The Woman In The Chair
3 The One With the Kid without leg
[ 6 anos atrás ]
Regina correu como se sua vida dependesse daquilo, invadindo o hospital, lágrimas descendo de seus olhos, maquiagem borrada. Zelena estava logo atrás dela, tão preocupada quanto
“Onde está meu filho?” Regina agarrou uma enfermeira pelos ombros “Onde está meu filho e meu marido? Onde eles estão?”
A enfermeira encarou-a assustada e Regina só soltou ela porque ela ouviu seu nome ser chamado “Regina Mills?” Um médico apareceu “Meu nome é Robin, eu sou o médico do seu filho..” Ele caminhou até ela, estendendo a mão “Eu estava aqui quando ele e seu marido chegaram.”
“Onde eles estão?” Ela rosnou, se sentindo a ponto de quebrar.
“Regina!” Zelena repreendeu “Você está nervosa, respire.. Doutor, onde meu cunhado e meu sobrinho estão?” Perguntou para o médico, segurando a morena pelos ombros, tentando acalmá-la, infelizmente sem muito sucesso.
“Henry Mills está bem.. a cirurgia foi um sucesso,infelizmente a perna dele foi pressionada durante o acidente e esmagada completamente, tivemos que amputar ” Ele respondeu.
“Meu filho? Vocês amputaram meu filho?” Perguntou assustada “Onde ele está?” Chorou.
“Ele está bem.. não conseguimos achar outra solução a não ser amputar uma das pernas.. iria acabar complicando na cirurgia e ele teria morrido, senhora” Robin explicou a ela “E .. seu marido..” Ele mordeu o lábio, olhando para o chão. Robin não precisou falar para que Regina soubesse que seu marido já não estava mais entre eles, era só olhar para o rosto do medico “Seu marido morreu assim que chegou aqui, ele estava muito ferido, ele jogou o corpo sobre o de Henry para salvar o garoto.. eu sinto muito, senhora”
[Atualmente]
“Mamãe, foi tão legal, nós ganhamos todas as partidas e eu ganhei de Emma no final” Henry deu um enorme sorriso para sua mãe enquanto ela colocava ele na cama, depois de ter vestido nele seu pijama de capitão America.
“Miss Swan realmente tem braços impressionantes querido, ela deve ser boa em fazer cestas mesmo em suas condições atuais ” Regina disse, embrulhando-o e dando um beijo na sua testa “Agora durma, você se cansou muito hoje, sábado você vai vê-la de novo.”
Aquilo o fez ficar muito feliz, Regina percebeu, dizer que ele ia ver a mulher loira novamente. O que diabos ela tinha que tinha feito Henry gostar imensamente dela? Regina no começo tinha pensado que era uma paixãozinha de criança porque Miss Swan era realmente uma mulher atraente, mas então ela percebeu que ele tratava ela como ele trataria qualquer outro coleguinha da sua idade, um verdadeiro amigo. Ela tinha que confessar, ela estava com ciúme, e ver que Emma Swan estava realmente se infiltrando na sua família depois de pegar carona com Zelena tinha a deixado com mais ciúme ainda.
Regina era uma mulher controladora, ela gostava de ter controle das coisas e ela nunca teria previsto essa mulher entrando na vida do seu filho daquela maneira, e Zelena parecia ter gostado da loira, o problema era que Zelena não gostava de ninguém a não ser de sua família e aquilo era muito estranho.Talvez fosse o sorriso charmoso com covinhas da loira idiota, ela não sorria muito, mas Regina tinha a visto sorrir uma vez e era realmente charmoso.
“Mamãe?” Henry perguntou, tirando ela de seus pensamentos “No que está pensando?”
“Nada, meu príncipe” Sussurrou “Boa noite, eu amo você.”
“Eu amo você também” Henry deu um beijo de boa noite na bochecha de Regina e Regina saiu do quarto, fechando a porta e caminhando até o seu próprio.
