Notas iniciais
Mais um cap.
Vamos ver se a Elena vai continuar sendo sonsa e acreditando que o Damon realmente a traiu :S
Gente, só agora que eu percebi que a fic já tem 32 caps =x
Vocês estão achando que tá ficando muito grande e cansativa a fic?
Me digam o que vcs estão achando se vcs estão ou não gostando, se não estiverem gostando o que vcs querem que aconteça e tal :x
Beijinhos

Elena saíra de casa completamente devastada pela cena que acabara de presenciar. As lágrimas rolavam incessantemente por sua face de pele macia. Seu coração parecia se despedaçar lentamente, pouco a pouco, prolongando a dor, tornando insuportável, lascinante.

Sua alma chorava silenciosamente, rasgava-se, partia-se. Aquilo não era possível, ela não queria acreditar, mas como não acreditar que está bem diante de seus olhos? Ela tinha visto, ela o tinha visto beijando Katherine. Como ele tivera a coragem de traí-la? Ainda mais com ela estando grávida e precisando tanto dele?

-Elena, você não pode sair assim...-Damon foi atrás dela, precisava explicar o que tinha acontecido

-Eu já disse que eu não quero saber. –Gritou visivelmente alterada. –Você não precisa perder seu tempo comigo, pode voltar para ela...

-Eu não quero ficar com ela...-Falou quase irritado. Como poderia querer ficar com alguém como Katherine? –Você deveria saber que eu amo você...-Falou sinceramente, mas aquilo não iria fazer a menor diferença, não naquele instante.

-Eu vi como você me ama...-Falou ironicamente.

-Nós precisamos conversar...

-Será que ter me traído não foi o suficiente? –Falou tentando não chorar na frente dele, aquilo seria humilhante demais. –Você ainda quer conversar, vai me falar o que? Desculpe, Elena, eu só estava de usando?

-Não, Elena, eu...-Tentou continuar, mas ela o interrompeu.

-Eu não quero saber. –Estava magoada demais, não queria mesmo saber.

Não quisera nem ouvir o que ele tinha para falar, ela não precisava ouvir, não precisava de desculpas para justificar o injustificável. Entrou no carro apressadamente, queria ir embora dali o mais rápido que pudesse.

...

Damon não pode acreditar quando a viu ir embora daquele jeito, ainda não tinha assimilado a idéia de que Elena acreditara tão facilmente que ele a estava traindo. Ele jamais faria isso, afinal, ele a amava tanto, dera tantas provas que a amava, mas nada disso foi suficiente nem para que ela simplesmente pudesse ouvir o que ele tinha para falar.

Deveria ter ido atrás dela, deveria ter feito com que ela conversasse com ele e não a deixado simplesmente ir. Pronto, ele a tinha perdido de novo e já eram incontáveis as vezes em que ele a perdera, não importava se ele fizesse algo ou não, isso sempre acontecia.

-Você vai passar o dia aí lamentando pela Elena quando nós podemos fazer coisas muito mais interessantes juntos? –Katherine perguntou cinicamente, já estava entediada com todo aquele drama.

-Você sabia que ela estava chegando e armou tudo. –Falou irritado com a presença dela, ele realmente a odiava, cada vez que a encontrava, a considerava pior ainda.

-Muito bem, Damon, pelo visto a convivência com a Elena ainda não te deixou completamente burro. –Sorriu sarcasticamente. –É lógico que eu sabia, se não qual seria a graça? -Fez uma pausa. –Será que agora que eu me livrei da sonsa, nós podemos ir para cama. –Falou maliciosamente.

-E será que eu já não te disse que nem mais para vadia você serve? –Falou ironicamente. Queria matá-la, mal conseguia suportar a presença dela. –Transar com você é que não tem mais nenhuma graça.

-Você está ficando tão chato...-Reclamou num tom entediado e revirou os olhos. –Que está me deixando entediada.

-Ótimo, então vai embora daqui agora. –Se ela não saísse, ele iria colocá-la para fora a força.

-É uma boa idéia, vou visitar o seu irmão agora. –Sorriu cinicamente. –Deu alguns passos, mas parou, lembrou se de algo. –Ah...-Foi até ele. –Nem pense em tomar verbena, eu gosto do fato de poder brincar com você. –Falou mantendo contato visual com ele, estava o compelindo novamente.

