Notas iniciais
Oi gente, we're back. Obrigada por todos os reviews do episódio passado. Queremos muito saber o que vocês estão achando dessa "nova fase" em que a fic está entrando. AHAHAHA Enfim, segue o capítulo. Ps: POV da Emma nas duas primeiras partes, e narrativa na terceira pessoa na última.

Eu abri meus olhos e fui cegada instantaneamente pela luz que caía sobre mim. Após um tempo voltei a abri-los, e dessa vez a claridade já não fez tanto efeito. Sentei-me em uma cama estranha, não sabia onde estava, mas não era um lugar que conhecia. O móvel possuía um colchão macio, com lençóis de seda roxa contrastando contra a brancura do ambiente.

Levantei-me e comecei a andar, olhando ao redor, mesmo não tenho muito para o que olhar. Não sabia de onde vinha aquela luz, mas era forte e iluminava o galpão inteiro, estendendo-se pelo piso de mármore para todos os lados, tão grande que eu não conseguia ver onde terminava.

Foi só quando olhei para baixo que percebi que estava completamente nua, e eu já não entendi mais nada do que acontecia. O que era aquele lugar? O que eu estava fazendo ali?

De repente senti uma mão tocar no meu ombro. Apesar do toque gentil, pulei do susto e me virei com o coração acelerado, apenas para encontrar Regina me olhando. Seus olhos eram doces e carinhosos, com um sorriso meigo no rosto e o cheiro doce do perfume se espalhando ao redor.

Bastou olhar para ela para eu esquecer de todos os problemas e intrigas que aquele lugar despertava em mim. Ela se aproximou, esticou-se nas pontas dos pés e laçou os braços ao redor de meu pescoço, plantando um leve beijo nos meus lábios. Era estranho ver Regina tendo que se erguer para ficar na mesma altura que eu, e foi só então que eu olhei para ela e vi que estava igualmente nua, sem os sempre presentes saltos altos. Às vezes eu esqueço de como ela é na verdade pequena e frágil, que se esconde atrás de toda aquela falsa grandeza.

Regina se afastou de mim sorrindo, eu lhe retribuí o sorriso, mas mesmo assim ela deve ter percebido toda a confusão no meu rosto. Ela tomou meu rosto entre as mãos, acariciando-o levemente.

– Emma, está tudo bem? Você está estranha...

– Sim, é só que... que lugar é esse? Onde estamos?

– Não importa. Tudo o que importa é que estamos aqui, e estamos juntas. – disse ela, com aquele sorriso que eu tanto amava e me trazia conforto e segurança.

Aproximei meu rosto do dela, e beijamo-nos novamente. Eu permaneci calma e suave, mas Regina parecia querer não perder tempo. Colocou os braços ao redor da minha nuca novamente, e eu puxei-a pela cintura para mais perto de mim.

Nossos corpos se colaram e os beijos foram crescendo e crescendo, até se tornar difícil pra respirar. Desci minhas mãos pelo quadril firme de Regina, até para-las em suas coxas. Ergui-a e Regina envolveu meu quadril com suas pernas, e eu pude sentir seu sexo húmido contra minha pele, enquanto ela se agarrava com as mãos em meus ombros e não afastava sua boca da minha.

– Vamos para lá, Emma. – disse ela, em uma breve pausa entre os beijos, apontando com o polegar por sobre o ombro para o lugar onde a cama estava.

Eu andei alguns passos até lá, carregando-a, mas de repente a cama não estava mais ali. No seu lugar tinha agora um tapete grande, com algumas almofadas espalhadas. Tudo o que eu conseguia pensar era em Regina, eu precisava tê-la para mim, não importava onde e como, portanto me abaixei e ela libertou meu quadril, se pondo de joelhos bem à minha frente, sobre o tapete.

Minhas mãos subiram pelo seu corpo, passando pelas costelas e acabando em seus seios. Libertei sua boca e comecei a descer os beijos, indo até seu ombro e então voltando, subindo para sua orelha, mordiscando e sussurrando o quanto queria ama-la, recebendo apenas leves gemidos como resposta.