Depois de tomar um banho relaxante na sua banheira e se vestir em um pijama de seda confortável, ela sentou em sua cama e pegou seu celular lendo as mensagens que Henry e Emma tinham trocado, confirmando suas suspeitas de que a mulher era homossexual porque é obvio que nenhuma outra mulher passaria tanto tempo encarando a bunda e os seios da outra.
Regina Mills sabia quando alguém estava olhando para os seus bens e ela podia pegar a loira irritante olhando para eles pelo menos 50% do tempo em que elas estavam na sorveteria, antes da namorada dela aparecer.
A morena resolveu fechar seus olhos para tentar dormir também, resolvendo que ligaria para Zelena amanhã e perguntaria porque diabos ela não tinha cumprido os horários de Henry sabendo que Regina levava muito a sério os horários do filho.
Ela conseguiu dormir durante vinte minutos, ao menos, antes de ouvir o barulho de seu filho estrangulando. Seu coração acelerou e ela correu até o quarto de Henry, abrindo a porta, o encontrando chorando, todo vermelho, tentando respirar. Não era a primeira vez que isso acontecia com ele nos últimos meses, mas a cada crise ficava pior, mais violento.
Tentando manter a calma naquela situação desesperadora, Regina pegou a bomba de ar e entregou para seu filho, fazendo uma massagem nas costas de Henry enquanto ele chorava com a bombinha de ar no nariz, tentando respirar “Calma, querido, respira.. mamãe vai ligar pro hospital, nós vamos para lá, ok?”
Henry só conseguiu acenar com a cabeça, aconchegando-se em sua mãe.
Deus, ela estava com as mãos frias e tremendo, ela não podia perder seu príncipe também, ela não ia perder seu príncipe também.
...
Regina estava sentada na sala de espera, Henry tinha ido fazer vários exames e ela queria estar lá com o filho mas quando mostraram o tamanho da agulha que iam enfiar nele para um exame ela não conseguiu se controlar e acabou gritando com uma enfermeira, Robin tinha a expulsado da sala e agora ela estava sozinha, chorando, passando as mãos pelos cabelos com um tique nervoso ordinário.“Regina?” Uma voz que ela conhecia a chamou, ela olhou para o lado e viu Emma Swan com sua típica jaqueta de couro vermelho e uma calça moletom grande, sua cadeira de rodas estava sendo empurrada por uma mulher baixinha com o cabelo preto “O que você faz aqui a essa hora?” Perguntou confusa “Por que você ta chorando? Oh meu Deus, cadê o Henry?” Regina ia pedir para que ela cuidasse da sua própria vida até que ela viu o quão desesperada a loira pareceu ao perceber que Henry não estava ali.
“Henry..” Ela engoliu o choro, limpando uma lágrima “Ele teve um problema ontem a noite, eu tive que trazê-lo aqui..”
“Você ta aqui desde ontem?” Emma perguntou assustada, Regina não disse nada, então a loira olhou para cima, encarando a mulher morena que Regina não conhecia “Mãe, será que pode me deixar aqui?”
“Querida, você tem fisioterapia agora” A mãe de Emma respondeu a ela “Não podemos nos atrasar”
“Mãe, por favor, diz pro Whale que eu faço o dobro hoje.. o triplo, quanto tempo ele quiser só.. por favor.” Emma implorou.
“Tudo bem” A mãe dela respirou “Mas nós dois vamos cobrar.. eu vou pegar um café na cafeteria, Oi.. Mary Margaret, é um prazer” A baixinha acenou para Regina.
Emma rolou as rodas de sua cadeira até que estivesse próxima de Regina, a latina olhou a loira com a testa franzida,a esperando perguntar alguma coisa, mas ao contrário disso ela só segurou a mão de Regina, o que realmente a assustou “O que diabos você pensa que está fazendo?” Perguntou, sua voz denunciando o choro.
“Você precisa de um colo amigo e .. hm.. quando eu to nervosa eu seguro a mão de alguém” Explicou rapidamente, não largando a mão de Regina. “O que o garoto tem?”
