Notas iniciais
Oi gente, voltamos! Sim, o capítulo de hoje está bem grandinho, mas é necessário, e acreditamos que vocês vão gostar!
Ps.: Obrigado por todos os reviews lindos, nos deixaram muito felizes e é bom ver que tem alguém gostando da nossa história, por isso amamos a todos.

As horas de Emma se arrastavam lentamente na delegacia. Nada aconteceu na cidade, como sempre. Todos os problemas foram resolvidos no dia anterior, não havia com o que se preocupar. Cora estava morta, Gold estava bem, Henry estava com os avós, Hook ainda estava em NY e Regina... Regina. Novamente esse nome apareceu em seus pensamentos. Era a décima vez que isso acontecia naquela manha, qualquer pensamento de Emma era atraído sempre para a mesma pessoa. O fato de ter listado Regina na lista de problemas assombrou Emma por um segundo, mas na verdade foi com coisas que ela deveria se preocupar, não?

E Emma realmente estava preocupada, os acontecimentos da noite anterior invadiam sua mente constantemente. A visão de Regina caída no chão a assombrava, ela não havia conseguido dormir a noite. Queria saber como Regina estava, queria se aproximar da rainha, mas sabia que seria impossível. Ela jamais mudaria, todos estavam certos, ela não tinha capacidade para isso, e o que fez na noite anterior apenas deixou Emma certa disso. Mas além desses pensamentos um outro martelava em sua mente: Regina sussurrou seu nome quando ainda estava inconsciente. Seu nome. Não o sempre utilizado "srta. Swan", foi a primeira vez que Regina disse seu nome, e isso causava um calor interior em Emma. Ela não conseguia explicar o porquê, mas aquilo a agradava.

A preocupação por Regina ainda perturbava a cabeça de Emma. Queria saber porque ela estava daquele jeito na noite passada, queria saber se ela estava bem. Foi pensando nisso e, tentando se distrair, saiu da delegacia perto do horário do almoço, iria ao Granny’s para tentar afastar a rainha de seus pensamentos.

**************

Já era quase meio-dia e Regina ainda estava deitada em sua cama. Sentia-se incapacitada para fazer qualquer coisa além de chorar, novamente. Logo após a saída de Emma ela subiu as escadas e jogou-se em sua cama afundando-se em seu travesseiro, porém não havia dormido nada durante toda a noite.

Tudo o que ela conseguia fazer era pensar em Emma e no que havia acontecido no dia anterior. Ela não se lembrava da metade do que tinha acontecido. Sabia que havia decido as escadas porque não suportava mais ficar naquele quarto, quando de repente sentiu uma dor avassaladora, e sabia que isso havia continuado mesmo depois de ter perdido a consciência. Continuado até a chegada de Emma. Ela tinha certeza disso.

Não compreendia, não conseguia compreender o que havia acontecido. Memórias de sentir seu corpo sendo balançado pelos braços da xerife, de escutar Emma chamando por seu nome com um tom mais que preocupado em sua voz.

Regina respirou fundo e sentiu uma pontada em seu estomago, não comia nada desde a manhã do dia anterior. Estava com fome mas não conseguiria cozinhar, mesmo não gostando muito da ideia decidiu ir ao Granny's, uma hora teria que encarar o povo de Storybrooke novamente.

****************

- Mas que diab... — Regina exclamou com raiva, mas parou a frase ao meio quando viu em quem ela havia esbarrado.

- Ah, Regina, eu... me desculpe, eu não queria... — Emma estava tão atordoada quanto Regina, não conseguia nem montar uma frase completamente. As lembranças da outra noite invadiram sua mente quando encarava os grandes olhos castanhos da rainha.

- Não... está tudo bem, fui eu que esbarrei em você, não estava prestando atenção por onde ando. — Regina se sentiu culpada por Emma estar se desculpando quando a culpa pertencia a si mesma, sentimento que ela não estava muito acostumada a sentir.

- É, certo.. — as duas se encararam sem saber o que dizer, o silencio se prolongou por alguns segundos até que a xerife sorriu e passou ao lado de Regina, seguindo seu curso original.

- Emma, espere. — Regina disse antes mesmo de tomar conta do que estava fazendo.

Emma congelou no lugar, com um leve sorriso em seu rosto. Emma. Regina havia a chamado de Emma. E isso causou uma sensação estranha em seu interior.

- Sim? — disse enquanto se virava e encarava Regina novamente.

- Eu... — Emma conseguia ver o quanto a rainha estava confusa, o quanto ela lutava para conseguir formar suas frases. — Eu queria... Eu queria agradecer. Por ontem. –Quando ela terminou de dizer aquelas palavras, Emma estava de boca aberta, de tudo o que achava que Regina poderia lhe dizer, essa não era uma opção. – Eu, eu agi errado. Deveria ter lhe agradecido ontem. Me desculpe. — Emma a encarava com uma expressão incrédula, não conseguia fazer mais nada. — Tem algo errado, Emma? — Regina perguntou com um olhar confuso, porque a xerife estava desse jeito?