Deitei-a sobre o tapete e sentei sobre seu quadril. Segurando suas mãos no alto, desci meus lábios para o seu pescoço. Beijava-o, depois abocanhava seus lábios e então roubava o pescoço novamente, mordendo-a e provocando-a, enquanto mexia-me entre suas pernas. Desci meus beijos mais ainda, mordendo seu peito, beijando e marcando seu corpo como meu.

Desci mais um pouco e passei a beijar um de seus seios, enquanto ainda massageava o outro. Pude sentir seu mamilo enrijecido contra minha língua, e eu suguei e apertei-o ainda mais, fazendo Regina gemer mais e mais alto. O som era doce, era perfeito, era eu quem o causava, e isso era a melhor das sinfonias para mim. Queria Regina me amando, enlouquecendo de prazer e dizendo que é minha.

Passei meus beijos para o outro seio, mantendo o mesmo ritmo e provocações, enquanto minha mão deslizava sobre seu abdômen. Acariciei a parte interna de sua coxa, arrastando lentamente as pontas de meus dedos, desde o joelho até seu quadril, quase tocando seu interior. Finalmente passei meu dedo por toda a extensão de seu sexo, vendo o quanto estava molhada.

Finalmente abandonando os seios, arrastei-me para baixo e pus minha cabeça entre suas pernas. Eu beijava a parte interna da coxa da prefeita e apertava a parte externa com minhas mãos, tão firme e cheia de desejo que provavelmente deixaria algumas belas marcas de recordação. Beijei toda a extensão de ambas as coxas, e Regina resmungava e gemia alto, quase enlouquecendo quando eu me aproximava de seu sexo apenas para recuar novamente.

Cedendo aos seus desejos, passei minha língua por toda a extensão do sexo encharcado da mulher, que soltou um gemido ainda mais alto. Os gemidos de Regina me enlouqueciam, e me deixavam com cada vez mais vontade de enlouquecê-la. Eu comecei a provocar seu clitóris, intercalando entre movimentos extremamente lentos e extremamente rápidos. A prefeita já estava completamente entregue a mim, assim como eu estava entregue a ela. Quanto mais aquilo se prolongava, mais eu sentia o prazer chegando no meu próprio corpo e a umidade entre minhas pernas crescendo.

Regina me segurava pela nuca, apertando-me entre suas pernas, pedindo por mais, e mais, e mais... Falava meu nome enquanto rebolava o seu quadril na minha boca e afundava as unhas em meus cabelos, estremecendo a cada mudança de movimento que eu fazia.

Ela chegaria ao orgasmo logo, mas para mim não bastava. Levantei-me, e Regina arfou em desapontamento, mas eu não deixei que a sensação durasse muito tempo. Pus a coxa dela entre as minhas pernas e comecei a mexer meu quadril uniformemente, enquanto me esticava e beijava-a, deixando que ela provasse o próprio gosto, ao mesmo tempo que penetrava-a com dois dedos. As estocadas eram rápidas, e Regina deixava escapar um gemido em cada uma.

Eu podia sentir o prazer irradiando por meu corpo, espalhando-se por todos os meus membros em camadas avassaladoras. Me surpreendi com os movimentos de Regina, e de repente ela estava ajoelhada a minha frente, ainda com minhas mãos entre suas pernas. Ela se posicionou melhore e ajeitou minhas pernas também, abrindo-as o suficiente para se aproximar ainda mais de mim. Eu continuei a penetra-la, enquanto ela beijava e sugava um dos meus seios violentamente, ao mesmo tempo que massageava e apertava o outro de maneira forte e firme, marcando a ambos.

De repente ela me empurrou para trás, e eu parei deitada de costas sobre o tapete. Ela beijou minhas pernas e então subiu em cima de mim, começando a se movimentar rapidamente. Ela continuou em um ritmo enlouquecedor, e eu a acompanhei até o fim, cada vez mais próximas ao orgasmo, até que ele finalmente chegou e deixamo-nos cair sobre o tapete repleto de almofadas. Nossas respirações pesavam, eu tremia de frio e prazer, e tudo em que conseguia pensar era em quanto eu amava aquela mulher ao meu lado e queria ficar aqui para sempre.