“Não é da sua conta, Miss Swan.. é realmente legal que você goste do meu filho e tudo mais, mas esse é um assunto familiar” Resmungou, retirando a mão da loira de cima da sua bruscamente.
“Ei, eu gosto do Henry, ele é meu amigo, e eu vou ficar aqui até que alguém me diga” Respondeu a Regina, cruzando seus braços.
Regina bufou, esperando que Robin ou uma enfermeira chegassem com noticias de seu menino. Ela estava exausta mas ela sabia que não conseguiria pregar os olhos até que tivesse noticias do seu pequeno príncipe.
Emma Swan parecia uma criança, ela percebeu, porque a loira começou a andar com a cadeira pelo corredor como se estivesse em uma pista de corrida, dando voltas de um lado para o outro, cada vez mais rápido “Você vai se machucar” Regina resmungou, irritada “Pare com isso”
Emma olhou para ela, franzindo o cenho “Tudo bem, mamãe, eu paro” Debochou, voltando com a cadeira para o lado dela. Emma Swan estava usando uma colônia barata mas que realmente tinha um cheiro muito bom, aquele cheiro lembrava açúcar mascavo, era gostoso, realmente gostoso, e o cheiro da loira petulante a fez lembrar de seu pai, Henry Mills, que descansasse em paz. Deus, como ela queria que seu pai estivesse com ela agora, parecia que todos os homens importantes de sua vida eram levados dela... todos, menos Henry. “Você ta chorando de novo” A mulher mais nova percebeu, depois de uma longa pausa completando “Ele não está morrendo, está?”
“Os remédios que ele começou a tomar para aliviar as dores da perda da perna.. antes ele sentia algo como um ‘membro fantasma’, era como se ainda estivesse lá, e doía.. ele chorava toda noite.” Regina mordeu o lábio “Esses remédios acabaram o fazendo desenvolver câncer..”
“Não,não..” Emma negou com a cabeça “Gina, ele não vai morrer”
Regina resolveu esquecer o ‘Gina’, continuando “Ele não vai morrer agora mas.. ele tem pouco tempo, cinco ou quatro meses... a não ser é claro que eu ache um doador de medula compatível” Deu um riso seco “O único da família que era compatível morreu, meu marido.. e até agora o hospital não conseguiu achar nenhum outro.”
Emma ficou em silencio, seu rosto estava vermelho, suas bochechas coradas, ela parecia estar passando um tempo difícil para pensar em algo. Regina fechou seus olhos e colocou as mãos sobre a cabeça, apoiando todo o peso do seu corpo nos cotovelos.
“Eu .. meu sangue é O negativo.. eu sei que não significa nada, é claro...” A loira sussurrou baixinho “Mas já que eu posso doar meu sangue para qualquer um.. significa que talvez minha medula.. ela pode ser compatível com a do seu filho.” Mordeu o lábio, nervosa com a proposta que estava fazendo.
A mulher mais velha a encarou como se ela fosse maluca, em seguida perguntando “Você está oferecendo-se para enfiar uma agulha enorme em você e depois você passar por todo o processo doloroso de recuperação pelo meu filho?” Ela não sabia se aquele era um ato de estupidez ou um ato corajoso e admirável.
“Eu estou falando sério, Regina..eu gosto muito do Henry” Emma respondeu “Ele é tipo o filho que eu nunca tive e nem vou ter.. eu não vou deixar o garoto morrer mais cedo que eu sendo que eu posso salvá-lo.”
“Bem, é improvável que sua medula seja compatível a dele.. a não ser que seja por um milagre” Regina não acreditava em milagres “Mas se você quiser fazer os testes e descobrir, eu não posso te impedir!”
“Ótimo”
Emma começou a empurrar as rodas de sua cadeira para longe de Regina, indo em direção aos laboratórios do hospital, Regina revirou os olhos, provavelmente aquela mulher estúpida ia desistir na hora que visse o tamanho daquela agulha, e se não desistisse, iria passar muito tempo reclamando sobre a dor que sentiria durante o processo.