...

Elena tentava conter as lágrimas, não deveria chorar por ele, não deveria chorar por quem não a merecia, por quem tinha feito com ela, mas não conseguia agir diferente, sentia como se todo seu mundo tivesse acabado bem na sua frente. Balançou a cabeça negativamente.

De todas as mulheres com quem ele podia ter ficado, tê-la traído, escolhera justo ela, justo a Katherine, mas fazia algum sentido, afinal, ele sempre a amou, era infantil pensar que ele pudesse esquecê-la quando a amou por mais de cem anos.

Elena era apenas uma substituta, uma cópia mal feita como Katherine costumava falar. Sentiu-se uma idiota, sentiu-se usada. Ela servia enquanto era bonita, mas garota que seu corpo estava mudando, que ela estava gorda, que não era mais sensual, não era atraente ele correra direto para os braços da outra.

O choro tornou-se ainda mais intenso, sentia um grande vazio, não sabia para onde ir, o que falar, o que fazer. Só sabia que queria estar bem longe dele, nunca deveria ter se envolvido com ele, nunca. E para piorar ela ainda estava grávida dele, mas ele também não deveria estar se importando com o próprio filho, se estivesse, não estaria no sofá da sala se agarrando com aquela vabunda.

Ainda chorava quando tirou a linda aliança de brilhantes do dedo e a atirou da janela num impulso irracional de decepção, frustração e de raiva. Elena o odiava, bem, ela ainda o amava e era por isso que queria odiá-lo para não sentir mais o que sentia, para não sentir mais tanta dor.

Estava perdida, completamente perdida. Desejou morrer e acabar com todo aquele drama. Ouviu o celular tocar insistentemente, não iria atender de jeito nenhum. Ele que ligasse até se cansar. Não queria ouvir a voz dele, não queria ouvir nenhuma mentira, nenhuma frase inventada, nenhuma declaração de amor forjada. Desligou o aparelho para não se ver tentada a atendê-lo.

Se ela sofreria se fosse traída, sofreria mil vezes mais estando sensível como ela estava. Decidiu dirigir até a casa de Caroline, precisava muito de uma amiga, precisava de algum consolo, mesmo se tudo que pudesse ser dito não fosse mudar nada ou diminuir a dor que sentia. Dirigiu o mais rápido que pode, precisava chegar de uma vez. Quando finalmente chegou seus olhos já estavam avermelhados de tanto chorar, a garota soluçava. Caroline assustou-se com a cena.

-Meu Deus, Lena, o que aconteceu? -Perguntou num tom extremamente preocupado.

-Eu....eu...-Não conseguiu responder, chorava tanto que sua voz falhava, se perdia em meio ao ruído do choro, dos soluços.

-Aconteceu alguma coisa com o baby? -Perguntou enquanto analisava a garota cuidadosamente.

-Não...-Elena exclamou em meio a todo o choro, encolheu-se, tentando achar uma posição onde a dor que já era tão forte que se tornava física se tornasse ao menos um pouco mais branda.

-Lena, você está passando mal? Por favor, me diz...-A forma como a garota chorava a estava deixando desesperada já.-Eu vou ligar para o Damon e avisar que você não está bem.

-Por favor, não. -Pediu aflita. -Ele é a última pessoa que eu quero ver na minha frente...

-Vocês brigaram? –Pareceu completamente surpresa com essa possibilidade, afinal, eles pareciam tão felizes juntos.

-Ele me traiu, Carr... -A voz se tornou quase um sussurro, um lamento em meio as lágrimas. Elena abraçou a amiga fortemente que retribuiu ao abraço no mesmo instante.

-O que? -Caroline perguntou chocada, realmente nunca esperou ouvir aquelas palavras. Levou Elena para dentro de casa e a ajudou a se deitar no sofá. -Lena, eu não acredito no que você acabou de me dizer, isso não é possível...

-Eu vi...-Não conseguiu terminar a frase, chorava tanto que falar era algo quase impossível. –Eu vi ele me traindo...-Sentiu suas emoções desabarem num colapso, não tinha idéia de como iria superar isso.

