a mesa que normalmente eu comia e havia um pão com manteiga, um copo d'água, um relógio de pulso, um livro do Ken Follett — Fall Of Giants*, e um bilhete. Mais um para a minha coleção.
Querida bobona,
Você estava errada. A Julien ME AMA. Nós fomos ao cinema e só voltaremos a noite, talvez com uma surpresa para você. Você não vai acreditar. Enfim, é isso aí. Deixamos um livro pra você ler, que é para depois você não reclamar que somos maus sequestradores. Nós somos bonzinhos demais, e Julien não me deixou fazer nada com você - quase vomitei quando li isso.
Beijocas,
Seu amorzinho que na verdade já é da Julien.
Rolei os olhos. Que menino burro! A Julien, claro, não era TÃO idiota e pelo menos levou o menino no cinema para ele não dedurá-la. É tão simples, será que ele é tão burro assim? É, o amor é cego E burro.
Comi o pão calmamente, afinal, não teria porque ter pressa, tinha a impressão de que o dia iria ser longo sem o Daniel por perto. Sua voz podia me irritar muito, mas eu não gostava de ficar sozinha em um lugar como... aquele.
Depois do pão, tomei um gole d'água e peguei o livro. Fall of Giants. Um ótimo livro. Já tinha começado a lê-lo antes, mas não acabara. Como todas as vezes que eu leio um livro que não é da Agatha Christie, Edgar Allan Poe ou do Phillip Margolin.
Olhei no relógio: 08hs34min. Minha nossa, eu tinha passado quase duas horas no banho!
Limpei a poeira da capa e abri. Um ótimo paperback. Desejei poder terminá-lo. É claro que eu iria, não iria sair dali tão cedo. E até de noite eu já estaria praticamente acabando, eu era rápida para ler. E Ken Follett não era lá tão chato.
"22 de Julho de 1911
No mesmo dia em que Jorge V foi coroado rei na Abadia de Westminster, em Londres, Billy Williams desceu até as profundezas da mina de Aberowen, na região de Gales do Sul.
Era 22 de Julho de 1911 e Billy fazia 13 anos. Foi seu pai quem o acordou. A técnica de Da para despertar os outros era mais eficaz do que delicada. Ele dava tapinhas ritmados na bochecha, com firmeza e insistência. Naquele dia, Billy dormia profundamente e tentou ignorar os tapinhas por alguns instantes, mas eles continuaram sem trégua. O menino sentiu uma raiva passageira, mas daí se lembrou de que precisava acordar, queria acordar, então abriu os olhos e se sentou com um sobressalto."
Continuei lendo e cheguei mais ou menos à página 50, até pegar no sono. Infelizmente, eu não conseguia ler um livro que não tivesse o básico de suspense ou o básico de ação. E para mim, o básico era ouvir passos atrás de você, olhar para trás e não ver ninguém ou levar um tiro e esperar o próximo livro para saber se a pessoa tinha morrido ou não. Minha mente era toda bagunçada, não tinha como se concentrar em um livro, hm, vamos dizer... monótono. Tá, eu sei que Fall of Giants NÃO É monótono, fala até do tamanho do pênis do menino, e ele compara o tamanho do pênis dele com o tamanho do pênis do amigo que nasceu no mesmo dia! Mas eu já disse que preciso do básico de ação ou suspense e, para mim, esse livro não tinha nada disso.
Sonhei, ou melhor, lembrei do meu primeiro beijo com Edward. E eu queria acordar, mas não era questão de querer, eu não podia, estava dormindo, ora! Depois, sonhei que Edward tinha caído do telhado, formando um buraco neste, com uma roupa de Superman, me buscava no colo e saíamos do ambiente fazendo outro buraco no telhado, ao lado do primeiro.
Depois disso, algumas imagens claras passaram e passaram na minha mente, como um filme curta-metragem. Primeiro, Brenda pegava alguma coisa no meio da rua e depois ela e Edward se falavam pelo celular, e ele parecia desesperado.
Acordei assustada e percebi que tudo não passava de um sonho. Até a parte que ele vinha me buscar vestido de Superman. É, até essa parte.