A mãe de Henry só conseguiu noticias do filho, esquecendo completamente a proposta de Emma, quando já era quase meio dia. Robin tinha a deixado entrar na sala de repouso do garoto e ficar com ele, que estava dormindo devido aos medicamentos que tinha tomado para não sentir dor, ele também tinha dito que agora, mais do que nunca, eles iriam precisar achar um doador para Henry caso o menino quisesse viver.
Zelena chegou uma hora mais tarde, pedindo-a para descansar, tomar um café ou qualquer coisa, é claro que Regina negou-se a sair de perto de Henry, ela não iria sair de perto de Henry em momento algum, ela não ia abandoná-lo.
“Mamãe?” Ele murmurou, fraquinho, ela não teria ouvido se não estivesse tão perto dele. Henry ainda estava grogue dos remédios “Onde eu estou?”
“No hospital, bebê.. mas não se preocupe, tudo vai ficar bem, eu juro pra você.” Prometeu, mesmo sabendo que provavelmente não ficaria.
Henry ofereceu um sorriso fraco para ela e voltou a fechar os olhos enquanto sua mãe acariciava seus cabelos lisos, cantando uma musica bonita de ninar.
Três horas depois Robin e Dr. Whale entraram na sala, os doutores pareciam animados com que iam dizer, Robin pediu para conversar do lado de fora da sala e Zelena ficou com Henry lá dentro, quando ele disse “Emma Swan nos disse que você deixou com que ela fizesse a doação da medula para o Henry” Robin foi o primeiro a falar.
“Eu não deixei, ela se voluntariou” Cruzou os braços, realmente sem tempo para que Emma Swan pudesse causar-lhe problemas “Por que?”
“É compatível, impressionante... um milagre, mas é compatível” Whale deu um grande sorriso “Queremos preparar Henry para recebê-lo assim que extrairmos dela, Emma já está em uma das salas de exame, esperando que a extração seja feita!”
Os olhos de Regina estavam arregalados. Compatível? Emma Swan era compatível com seu filho? Mas como? Emma não era familiar, parente ... Jesus, aquilo era um milagre, um verdadeiro milagre .. O rosto espantado de Regina se quebrou em um sorriso aliviado.
Bem, talvez ela devesse começar a odiar menos a mulher que estava prestes a salvar a vida do seu filho.
....
“Mamãe, só assine isso” Emma pediu, bufando “Dr. Whale disse que eu só vou precisar de quatro semanas de repouso absoluto, e vai ser bom porque você sabe que eu adoro ficar sem fazer nada, só assistindo minhas séries.”
“Emma..” Mary Margaret leu o relatório mais uma vez, nervosa “Eu não sei, filha.. você tem esses problemas de saúde e aqui fala que qualquer esforço brusco poderia inflamar e causar problemas maiores, é muito arriscado.. você mal conhece o menino!”
“Mas eu sinto que eu tenho uma ligação com ele ..eu .. eu fico bem mais feliz quando eu estou perto de Henry, o garoto é como se fosse meu filho!” Emma tentou explicar, implorando para que a mãe assinasse ( porque ela nem podia mais assinar os próprios documentos dela só por ela, ela também precisava da autorização de um familiar, patético! ) “Mãe, Henry é muito bom, muito puro.. quando você conhecê-lo você vai adorá-lo, eu juro pra você .. não deixe esse menino morrer sabendo que eu posso ajudá-lo.”
Ela sabia que sua mãe era uma romântica incurável e tinha um coração amolecido, então Mary Margaret acabou assinando a autorização, dizendo que chamaria o seu pai.
Emma agora estava deitada na cama do hospital onde ficaria internada, assistindo a um programa de TV nos canais abertos que não parecia muito bom mas iria distraí-la. Ela realmente queria ver Henry mas ela só podia levantar dali para banhar e ir ao banheiro, pelo menos depois de tirar a medula, o que aconteceria a qualquer momento agora.
