The Wrong
21 ASSUNTO: Come Back To Me (Saddest Day)
Notas iniciais
Olha aí, mais unzinho!
Talvez eu poste hoje a história do 1D, mas não prometooo, porque não sei KKK.
A música é do Akon (www.youtube.com/watch?v=Ku17FTw1Sog) se não for o clipe original, me desculpem, é que aqui não dá pra ver :S
Boa leitura.
Acordei ainda no hospital, já sem os tubos. Acho que eu já tinha-os tirado no dia anterior. Já conseguia me sentar e até andar de muletas (tinha treinado com a enfermeira nos corredores depois dos exames). Peguei a bandeja da mesa ao lado da maca e comi a salada de frutas com mais uma vitamina, dessa vez de banana. Tomei apenas metade e meus pais e o doutor Ron entraram pela porta.
- Bom dia. — Falei e todos repetiram.
- Dormiu bem, filha? — Perguntou mamãe.
- Sim, como um anjo.
- Doutor, já podemos levá-la? — Meu pai virou-se para o doutor que ainda olhava as malditas pranchetas. De antes e depois dos exames feitos, a enfermeira tinha me explicado.
- Claro, mas antes preciso falar com ela em particular, — ergueu o olhar para meus pais — posso?
- Pode. — Confirmaram.
- Me esperem na recepção. — Pediu o doutor e meus pais saíram, receosos.
- O que foi, doutor? — Perguntei e ele encostou na estante.
- Preciso te contar o que realmente aconteceu no acidente, Victoria.
- Pois bem, diga. — Já estava ficando preocupada, ele não parecia trazer notícias boas e já não havia mais o largo sorriso do outro dia em seu rosto.
- Você brigou com aquele seu amigo...
-... Edward. — Toquei no nome com nojo.
- Ele mesmo. No meio da rua. Então você ia atravessar e acabou deixando cair seus materiais. Se agacharia para pegá-los, mas o carro veio na hora, certo?
- Certo — confirmei. — Continue.
- Edward tentou te salvar e foi atrás de você, ele te empurrou e você foi parar um pouco mais a frente, onde só parte do carro pegou em você. Já ele...
As lágrimas já corriam no meu rosto antes de saber o final. Eu já adivinhava, obviamente.
- O que aconteceu, doutor?
- O carro bateu exatamente no corpo dele, e praticamente passou por cima, mas o motorista freou bruscamente e, graças a Deus, isso não aconteceu.
- Mas o que aconteceu, então?! — Minha voz falhou enquanto tentava gritar.
- Ele quebrou o fêmur e algumas costelas. Ainda está inconsciente.
- E aonde ele está?!
- No quarto ao lado, 301.
Praticamente pulei até a cadeira de rodas e saí do quarto 302, virando para o 301. Entrei e me deparei com um menino pálido cheio de aparelhos em volta, coberto e com um aparelho igual ao meu, mas o barulho estava se repetindo mais devagar.
Cheguei mais perto e a cadeira me deixava na altura de seu rosto. As lágrimas ainda fluíam e eu passei minha mão por seus cabelos.
- Edward... — chamei-o — Acorde. Acorde, vamos.
Não houve resposta.
- Acorde! — Praticamente gritei. Encobri meu rosto pelas mãos e chorei. Por que eu tinha feito aquilo? Não tinha falado com ele, nem nada. Não tinha deixado-o explicar. E ele estava desse jeito, por minha culpa! A vida com certeza tinha pregado uma peça em mim, e não era nada engraçado.
Levantei o rosto e olhei para o doutor, que olhava para mim e para Edward.
- Ele vai ficar bem,... não vai?
- Quer minha opinião de médico?
- Com certeza.
- Ele pode acordar daqui a dois minutos... ou daqui a dois anos.
- Como assim?
- Não tem previsão. Não sabemos ainda, mas parece que afetou o cerebelo, que é responsável pelo equilíbrio, e parte do cérebro.
- Então ele pode...
-... ter algum dano mental, ou até físico. Pode somente ter quebrado alguns ossos ou ter sofrido outras lesões mais sérias. Estamos fazendo uma série de exames, acredite. Mas esses tipos de exame demoram para sair o resultado.
- Por favor, diz que isso é brincadeira.
Ele se agachou e me abraçou.
- Eu queria muito poder dizer isso.
Ele me soltou e colocou as mãos nos bolsos do jaleco.
- Mas você ainda pode vir vê-lo todos os dias.
- Tudo bem. — Olhei para Edward, desejando que, com o meu olhar, ele pudesse acordar. — Hora de ir?
- Exatamente. — Abriu o braço para que eu fosse com ele para fora. — Vamos?
Balancei a cabeça afirmativamente e fui até o banheiro lavar o rosto e depois a recepção encontrar meus pais. Eles, aparentemente, não notaram nada, mas eu contaria mais cedo ou mais tarde.
- Vamos, filha? — Perguntou mamãe.
- Claro — respondi e abracei o doutor, me despedindo. Saímos do hospital, fomos ao carro e eu ergui uma prece, uma oração, mentalmente.
"Deus, se puder me ouvir... por favor, me ouça. Eu sei que não faço isso frequentemente, aliás, não faço isso nunca, mas eu quero Te pedir gentilmente... ajude Edward. Que ele acorde sem nenhuma sequela, por favor. Te peço por tudo o que é mais sagrado. Não posso oferecer nada em troca, já que tudo isso é Seu, mas seria imensurável minha alegria se ele acordasse. Sei que ele fez uma coisa imperdoável, mas eu quero-o vivo! Repito, por favor. Esse está sendo o dia mais triste de minha vida, e sei que o Senhor não gosta disso. Me ajude mais uma vez. Ajude a ele também. Ah, e me dê um pouquinho de sorte também, se for possível? Por que não quero que mais nada de ruim aconteça, por mais que essa seja a vida. Obrigada. Amém."
Notas finais
- Rafa
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