- Não, nada. É só que eu nunca achei que você fosse dizer isso. Se desculpar ou... ou agradecer. Realmente não estava esperando por sua gratidão. — Emma tentou dizer de maneira suave, mas a verdade é que já havia desistido de Regina. Jamais havia pensado que ela teria emoção o suficiente para fazer isso.

- Por quê? — um leve sorriso sem graça se formou no rosto de Regina, o que Emma queria dizer com isso?

- Bem, eu só... Não é do seu feitio ser emotiva, e ter toda essa consideração por alguém.

O sorriso de Regina sumiu instantaneamente, com tudo o que Emma poderia falar, era isso que ela dizia? Que Regina não era emotiva o suficiente para se desculpar? Que não poderia ter consideração por alguém? Tudo o que ela fez durante toda sua vida foi amar, e sempre que o fez sofreu porque o amor lhe foi tirado.

- Certo, sou eu que não tenho emoções aqui... — dessa vez seu tom era irônico, preenchido de sarcasmo. Deu as costas para a xerife e continuou sua caminhada até o Granny's.

-Espere, Regina. O que você quis dizer com isso? — Emma quase gritava para fazer a outra parar.

- O que eu quis dizer — Regina disse enquanto se virava para encarar Emma novamente — Srta. Swan, é que acho um pouco errado seu julgamento sobre quem não é emotiva. Afinal, foi a Srta. que teve a coragem de entregar seu próprio filho a estranhos. Ou melhor, meu filho. Que eu amei e cuidei durante toda sua vida, porque se dependesse de você, ele não teria nada. — Regina estava a ponto de explodir. Falar de Henry a machucava, mas ela sabia que machucava também a Emma, e isso era o suficiente.

Mas dessa vez, diferente de todas as outras, Emma não ficou calada em frente Regina. E rainha não era a única que estava explodindo, a pulsação de Emma se acelerou gradativamente conforme Regina falava. E mais uma vez Emma soube que estava certa, Regina não mudaria. Ela havia acabado de demonstrar uma versão diferente de si, e já havia voltado correndo para a mulher que costumava ser antes.

- Sabe, Regina, você está certa — sua fala pegou Regina de surpresa -. Você fez tudo isso, eu o abandonei. Mas sabe o que é melhor? Mesmo com tudo isso, foi a mim que ele escolheu. Você é uma pessoa tão horrível, que até mesmo o fato de eu o ter "entregado meu próprio filho a estranhos" ele perdoou, enquanto ainda te odeia. Você pode achar que ele é seu filho, Regina. Mas ele é, acima de tudo, meu. É a minha companhia que ele procura, e é a mim que ele ama.

Emma se arrependeu no mesmo momento em que terminou de pronunciar aquelas palavras. Onde estava com a cabeça? Praticamente tudo que havia dito a Regina era mentira. Sim, Henry havia escolhido morar com ela, mas se preocupava com Regina e a amava. Regina a encarava, Emma finalmente tomou coragem para olhar em seus olhos, e o que viu apenas serviu para quebrar seu coração.

Seu olhar refletia dor, sofrimento, tristeza. Nada, além disso. Toda a expressão de Regina era de uma agonia profunda, de desespero. Seus olhos estavam marejados de lágrimas que Emma sabia que vinham do lugar mais profundo de sua alma.

Regina lutava contra si mesma para não chorar. Não podia se deixar ser derrubada por Emma. Conforme ela ouviu aquelas palavras saírem da boca da loira seu coração foi se despedaçando, e o pouco de felicidade que tinha em seu interior se desfez. Ela se culpou por ter achado que ainda tinha chances para seu final feliz. Se culpou por ter acreditado no amor. Culpou-se por existir.

- Certo... — sussurrou tão fracamente que duvidou que Emma tivesse escutado. Passou por Emma agora indo na direção oposta do restaurante. Voltaria para casa, não queria ter de encarar mais alguém. Não aguentaria.

- Não, Regina, espere. Eu não quis... Espere — disse Emma enquanto corria atrás de Regina e a agarrava pelo braço, em uma tentativa falha de fazê-la parar.

- Me deixe ir! — gritou Regina antes de se soltar do aperto da xerife e sair, ela corria cegamente em direção a sua casa.

*************

- Saia daqui. — Regina disse rispidamente.

- Não. — Emma respondeu de maneira firme — Regina, eu...

- Quem você pensa que é, Srta. Swan? Invadiu minha casa ontem, me encontra na rua e fala coisas horríveis e ainda tem a coragem de bater a minha porta? Sem mencionar o fato de que roubou meu filho de mim. Saia já daqui. — seus olhos queimavam em fúria e ela pronunciou suas últimas palavras lentamente, deixando bem claro que não haveria margem para erros, nem que mudaria de opinião.