Ela sabia que tirar a medula doía, e Whale tinha deixado bem ciente para ela o tamanho da agulha que iriam usar, bem ciente mesmo, mas ela estava feliz em fazer aquilo, poder salvar o Henry fazia-a lembrar da época em que ela era uma policial, batendo nos caras ruins, prendendo-os, salvando as pessoas em perigo.. podendo fazer o bem para a população. Infelizmente ela não podia fazer nada daquilo na cadeira de rodas, mas ela podia ajudar seu melhor amigo depois de Ruby a continuar entre eles, ela realmente gostava de Henry e ela não estava disposta a perder o seu companheiro naquelas reuniões chatas de sábado, quem iria fazer piada sobre Killian se ele não estivesse lá? Só de pensar naquilo, seu coração apertava imensamente.
Regina entrou no seu quarto sem se pronunciar, carregando um buquê com diferentes flores e um urso de pelúcia “Miss Swan” Ela costumava dizer Miss Swan com certo desdém, ao menos agora ela parecia um pouco mais sentimental “Henry mandou-lhe esse urso de pelúcia, eu contei a ele o que você está fazendo e ele disse que se você ficar com o Mr. Cuddles você vai se recuperar muito mais rápido..” Disse, colocando Mr. Cuddles perto de Emma, que agarrou o ursinho que cheirava a maça.
“Diga ao garoto que eu agradeci, ele está bem?”
“Melhorando, não pode comer nada até a hora do transplante.. assim como você, eu imagino” Respondeu, colocando o buquê em um vaso de água “Uh.. as flores são minhas, um agradecimento por isso.. você só conhece meu filho a três semanas e já está fazendo mais do que qualquer um que o conhece a bastante tempo faria.. minha mãe, por exemplo” Deu um riso triste.
Emma encarou as flores, e em seguida a mãe de Henry “Valeu, mas eu teria preferido que você me pagasse um cheeseburger depois que eu sair daqui” Brincou.
“Bem, eu estou devendo-te então” Regina murmurou. Quem dizia devendo-te em pleno século XXI??? “Presumo que você saiba que eu sou bastante rica.. e .. eu estou disposta a assinar um cheque para você da quantidade que você quiser”
“Não estou fazendo isso por dinheiro” Emma rosnou, aquilo a ofendeu “Eu gosto do Henry, Regina!”
“Eu sei disso,Miss Swan, mas se você precisar de dinheiro para fisioterapia que é muito cara ou qualquer outra coisa eu ficaria feliz em pagar!”
“O governo paga meu tratamento” A loira resmungou “Eu não quero o seu dinheiro, muito obrigada..”
Regina secretamente admirou o fato da loira não aceitar dinheiro, qualquer outro teria aceitado. Ela tirou seus olhos das flores que tinha comprado e sentou-se na cadeira ao lado da cama onde Emma estava deitada, ainda abraçada a Mr. Cuddles do jeito mais idiota e fofo que poderia existir.
“Bom, tudo bem então, mas se você precisar de qualquer coisa com remédios ou outra coisa que eu possa ajudar ,qualquer coisa mesmo.. me deixe saber, eu te devo uma.. você está salvando o bem mais precioso que eu tenho na minha vida” A morena respondeu “Eu até seguraria na sua mão agora.. está nervosa?” Brincou.
Emma arqueou a sobrancelha, fitando-a, lábios franzidos. Aquela era a primeira vez que Regina Mills, a rainha de gelo, fazia uma brincadeira com ela? Oh, legal.
“Não, eu estou legal.” Respondeu, Mr. Cuddles fazia muito bem no quesito deixá-la confortável “Eu só gostaria de ver Henry depois do transplante.” Pediu.
“Claro, ele ficaria muito feliz” Deu-lhe um sorriso gentil, cruzando as pernas na cadeira que graças a saia que estava usando dava uma bela visão das coxas gloriosas que a morena tinha, e é claro que Emma olhou. Ela também não gostava muito de Regina, mas o corpo daquela mulher.. Nossa! “Miss Swan, meus olhos estão aqui em cima!”
