Notas iniciais
E OLHA QUEM VOLTOU DEPOIS DE TEREM FICADO SUMIDAS? Pois é, nós. Pessoal, pedimos desculpas pela demora, mas é que surgiram uns probleminhas pessoais que atrasaram o capítulo. Além do fato de que nos desapontamos com os reviews do capítulo passado, ou seja, sem inspiração. Era pra ser um capítulo fofo e lindo, com eu te amo e toda essa coisa "mimizenta" mas foi um dos mais fracos, em questão de reviews. :c Isso magoa, sabia? Bem, espero que gostem desse, que também é curtinho, mas é o começo de muita coisa.

Elas ainda estavam juntas, na cama. Deitadas uma ao lado da outra, Regina descansava sua cabeça no ombro de Emma. Sua respiração já havia se normalizado, e tudo o que queria era continuar ali, nos braços de Emma, perdida em meio aos lençóis. Mas mesmo assim uma leve preocupação assumiu seu rosto, Emma notou.

- Regina... – a rainha passava a ponta dos dedos pela pele de Emma, em movimentos aleatórios.

- Sim?

- Você está preocupada com algo. Sei que está... O que aconteceu?

Regina suspirou e ergueu-se sobre seus cotovelos, fitando Emma nos olhos. – Não sou eu que ainda estou devendo explicações. – foi a vez de Emma suspirar e soltar um leve gemido de reprovação. – Não, e não esqueci Emma. – Sentou-se sobre suas pernas, puxando Emma e fazendo-a sentar à sua frente do mesmo modo, mas mantando uma distância segura para não ser agarrada pela xerife em meio a conversa. – Conte-me o que aconteceu...

- Você não vai deixar isso de lado nem se eu falar que será resolvido hoje? – Regina balançou a cabeça negando, e Emma viu que não teria outra saída. – Ok... Não é nada demais. Eu briguei com meus pais. E ainda não troquei uma palavra com eles depois disso. – Regina continuou impassível à sua frente. – Esse é o momento em que você começa a rir e me chama de criança. – completou a xerife.

Regina soltou um leve sorriso, e disse enquanto encarava Emma. – Bem, graças a mim você e seus pais tem tanto tempo de relação quanto uma criança. Na verdade, uma criança provavelmente teria mais tempo com eles que você... – um sorriso tímido estampava seu rosto, acompanhado de arrependimento.

- Pare. Agora. Eu não vou deixar que pense assim. – falou Emma, enquanto se aproximava de Regina. – Isso é passado, Regina, passado. E nada mais que isso. Não é sua culpa, sei que você também sofreu muito. Mas como eu vou poder te defender deles se você mesma se culpa injustamente? – Emma levou os lábios em direção aos de Regina, mas foi impedida pela prefeita. Ela a olhava de maneira desconfiada, os olhos estreitados em uma expressão intrigada.

- Espere... “me defender deles”? – compreensão tomou conta de seu rosto. – Não. Não. Não... Emma, por que você brigou com eles? – Emma percebeu que havia falado mais do que deveria, e Regina rapidamente percebeu a mudança. – Você brigou por minha causa? Isso é incrível... até mesmo quando eu desisto de atrapalha-la, consigo causar confusão na vida da Branca. – disse com um sorriso meio sarcástico, em seguida voltou a olhar para Emma. – Por que?

- Espere, você está reprovando a ideia de eu ter te defendido?

- Estou reprovando a ideia de você criar caos na sua vida por isso!

- Eu não podia exatamente ficar quieta. Não é como se eu pudesse me controlar, eu só não consegui aguentar escutar aquilo. Eles estavam falando coisas e...

- É claro que estavam falando. – Regina riu diante da ironia da situação. – Emma, eu destruí a vida deles. Você pode falar que não, mas eu o fiz. 28 anos de maldição não vão ficar no esquecimento! Eu posso estar mudando, e você sabe disso, mas as pessoas não vão passar a me amar do dia para a noite.

- Bem, eu te amei do dia para a noite. – disse Emma com um sorriso travesso, e dessa vez Regina não pode a impedir quando a xerife se aproximou e beijou a rainha, primeiro um beijo longo, e em seguida depositando vários beijinhos por seus lábios e pescoço.

- Isso é verdade, você quer que eu faça o que fiz com você com toda a população de Storybrooke? Desse jeito eles iriam me perdoar logo. – a loira ergueu a cabeça, que se perdia dando beijos no colo de Regina, na mesma hora e fitou a rainha nos olhos.

- Nem pense nisso. Você é minha. – Regina sorriu diante os ciúmes de Emma, não pode conter mais uma ponta de felicidade crescendo dentro dela.

- Claro que sou. — aproximou-se de Emma, mas dessa vez foi ela quem foi impedida.

- Não tão rápido. Isso me lembrou outra coisa... – Emma encarava Regina com ansiedade. – O que nós somos agora?

- Como assim? – perguntou uma Regina confusa.

- Bem, nós nos amamos. Ao menos eu te amo. Muito. Temos um filho, e você acabou de dizer que é minha. E se for preciso eu grito para o mundo todo que também sou sua.

- Acho que já entendi o que quer dizer. – Regina disse calmamente, suspirando. – Emma, eu te amo. E tudo o que mais quero é poder ficar com você. Mas temos que ir com calma... – a xerife começou a protestar mas Regina logo a interrompeu. – Por favor me deixe falar. Você tem que entender, todos me odeiam. E se você não liga para isso, por Henry, pense em como ele ficaria confuso com uma coisa dessas de uma hora para a outra, e nós ainda nem sabemos certo o que está acontecendo.