Henry dormia ao meu lado quando acordei, depois do melhor sonho de todos.

*************************

Estava frio, minha respiração quente criava pequenas nuvens ao entrar em contato com o ar gelado de Storybrooke. Uma rajada de vento gelado passou por mim, e eu me agarrei ainda mais ao meu copo com chocolate extremamente quente. Por menor que fosse o efeito, o calor passava pelo isopor do copo térmico e impedia meus dedos de congelarem.

Não via a hora de chegar na casa, e estar aquecida, com Regina. Uma Regina de verdade, dessa vez. O sonho que tive ainda me causava arrepios, de tão intenso e real que parecera.

Regina me ligou essa manhã, normalmente eu ficaria saltando de alegria, mas algo me dizia que havia algo de errado. Sua voz estava tensa ao telefone, com uma rouquidão nada natural. Ela disse que precisava me ver urgentemente, que algo havia acontecido e precisávamos conversar.

Finalmente avistei a casa, quando uma leve garoa começou a cair. Corri até a varanda e apertei a campainha, alguns segundos mais tarde ouvi o barulhos dos saltos de Regina se aproximando da porta. Ela abriu-a, com um leve sorriso no rosto, que nem se comparava com o tamanho do meu.

Entrei e coloquei meu copo na mesinha que ficava ao lado da porta, Regina continuou me olhando em silêncio. Eu olhei para ela, parecia estar tudo bem, mas minha intuição ainda dizia que tinha algo de errado.

Tenho certeza de que não é nada.

– Bom dia, querida. – me aproximei e passei as mãos sobre seus ombros, aproximando-se para um beijo. Antes de eu tocar seus lábios, Regina ergueu as mãos e me parou. Eu recuei, olhando para ela confusa, e ela continuou se afastando, indo até a sala. Eu me recompus e fui atrás dela. Quando cheguei na sala ela estava em pé, contorcendo as mãos como se estivesse nervosa com alguma coisa.

– Regina, o que...

– Nós precisamos conversar. – Ela me interrompeu, falando pela primeira vez. Suspirou e então me encarou, com um semblante sério. — Sente-se.

– Eu estou bem, em pé. – eu respondi. Aquilo tudo era muito, muito, estranho. Ela parecia como se estivesse prestes a me dar uma horrível notícia, de um acidente ou algo assim. Não podia ser nada com Henry, fui eu quem o deixei na escola, logo antes de vir para cá. Mary estava lá, e David havia me ligado da delegacia apenas alguns minutos antes. – O que está acontecendo? – eu perguntei, temendo a resposta.

– Nós... nós temos que parar com isso.

– Parar com... o que?

– Com isso! Com... com essa relação que não tem lógica. É hora de pararmos de nos iludir, Emma. Isso não vai a lugar algum, nós... nunca daríamos certo. Eu tenho pessoas mais importantes em minha vida.

Meu estômago deu voltas no momento em que Regina começara a falar. Eu abri a boca, mas não sabia o que dizer. Mesmo que soubesse, não conseguiria. Então apenas fechei-a novamente, repetindo o processo algumas vezes. Sentia como se meu mundo estivesse caindo, entrando em um abismo logo abaixo de meus pés, arrastando-me para aquele lugar sombrio e inseguro, repleto de dor e solidão.

– Você tem que estar brincando comigo. – eu finalmente consegui falar, em uma voz que não passou de um sussurro.

– Por que eu estaria? – disse ela, dura e direta, quebrando meu coração com um único golpe. Seu olhar era frio, e o nervosismo parecia ter esvaído completamente de sua mente. Ela me encarava, com aqueles olhos castanhos e sensuais que tanto brilhavam antes.

– Não, não. Regina... o que? Por que? Nós estávamos bem. – as lágrimas começavam a queimar em meus olhos. Eu respirei fundo e olhei para cima, tentando controlá-las e impedi-las de escapar.

– Não, não estávamos. Nem estivemos, muito menos estaremos. Acabou. Eu não tenho mais tempo para isso. E você também deveria focar em conseguir algo de verdade.

