The Wedding Date

4 Meu falso namorado


Notas iniciais
Esse capítulo tem uma cena inspirada no filme Juntos Pelo Acaso. Quem não assistiu, assista porque é maravilhoso! Bom, é só isso. Beijinhos. Espero que gostem.

Rachel havia acordado naquela manhã com uma dor de cabeça insuportável, o que já estava se tornando muito comum. Levantou-se e foi fazer sua higiene matinal tomando um banho em seguida. Relaxou e aproveitou ao máximo. Precisava se desligar um pouco do mundo e de todos. Ultimamente era tanta preocupação com trabalho que mal havia tempo para se cuidar.

Hoje era o dia. Rachel iria para Nova Jersey com Finn, então combinaram de ir logo após o almoço. Na parte da manhã ela foi ao salão fazer unhas e dar um corte nos cabelos. Como Kurt sempre se empolgava, acabou fazendo californiana no cabelo de Rachel. No começo, ela hesitou, porém não resistiu. Ficou curiosa pela resultado. Ele já era seu cabelereiro há anos, por isso confiava nele. Os dois eram super amigos, se falavam quase todos os dias. Apenas o trabalho os impediam de se verem todos os dias, definitivamente não era por falta de vontade. Rachel adorava passar um tempo com Kurt, ele era divertido e um de seus melhores amigos.

– Mudou o cabelo. Hm, eu gostei. — Finn disse enquanto desencostava do carro e abria a porta para ela.

– Olha, se isso é mais um de seus deboches pode...

– Não, eu realmente gostei. — Finn interrompeu ela que por sua vez ficou sem reação. Não esperava um elogio dele. Como resposta apenas sorriu levemente sem manter contato visual entrando no carro logo em seguida.

– Então... — Rachel começou a falar quando Finn já estava no carro no banco de motorista colocando o cinto de segurança. — Repassando tudo o que combinamos. Fomos apresentados por Chord, um amigo em comum que temos. Você é terapeuta e... — ela parou de falar quando ouviu o celular dele tocar persistentemente — Olha, você pode atender.

– Não, tá tudo bem. Deixa cair na caixa de mensagem.

– Ok. Então... Você é terapeuta e... Por favor, atenda isso. Essa pessoa é muito persistente, pelo visto. — Ele puxou o celular que estava no bolso da calça jeans. "Alô?" "Hm, parece ótimo." "Mas é claro." "Sexta agora às onze horas?" Ele estava combinando um encontro com alguém? Era isso mesmo ou ela estava ouvindo errado? "Que tal às dez e meia?" Rachel olhava para ele incrédula. Não acreditava que ele estava fazendo isso. Finn não poderia estragar o plano. "Ok, combinado." Finn desligou o celular colocando no bolso novamente e olhou para ela:

– Desculpe, é uma amiga doente. Ela está internada em um dos hospitais de lá. Farei uma... Hm, visita.

– Ah, mas é claro! E o que você vai fazer? Curá-la com seu pênis mágico? Eu acho que fui bem clara. Você não pode fazer essas gracinhas lá.

– Ih, ok ok. Acho melhor irmos antes que escureça então, né chefinha? — falou enquanto dava partida no carro.

A viagem estava tranquila. Eles repassavam o plano pela milésima vez.

– Então, como nos conhecemos mesmo, hein? — Rachel perguntou para confirmar se ele havia realmente entendido.

– Por um amigo em comum. Eu sou terapeuta, muito bem resolvido, moro sozinho e não tenho filhos. E o mais importante, estou completamente e perdidamente apaixonado por você. — Finn já não aguentava mais — Meu Deus, misericórdia. Acho que falei isso pela milésima vez. E eu não estou exagerando.

– Não precisa dessa melacão toda de "completamente e perdidamente apaixonado por mim", por favor. — Rachel revirou os olhos — Nós apenas nos gostamos muito.

– É... Mas na frente daquele seu amorzinho lá você vai querer muitas demonstrações de carinho. Disso eu tenho certeza. Vocês mulheres querendo fazer ciúmes... — Finn riu. Rachel revirou os olhos. Resolveu não repassar mais o plano, afinal ele já sabia tudo o que devia falar. Ela tentava se acalmar, pensava consigo que aquilo tudo era uma loucura. Mas por algum motivo fazer aquilo parecia ser estranhamente certo.

A música tocava no carro, era de uma das bandas preferidas de Rachel.

– Eu amo essa música e Radiohead é uma das minhas bandas preferidas. — ela disse olhando para ele que cantarolava baixinho batucando os dedos no volante.

– Eu também adoro. Os caras são demais. — ele sorriu. — É por aqui, certo? — perguntou enquanto dobrava a esquerda entrando em uma rua.

– NÃO! — ela praticamente gritou. — Era para você seguir em frente. Por que você continua andando? Dê ré.

– O que? Não posso fazer isso. — ele disse.

– Claro que pode. Anda! — ela disse um pouco nervosa.

– Agora não posso. — observou pelo retrovisor um carro que vinha logo atrás. O mesmo começou a buzinar para eles andarem mais rápido.

– Você tá com sinal no seu celular?

– Não.

– Ai meu Deus, eu não sei andar muito bem por aqui, o que vamos fazer? — ela estava ficando mais nervosa ainda.

– É para isso que serve o GPS. — Finn riu. Rachel revirou os olhos e cruzou os braços. — Você é tão centrada no trabalho, tem sempre tudo sobre controle, que vê-la desesperada assim chega a ser engraçado.

– Pára de rir, ok? Isso não teve graça. — Rachel fechou a cara.

– Bom, mas é melhor você ficar menos emburrada porque daqui a pouco estamos chegando. Ou você já vai querer demonstrar que não somos o casal perfeitinho? — Finn riu.

– Todos os casais brigam, ok? Pare de falar e concentre-se na estrada. Eu quero chegar logo.

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– Que saudades de vocês! — Rachel falou abraçando os seus dois pais.

– Minha pequena. Que saudade! Acho que você cresceu nesse meio tempo que não nos vimos, hein. — Hiram brincou. Finn não se conteve e também riu.

– Hm, Rachel, por que ainda não nos apresentou esse bonitão? — Leroy falou enquanto observava o homem parado atrás de Rachel.

– Esse é o Finn. — Rachel disse enquanto sentiu ele entrelaçar os dedos da mão esquerda nos dela. — Ele é... hm...

– Eu sou o namorado dela, muito prazer.