Notas iniciais
Oi lindas!
Finalmente eu consegui postar.
Desculpem se estiver mal escrito ou algo assim, é que eu estou aqui na correria desesperada para conseguir melhorar minhas notas, se não já viu. Ou melhor, eu nem quero ver x.x
Por favor, torçam por mim i.i
Em fim, espero que gostem do capítulo.
Não se esqueçam de comentar, gostando ou não.
Ownnnn muito obrigado pelas recomendações, elas me deixam muito feliz *>*
Beijinhos

Haviam se passado algumas semanas desde que Elena descobrira que estava grávida, mas os dois continuavam tão animados com a notícia quanto no primeiro dia. Ela vinha sofrendo demais com os enjoos e passava quase que o dia inteiro deitada. No dia anterior, ela se sentira um pouco melhor e saíra para comprar algumas roupas, já que as suas iam ficando apertadas a cada dia que se passava, quando chegou em casa simplesmente desabou na casa, exausta e dormira a noite inteira.



Damon observava Elena dormir carinhosamente. A expressão no rosto dela era tão suave, tão calma, angelical. Às vezes a garota esboçava um meio sorriso e isso fazia com que ele imaginasse se ela estava sonhando e com o que seria, se pudesse, adentraria a mente dela e veria e ainda lhe daria um sonho ainda melhor do aquele, mas não podia, teria que se contentar com a ideia de apenas tentar adivinhar



Acariciou a face de traços delicados com gentileza, nunca deixaria de notar o quão macia era a pele da garota, ela era mesmo uma princesa linda. Um novo sorriso se desenhou nos lábios femininos conforme ele continuava a fazer carinho nela, de alguma forma, aquele estímulo a fazia sorrir mesmo ainda dormindo.



E a garota tinha mesmo muitos motivos para sorrir, ela estava grávida, esperando um lindo bebezinho, a reação de Damon foi muito melhor do que ela poderia prever, ele era mesmo maravilhoso. Eles seriam a família mais feliz do mundo, afinal, se amavam tanto e com toda a certeza amariam ainda mais aquela criança.



Damon continuou apenas observando a garota, ela ainda nem parecia grávida, ela só tinha uma tímida barriga e ele estava ansioso para ver a barriguinha dela crescer realmente, afinal, era o bebezinho deles que estaria crescendo ali dentro. Ficou imaginando que muita coisa entre eles iria mudar quando bebê nascesse, eles teriam que cuidar de uma criança e não ele ainda não fazia a menor ideia de como iria fazer isso, afinal, nunca imaginou que seria pai, nunca conviveu perto de crianças e, bem, ele tinha passado toda a sua existência sendo irresponsável e cuidando de si mesmo de qualquer jeito.



Ao menos Elena era bem mais responsável do que ele, pensou. Afastou aqueles pensamentos de sua mente, naquele momento, ele só precisava cuidar dela e nisso ele já tinha uma certa prática. Lembrou-se que grávidas tinham que se alimentar bem e pensou em deixar o café da manhã pronto para ela, levaria na cama, assim, ela não precisaria se preocupar com nada. Depois que ele prepara tudo, não demorou muito para que Elena acordasse. A garota se espreguiçou lentamente, achou engraçado porque ainda se sentia um pouco cansada e já tinha dormido demais.



–Bom dia, minha princesa. –Damon falou carinhosamente enquanto se sentava ao lado dela na cama. Elena logo apoiou o rosto no colo dele, era bem melhor daquele jeito, ainda mais quando ele começava a cariciar-lhe o rosto, brincar com seus longos cabelos castanhos da forma como ele estafa fazendo.



–Oi amorzinho. –Falou num sussurrou preguiçoso, ainda estava tentando acordar, mas era tão difícil ainda mais quando ganhava carinho dele, seu corpo inteiro amolecia, relaxava.



–Dormiu bem? –Perguntou fitando-a, repando na expressão doce de Elena.