Fui ao banheiro e me vi completamente descabelada e com cara de exausta. Lavei o rosto, peguei uma pasta de dentes de dentro do armário do espelho, escovei os dentes com o dedo, lavei as mãos, ajeitei o máximo que pude o meu cabelo e voltei para o meu "cativeiro".
Cara, eu não tinha tentado arrombar a porta antes! Burra, mil vezes burra! Fui até lá e empurrei, empurrei e empurrei, mas alguma coisa segurava a porta por de trás dela, além de estar trancada com uns sete trincos. Eu era realmente importante. Mas não para Julien. Tentei me lembrar exatamente o que ela tinha dito mais cedo.
"Agora não sou eu que quero alguma coisa". E quem seria? Eu não tinha inimizades com ninguém mais! Bom, não poderia me surpreender mais, eu NUNCA tinha falado com Daniel e ele, de um dia para o outro, tinha virado meu inimigo.
Olhei no relógio: 12hs43min. Caramba, como o tempo passa rápido! Senti fome. Não, eu não poderia estar com fome, teria que aguentar até de noite! Merda, por que é que eu fui comer o pão inteiro de uma vez só? Respirei fundo e tomei mais um gole de água.
Voltei ao livro. Tinha parado na página 48.
"A Capela de Bethesda abrira uma igreja irmã em um pequeno vilarejo a 15 quilômetros dali, e Billy era um dos membros da congregação de Aberowen que haviam se oferecido para cruzar a montanha domingo sim, domingo não para incentivar a nova capela. Se tivesse uma bicicleta, poderia ir até lá nos dias de semana à noite também e ajudar a criar uma aula de catecismo ou uma roda de oração. Havia conversado com os membros do conselho, e estes tinham concordado que Deus veria com bons olhos o fato de Billy trabalhar aos domingos durante algumas semanas.
Billy estava prestes a explicar isso quando o chão sob seus pés tremeu, ouviu-se um estrondo que parecia o fim do mundo e sua garrafa foi-lhe arrancada da mão por um vento fortíssimo. Ele teve a sensação de que seu coração tinha parado de bater. De repente, se lembrou de que estava a meio quilômetro de profundidade, com milhões de toneladas de terra e rocha acima de sua cabeça sustentadas apenas por algumas vigas de madeira.
- Que porcaria foi essa? — perguntou Tommy com a voz amedrontada. Billy se levantou de um salto, tremendo de medo. Ergueu a lamparina e olhou para os dois lados do túnel. Não viu fogo, pedras caídas ou mais poeira do que o normal. Quando as reverberações cessaram, o silêncio foi completo.
- Foi uma explosão — disse ele com voz trêmula.
Era isso que todos os mineradores temiam diariamente. Uma liberação repentina de grisu poderia ser produzida por um desmoronamento de rochas,ou mesmo por algum trabalhador que perfurasse uma falha no veio de carvão. Se ninguém percebesse os sinais de alerta — ou se a concentração simplesmente aumentasse depressa demais-, o gás poderia ser inflamado pela mera faísca do casco de um pônei, pela campainha elétrica de um elevador, ou por algum mineiro estúpido que acendesse seu cachimbo, contrariando todos os regulamentos.
- Mas onde? — indagou Tommy.
- Deve ser lá embaixo, no Nível Principal... foi por isso que escapamos.
- Jesus Cristo nos ajude.- Ele vai ajudar — disse Billy, seu terror começando a se dissipar. — Sobretudo se nós ajudarmos a nós mesmos. — Não havia sinal dos dois mineradores com quem os rapazes estavam trabalhando; ambos tinham ido passar o intervalo na área conhecida como Goodwood. Billy e Tommy precisavam tomar suas próprias decisões.
- É melhor irmos para o poço.
Eles vestiram as roupas, prenderam as lamparinas nos cintos e correram até o poço por onde o ar subia, chamado de Piramo. O sinaleiro do nível intermediário, encarregado do elevador, era Dai Costeletas.
- O elevador não desce! — disse ele com a voz tomada de pânico. — Já chamei várias vezes!