Emma se deu ao trabalho de corar,levantando seus olhos de imediato para encarar Regina Mills que estava com uma perfeita sobrancelha arqueada. Ela estava pensando em uma resposta boa, mas foi salva pelo gongo quando seu pai e sua mãe entraram no quarto dela.
“Oh, você tem visitas!” David deu um enorme sorriso.
“Regina, esses são meus pais, pais, essa é a mãe do garoto que eu vou doar a medula” Emma explicou rapidamente, vendo que Mary Margaret estava com uma sacola cheia de DVD’s “Esses são meus filmes preferidos?” Perguntou.
“Seus filmes preferidos e seus remédios.” Mary Margaret respondeu, em seguida sorrindo para Regina “É um prazer novamente, Regina, espero que seu filho esteja melhor.”
“Ele está” Regina deu um riso contido “Vai ficar melhor ainda depois do transplante, eu espero.”David estendeu a mão para a morena “É um prazer conhecê=la, David Nolan.”
“Sua filha é sua cara” A morena pegou a mão dele, apertando-o “Bem, com licença.. eu devo ir ver o meu filho agora, foi um prazer os conhecer, mais uma vez, muitíssimo obrigada Miss Swan”
Regina saiu da sala, deixando-os sozinhos. David e Mary Margaret estavam bem cientes da sexualidade ‘fluida’ de Emma, e por isso é claro que como Ruby, depois de verem Regina lá com ela, eles iriam fazer a mesma pergunta besta sobre Regina e ela estarem ‘juntas’, e foi David o primeiro a dizer
“Nossa, ela é linda.. Emma, me diga que você está com aquela mulher” David apontou para a porta, recebendo um tapa de Mary Margaret, que revirou os olhos.
Emma riu “Nah, ela não é meu tipo, ela prefere barbudos ..” Explicou “E também, a mulher me odeia .. ela só está aqui porque eu estou salvando o filho dela.”
“Bem, eu sei que você ama Henry e eu tenho certeza que ele é um menino maravilhoso mas quando eu vi Regina.. eu senti uma grande química entre vocês” Mary Margaret piscou “Você não namora a um tempo e ..”
“Mamãe, eu mataria aquela mulher nos primeiros cinco segundos que ficássemos juntas.. ou ela me mataria” Debochou “E também, a chance de uma mulher de trinta anos arrumar alguém é baixa, uma mulher de trinta com cadeira de rodas é quase nula” Continuou, tentando parecer bem humorada mas com um tom de amargura em sua voz.. Bem, ela devia estar passando muito tempo sem aqueles remédios se ela já estava começando a ter aqueles pensamentos tristes, ela odiava os remédios, mas ela odiava mais aquelas vozes em sua cabeça falando sobre o quão inútil ela era “Mãe, coloca Mean Girls para mim..”
“Claro!” Mary disse, pegando o DVD de Mean Girls para colocar na TV.
Emma colocou Mr. Cuddles ao seu lado e encarou a TV onde Cady começava a contar a historia de como iria parar na escola onde Regina George estudava. Emma adorava aquele filme!
....
Regina chegou ao quarto de Henry que estava jogando no celular de sua irmã mais velha, Zelena, que estava sendo incrivelmente boa em ficar ali com Henry e com ela “Você entregou o Mr. Cuddles para Emma?” Henry perguntou assim que viu a mãe entrar.
Regina assentiu “O Mr. Cuddles e flores, o melhor para sua salvadora” Ela piscou para o filho, beijando sua testa “Está se sentindo melhor?”
“Aham, o Dr. Hood disse que depois que o transplante estiver completo eu nunca mais vou acordar sentindo como se estivesse morrendo, certo tia Zelena?” Henry disse e Regina teve vontade de chorar, ele era tão novo para sentir tanta dor, ela estava tão aliviada que ele não iria mais passar por aquilo.
