Notas iniciais
Ok, galera, precisamos ter uma conversa séria. Sabe quando nós falamos que os reviews de tal capítulo tinham sido fracos? É por que não tinhamos como olhar no futuro e ver os reviews do capítulo passado. Ele foi, com certeza, o pior capítulo da fic. Então, vocês precisam se comunicar com a gente. Capítulo passado foi algo que tinha muita gente pedindo, algo com só elas. A gente fez isso e a quantidade de reviews foi desanimadora, o que dá a entender que não é bem isso que vocês querem. Não estamos reclamando de vocês no geral, por que tenho certeza que nós temos os leitores mais lindos do mundo. ♥ Só que vocês precisam falar pra gente quando algo não tá bom, e também tem que dizer o que vocês querem pra fic, não lemos pensamentos. T_T
Bem, é isso. Eu acho.

PS.: Um agradecimento para os users Dreamer, Camolesii e Natalí Rempel Drews, que comentam em todos os capítulos. Inclusive nos ruins, aparentemente. Para Ananda, Yalle e Queen também. Seus lindos ♥

- Emma, você tem que me deixar ir! — disse Regina, entre risos. Novamente Emma passara a noite na casa de Regina, enquanto Henry estava com Mary e David. Às vezes isso acontecia, e Emma fazia questão de ficar com o turno da noite, mas em vez de ficar na delegacia, ia para a casa da prefeita. Regina reprovava a ideia de ela não cumprir seus turnos e deixar a delegacia sozinha, mas ficar sem as visitas de Emma era uma ideia ainda pior. — Eu tenho uma reunião em meia hora.

- Eu não trabalhei essa noite pra ficar com você, agora é sua vez de perder trabalho pra ficar comigo. — Emma prendeu Regina contra a parede e começou a beijar seus ombros sensual e lentamente, até que a rainha a afastou.

Emma a olhou com uma expressão indigna. Sabia que a prefeita não tinha uma resposta boa o suficiente para fazer a xerife desistir, mas também sabia que ela tinha que tentar, era muito orgulhosa para fazer outra coisa.

- É diferente, era seu turno da noite e como você sempre diz, nada acontece nessa cidade. — disse em tom sério, afastando Emma ainda mais. Encarou os olhos da xerife e se aproximou lentamente, até seus lábios se tocarem. Beijou-a carinhosamente, devagar e delicada, até quebra-lo com uma expressão de tristeza. — Me desculpe. Eu realmente queria ficar, mas tenho mesmo que ir.

Se desvencilhou de Emma e seguiu até seu armário. A xerife, por mais chateada que estivesse, não conseguia tirar os olhos do corpo perfeito de Regina. A rainha andou lentamente até parar em frente ao closet e o abrir, suas curvas inteiramente nuas eram mais sensualidade do que Emma podia aguentar.

Emma mordeu os lábios e foi atrás de Regina, silenciosamente. Chegou por trás da perfeita e abraçou-a. Suas mãos se cruzaram sobre sua barriga e a puxaram para perto, colando seus corpos. A xerife aspirou o perfume doce que saia do cabelo da prefeita, então levou a cabeça para o lado e depositou vários beijinhos no ombro de Regina. Suas mãos desceram pelo corpo da morena e Emma começou a acariciar suas coxas.

- Emma... – Regina sabia exatamente o que a xerife estava fazendo, estava brincando com ela. Emma sabia todos os seus pontos fracos, sabia como realmente provoca-la. Mesmo com a breve recusa de Regina, Emma continuou a beija-la. Passou os lábios por toda a extensão do ombro da rainha. Em seguida, subiu pelo seu pescoço, depositando uma forte mordida pelo caminho. Regina enrijeceu-se com o ato, mas logo depois Emma beijou o local carinhosamente e subiu até a orelha da prefeita.

- Você quer mesmo, mesmo, que eu pare agora, senhora prefeita? – Emma intensificou os toques nas coxas de Regina, que inclinou a cabeça para trás em resposta, esforçando-se para reprimir um gemido.

Olhou para o relógio na mesinha perto da cama. Tinha 20 minutos para livrar-se de Emma, tomar banho, se arrumar, tomar café, separar os papeis que precisaria na reunião e chegar à prefeitura. Era impossível. De qualquer maneira, chegaria, no mínimo, muito atrasada.

Desvencilhou-se de Emma e virou-se para ela. Empurrou-a para trás bruscamente, surpreendendo-a. Passaram dois segundos até a xerife identificar o olhar da prefeita e abrir um sorriso, repleto de provocações. Regina continuou empurrando-a, até que Emma bateu contra a cama, e caiu de costas sobre ela.

Foi mordendo os lábios que a rainha sentou-se sobre o quadril da salvadora.

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Você acha que Henry aceitaria ficar mais vezes com Mary e David? Assim, não direto, só umas 3 ou 4 vezes por semana... – Regina se surpreendeu ao ver que Emma era Emma até mesmo por mensagens.