Emma respirou fundo, estava desapontada. Queria sair dali correndo e contar a todos o que acontecia, contar que finalmente achou seu amor. – Está bem. Se é isso que você quer... mas eu não gosto disso. E não posso prometer que saberei como agir cada vez que ver você.

- O que?

- Você é a mulher mais desejável do mundo, Regina. E tenho certeza que você nem tem ideia o quanto. Aposto tudo que metade dos homens daqui sonham com você. É impossível não sentir ciúmes.

Regina começou a rir diante das falas de Emma, e a xerife tinha certeza de que os sorrisos vindos daquela mulher eram os mais lindos do mundo. – Hm... – disse a prefeita. – não sei se você a conhece, mas fiquei sabendo que a xerife dessa cidade também tem certo sonhos, mas ela realmente me irrita.

- Ouvi falar que ela puxou o temperamento da mãe. – a voz de Emma continha um tom de divertimento.

- Falando nisso... – a voz de Regina ficou séria novamente. – Fale com eles, ok? Não quero que você brigue com seus pais por minha culpa. Só vai piorar as coisas.

- Que coisas? – questionou Emma.

- Nós. E a reação deles ao saber que você está dormindo na cama da Rainha Má. – Respondeu Regina antes de pular em cima de Emma.

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Emma estava nervosa quando entrou no apartamento. Sabia que provavelmente encontraria Mary lá, mas se surpreendeu quando viu que David estava com ela. Os dois falavam baixinho e a conversa cessou assim que Emma entrou no apartamento. Mary encarou David antes de quebrar o silêncio.

- Bom dia! – disse ela, tentando um tom entusiasmado e fracassando.

- Já é quase meio-dia... – disse Emma, com um sorriso envergonhado.

- Bem, ainda não tínhamos nos visto hoje... – Mary se estendeu para frente, debruçando-se sobre o balcão. – Onde estava?

- Eu... eu estava tomando um ar. Tentando colocar a cabeça no lugar.

Um silêncio constrangedor caiu sobre eles novamente. Mary olhava para David, que olhava para Emma, que encarava o chão. Emma sabia que precisava falar com eles. Havia prometido a Regina que faria. Isso era mais ironia do que ela podia imaginar. A Rainha Má preocupando-se com a relação da família da Branca de Neve.

O que importava no momento era que Emma não podia fugir, tinha de fazê-lo. Por Regina, pensou.

- Então, eu... – começou apenas para logo ser interrompida por David.

- Emma, não. Nós pensamos e... você está certa. Não em tudo, mas em certa parte, sim.

- Como assim? – questionou uma Emma feliz e confusa, ao mesmo tempo.

- Emma, aquela mulher é da pior espécie possível. – disse Branca, e Emma sentiu o sangue começar a ferver novamente. – Mas você está certa, não podemos travar uma guerra com ela. Por Henry, daremos uma chance. Mas você também tem que entender... não vamos simplesmente esquecer e passar a ama-la.

A cabeça de Emma latejava. Não era isso que queria. Não era uma trégua que queria. Queria que eles a perdoassem. Queria que eles enxergassem Regina como realmente era. Mas sabia que seria impossível pedir algo assim, pelo menos não sem mostrar a eles que ela realmente tinha mudado. Respirou fundo e olhou para os dois de novo. Estava decidida a faze-los perdoa-la, com o tempo, iria conseguir.

- Obrigada. Não quero brigar. Ainda mais de um jeito que afete Henry tanto, assim... – foi o que Emma respondeu.

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- O que você está fazendo aqui? – Regina perguntou, antes que pudesse impedir Emma a beijou. Um beijo lento porém intenso, roubando todo o folego da prefeita.

Elas estavam no banheiro do Granny’s, fazendo algo que Regina achava extremamente proibido.

- Viemos almoçar. – respondeu a xerife – E você? Achei que ainda não gostasse de sair em público.

- Não gosto. Mas sinto fome como todos. – um sorriso assumiu o rosto de Regina, e, novamente, Emma tinha certeza de que era o mais lindo de todos – Henry veio?

- Claro. Talvez você devesse se juntar a nós. – mais um beijo – Eu conversei com eles, estão dispostos a uma trégua. Mas não se preocupe, em pouco tempo te verão como a melhor pessoa do mundo. – riu a loira.

- Duvido. E acho melhor não. – Emma fez uma careta de desapontamento. – É muito cedo, Emma. Tanto para mim quanto para Branca. – deu um beijinho na testa da loira. – Além disso, eu já comi.

- Não pode ficar nem para uma sobremesa?

- Não, nem para uma sobremesa.

Mais uns beijos e as duas saíram do banheiro. Regina foi primeiro, em direção à saída, parando apenas para dar um abraço em Henry. Uma simples troca de sorrisos aconteceu entre ela e David e Mary, que estavam na mesa. Assim que a morena saia do restaurante, Emma saiu do banheiro. Andava até a mesa quando Ruby estava voltando para o balcão, com uma expressão frustrada no rosto. Olhou para Emma e perguntou:

- Viu Regina? Fui levar o pedido dela, mas tudo o que encontrei foi o dinheiro para a conta. Se ela não pretendia comer, poderia ter avisado e poupado o tempo dos cozinheiros...

Notas finais
Deixem reviews com sugestões para a história, com o que vocês acham que deve melhorar mais, ou então com o que vocês mais gostam dela, precisamos saber o que explorar.... mas deixem um review, ok? =D