Algo de verdade? Mas... você está dizendo que o que temos não é de verdade? Porque pareceu bem real para mim todas as vezes que você disse que me amava. – Cada palavra saída da boca de Regina era uma apunhalada em minhas costas. Quando eu achava que não podia ser pior, mais um pedaço de mim era quebrado.

– Não, não era de verdade, Emma. Me desculpe, eu nunca achei que você iria levar tudo tão a sério...

– Levar coisas a sério? – Percebi que todas as minhas frases começavam com perguntas, questionando todas as afirmações de Regina, mas não me importava com o quão boba eu poderia parecer. Eu já não lutava contra as lágrimas, minha vontade era gritar, o mais alto possível, mas o que saía de meus lábios não passavam de um sussurro, baixo e doloroso. – É claro que eu levei as coisas a sério...

Regina se manteve quieta, e eu percebi como tudo começava a fazer sentido. Todas as vezes em que ela insistiu pelo segredo absoluto, nunca dando sequer uma chance para eu tentar convencê-la de contar para todos. Ela nunca quis isso, ela nunca... ela nunca sentiu o mesmo que eu.

Não. Isso não faz sentido. Ela me ama, ela...

Ela mentiu para mim.

– Todas aquelas... Todas aquelas palavras, todos os “eu te amo” que você me disse, todas as noites que nós... Você está tentando me dizer que nada disso não significou nada? Eu não acredito, Regina.

– Você não entende, entende?! – ela estourou, de repete deixando o silêncio para trás e gritando com todas as forças. – Eu. Não. Te. Amo. Emma! Eu nunca amei! Eu te usei, como um brinquedo. Você acha mesmo que do nada eu me apaixonaria e morreria de amores pela filha da Branca de Neve? Você é patética! Eu estava precisando de diversão, e você apareceu na minha porta como um animal de estimação bem educado. Além de conseguir o prazer que eu queria, eu ainda podia passar horas e horas rindo e imaginando como seria quando eu contasse a verdade para você e sua querida mamãe. — o tom cínico na voz dela bastou para me machucar ainda mais e fazer com que eu acreditasse em cada palavra. – Oh, pare de me olhar assim. Sim, eu disse que te amava. Sim, eu menti. E daí? Não é nada que eu não tenha feito antes, como bem você sabe.

– Mas, todos nossos planos, nossa família... — eu sabia que quanto mais questionasse as coisas que aconteceram, mais eu sofreria com suas respostas. Mas eu precisava ter certeza, precisava olhar nos seus olhos quando ela destruísse tudo, caso contrário, eu sabia que continuaria tendo esperanças que não existem.

– Deus, Emma, nós não temos uma família! Henry, ele é minha família. Você não está inclusa nisso, nem seus pais ou sabe-se lá quem mais. Entenda de uma vez, tudo isso não passou de uma farsa. Você deixou de ser útil para mim, eu estou te descartando. Não é como se você merecesse outro tratamento.

Foi minha vez de manter o silêncio, impossibilitada de falar, olhar, ou até mesmo respirar o mesmo ar que Regina. Ela se virou para a mesa que ficava no canto da sala, que tinha alguns papéis, CDs e DVDs espalhados por toda sua extensão e começou a organiza-los, esperando por mim.

Quando eu finalmente consegui abrir a boca para fazer qualquer coisa que não fosse respirar, a raiva já tinha tomado conta de toda a tristeza. Tinha apenas mais uma pergunta qual eu necessitava da resposta.

– Por que agora?

– O que? – questionou, sem tirar a atenção de sua tarefa.

– Você disse que tinha planejado como contaria para mim e minha mãe, como isso a divertia. Minha mãe não está aqui, e eu duvido que você vá falar para ela, se não, não teria se dado o trabalho de falar comigo em particular. O que mudou seu plano?

Ela deu um longo suspiro antes de responder.

– Andrew. Andrew mudou tudo. Ele importa para mim, você não. Eu gosto dele, eu quero tentar criar algo com ele. Criar um escândalo com você não ajudaria em nada. E, de qualquer jeito, ver você chorando na minha frente já é o suficiente para mim.

– O que te faz ter tanta certeza de que não sou eu quem vou criar o escândalo?