–Eu sempre durmo bem quando estou perto de você. –Respondeu se aninhando no colo dele.



–E como está o nosso bebê? –Falou enquanto levava uma das mãos até a barriga da garota para acariciá-la amorosamente.



–Ainda está com um pouquinho de sono igual a mãe. –Sorriu delicadamente. –Aliás, nós ainda não ganhamos nosso beijinho de bom dia.



–Beijinho de bom dia? –Achou graça da forma meiga como ela falava. Sorriu quase sarcasticamente –Pensei que fosse beijinho de boa noite, princesa.



–É, mais eu criei o beijinho de bom dia. –Falou de forma mimada. –Eu quero um beijinho de bom dia e o baby também, se não nós vamos ficar triste.



–Chantagem de novo. –Ele observou e quando observou estava sorrindo, ela o fazia sorrir daquela forma tão sincera, porque ela realmente o fazia feliz. Ela era tão especial para ele.



–Eu descobri que funciona. –Respondeu alegremente e percebeu que a pele de seu rosto já estava queimando de vergonha só por conta dessa resposta.



Primeiro beijou-lhe a barriga cuidadosamente, distribuiu vários beijinhos em toda a extensão da pele sensível. Aquilo sempre fazia com que ela sorrisse, era tão bonitinho, tão romântico.



Depois, Damon selou seus lábios aos dela e a beijou profundamente, ela correspondeu na mesma intensidade. O beijo se tornava cada vez mais gostoso, mais doce, mais apaixonado, cheio de amor. Aquele era mesmo o beijo, era perfeito.



A garota se abraçou nele, ficando daquela forma um bom tempo, gostava disso, gostava de apenas sentir os braços dele a envolverem carinhosamente, de sentir o calor dos corpos, as respirações se misturarem e logo eles estarem se beijando novamente, as bocas que nunca se desgrudavam realmente.



–Eu fiz café da manhã para você. –Falou no mesmo tom carinhoso de antes, precisava tratá-la com ainda mais zelo e amor do que de costume.



–Ah, que bonitinho. –A garota exclamou se sentindo realmente mimada. Ele não era do tipo que fazia muita coisa em casa, na verdade, ele mal entrava na cozinha, talvez, só para pegar água a noite. –Não era você que não sabia cozinhar? –Brincou, abrindo um sorrisinho.



–Vamos dizer que eu posso aprender só para essa ser mais uma das armas que eu uso para conquistar você. –Piscou sedutoramente e respondeu a brincadeira da garota exibindo um sorriso irônico em seu rosto de traços perfeitos.



–Eu gosto disso. –Elena observou com um sorrisinho malicioso em seu rosto.

–E eu gosto de você. –Damon sussurrou afetuosamente fazendo com que o sorriso no rosto dela se alargasse ainda mais.



Quando ele se levantou para poder trazer o café na cama para a garota, ela começou a sentir enjoo. De novo aquele maldito enjoo. Elena fechou os olhos e respirou profundamente tentando expulsar aquela sensação de dentro de si mesma. E o pior era que ainda demorariam semanas para que o enjoo melhorasse.



–Amor, eu não quero mais comer...-Falou num tom bem baixinho, estava se sentindo horrível.



–Por que? –Perguntou enquanto analisava a expressão dela.



–É que eu estou muito enjoada. –Admitiu.



–Mas você não pode ficar sem comer, Elena. –Falou preocupado –Não vai fazer bem para o bebê.



–Mas eu não consigo. –Fez uma pausa. –Se eu comer agora, vou colocar tudo para fora.



–Tudo bem, princesa. -Falou de forma compreensiva.



Elena sorriu docemente e se deitou novamente. Damon ficou ao lado dela, lhe fazendo carinho, lhe dando beijos.



–Você está melhor? -Perguntou preocupado mesmo sabendo que os sintomas dela eram algo normal, simplesmente não gostava de vê-la sentindo nenhum desconforto.