“Exatamente, ele disse com essas palavras” Zelena concordou.
“Tia, me passa minha perna.. eu quero andar um pouco” Henry pediu, apontando para a prótese no chão, ao lado do sofá onde Zelena estava sentada.
Foi a mãe dele que negou “De jeito nenhum, O Dr disse que você precisa ficar de repouso até a hora do transplante.. fique quieto mocinho, pegue o controle e assista TV” Regina entregou a ele, ela estava exausta e com sono, mas ver o sorriso no rosto de Henry valia a pena qualquer sofrimento que ela precisasse passar.
Henry pegou o controle, desconfiado “Você me disse que TV deixa crianças dementes”
“E é verdade, mas hoje é uma ocasião especial” Ela disse “Coloque em algum desenho, nenhum acima da sua classificação!” Avisou.
“Sim senhora”
Henry começou a passear pelos canais enquanto Regina foi sentar-se ao lado de Zelena, agradecendo por estar ali “Muito obrigada por vir, você tem sido meu porto seguro por muito tempo mana..” A morena agradeceu, deitando a cabeça no ombro da irmã “Eu me sinto tão aliviada por.. finalmente algo estar dando certo.. Henry está na lista de espera pro transplante desde os 4 anos e de repente essa mulher aparece numa cadeira de rodas salvando tudo.”
“É o destino maninha, talvez esse seja o motivo pelo qual eu gostei tanto dela” Zelena respondeu Regina “E não se preocupe, eu adoro Henry.. August vai vir para cá depois do trabalho, se você quiser descansar..” Informou a vinda do marido, ainda tentando fazer com que sua irmã tirasse um cochilo ou algo do tipo, quando Regina não estava trabalhando ela estava cuidando de Henry, ela não tinha nenhum tipo de diversão verdadeiro, a mulher parecia um robô, ela precisava de mais relaxamento do que as massagens no SPA no fim de semana, todos que a conheciam sabiam disso.
“Não, não ..eu bebi um café a pouco, eu estou bem” Disse.
“E a loirinha idiota, como está?” Perguntou, mudando o assunto, sabendo que não importasse a insistência, Regina era cabeça dura.
“Bem, ela está realmente disposta a fazer isso sem ganhar nada em troca.. eu ofereci dinheiro a ela e ela não aceitou” Resmungou “Eu odeio ficar com esse sentimento de dever alguém, odeio, mas infelizmente parece que eu a devo uma”
“Acho que ela não precisa, de qualquer maneira.. a mulher é realmente uma heroína, ela perdeu o movimento das pernas salvando uma criança de um tiro, saiu em todos os jornais a um ano atrás.. eu não tinha reconhecido até ela me contar a historia, o governo paga todos os remédios e os tratamentos, ela é uma típica heroína americana” Murmurou, fazendo Regina ciente de que aquele não era o primeiro ato heroico da loira.
Ok, agora estava decidido porque Henry tinha aquele grande amor por Emma, ele era apaixonado por superheróis e ao que parecia, Emma Swan era uma.
“Você falou com a mamãe?” Regina perguntou.
“Falei, e você sabe como ela é.” Zelena revirou os olhos “Ela disse que provavelmente o garoto tinha isso por conta do ‘domador de cavalos’” citou entre aspas Daniel, Regina sentiu a raiva subir. “Ela nunca gostou do seu marido, ela queria você casada com aquele cara rico.. Leopold.”
“É, o cara que tinha trinta anos a mais que eu” Regina rosnou, furiosa “Daniel morreu, assim como ela sempre quis, eu não vou deixar ela continuar falando mal dele até em seu descanso”
Zelena concordou com a cabeça.
Robin entrou na sala com mais duas enfermeiras, um enorme sorriso no rosto “Regina, Henry.. está na hora, vamos?”
Regina deu um sorriso aliviado, finalmente parecia que ela e Henry poderiam descansar um pouco.
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