Seu medo era contagioso, e Billy teve de lutar contra o próprio pânico. Depois de alguns instantes, perguntou:
- E o telefone? — O sinaleiro se comunicava com seu colega da superfície tocando uma campainha elétrica, mas telefones haviam sido instalados recentemente em ambos os pavimentos. Essas linhas eram ligadas, ainda, ao escritório do gerente da mina, Maldwyn Morgan.
- Ninguém atende — falou Dai. - Vou tentar de novo.. — O telefone ficava preso à parede ao lado do elevador. Billy o pegou e girou a manivela. — Vamos, vamos! Uma voz vacilante atendeu.
- Alô? — Era Arthur Llewellyn, assistente do gerente.
- Espinhento, aqui é Billy Williams — gritou Billy para dentro do fone. — Onde está o Sr. Morgan? - Ele não está aqui. O que foi aquele estrondo? - Uma explosão dentro da mina, seu imbecil! Onde está o chefe? - Foi a Merthyr — disse Espinhento em tom choroso. - O que ele foi fazer em... deixa pra lá, esquece. Você tem que fazer o seguinte. Está me ouvindo, Espinhento? - Estou. — Sua voz pareceu mais forte. - Em primeiro lugar, mande alguém até a Capela Metodista e diga a Dai Chorão para reunir sua equipe de resgate. - Certo. - Depois, ligue para o hospital e peça que mandem uma ambulância para a entrada da mina. - Alguém se machucou? - Só pode, depois de um estrondo desses! Terceiro, diga a todos os homens no barracão de limpeza do carvão para trazerem mangueiras. - Mangueiras de incêndio? - O pó de carvão deve ter pegado fogo. Quarto, ligue para a delegacia e diga a Geraint que houve uma explosão. Ele vai ligar para Cardiff. — Billy não conseguia pensar em mais nada. — Entendido? - Entendido, Billy. Billy devolveu o fone ao gancho. Não tinha certeza quanto à eficácia de suas instruções, mas falar com Espinhento havia colocado sua mente em foco."Li, li e li. Cheguei até a parte da página 410 e fiquei muito triste e muito feliz nessa parte, veja só:
" Depois de marcharem de volta até o quartel e entregarem suas armas, eles receberam a noite de folga. Grigori ficou eufórico: era sua oportunidade de visitar Katerina. Foi até a porta dos fundos da cozinha do quartel e implorou por um pouco de pão e carne para levar para ela: um sargento tinha lá seus privilégios. Então engraxou as botas e partiu. Vyborg, onde ficava o quartel, estava situado na parte nordeste da cidade, enquanto Katerina morava na outra extremidade, no bairro de Narva, a sudoeste — isso se continuasse ocupando o antigo quarto de Grigori perto da Metalúrgica Putilov. Ele desceu a Sampsonievsky Prospekt na direção sul, atravessando a ponte Liteiny até o centro da cidade. Algumas das lojas sofisticadas continuavam abertas, com as vitrines iluminadas por luz elétrica, porém muitas estavam fechadas. Nas lojas mais comuns, havia poucas mercadorias à venda. A vitrine de uma padaria exibia um único bolo e um cartaz escrito à mão que dizia: 'Pão só amanhã.' O amplo bulevar da Nevsky Prospekt o fez pensar em quando havia andado por ali com a mãe, naquele dia fatídico de 1905 em que a vira ser morta pelos soldados do czar. Agora ele próprio era um daqueles soldados. Mas não iria atirar em mulheres e crianças. Se o czar tentasse fazer isso agora, teria de enfrentar outro tipo de problema. Ele viu 10 ou 12 rapazes abrutalhados usando casacos e boinas pretas e carregando um retrato do czar quando jovem, com os cabelos escuros ainda sem entradas e uma barba ruiva cerrada. Um deles gritou: - Vida longa ao czar! — E todos eles pararam, ergueram as boinas e deram vivas. Vários passantes ergueram os chapéus. Grigori já havia encontrado grupos como aquele. Eram as Centenas Negras, que faziam parte da União do Povo Russo, um grupo de direita que desejava retornar