- Eu não vim aqui por você, acredite. — Emma não mentia só para Regina, mas também para si mesma. Ela tinha vindo por Regina, e sabia disso. Não conseguiu conviver com si mesma depois de tudo o que havia dito a rainha, por isso estava ali. — Vim para pegar algumas coisas de Henry que ficaram aqui.

A expressão de Regina mudou completamente, de raiva para dor. Seu olhar se acalmou e sua boca abriu alguns meros centímetros. Regina baixou a cabeça e deu dois passos atrás, abrindo mais a porta e permitindo que Emma entrasse.

- O que você quer? — perguntou em voz baixa.

- Ele deixou alguns livros e jogos aqui, e pediu para eu vir pegar — inventou uma desculpa na hora, na verdade não tinha pensado no que falar para Regina quando chegasse ali, mas sabia que precisava vê-la. Já o coração de Regina doeu ainda mais com sua frase. Então Henry havia pedido a Emma que viesse buscar suas coisas? Seu filho não quis nem ao menos vê-la e vir pegar ele mesmo?

- Claro... Devem estar no quarto dele, é lá em cima. – disse sem encarar a Xerife

- Regina, tem mais uma coisa. — Regina ficou tensa ao escutar isso, se preparou para o que estava por vir. O que mais Emma iria dizer a ela? Que Henry não queria vê-la nunca mais? Não duvidava disso. — Eu... Eu não vim só por Henry. — Regina levantou o olhar para ela e encarou os olhos verdes de Emma, nunca havia reparado em como eram lindos — Vim por mim também — continuou Emma — me desculpe, Regina. Me desculpe.

Regina a encarou confusa — O que? — indagou.

- Me desculpe, pelo o que eu fiz, pelo o que eu disse. Não era verdade, nada disso é verdade — admitiu ela com um suspiro — Regina, tudo o que eu falei... Fui eu. Não Henry, fui eu. Ele nunca disse algo como aquilo. Ele nunca disse que te odeia. Não sei o que deu em mim ao dizer aquelas coisas, só sei que estava com raiva, e não pensei direito.

Regina continuava a encarar ela, sem modificar a expressão ou demonstrar que falaria algo, portanto Emma continuou.

- Sabe, Regina, é a você que ele se refere como mãe. Mesmo depois de tudo, ele continua me chamando de Emma, mas quando fala de você diz "minha mãe". Ele te ama, ele te ama por tudo o que você fez pra ele. Pelo carinho e pelo amor que deu a ele. Mas ele ama a Regina, não a rainha. Não a essa mulher que todos vimos nos últimos dias, e sim a aquela que estava mudando por ele. — Emma falava enquanto se aproximava de Regina, e ao terminar já estava defronte a ela.

Tudo o que Regina conseguiu fazer foi assentir levemente com a cabeça enquanto uma única lágrima solitária escorria por sua face.

A imagem de Regina representava dor e sofrimento, o que partiu o coração de Emma. Ela não compreendia o que sentia, não tinha ideia do que estava acontecendo com suas emoções, apenas sabia que não conseguia ver Regina desse jeito. Estendeu sua mão e secou levemente a lágrima que escorria pelo rosto da rainha.

Regina estava tão confusa quanto Emma, mas estranhamente o toque da outra em seu rosto causou-lhe conforto. E antes mesmo de tomar conta de seus atos abraçava Emma com força, quase a sufocando. Afundou o rosto nos ombros e no cabelo da loira e simplesmente desejou ficar ali para sempre. Emma se recuperou do choque causado pelo abraço de Regina rapidamente e o retribuiu. Sabia que a rainha estava sofrendo e que precisava de consolo.

Após alguns instantes Regina afastou-se apenas alguns centímetros daquele abraço apertado — Obrigada, Emma. — sussurrou com o resto de suas forças. Emma então se aproximou de Regina, não entendia bem o que estava fazendo, mas continuou a se aproximar até que seus lábios se tocaram. Regina se assustou com o que estava acontecendo e tentou resistir, mas ela também desejava a Xerife, então retribuiu o beijo. Era um beijo doce e apaixonado. Não havia explicação para isso, mas apenas sentiam que estava fazendo a coisa certa. As duas prolongaram o beijo até que a necessidade por ar as obrigou a se separarem. Regina encarou Emma seriamente — O que você está fazendo?

- Eu não sei — foi tudo o que a xerife disso antes de Regina beija-la novamente. As mãos de Emma se perdiam entre os cabelos de Regina, que exalavam um forte aroma de maçã. Regina agarrou a cintura de Emma, a trazendo para mais perto de si. Suas mãos estavam firmes envolta da cintura da outra. O beijo passou a ser mais agressivo, desejo começou a aflorar da pele de ambas e Regina pôs a mão por de baixo da camisa de Emma e tocando levemente sua barriga, sua pele macia e sentindo o calor de seu corpo.

