The Woman Who Changed Me
9 Capítulo 9
Notas iniciais
POV Regina
Novamente, eu me culpava. Açoitava-me interiormente por isso. "Porque eu te amo"? Não tenho ideia do que aconteceu comigo. Amor é fraqueza, eu deveria saber disso mais do que ninguém. Sim, eu a amava, mas ela não fazia o mesmo. Meus medos eram reais, não algo imaginado. Ela era filha da Branca de Neve. Eu estava disposta a ignorar tal coisa, mas ela não estaria. Branca era sua mãe, agora ela pertencia à sua família, aquela que eu havia tentado destruir anos atrás.
Mesmo assim eu ainda tinha esperanças. Outro defeito meu, sempre acreditar que tudo irá melhorar. Porém conforme o tempo foi passando, minha esperança foi sumindo. E era assim com tudo. Quando lancei a maldição, um pouco de esperança apareceu para em seguida sumir. O mesmo com Henry. A primeira pessoa que eu amei em anos não me ama tanto quanto eu esperava, ou realmente não me ama. E seria o mesmo com Emma. Ela estava à minha frente, de boca aberta e muda. Muda. Sem uma resposta, sem um eu também te amo.
POV Emma
E lá estava ela, sentada em frente a mim, com os olhos brilhando. Porque eu te amo. Suas palavras se repetiam em minha mente, tentava acreditar nelas, mas era bom demais para ser verdade. Eu te amo também. Foi o que eu quis dizer, mas não consegui encontrar a voz para isso.
Pude sentir que meu coração batia acelerado, a emoção que me tomava era intensa. Era Regina, Regina, que estava dizendo que me ama. No mesmo momento soube que todos os nossos problemas haviam sumido. Soube que também a amava e que ficaria ao lado dela, protegendo-a do mundo que já a fizera sofrer demais.
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Regina e Emma estavam sentadas frente a frente. Emma de boca aberta, em choque total, incapaz de proferir uma palavra. O leve sorriso que Regina carregava aos poucos foi sumindo de seu rosto, e ela entendeu o que estava acontecendo. Jamais deveria ter dito aquilo a Emma. Foi um erro qual ela não poderia voltar atrás. Baixou a cabeça e sussurrou:
- Me desculpe, eu não devia... — Regina foi interrompida por Emma, a beijando. Um beijo quente, apaixonado. Repleto de emoção. O toque era caloroso, preenchendo o interior de Regina com sentimentos inexplicáveis. De repente ela sentiu que todos seus problemas haviam sumido, que nada restara, a não ser paz.
Emma ajeitou-se e ficou de joelhos à frente de Regina, que continuava sentada, sem jamais quebrar o beijo. Separou-se rapidamente apenas pela necessidade de ar e logo a beijou novamente, forçando levemente Regina para trás, até ela se deitar na cama. Emma se pôs sobre ela, acariciando seu corpo.
Desceu os beijos para o pescoço da prefeita, em seguida roçou os lábios por toda sua extensão, depositando também leves mordidas, causando-lhe arrepios. Tudo o que queria era mostrar a Regina como se sentia, que também a amava. Queria lhe dar prazer, queria protege-la, consola-la, ama-la. Pôde sentir as mãos de Regina em suas costas, enquanto tirava sua própria calça. A morena passou a aplicar leves e doces beijos no ombro de Emma e seguiu toda a extensão de seu pescoço até chegar a orelha, onde deu uma leve mordiscada.
A prefeita não poderia sentir-se mais feliz do que naquele momento. Os toques eram ousados, mas carinhosos, lentos. Diferente de qualquer coisa que já haviam feito, e Regina sentia aquele calor confortável crescendo dentro dela lentamente. Emma beijou-a novamente, a xerife já estava nua.
Quebrou o beijo e seguiu para o colo de Regina. Beijou todo o espaço descoberto do corpo da rainha, não ultrapassando os limites da camisola. Continuou beijando seu colo enquanto suas mãos corriam pelas coxas de Regina, devagar foi descendo seu corpo, e então começou a beijar lentamente a parte interna das coxas de sua amada.
- Emma... — chamou a voz rouca de Regina, recheada de prazer e paixão. A xerife continuou com as carícias, subindo a camisola de Regina e descobrindo que a rainha não vestia nada por baixo. A loira beijou o centro úmido de Regina, que gemeu em resposta, e em seguida começou a brincar com o clitóris da sua rainha, sugando-o e mordiscando-o.
Começou a beijar e sugar Regina, sentindo seu gosto adocicado. — Emma, por favor... — a voz de Regina não passava de um sussurro, mas Emma entendeu prontamente o que ela queria. Penetrou dois dedos em seu sexo quente, movimentando-os lentamente. Regina ofegava, mas acima de tudo, sentia-se feliz.
A xerife manteve seu ritmo lento, beijando o abdome de Regina — que agora já estava também sem sua camisola — e subiu até seus seios e colocou-se entre as pernas fazendo seus sexos se encostarem, beijava e sugava os seios dela enquanto movia o seu quadril, e Regina pôde sentir o calor dentro de si aumentar ainda mais, o prazer dominando-a. Aumentaram a velocidade de seus movimentos, quando a rainha sentiu como se o mundo ao seu redor explodisse quando seu corpo convulsionou e ela se entregou completamente ao orgasmo, e a Emma que em seguida chegou também em seu ápice.
Emma se jogou no lado de uma Regina ofegante, com os olhos fechados tentando respirar fundo e acalmar seus batimentos cardíacos, mas falhando. Beijou-a no rosto e sentou-se na cama com as pernas um pouco abertas e em seguida puxou Regina, fazendo-a sentar entre suas pernas, e laçando as suas nas costas de Emma. Trouxe-a para seus braços e a beijou intensamente, sendo prontamente correspondida.
Regina quebrou o beijo, mas manteve-se próxima a Emma. Com suas testas coladas e os olhares fixos um no outro, sentiam a respiração, ainda ofegante, uma da outra. Regina soltou um leve riso para a xerife. Esta seguiu com suas mãos até encontrar as de Regina, segurando-as e cruzando seus dedos nos dela.
- Eu te amo, Regina. Provavelmente mais do que você possa imaginar... – Regina sorriu e beijou Emma, um beijo doce, leve, puro. O beijo transformou-se no sorriso mais belo que Emma já vira, e então ela decidiu que faria de tudo para nunca mais tira-lo do rosto de Regina. — Me desculpe... — disse Emma. — Me desculpe por ser uma idiota.
- Me desculpe por ter quase perdido você. — respondeu Regina, com grande pesar — Me desculpe por... ser eu.
Emma soltou um leve riso e respondeu em tom sério. — Isso não é motivo para se desculpar, é motivo para eu agradecer. Eu te amo, Regina. Eu amo mesmo. Só demorei a perceber. E eu prometo que vou ama-la para sempre. Prometo que ficarei ao seu lado até o fim. Que vou te proteger de tudo e todos...
— Emma, você tem ideia do quanto você significa para mim? Você e Henry... são as coisas que mais amo no mundo. Vocês são tudo que tenho.
— E vai continuar tendo, porque não vamos a lugar algum. Eu não vou a lugar algum.
— Promete?
— Prometo.
E assim as duas ficaram, encarando-se com seus corpos colados. Somente elas mesmas podiam descrever o quanto estavam felizes, e o quanto importava aquele momento.
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