The White Man.

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Início de história... O lemon, se tiver, ficará um pouco mais para frente >////< quando minha vergonha for embora.

Yuki é um garoto de 17 anos, saudável porém não tão normal. Ele é branco. Não o branco que vocês devem estar imaginando... Realmente branco. Mais branco que uma folha de papel. Nunca descobriram o por quê dele ter nascido assim, e talvez nunca saberemos. Seu cabelo é castanho e seus olhos vermelhos. Tem longos cílios orelhas pequenas.

Ele vive sozinho há um ano e meio em uma casa não tão pequena, nem tão grande. Sua mãe morreu há cinco anos e seu pai trabalha em outro país, com sua nova família. Yuki, ainda bebê, fora alvo de inúmeros exames e vários médicos e cientistas tentaram conseguir permissão para estudá-lo, todavia seus pais sempre rejeitaram. Como o branco de sua pele não afetava em nenhum ponto sua saúde, resolveram deixar quieto.

Na infância, Yuki tentou ir à escola. Alguns meses depois seus pais o tiraram, pois perceberam que ele sofria com as brincadeiras de seus colegas de classe. Passou a ter aulas em casa. A medida que ia crescendo, menos saía do portão para fora. Desde que mora sozinho, nunca mais saiu. Sua vizinha, uma senhora já de idade, leva para Yuki tudo o que ele não pode comprar pela internet, e o que ele compra, é ela quem recebe. Ele a paga com o dinheiro que seu pai envia todo mês, que não é muito, mas é o suficiente para o mínimo de conforto.

Yuki corta seu próprio cabelo, faz todos os serviços domésticos e alguns cursos pela internet, para profissões que podem ser realizadas em casa. Gosta de jogar videogame, assistir filmes, e tudo o que um jovem normal gosta. Porém, seu único contato com o mundo exterior, é de fato com a senhora que tanto o ajuda. E também é ela que recebe os raros sorrisos que ele mostra somente quando à agradece. Tem sido a mesma coisa há mais de um ano, porém isso pode mudar com a chegada de um novo morador nas redondezas.

Era uma fria tarde de dezembro quando Yuki pediu para a senhora Kaede trazer-lhe um pouco leite, para o bolo que queria preparar. Ouviu a campainha tocar e achou estranho, pois Kaede sempre batia diretamente na porta, uma vez que o portão ficava aberto. Foi então até a porta e a abriu se preparando para dizer “entre”, quando viu a imagem de um rapaz de cabelos negros olhando fixamente para ele, como se visse um fantasma. Yuki se posicionou atrás da porta, deixando-a um pouco aberta:

– O que deseja?

– Boa tarde... Uma folha de papel muito importante voou para dentro do seu quintal. Poderia me ajudar?

– Claro.

Yuki pegou uma coberta e se cobriu por inteiro. Quando saiu, o homem continuou olhando-o fixamente. Em pouco tempo achou a folha, e então a devolveu.

– Aqui está.

– Muito Obrig... – O moreno olhou para as mãos brancas de Yuki e levou um susto. Então segurou-a com força, tirando a coberta do rosto do garoto. – V...você está bem?! Está pálido, não, ESTA REALMENTE BRANCO! Meu Deus, uma ambulância.. Melhor, vem comigo que eu te levo ao hosp...

– Eu estou bem. Já nasci assim. – Respondeu Yuki àquela reação, que já presenciou tantas e tantas vezes. O rapaz então olhou-o meio confuso.

– Hahahaha... Que susto! Que bom que é isso! Fico mais tranquilo.

– Bom? O QUE TEM DE BOM NISSO?! Eu... – Yuki voltava a se cobrir.

– ME DESCULPE! Não era essa minha intenção, eu juro. Só quis dizer que é melhor isso do que estar doente, não? – Sorriu.

– Seria melhor estar morto. – Surrurrou. Mesmo assim o moreno foi capaz de ouvi-lo. Yuki virou as costas e já ia entrando em casa, quando o rapaz lhe dirigiu novamente a palavra.

– Ei! Me chamo Yagami Ritsu. Vou morar duas casas a direita da sua. Espero que possamos ser amigos! – Sorriu.

Yuki apenas olhou por uma fresta da coberta, fechando a porta.

– “Não preciso de amigos”.