– A vergonha que isso traria para você. – respondeu, em um tom entediado.

– Você quer saber de uma coisa, Regina?

– Na verdade, não, não quero...

– Eles estavam todos certos. – continuei falando, apesar de sua resposta. – Todo esse tempo, as pessoas ao redor de mim vem falando como você é terrível. Manipuladora. Sem coração. Falsa. Má. Gananciosa. Isso é o que eles usam para te descrever. Uma pessoa horrível, com veneno no lugar de sangue, que nunca vai mudar. E todo esse tempo eu tento convencer a eles e a mim mesma de que isso tudo está errado. De que você havia mudado, que agora era uma pessoa boa. Amável. Verdadeira. Caridosa. Eu estava muito errada. Você é essa pessoa horrível, essa Rainha Má. Você manipula as pessoas, tirando graça do sofrimento delas. Você nunca será capaz de mudar, Regina. O que você não percebe, é que isso vai acabar te destruindo.

Ela havia parado de mexer nos CDs no meio do que eu falava, e eu podia ouvir sua respiração no silêncio que caiu na sala depois daquilo. Seus braços pareciam tensos, mas eu não podia ter certeza.

– Saia da minha casa, Srta. Swan, não tenho mais interesse em conversar com você. – Disse ela, alguns segundos depois, em um tom totalmente casual, enquanto voltada a mexer nos objetos sobre a mesa.

Com a raiva e a tristeza misturando-se em minha mente, eu dei as costas à ela e saí, com os pulsos em forma de punho ao lado do corpo e lágrimas molhando minhas bochechas.

***************************

A prefeita pode escutar perfeitamente quando Emma saiu, com passos firmes e duros, batendo a porta com força. Esperou mais alguns segundos, e quando teve certeza de que ela não voltaria permitiu-se sair daquele lugar.

Ela achou que não iria aguentar tanto, que entraria em colapso antes e arruinaria tudo. Mas, aparentemente, todos os anos como Rainha Má ainda serviam para alguma coisa. Ela era uma ótima mentirosa.

As lágrimas realmente vieram quando Emma começou a falar da pessoa horrível que ela costumava ser – e, agora, na visão da amada, ainda era. Graças a Deus estava de costas para a xerife no momento, e conseguiu disfarçar até se recompor e ser possível dar um tom duro a voz novamente.

Mas agora Emma já tinha ido, e ela não precisava mais manter aqueles dolorosos muros em pé. Deixou-se cair em um sofá, quando os primeiros soluços apareciam. Agora não segurou as lágrimas, sem fazer um mínimo esforço para ao menos chorar de maneira mais silenciosa. Os soluços e lamentos escapavam de seus lábios automaticamente, e Regina sentia-se totalmente destruída por dentro.

Puxou as pernas para cima do sofá e abraçou os joelhos com força, contra o peito, quando ouviu seus passos na escada. Continuou chorando, mas tentou normalizar a respiração e fazer menos barulho.

Ele entrou na sala batendo palmas, lenta e provocantemente. Andava em um ritmo lento, e demorou alguns segundos – que pareciam durar uma eternidade – para chegar a sua frente. Devagar, ela ergueu os olhos, vermelhos e inchados, até encontrar o rosto de Andrew. Podia imaginar como estava sua aparência, com o rosto manchado pelas lágrimas, o nariz avermelhado e a maquiagem escorrendo pelas bochechas, mas ainda assim ele a olhava com certa admiração. Com uma expressão que chegava a ser assustadora.

– Bom trabalho, querida. – falou enquanto se abaixava até ficar com os olhos no mesmo nível dos de Regina. Estendeu a mão em direção à seu rosto, e a rainha parou de respirar por esses breves segundos. Ele acariciou-a levemente na altura da têmpora, e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Pare com isso... Nós ainda teremos muita diversão juntos. – disse ele, para uma rainha que se encolhia cada vez mais no sofá.

Notas finais
Por favor, não nos matem. Uma pergunta: vocês gostam quando colocamos tudo no ponto de vista de uma personagem específica, nesses capítulos especiais? Ou preferem que seja tudo na terceira pessoa?