Emma sentiu um arrepio percorrer seu corpo com o toque da rainha. Guiou Regina para trás, encostando-a contra a parede do hall de entrada. Quebrou o beijo e seguiu com os lábios para o pescoço da rainha. Regina inclinou a cabeça para trás, dando a Emma permissão para continuar. Emma beijou o pescoço de Regina seguindo a linha do maxilar até chegar a sua orelha. Lá baixou os beijos e seguiu lentamente para o ombro da rainha, aplicando-lhe beijos doces enquanto acariciava e apertava sua bunda, causando arrepios pelo corpo da morena.

Regina segurou Emma pela cintura e foi guiando-a até a saleta da casa, ainda com seu corpo encaixado ao de Emma. Esbarraram no sofá e caíram sobre ele, ambas soltaram uma risada que logo foi abafada pelos beijos urgentes que trocavam. Regina imediatamente tirou o casaco e a blusa de Emma que se apressou em desabotoar seu jeans e, com facilidade, tirou o vestido e o sutiã de Regina deixando expostos os machucados da noite anterior, Emma encarou-os.

- Porque não os curou com mágica? — sussurrou enquanto depositava um leve beijo sobre cada um deles, subindo na extensão do braço de Regina, que soltava leves gemidos.

- Sem mágica — foi tudo o que ela disse, Emma se contentou com a resposta, lembrando-se da promessa que Regina havia feito a Henry há um certo tempo.

Emma posicionou sua perna entre as de Regina. Essa ofegou com o movimento de Emma, que agora beijava o ventre na rainha, roubando dela mais gemidos.

Regina olhava para Emma com pura luxúria, todo seu corpo clamava pelos toques carinhosos da xerife, ela podia sentir Emma subindo seus beijos até chegar a um de seus seios. O beijava lentamente enquanto uma de suas mãos acariciava o clitóris da rainha por dentro da calcinha, fazendo-a gemer. Até que...

- Droga! — exclamaram Emma e Regina juntas quando o telefone de Emma começou a tocar. Ela saiu de cima da rainha e tirou o telefone que tocava em seu bolso, olhou para o identificador de chamadas e viu que era sua mãe quem a ligava. Respirou fundo tentando controlar sua raiva e atendeu ao telefone.

- Emma Swan. Oi... — ela não conseguia encarar Regina ao falar no telefone, enquanto essa olhava para Emma intensamente. Seus olhos correram dos pés a cabeça da xerife, e pela primeira vez Regina reparava em como ela era linda, desviou sua atenção para o rosto da xerife quando ela voltou a falar- Sim, eu sei que estou atrasada... Sim, Mary, eu também sei que não atendi as ligações na delegacia. Não se preocupe, eu estou bem — Emma sentia o olhar ardente de Regina sobre ela, e saiu caçando suas roupas pela sala — Sim, eu já estou indo, até daqui a pouco.

- Você não vai me deixar agora, vai? — sussurrou no ouvido de Emma. — Não vá, por favor... — tentava manter sua voz em um tom firme e indiferente, mas sua tentativa não teve efeito algum. Sua voz vacilava e estava suplicante, com um quase desespero em seu tom, clamava para seu pedido ser atendido.

Emma girou o corpo levemente, de maneira que pode encarar Regina sem quebrar o abraço que ela lhe dava. Os braços quentes ao redor de seu corpo lhe causavam uma sensação de extremo conforto, não queria sair dali por nada. Mas sabia que se ficasse iria causar apenas mais sofrimento tanto para ela, quanto para Regina.

- Regina... pare. Eu tenho que ir, nós nem deveríamos ter começado com isso. O que estávamos pensando? E porque você não me impediu? — disse Emma ao se soltar do aperto da rainha e andar rápido para o hall de entrada.

- Não me culpe, você que começou — As duas já estavam defronte a porta de Regina, olhando firmemente uma para a outra.

- Eu tenho que ir — Emma disse baixinho enquanto cobria a distancia até a porta.

- Emma, espere... E as... E as coisas para Henry? — Regina disse enquanto reassumia um olhar de tristeza no rosto, mas dessa vez o disfarçou bem.

Emma voltou até ela e a beijou leve e suavemente, de maneira carinhosa — Eu menti, ele nunca pediu nada. — disse baixinho enquanto se afastava de Regina, e saía porta afora.

Notas finais
Ok, ok... não nos matem por elas não terem terminado, mas é necessário. Lembrem-se que esse é apenas o começo do romance que tem por vir, e... aguardem o próximo capítulo.
Agora deixem mais reviews pra nos deixar mais felizes e escrevermos mais rápidos, hehe.