aos tempos áureos em que o czar era o pai incontestável de seu povo e a Rússia não tinha liberais, socialistas ou judeus. Segundo informações obtidas pelos bolcheviques junto a seus contatos na polícia, os jornais deles eram bancados pelo governo e seus panfletos impressos nos porões das delegacias. Grigori passou lançando-lhes um olhar de desprezo, mas um dos rapazes o abordou: - Ei, você aí! Por que está de chapéu? Grigori continuou andando sem responder, porém outro membro da gangue o segurou pelo braço. - Você é o quê? Judeu? — perguntou o segundo homem. — Tire a boina! - Se tocar em mim de novo eu arranco a porra da sua cabeça, seu moleque falastrão — disse Grigori em voz baixa. O homem recuou, estendendo um panfleto para Grigori. - Dê uma lida, amigo — falou ele. — Aí está dizendo como os judeus estão traindo vocês, soldados. - Se você não sair da minha frente, vou enfiar esse panfleto idiota no seu cu — respondeu Grigori. O homem olhou para os companheiros em busca de apoio, mas os outros já haviam começado a espancar um homem de meia-idade que usava um chapéu de pele. Grigori se afastou. Enquanto passava diante de uma loja interditada com tábuas, uma mulher lhe dirigiu a palavra. - Ei, garotão — falou. — Quer dar uma trepada por um rublo? — Ela usava o jargão habitual das prostitutas, mas sua voz o surpreendeu: aquela mulher parecia instruída. Grigori lançou um olhar em sua direção. Ela vestia um casaco comprido e, quando ele a olhou, a mulher o abriu para mostrar que, apesar do frio, estava nua por baixo. Tinha 30 e poucos anos, seios fartos e uma barriga arredondada. Grigori sentiu uma onda de desejo. Fazia anos que não se deitava com uma mulher. As prostitutas das trincheiras eram asquerosas, sujas e doentes. Mas aquela mulher parecia alguém que ele poderia abraçar. Ela fechou o casaco. - Sim ou não? - Eu não tenho dinheiro — respondeu Grigori. - O que tem dentro dessa bolsa? — Ela meneou a cabeça para a bolsa que ele carregava. - Uns restos de comida. - Eu me deito com você por um pão — disse a mulher. — Meus filhos estão morrendo de fome. Grigori pensou naqueles seios fartos. - Onde? - Na sala dos fundos da loja. Pelo menos, pensou Grigori, eu não vou estar louco de frustração sexual quando encontrar Katerina. - Está bem. Ela abriu a porta e o fez entrar. Em seguida, fechou a porta e passou um trinco nela. Os dois atravessaram a loja vazia até outro cômodo. À luz mortiça do poste de rua, Grigori viu que havia um colchão no chão, com um cobertor por cima. A mulher se virou para encará-lo, deixando o casaco se abrir novamente. Ele olhou para o tufo de pelos pretos em seu baixo-ventre. Ela estendeu a mão. - Primeiro o pão, sargento, por favor. Ele retirou da bolsa um grande pão preto, que lhe entregou. - Volto em um instante — disse a mulher. Ela subiu correndo um lance de escada e abriu uma porta. Grigori ouviu uma voz de criança. Então um homem tossiu — uma tosse seca que vinha do fundo do peito. Houve sons abafados de pessoas se movendo e vozes baixas se fizeram ouvir por alguns instantes. Então ele tornou a escutar o barulho da porta e a mulher desceu a escada. Ela tirou o casaco, deitou-se de costas no colchão e abriu as pernas.Grigori se deitou ao seu lado e a abraçou. A mulher tinha um rosto atraente, inteligente, porém marcado pela angústia. - Hum, como você é forte! — comentou ela. Ele acariciou sua pele macia, mas havia perdido todo o desejo. A cena toda era patética demais: a loja vazia, o marido doente, as crianças famintas e a falsa vontade de seduzi-lo da mulher. Ela desabotoou sua calça e segurou seu pênis flácido. - Quer que eu chupe? - Não. — Ele se sentou no colchão e lhe estendeu