The Woman Who Changed Me
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Regina estava sentada diante a mesa de seu escritório na prefeitura, pilhas de papéis à sua frente, mas por mais que tentasse ela não conseguia se concentrar. Depois da décima tentativa desistiu. Deixou que os papéis que segurava caíssem sobre a mesa e respirou fundo, começando a pensar na sua vida.
Respirou profundamente mais uma vez e fechou os olhos, conseguia imaginar ela e Emma no banheiro do restaurante aquele dia, um leve sorriso escapou de seus lábios. Regina tentava constantemente descrever seus sentimentos para si mesma, mas parecia uma missão impossível. Amava Emma, sabia que amava, com todo seu coração. Mas ao mesmo tempo todas as inseguranças preenchiam sua cabeça. Dentre todos no mundo, por que justo ela?
Emma era filha de Neve e Encantado, eles a odiavam e sempre odiariam. Ela estava disposta a esquecer o traumático passado com Branca – coisa que Regina jamais imaginaria fazer – mas duvidava seriamente que eles o fizessem, não depois de todas as vezes que tentara mata-los. Não depois de tantos anos em que transformou suas vidas em um inferno.
O amor era irônico, pensou Regina. Ela foi se apaixonar logo pela filha daquele que lhe tirou seu primeiro amor. O pensamento sobre Daniel lhe trouxe tristeza, sempre o amaria, também. Mas tinha certeza que amava Emma tanto quanto amou o cavalariço.
Suspirou e apoiou-se em seus braços, levando o rosto entre as mãos, já começava a sentir uma leve dor de cabeça. – Deus... Em que eu fui me meter? – repentinamente a fome que sentia o dia todo aumentou. Lembrou-se de que havia saído do Granny’s sem seu almoço para evitar ficar lá, com Emma.
Decidiu-se que bastava de trabalho pelo dia, pegou suas coisas e saiu andando. Seria bom tomar um pouco de ar e pensar.
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Emma também não conseguia se concentrar no trabalho na delegacia. A fala de Ruby continuava ecoando em sua mente. Regina mentiu para ela, mas por quê? Ela conseguia compreender as dúvidas da rainha, mas ela não precisava levar as coisas a tal ponto. Poderia apenas ter recusado a proposta.
O dia estava parado na cidade, como sempre. Não tinha nada de interessante para fazer e já estava com saudades de Regina. Saudades de senti-la em seus braços, sentir seu cheiro. Pegou seu telefone e discou o número da rainha, hesitando por um momento mas completando a ligação.
-Emma? Está tudo bem? – disse a voz do outro lado.
— Sim, tudo bem. – disse Emma – eu só acho que temos que conversar... sobre algumas coisas.
Regina pode ouvir o tom de voz estranho da xerife, mas não pode resistir à tentação de provoca-la.
— Só conversar? Sério? Você está parando de me surpreender, xerife. – Emma se surpreendeu ao constatar que Regina conseguia ser incrivelmente sexy até pelo telefone. A voz da rainha era provocadora e linda, e sabia que jamais conseguiria resistir a ela.
— Bem... vai começar com uma conversa, mas nunca se sabe como termina... – quando completou a frase pode ouvir um barulho de carro vindo do outro lado da rua, dando a impressão de que Regina estava na rua. – Onde você está? – perguntou, franzindo o cenho.
— Estou andando um pouco, pegando um ar... pensando. – respondeu Regina. — Eu já estou voltando, poderia te pegar na delegacia.
Emma mordeu o lábio pensando a respeito. David não estava, mas ainda existia o risco de alguém vê-las na rua. Mas estavam no meio da tarde e a cidade estaria deserta. E, além de tudo, era Regina, Regina, que teve a ideia, ela estava ciente dos riscos, se fosse pela xerife, todos já saberiam do relacionamento. Quem sabe seria melhor se nos vissem, pensou Emma, poderia gritar pra todos que a amo.
— Claro, estarei esperando.
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Regina estacionou o carro em uma rua deserta, estavam distante da cidade, em um dos caminhos para trilhas que existiam. Olhou para Emma, que a observava com aqueles lindos olhos verdes.
— Regina, precisamos conversar! – disse Emma finalmente.
— Bem, por isso que você me ligou, não é? – disse Regina, com um tom suave.
