The Woman Who Changed Me
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Elas ainda estavam juntas, na cama. Deitadas uma ao lado da outra, Regina descansava sua cabeça no ombro de Emma. Sua respiração já havia se normalizado, e tudo o que queria era continuar ali, nos braços de Emma, perdida em meio aos lençóis. Mas mesmo assim uma leve preocupação assumiu seu rosto, Emma notou.
- Regina... – a rainha passava a ponta dos dedos pela pele de Emma, em movimentos aleatórios.
- Sim?
- Você está preocupada com algo. Sei que está... O que aconteceu?
Regina suspirou e ergueu-se sobre seus cotovelos, fitando Emma nos olhos. – Não sou eu que ainda estou devendo explicações. – foi a vez de Emma suspirar e soltar um leve gemido de reprovação. – Não, e não esqueci Emma. – Sentou-se sobre suas pernas, puxando Emma e fazendo-a sentar à sua frente do mesmo modo, mas mantando uma distância segura para não ser agarrada pela xerife em meio a conversa. – Conte-me o que aconteceu...
- Você não vai deixar isso de lado nem se eu falar que será resolvido hoje? – Regina balançou a cabeça negando, e Emma viu que não teria outra saída. – Ok... Não é nada demais. Eu briguei com meus pais. E ainda não troquei uma palavra com eles depois disso. – Regina continuou impassível à sua frente. – Esse é o momento em que você começa a rir e me chama de criança. – completou a xerife.
Regina soltou um leve sorriso, e disse enquanto encarava Emma. – Bem, graças a mim você e seus pais tem tanto tempo de relação quanto uma criança. Na verdade, uma criança provavelmente teria mais tempo com eles que você... – um sorriso tímido estampava seu rosto, acompanhado de arrependimento.
- Pare. Agora. Eu não vou deixar que pense assim. – falou Emma, enquanto se aproximava de Regina. – Isso é passado, Regina, passado. E nada mais que isso. Não é sua culpa, sei que você também sofreu muito. Mas como eu vou poder te defender deles se você mesma se culpa injustamente? – Emma levou os lábios em direção aos de Regina, mas foi impedida pela prefeita. Ela a olhava de maneira desconfiada, os olhos estreitados em uma expressão intrigada.
- Espere... “me defender deles”? – compreensão tomou conta de seu rosto. – Não. Não. Não... Emma, por que você brigou com eles? – Emma percebeu que havia falado mais do que deveria, e Regina rapidamente percebeu a mudança. – Você brigou por minha causa? Isso é incrível... até mesmo quando eu desisto de atrapalha-la, consigo causar confusão na vida da Branca. – disse com um sorriso meio sarcástico, em seguida voltou a olhar para Emma. – Por que?
- Espere, você está reprovando a ideia de eu ter te defendido?
- Estou reprovando a ideia de você criar caos na sua vida por isso!
- Eu não podia exatamente ficar quieta. Não é como se eu pudesse me controlar, eu só não consegui aguentar escutar aquilo. Eles estavam falando coisas e...
- É claro que estavam falando. – Regina riu diante da ironia da situação. – Emma, eu destruí a vida deles. Você pode falar que não, mas eu o fiz. 28 anos de maldição não vão ficar no esquecimento! Eu posso estar mudando, e você sabe disso, mas as pessoas não vão passar a me amar do dia para a noite.
- Bem, eu te amei do dia para a noite. – disse Emma com um sorriso travesso, e dessa vez Regina não pode a impedir quando a xerife se aproximou e beijou a rainha, primeiro um beijo longo, e em seguida depositando vários beijinhos por seus lábios e pescoço.
- Isso é verdade, você quer que eu faça o que fiz com você com toda a população de Storybrooke? Desse jeito eles iriam me perdoar logo. – a loira ergueu a cabeça, que se perdia dando beijos no colo de Regina, na mesma hora e fitou a rainha nos olhos.
- Nem pense nisso. Você é minha. – Regina sorriu diante os ciúmes de Emma, não pode conter mais uma ponta de felicidade crescendo dentro dela.
- Claro que sou. — aproximou-se de Emma, mas dessa vez foi ela quem foi impedida.
- Não tão rápido. Isso me lembrou outra coisa... – Emma encarava Regina com ansiedade. – O que nós somos agora?
- Como assim? – perguntou uma Regina confusa.
- Bem, nós nos amamos. Ao menos eu te amo. Muito. Temos um filho, e você acabou de dizer que é minha. E se for preciso eu grito para o mundo todo que também sou sua.
- Acho que já entendi o que quer dizer. – Regina disse calmamente, suspirando. – Emma, eu te amo. E tudo o que mais quero é poder ficar com você. Mas temos que ir com calma... – a xerife começou a protestar mas Regina logo a interrompeu. – Por favor me deixe falar. Você tem que entender, todos me odeiam. E se você não liga para isso, por Henry, pense em como ele ficaria confuso com uma coisa dessas de uma hora para a outra, e nós ainda nem sabemos certo o que está acontecendo.