o casaco. — Pode vestir. Com uma voz amedrontada, ela disse: - Eu não posso devolver o pão... já está metade comido. Ele fez que não com a cabeça. - O que houve com vocês? Ela vestiu o casaco e fechou os botões. - Você tem cigarro? Ele lhe deu um e pegou outro para fumar. Ela soprou a fumaça. - Nós tínhamos uma sapataria... produtos de alta qualidade a preços justos para a classe média. Meu marido é bom negociante e nós vivíamos bem. — Seu tom era de amargura. — Mas, tirando a nobreza, há dois anos que ninguém nesta cidade compra sapatos novos. - Não havia mais nada que vocês pudessem fazer? - Sim, havia. — Seus olhos chisparam de raiva. — Não ficamos simplesmente parados e aceitamos nosso destino sem reagir. Meu marido descobriu que podia fornecer botas de primeira para os soldados a metade do preço que o Exército estava pagando. Todas as pequenas fábricas que costumavam ser fornecedoras da loja estavam loucas para receber alguma encomenda. Ele foi ao Comitê de Indústrias de Guerra. - O que é isso? - Faz tempo que você saiu da cidade, hein, sargento? Hoje em dia, tudo o que funciona por aqui é administrado por comitês independentes: o governo é incompetente demais para fazer qualquer coisa. O Comitê de Indústrias de Guerra cuida do abastecimento do Exército... ou pelo menos cuidava, quando Polivanov era ministro da Guerra. - E qual foi o problema? - Nós recebemos a encomenda, meu marido usou todas as economias para pagar os fabricantes e então o czar demitiu Polivanov. - Por quê? - Polivanov permitia que representantes eleitos dos trabalhadores fizessem parte do comitê, por isso a czarina achou que ele fosse um revolucionário. Seja como for, a encomenda foi cancelada... e nós fomos à falência. Grigori sacudiu a cabeça, enojado. - E eu que pensei que só os comandantes do front fossem loucos. - Chegamos a tentar outras coisas. Meu marido estava disposto a fazer qualquer trabalho: ser garçom, motorneiro de bonde, consertar estradas, mas ninguém estava contratando e, de tanta preocupação e falta de comida, ele adoeceu. - Então agora você faz isso. - Não sou muito boa. Mas alguns homens são gentis, como você. Já outros... — Ela estremeceu e desviou o olhar. Grigori terminou o cigarro e se levantou. - Adeus. Não vou perguntar seu nome. Ela se pôs de pé. - Graças a você, minha família ainda está viva. — Sua voz estava embargada. — E eu só preciso voltar às ruas amanhã. — Ela ficou na pontados pés e beijou-lhe os lábios de leve. — Obrigada, sargento. Grigori foi embora. Estava ficando mais frio. Ele percorreu as ruas depressa até o bairro de Narva. À medida que se afastava da mulher do sapateiro, recuperou a libido e pensou arrependido em seu corpo macio."
Eu já havia lido bastante, até que ouvi um barulho de chaves e vi a porta se abrir. Daniel e Julien não usavam mais máscaras. - Olá, princesinha. — Daniel abriu um sorriso. Julien beijou os lábios de Daniel e saiu, olhando-me sínica. - E qual era a surpresa? - Ela só virá amanhã. Agora trate de dormir. Ele saiu e trancou a porta novamente. Bati a cabeça na parede. Mais um dia naquele inferno e eu enlouqueceria! Fechei o livro, coloquei-o em cima da mesa e olhei no relógio. 19hs28min. Acostumei com o tempo passando às vezes rápido e às vezes devagar naquele lugar. Deitei-me por cima do lençol e suspirei. Desejei que meu sonho de Edward-Superman fosse verdade.
Notas finais
Recomendo, é um ótimo livro, de verdade, e eu adoooro os livros do Ken Follett, gosto de lê-los em inglês. Até agora estou lendo A Dangerous Fortune. HAHAHA. #eumetida
Espero que tenham gostado!
Valeu Matheus e Kate por lerem! s2 HAHAHA
Beijos.
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