— Eu sei que você mentiu para mim, na lanchonete. Eu falei com Ruby, você não tocou no seu almoço. – Regina suspirava diante dela – Eu sei que não é grande coisa, mas eu não gostei... – Regina voltou a fitar Emma, esperando para que ela continuasse – Se você não queria, podia ter apenas dito. Estamos meio que namorando agora, não precisa esconder nada de mim.
— Olhe, Emma... eu só não queria ter de dizer pra você que preferia ir embora a ficar lá, junto com vocês. – A voz da rainha era suave, baixa – Eu te amo, mas isso é muito. Muito rápido. Muita coisa. Muitos sentimentos e...
Emma a interrompeu, beijando-a. Vendo a rainha ao seu lado, vestindo um de seus vestidos justos, deixando todas as suas perfeitas curvas expostas, não pôde resistir.
— Você sabe que eu te amo, não é? – finalmente disse Emma – Que enfrentaria tudo por você, que não importa o que aconteça, estarei do seu lado.
Regina abriu o mais genuíno sorriso. Seus olhos mostraram um brilho que só aparecia quando ela estava com Emma. Sua expressão era suave, o sorriso ainda pintando seus lábios avermelhados. – É claro que sei. Como também espero que você saiba que eu também faria tudo por você.
Elas estavam ali, naquele carro, simplesmente sorrindo uma pra outra. Encontravam em seus sorrisos tudo o que precisavam para que aquele final de dia fosse perfeito. Então Regina aproximou seus lábios dos de Emma, as pontas de seus narizes se tocavam, olhavam profundamente no fundo de seus olhos, como se estivessem vendo suas almas, sentiam a respiração quente uma da outra.
Seus lábios se tocaram, dando lugar a mais um doce e apaixonado beijo. Era lento, não estavam com pressa. A rainha acariciava a nuca da loira, sua mão se perdia em seus cabelos, enquanto esta laçava seus braços em volta de sua amada. Ficaram assim por um tempo até que Regina desceu seus beijos pelo pescoço de Emma, começando a retirar seu casaco ao mesmo tempo.
Emma, em resposta, abriu o zíper do vestido da prefeita, o retirava lentamente. A morena então tirou o sutiã e a blusa da xerife. Aplicava-lhe lentos beijos em seu tórax e em seguida em um de seus seios, acariciava o outro com uma das mãos deixando-a mais ofegante, até começar a gemer.
Emma tirou suas próprias botas e calças, com cuidado para não atrapalhar o "trabalho" da rainha. Ela segurava aqueles cabelos castanhos e enlouquecia com os movimentos da língua daquela mulher. Regina então tornou a subir seus beijos, chegando a orelha da Xerife e falou baixinho em seu ouvido:
- Acho que teremos mais espaço no bando de trás.
A loira assentiu e passou por entre os dois bancos e sentou-se no de trás. A rainha ficou em frente a ela com um sorriso malicioso nos seus lábios carnudos. Emma admirava a visão daquele corpo perfeito e nu diante dela. Não perdeu tempo e lhe beijou novamente, dessa vez com mais urgência, pois o desejo de seu corpo a conduzia.
Regina desceu seu corpo novamente, passando seus beijos para o lado interno da coxa de Emma. Passava levemente seus lábios naquela região e aplicava-lhe beijos indo em direção ao sexo, já úmido, da xerife.
Olhou para ela sorrindo com toda a sua malícia e perguntou — A senhorita quer que eu...
A loira a interrompeu imediatamente, dizendo ofegante — Eu quero, faça.
- Seu desejo é uma ordem, princesa. – Respondeu Regina, começando a tirar a calcinha de renda que a outra vestia, passou a ponta de sua língua por toda a extensão do sexo da xerife, pressionando um pouco mais quando chegou ao seu clitóris. Emma soltou um gemido mais alto, então Regina começou a chupa-la e alternava com movimentos circulares, ora rápidos, ora lentos.
- Regina... — ao ouvir a loira gemer seu nome, a prefeita imediatamente introduziu dois dedos na vagina dela. A xerife começou a rebolar seu quadril no ritmo dos dedos da outra, querendo mais e mais. Os movimentos ficaram mais rápidos. Regina, então, colocou a perna de Emma entre a sua e começou a rebolar e gemer junto com a xerife. A loira arranhava as costas da rainha. Emma movimentou-a então, colocando-a sentada no banco, com as pernas abertas, sentou-se entre elas de forma que seus sexos se tocavam. Ela esfregava intensamente seu sexo no de Regina, gemiam alto. Foram aumentando os movimentos até que seus corpos se contraíram, chegando ao ápice daquela noite.
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