Emma respirou fundo, estava desapontada. Queria sair dali correndo e contar a todos o que acontecia, contar que finalmente achou seu amor. – Está bem. Se é isso que você quer... mas eu não gosto disso. E não posso prometer que saberei como agir cada vez que ver você.
- O que?
- Você é a mulher mais desejável do mundo, Regina. E tenho certeza que você nem tem ideia o quanto. Aposto tudo que metade dos homens daqui sonham com você. É impossível não sentir ciúmes.
Regina começou a rir diante das falas de Emma, e a xerife tinha certeza de que os sorrisos vindos daquela mulher eram os mais lindos do mundo. – Hm... – disse a prefeita. – não sei se você a conhece, mas fiquei sabendo que a xerife dessa cidade também tem certo sonhos, mas ela realmente me irrita.
- Ouvi falar que ela puxou o temperamento da mãe. – a voz de Emma continha um tom de divertimento.
- Falando nisso... – a voz de Regina ficou séria novamente. – Fale com eles, ok? Não quero que você brigue com seus pais por minha culpa. Só vai piorar as coisas.
- Que coisas? – questionou Emma.
- Nós. E a reação deles ao saber que você está dormindo na cama da Rainha Má. – Respondeu Regina antes de pular em cima de Emma.
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Emma estava nervosa quando entrou no apartamento. Sabia que provavelmente encontraria Mary lá, mas se surpreendeu quando viu que David estava com ela. Os dois falavam baixinho e a conversa cessou assim que Emma entrou no apartamento. Mary encarou David antes de quebrar o silêncio.
- Bom dia! – disse ela, tentando um tom entusiasmado e fracassando.
- Já é quase meio-dia... – disse Emma, com um sorriso envergonhado.
- Bem, ainda não tínhamos nos visto hoje... – Mary se estendeu para frente, debruçando-se sobre o balcão. – Onde estava?
- Eu... eu estava tomando um ar. Tentando colocar a cabeça no lugar.
Um silêncio constrangedor caiu sobre eles novamente. Mary olhava para David, que olhava para Emma, que encarava o chão. Emma sabia que precisava falar com eles. Havia prometido a Regina que faria. Isso era mais ironia do que ela podia imaginar. A Rainha Má preocupando-se com a relação da família da Branca de Neve.
O que importava no momento era que Emma não podia fugir, tinha de fazê-lo. Por Regina, pensou.
- Então, eu... – começou apenas para logo ser interrompida por David.
- Emma, não. Nós pensamos e... você está certa. Não em tudo, mas em certa parte, sim.
- Como assim? – questionou uma Emma feliz e confusa, ao mesmo tempo.
- Emma, aquela mulher é da pior espécie possível. – disse Branca, e Emma sentiu o sangue começar a ferver novamente. – Mas você está certa, não podemos travar uma guerra com ela. Por Henry, daremos uma chance. Mas você também tem que entender... não vamos simplesmente esquecer e passar a ama-la.
A cabeça de Emma latejava. Não era isso que queria. Não era uma trégua que queria. Queria que eles a perdoassem. Queria que eles enxergassem Regina como realmente era. Mas sabia que seria impossível pedir algo assim, pelo menos não sem mostrar a eles que ela realmente tinha mudado. Respirou fundo e olhou para os dois de novo. Estava decidida a faze-los perdoa-la, com o tempo, iria conseguir.
- Obrigada. Não quero brigar. Ainda mais de um jeito que afete Henry tanto, assim... – foi o que Emma respondeu.
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- O que você está fazendo aqui? – Regina perguntou, antes que pudesse impedir Emma a beijou. Um beijo lento porém intenso, roubando todo o folego da prefeita.
Elas estavam no banheiro do Granny’s, fazendo algo que Regina achava extremamente proibido.
- Viemos almoçar. – respondeu a xerife – E você? Achei que ainda não gostasse de sair em público.
- Não gosto. Mas sinto fome como todos. – um sorriso assumiu o rosto de Regina, e, novamente, Emma tinha certeza de que era o mais lindo de todos – Henry veio?
- Claro. Talvez você devesse se juntar a nós. – mais um beijo – Eu conversei com eles, estão dispostos a uma trégua. Mas não se preocupe, em pouco tempo te verão como a melhor pessoa do mundo. – riu a loira.
- Duvido. E acho melhor não. – Emma fez uma careta de desapontamento. – É muito cedo, Emma. Tanto para mim quanto para Branca. – deu um beijinho na testa da loira. – Além disso, eu já comi.
- Não pode ficar nem para uma sobremesa?
- Não, nem para uma sobremesa.
Mais uns beijos e as duas saíram do banheiro. Regina foi primeiro, em direção à saída, parando apenas para dar um abraço em Henry. Uma simples troca de sorrisos aconteceu entre ela e David e Mary, que estavam na mesa. Assim que a morena saia do restaurante, Emma saiu do banheiro. Andava até a mesa quando Ruby estava voltando para o balcão, com uma expressão frustrada no rosto. Olhou para Emma e perguntou:
- Viu Regina? Fui levar o pedido dela, mas tudo o que encontrei foi o dinheiro para a conta. Se ela não pretendia comer, poderia ter avisado e poupado o tempo dos cozinheiros...
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