Estava caminhando em direção ao Granny’s, com uma pasta cheia de papéis em uma mão e o celular em outra. Não podia-se dizer mais que ela estava atrasada. Seria mais fácil observar que ela perdera mais da metade da manhã de trabalho. Agora além de ter que remarcar sua reunião, teria mais trabalho atrasado para fazer.

Olhou para o celular em sua mão e conseguiu imaginar Emma sorrindo. No final de tudo, valia a pena.

Nem pense nisso... ­– respondeu à xerife, recebendo uma carinha triste de volta. Sorriu intensamente diante daquilo e não reparou em nada até esbarrar em algo grande. Ou melhor, alguém grande.

- Ai! Meu Deus, desculpe! – disse, sem nem levantar os olhos para a pessoa. Tudo estava um caos. Sua pasta se abrira e os papeis espalhavam-se ao seu redor. Ótimo, pensou, agora eu tenho mais isso para me atrasar. Abaixou-se e começou a ajunta-los.

- Não, não. Eu que tenho que me desculpar, estava meio perdido com o mapa e não vi que você vinha. – disse-lhe alguém. Regina estacou no mesmo instante. Era uma voz masculina, forte e grossa. E desconhecida. Continuou encarando o chão e foi só então que percebeu que mais um par de mãos a ajudava a ajuntar sua bagunça. Podia ver que o homem tinha a pele escura, negra, e que seus braços eram fortes.

Lentamente voltou ao trabalho, recolhendo-os um a um, tentando por seus pensamentos em ordem. ­Ele não é daqui. Não pode ser. Passei 28 anos de maldição nessa cidade, conheço todos. Todas as vozes. Ele é de fora. Terminaram de ajuntar os papéis e Regina ergueu os olhos, apenas para confirmar suas suspeitas. Nunca tinha visto o homem à sua frente.

O homem levantou-se e estendeu a mão, para ajudar Regina. Ainda meio sem jeito, Regina estendeu a mão para ele, levantando-se com sua ajuda. – Eu sou Andrew. Desculpe por ter causado essa bagunça, é...

- Regina. Meu nome é Regina. – respondeu ela, vendo o questionamento que ele havia deixado no ar.

Ótimo, agora além da namoradinha do filho do Gold e daquele idiota que bateu o carro na fronteira da cidade, temos que nos preocupar com esse também. Ela agora analisava o homem a sua frente atentamente. Seus olhos eram castanhos, assim como sua pele. Ele era alto e forte, com um físico de atleta.

- É... você não é daqui, é? – Ela perguntou, com um leve sorriso e apontando para o mapa que o homem segurava.

- Não. Eu não sou. – respondeu ele, também sorrindo. – Na verdade eu estava procurando um lugar para ficar, mas os mapas dessa cidade são meio confusos. – completou, fazendo uma cara de atrapalhado. Regina não pode deixar de rir.

- Bem, nosso forte não é bem o turismo. Tem um café naquela direção, — disse Regina, apontando para a rua ao lado — o Granny’s. Tem um pequeno hotel junto com a lanchonete, será bem atendido lá. – olhou para o homem e no mesmo tempo seu celular vibrou, olhou para a tela e viu que era mais uma mensagem de Emma. Me desculpe, querida, mas vai ter que esperar um pouco.­ Lançou mais um olhar para Andrew antes de tomar sua decisão. – Na verdade, eu estava indo para lá, posso acompanha-lo. Se você quiser, é claro.

- Está brincando? Como se alguém fosse ser capaz de recusar... – Regina sorriu e foi andando lado a lado com aquele misterioso desconhecido.

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- Então, aqui estamos. – disse Regina, depois de entrar no café, seguida por Andrew. – Aquela, é a Granny. – disse, apontando para a proprietária do estabelecimento – Ela é a dona daqui, se você falar com ela, vai estar em um quarto num instante. Espero que aproveite sua estadia.

- Espere. – Regina já ia saindo, mas o homem segurou-a pelo braço – Deixe-me pagar um café, é o mínimo que posso fazer. Por tudo.

Regina respirou fundo e olhou no relógio. Aquele dia não poderia ser mais do contra do que já estava sendo. – Tudo bem, um café.

Foram até uma mesa no canto do restaurante e sentaram-se frente a frente.

- Então, o que te traz a Storybrooke? Não estamos acostumados a receber muitos visitantes...

Andrew riu antes de responder — Bem, terá que perguntar isso para outra pessoa. Meu amigo, Greg, decidiu passar por aqui no meio da viagem que estava fazendo e... sofreu um pequeno acidente, digamos.

- Oh, é claro. No limite da cidade. Provavelmente isso foi o mais próximo de emoção que tivemos nos últimos anos. — respondeu Regina, seus pensamentos corriam rapidamente. Ele deve ter vindo apenas para buscar Greg e ir embora. Quanto pior a cidade parecer para eles, mais rápido se vão.

- Você tem que estar brincando. Sem chances que as coisas por aqui são tão paradas.

- Elas são.

Ruby veio e eles fizeram seus pedidos. Como havia dito, Regina pediu apenas um café, Andrew também. Logo foram servidos e a garçonete lançou a Regina um olhar interrogativo. A rainha sabia exatamente o que ela pensava, quem é esse?