A loira a abaraçou carinhosamente. –Eu ainda não consigo acreditar nisso. –Caroline ainda estava surpresa, eles pareciam ser o casal perfeito, viviam juntos e agora isso. Não fazia nenhum sentido. –Ele parecia que te amava tanto, todas as coisas que ele fez por você...-Fez uma pausa, tentou enxugar as lágrimas da amiga inutilmente, Elena não parava de chorar.

-Tudo isso era apenas fingimento. –Continuou no mesmo tom fraco, abalado. –Tudo que ele me falou, todas as vezes que disse que me amava...-Fez uma pausa, sentia todos os músculos de seu corpo se contraírem, com se sentissem fisgadas, uma dor tão forte, excruciante. –Era tudo mentira, Carr...

-Ah, amiga, eu sinto tanto. –Sussurou acariciando os cabelos da garota. –Mas como foi isso?

-Eu cheguei em casa e...-Uma nova pausa, mais lágrimas. Não conseguia suportar o vazio que invadia todo seu corpo e lhe fazia se sentir daquele jeito. Sentia-se péssima, era como se não tivesse sobrado, ele havia tirado tudo dela de uma só vez. –Ele e a Katherine estavam no sofá se beijando.

-Com a Katherine? -Perguntou ainda mais espantada do que antes. –Eu não acredito, justo com a vadia? –Caroline balançou a cabeça negativamente, estava incrédula. –E o que ele te falou sobre isso? –Fez uma pausa. –Eu quero dizer, ele pelo menos tentou falar alguma coisa, né?

-Eu não deixei ele falar. –Tentou acalmar-se, mas não conseguia, as palavras quando ditas em voz alta eram ainda mais dolorosas, cada vez que ela falava disso, que dizia que ele a tinha traído, sentia como se o vazio aumentasse, sentia-se decepcionada, abandonada e principalmente, trocada. –Eu não quero mais saber dele, não quero vê-lo, não quero falar com ele. –As lágrimas rolaram ainda mais fortes em seu rosto, não queria mais saber dele, mas estranhamente sentia a falta dele, queria estar perto dele. O problema todo é que ela achava que ele não a queria realmente. –Eu queria nunca tê-lo conhecido.

-Ah, Lena...-Caroline fez uma pausa, ponderando sobre como poderia falar o que iria falar, tentou escolher as palavras que soassem da forma mais suave possível. –Eu entendo o que você está sentindo. –Uma nova pausa. –Mas você sabe que vocês vão ter um filho, não é? –Sua expressão se modificou, como se lamentasse tudo o que acontecera. –Vocês vão ter que conversar alguma hora, porque o baby não tem nada a ver com isso.

-Eu não quero falar com ele. –Elena rejeitou completamente a idéia, como ela iria conversar com ele? Como iria aguentar olhar para os olhos dele e lembrar-se que ele a tinha traído? Lembra-se do beijo que tinha vista? Não, ela não iria conseguir fazer isso. –E além do mais, eu duvido que ele se importe com o nosso filho, se ele se importasse não estaria se agarrando com a Katherine no sofá da sala, da nossa sala.

-Eu concordo, Elena. –A loira comprendia muito bem tudo que a amiga estava dizendo. –Foi mesmo muita falta de respeito, ele ainda te traiu dentro da casa de vocês. –A garota revirou os olhos. – Isso é safadeza. –Fez uma pausa e então continuou falando sobre o bebê. –Mas e se ele quiser saber do bebê, você vai ter que lidar com isso de alguma forma, Lena...

-Ele não vai querer e mesmo se quiser eu não vou deixar. –Falou num tom quase severo. –Sou eu que estou grávida, o baby está dentro de mim e eu não quero saber mais dele, para mim vai ser como se eu fosse criar o meu filho sozinha.

Caroline a olhou espantada, realmente Elena estava muito magoada, mas ela tinha motivo para isso, ou melhor, tinha um ótimo motivo. –E quando o baby nascer, Lena? Você não vai deixar ele ver o filho? –Perguntou já imaginando qual seria a resposta.

-Não, eu não vou. –Respondeu seguramente. A verdade é que ela mal sabia o que estava falando, sentia-se destruída, devastada e ela ainda estava grávida, tinha um bebezinho para cuidar, não saberia como lidar com tudo isso.

