The Wrong
13 ASSUNTO: Glad You Came
Notas iniciais
Queria dedicar esse capítulo em especial para o meu melhor amigo Matheus que fez um review fofo demais para mim! :D
Onnww *-* Eu sei ele é muito fofo s2 /deu.
Então tá, aí está mais um. CUIDADO PARA NÃO INFARTAREM! kkk, vocês vão ficar loucos de raiva.
Ah, e eu acho que todo mundo conhece essa música do título né? Mas enfim: www.youtube.com/watch?v=2ggzxInyzVE
Acordei (mais uma vez naquele inferno, infelizmente) e fiquei triste por não ter tido nenhum sonho como o do dia anterior. Ok, chega de pensar no Edward.
Levantei, lavei o rosto (já estava até fazendo uma rotina naquele lugar, que coisa deprimente!) e escovei os dentes com o dedo, mais uma vez. Quando saí, o "cômodo" ainda estava vazio.
Sentei na cadeira e percebi que não havia mais relógio, Fall of Giants ou o prato de comida. Apenas o copo de água. Será que eles queriam que eu morresse de fome? Não, se fosse para me matar, eles já teriam-no feito.
Esperei alguns minutos e ouvi a porta abrindo. Daniel.
– Bom dia! — Gritou alegrinho.
– E o que tem de bom? — Pensei alto.
– Nossa, já está de mau humor! Vamos, anime-se, o dia está lindo lá fora! — Me provocou.
Lancei-lhe um olhar mortal, ele engoliu em seco e saiu de fininho. Voltou em alguns poucos minutos.
– Seu almoço. — Jogou uma bandeja com um prato de arroz e um bife e talheres por cima da mesa.
– Almoço? Espera aí, que horas são?
– Meio dia e meia, mais ou menos.
Arregalei os olhos. Como é que eu conseguia dormir tanto naquele colchão desconfortável e na minha casinha aconchegante eu só dormia poucas horas? Incrível como a vida é irônica.
Aproximei a bandeja de mim e comecei a comer aquilo. O arroz estava frio e o bife estava duro, mas era a minha primeira refeição de verdade então eu não podia reclamar.
Depois de comer tudo, escovei os dentes mais uma vez (o que foi mais complicado, mas eu não vou dar detalhes) e sentei dessa vez na cama, com a cabeça encostada na parede, e lá vieram as lágrimas novamente. Lágrimas, eu odeio vocês.
Do nada, Daniel abriu a porta e eu me segurei para continuar minha pose de forte, não poderia fraquejar.
– Você vai ter visita mais tarde.
– A chefona da quadrilha?
– Isso mesmo. Eu e Julien não vamos estar, porque ela vai sair mais cedo com a prima. — Ele ia rir, mas se segurou, como se estivesse escondendo alguma coisa que não quisesse dizer. — É melhor ser bem quietinha porque a chefe não é paciente. — Piscou.
Devo admitir, fiquei com um puta medo da "chefe". Julien já não era lá boazinha, imagina essa chefe aí que eles falavam.
– Eu a conheço?
– Como você é curiosa! — Ele riu. — Você vai saber mais cedo ou mais tarde. Até.
Agarrei os joelhos e fiquei imaginando. Poderia ser a minha prima de Miami que não gostava de mim por nada nesse mundo. Mas era um tanto impossível ela conhecer Julien, Daniel e ainda fazer um acordo para me sequestrar! Ela ainda era da minha família, não faria isso. Eu nunca tive inimizade com alguém, só não era amiga de alguns. Tem diferença?
Fiquei pensando, deduzindo, tentando adivinhar quem era que tinha mandado me sequestrar e o porquê, mas ainda assim não consegui achar ninguém que pudesse se encaixar.
Depois de minutos, talvez horas, começou a tocar uma música que talvez viesse do som alto de algum carro na avenida, e eu reconheci pelo ritmo.
The sun goes down
The stars come out
And all that counts
Is here and now
My universe
Will never be the same
I'm glad you came
You cast a spell on me, spell on me
You hit me like the sky fell on me, fell on me
And I decided you look well on me, well on me
So let's go somewhere no-one else can see, you and me
Depois de um trecho, o carro passou e eu continuei com meus pensamentos avoados. A porta abriu e eu me indireitei no colchão. Olhei para o teto e respirei fundo. A hora tinha chegado.