- Então, — começou Andrew, quebrando o silencio que caíra sobre eles — você estava bem concentrada no seu celular lá fora. — Regina sorriu diante da afirmação, podia imaginar a pergunta que estava por vir. — Namorado?

- Sem namorado. — Não é inteiramente mentira. Não tenho nenhum namorado.

- Sem chances! Como alguém como você poderia não ter um namorado? — Regina estava acostumada a ser cortejada, mas pela primeira vez em sua vida desejava que isso não estivesse acontecendo.

- É simples. Você não pensa muito nisso quando se é prefeita e mãe solteira.

Regina pôde ver a expressão de surpresa surgindo em seu rosto. Andrew arqueou as sobrancelhas e ficou em silêncio por um instante antes de falar novamente.

- Você é prefeita e tem filhos? Uau.

- Só um filho. Nada de plural. — Regina sorriu ao falar de Henry, e Andrew a acompanhou. Mas bastaram alguns segundos para o sorriso sair do rosto dela.

Regina ergueu os olhos rápido o suficiente para ver a expressão de Emma murchar assim que ela entrou no café. A xerife fechou os pulsos ao lado do corpo com força e trincou o maxilar. Regina ficou em dúvida se a raiva era direcionada a ela ou ao homem à sua frente. Por um breve momento esquecera-se completamente de Emma e das mensagens não respondidas no seu celular. Havia praticamente ignorando-a completamente e, conhecendo o temperamento de Emma, sabia que isso não ia ser nada bom.

Com certo esforço Emma virou-se para o outro lado, mas Regina pôde ver o ódio em seus olhos. Pediu um café a Ruby, para viagem, e começou a andar em direção a Regina. A prefeita se preparava para o pior, mas torcia para que Emma percebesse que estavam em público e se controlasse.

- Senhora Prefeita! — disse ela, com a voz fria, enquanto se aproximava.

- Xerife. Em que posso ajuda-la? — Andrew encarou as duas com um ar divertido no rosto, mas permaneceu em silencio.

- Eu tenho o dia de folga, e você comentou comigo que tinha certas reuniões que precisava resolver hoje. Então eu gostaria de saber se poderia ficar com o Henry, depois da escola

Regina podia ver o quanto ela se controlava para manter o tom calmo, mas também via como a situação era ridícula. Emma tinha ciúmes demais.

- Claro, — disse, com um sorriso um pouco forçado – tenho certeza que ele vai adorar.

- É, eu também. – lançou mais um olhar para Regina e Andrew antes de sair. – Tenha um ótimo dia, prefeita.

Regina encarou a mesa por um tempo, conseguia ver que Andrew se perguntava o que devia fazer ou falar. Não havia reparado muito no homem antes, mas agora conseguia vê-lo de outra maneira. Ele quase não parecia... ameaçador. Como de fato era. O risco que todos corriam com os estranhos na cidade era enorme, se ele visse ou escutava alguma coisa... Regina estremeceu diante da ideia.

Mas Andrew parecia calmo, pacífico. Emanava uma tranquilidade quase natural. É claro que ele está calmo. Não tem a mínima ideia de que está falando com a temida Rainha Má. Regina sorriu diante do pensamento. Andrew ergueu a cabeça e encarou-a com as sobrancelhas franzidas, como se tentando decifrar os mistérios de Regina.

- Então... Henry, é seu filho? – Regina afirmou com a cabeça. – E aquela loira era...?

- Emma. Emma Swan. A xerife da cidade. – respondeu – A outra mãe do meu filho. – Ela não conseguiu deixar de rir diante da confusão no rosto do homem. – Não é o que é pensando. Ele é adotado e... é complicado. – suas palavras foram diminuindo conforme saiam de sua boca. Regina pensou em todos os problemas que estava passando com o filho, e em como as coisas começavam a se acertar.

- Bem, eu tenho o dia inteiro.. – começou Andrew, agora também sorrindo.

- Mas eu não tenho. – Regina pegou suas coisas e se levantou. — Ganhei meu café, estamos quites. – completou. Sorriu para ele mais uma vez e foi em direção a saída, deixando para trás um homem mais do que intrigado.

Notas finais
Lembrando que: Nossos personagens não seguem o mesmo rumo da série. A fic começou depois do The Millers Daughter, com a morte da Cora, o resto que acontece é irrelevante para a nossa história. Então qualquer "revelação" sobre certas entidades anti-magia secretas que aconteceu depois disso, não existe em The Woman Who Change Me.

Então, pessoal, pra quem assiste Criminal Minds, a aparência, somente a aparência, do Andrew é inspirada no Morgan. Pra quem não assiste, eis uma foto do Shemar Moore sensualizando: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSDzRb5PkK7pqD8t4qVSGIDzunyYgqW0Vriv4Wpkyzw2dDv4zf2QA

Agora, alguma sugestão de quem é esse misterioso desconhecido? O que ele veio fazer na cidade? Por que o Greg não foi embora sozinho? O que eles pretendem? HSUAHSAU Deixem suas hipóteses nos reviews!