-Eu entendo, Elena. –A garota abriu um sorriso carinhoso. –Mas também você não precisa se preocupar com tudo isso agora, só tenta descansar um pouco, colocar os pensamentos em odem. Eu imagino como deve estar sendo horrível.

-Está sendo mais do que horrível, Carr..-Elena a corrigiu. Ninguém fazia ideia de como ela se sentia, de como seu coração se despedaçava, de como sua alma estava frágil, rasgada, machucada. Não haveria como curar a forma como ela se sentia.

...

Damon fora até o Mystic Grill, precisava de uma bebida, precisava beber o suficiente para conseguir lidar com todos os acontecimentos daquele dia. Se não bastasse Katherine ter feito com que Elena achasse que ele a estava traindo, ela ainda o estava compelindo e, com toda a certeza, aquilo não era algo que ele iria suportar. Realmente, aquilo era a única coisa que faltava mesmo. Viu que Alaric estava bebendo ali e foi até ele, pegou o copo de whiskey que o garçon acabara de servir e bebeu todo o conteúdo de uma única vez.

-Dia ruim? –Alaric perguntou analisando a expressão de Damon.

-Dia péssimo. –Respondeu franzindo o cenho.

-Tudo bem com a Elena?

-Não, nós meio que terminamos. –Fez uma pausa para se corrigir. –Ou melhor, ela terminou comigo. –Ainda não tinha conseguido processar aquilo, não iria conseguir ficar sem a garota, precisava conversar com ela, precisava contar o que tinha acontecido e principalmente, precisava fazer com que ela acreditasse nele.

-Terminaram? –Perguntou surpreso, a verdade é que ninguém acreditava que eles pudesse terminar. –O que aconteceu?

-A Katherine aconteceu. –Respondeu revirando os olhos. Só de se lembrar sentia um ódio pulsar em todo seu corpo, queria matar a vampira.

-Katherine está na cidade? –Perguntou ainda mais surpreso do que antes. –Aliás o que ela veio fazer aqui?

-Ela é uma vadia desocupada, não precisa de motivo para aparecer. –Não, ela não precisava mesmo de motivo, bastava a vampira se entendiar que ela aparecia e aprontava alguma coisa.

-E o que ela fez dessa vez?

-Ela armou para que a Elena achasse que eu a estava traindo. -Fez uma pausa. –E deu certo. –Falou frustrado, não conseguia entender como Elena pudera acreditar tão facilmente, como se nem por um instante ela se lembrou o tipo de pessoa que Katherine poderia ser e que ela era, sim, muito capaz de ter criado tudo aquilo. – E a Elena não quis nem ouvir o que eu tinha para falar. –Uma nova pausa, estava ainda mais frustrado, e também decepcionado, a garota realmente não confiava nem um pouquinho nele. –Eu tentei ligar o dia inteiro para ela, mas ela também não me atendeu.

-Talvez, você possa tentar falar com ela agora. –Alaric apontou para a garota que havia acabado de chegar no bar junto com Caroline.

Elena não queria ter vindo até o Mystic Grill, mas Caroline falou tanto até convencê-la, dissera que ela não poderia passar o dia inteiro chorando daquele e jeito e que deveria sair um pouquinho, tentar se divertir. Quando a morena o vira tentou dar meia volta, queria ir embora, mas a amiga não deixou.

-Elena, seja superior. –Falou de forma incentivadora. –Aja normalmente, você não quer mostrar o quanto você ficou magoada, não é?

-Eu não quero vê-lo, não quero ficar perto dele. –Falou num sussurro, a voz afetou-se no mesmo instante.

A garota se encolheu ao perceber que ele estava vindo na direção dela. Não iria conseguir, iria acabar desabando, chorando e aquilo seria ridículo, seria humilhante. Ela não precisava passar por isso, não precisava mesmo, ainda mais estando grávida.

-Carr, por favor, vamos embora. –Pediu.

Notas finais
Não se esqueça de comentar.
Ah, eu ia perguntar no outro capítulo, mas tinha esquecido.
Sobre o baby: Vcs querem que seja menino ou menina?
=*