Voltei a olhar para a porta e vi uma pessoa conhecida passando por ela, sem deixar de me fitar com seu olhar felino, pronta para arregaçar suas mangas, mostrar suas garras e enfiá-las no meu pescoço.
Reconheci a pessoa. Uma loira, alta e bonita. Usava um modelito estilo Taylor Momsen e um salto agulha.
– Lucy?
(N/A: Claro que você, leitor, pode também esquecer da Lucy. No caso, vou lembrá-los, ela é a namorada de Spencer que esteve no jogo na casa de Emy, que aparece nos capítulos 6 e 7. Lembraram?)
Como sou infinitamente ingênua, meus olhos brilharam e eu perguntei.
– Você veio me salvar?
Ela soltou uma risada digna de Cruela de Vil, e eu arrepiei. Seu tom de voz era forte e imponente. Ela não parecia ser tão monstra assim agarrada no pescoço de Spencer quando estive em sua casa.
– Claro que não, meu bem. — Além de tudo, ela falava baixo, e seus movimentos eram sorrateiros, como uma verdadeira felina.
– Então você é... — Congelei. "O que eu fiz para ela?!", gritei em pensamento.
– Sim. E pare de me chamar de Lucy. — Me olhou com desprezo. — Sou Lucienne.
De repente, tudo pareceu se encaixar. Como em um quebra-cabeças.
– VOCÊ É A PRIMA DE JULIEN? — Gritei, quase partindo para cima dela, mas foi como se alguém me segurasse. Talvez meu bom-senso, porque, se eu fosse para cima dela, iria acabar no chão.
Ela abriu um sorriso mostrando seus dentes pontudos. Ou será que era só a minha imaginação?
– Sim.
– Claro! Julien te pediu para ajudar a me sequestrar por causa de Edward não foi? Mas eu disse a ela que pode ficar com ele!
Ela rolou os olhos.
– Como tu é burra! Não, não foi Julien que me pediu. EU que pedi a ela.
– Por que? — Me confundi novamente.
– Olha, eu vou ser bem sincera com você. Você vai me ouvir? — Ela pareceu estar magoada. Ferida. Resolvi escutá-la.
– Claro.
– No domingo, eu e Spencer tivemos uma briga. — Ela apertou os olhos como se segurasse para não chorar. — Ele acabou me revelando que você e ele tiveram um caso enquanto nós namorávamos e ele disse que ainda sentia sua falta eu... Senti uma raiva profunda dele. Terminei com ele, mas não é tão fácil assim. Terminei, pronto. Ele não me procurou de domingo para cá e isso foi a maior punhalada no meu peito. Eu AMO o Spencer, e se eu não puder ficar com ele, ninguém ficará.
Eu comecei a gargalhar e ela me olhou espantada, não sabendo o porquê da graça.
– Está claro que a burra aqui é você!
Ela cerrou os punhos.
– Como é?
– Está na cara que Spencer fez isso para te criar ciúme! Nós nunca ficamos juntos!
Ela pareceu não acreditar. E era verdade!
– Você espera mesmo que eu acredite em você?
Arregalei os olhos. Que pergunta! Será que ela não via que era óbvio demais?
– Sim!
Bufou.
– Não vou mais perder meu tempo com você. Agora eu tenho que ir.
– Quando poderei ir embora?
– Não sei, talvez nunca. Até Spencer voltar a falar comigo.
Não insisti, não adiantava com aquelas pessoas loucas. Psicopatas! Precisavam todos ir para um hospício!
Ela voltou e me entregou mais roupas velhas, sujas e pretas. E mais uma toalha.
– Carpe diem. — Sorriu ironicamente.
Entrei no banho e xinguei-a mentalmente de tudo quanto é nome. Julien e Daniel também. Xinguei até Spencer por me fazer passar por tudo aquilo. Tudo culpa dele. Estúpido. Quer criar ciúme, tudo bem, mas não me involva!
Saí do banho e encontrei alguém que não era nem Julien, nem Lucy e nem Daniel. Um menino de olhos claros, mas não estava vestido de Superman.
– Edward? — Perguntei assustada, mas ele me olhou de cima a baixo e pareceu muito mais assustado que eu.
Notas finais
Rafa.
AH, POSTO O PRÓX. AINDA HOJE!
Isso é certeeeza! KKK
Não me matem se eu não postar, mas tenho absoluta certeza que vou.
Beijos, tenho que postar esse até 17hs se não sou demitida :P Só a Kate e o Math entendem -QQQQ
Tá, falei demais. Tchau.
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