–Mais ou menos... -Respondeu num tom suave. Sorriu ao ver que ele se importava tanto assim com ela, ele era mesmo muito melhor do que ela podia imaginar. Ele era perfeito.



–O que eu posso fazer para você se sinta melhor? -Perguntou enquanto lhe acariciava o rosto de pele macia.



–Amor, não precisa ficar tão preocupado, isso é normal. –Falou calmamente, não queria que ele se preocupasse por nada, ela estava bem, só um pouquinho enjoada, mas bem.

–Eu sei, mas eu não consigo não me preocupar com você, Elena. –Não conseguia mesmo, ele a amava tanto que sempre seria excessivamente preocupado com ela e às vezes até protetor demais.



–Vamos ver um pouquinho de TV juntinhos? -Perguntou enquanto erguia o corpo lentamente, tudo parecia excessivamente cansativo para ela.



–Fica deitadinha aí descansando que eu pego o controle para você, princesa. -Fez com que a garota se deitasse suavemente e se levantou para pegar o controle para ela. Ela não precisaria fazer nenhum esforço por menor que fosse, ele iria cuidar dela com todo o carinho e atenção.



–Obrigado amor. -Um sorriso delicado se desenhou em seus lábios. -Assim, eu vou ficar muito mimada. – O sorriso largou-se em sua face, estava tão feliz, era como se estivesse vivendo um novo sonho todos os dias.



–Esse é o plano, te mimar mais do que o normal pelos próximos nove meses. -Sorriu sedutoramente e a puxou para mais perto, abraçando-na carinhosamente, distribuiu vários selinhos na boca dela, mordiscou-lhe o lábio inferior e então a língua abriu caminho entre os lábios femininos iniciando um beijo intenso, um beijo que tocava a alma de uma forma doce, deliciosa, deixando todo o amor que possuíam fluir de um para o outro.



–Isso é bom, adoro ser mimada. -Ela riu, estava se sentindo tão querida, tão amada. Era engraçado porque ela sempre se surpreendia com o quão carinhoso e romântico ele podia ser. A verdade é que ele só era daquela forma com ela e com ninguém mais, ela era realmente muito especial, concluiu.



Os lábios encontraram-se novamente num beijo extremamente doce, tranquilo e ao mesmo tempo agitado. Cada vez que se beijavam as sensações se tornavam ainda mais profundas, intensas, porque se amavam cada vez mais. Era como se tivessem sido feitos um para o outro e nunca, nunca mesmo, deveria ficar separados e se ficassem separados sempre acabariam se encontrando novamente, porque aquele era um amor tão forte e verdadeiro, como se possuísse uma ligação de alma.



–Amor, você não acha isso assustador? -Perguntou em um tom preocupado enquanto entrelaçava seus dedos aos dele. -Ter uma criancinha para criar? –Era muita responsabilidade e a garota sabia disso, tinha medo de não conseguir fazer direito, de não conseguir cuidar do filho deles como deveria.



–Não deve ser tão complicado assim. -Falou tranquilamente e abriu um sorriso sarcástico. -O que crianças precisam além de comida, água e um lugar para brincar? -Ironizou, fazendo com que a garota risse. A verdade é que ele também estava preocupado mesmo se não quisesse admitir isso a ela, afinal,sabia que não é fácil criar um filho, é muita responsabilidade, mas não precisava dizer isso a ela, não aquele momento. Não iria dizer que não tinha ideia de como fazer isso ainda.



–Pensando dessa forma não é tão complicado assim. –Falou num tom descontraído, ainda estava rindo, achando graça de como ele podia simplificar tudo e fazê-la rir mesmo quando ela estava tão aflita. Como ela não ficaria aflita? Aquele seria o primeiro filho ou filha deles e até mesmo essa descoberta ainda era nova demais para que fosse tão simples se acostumar. Ela queria ser a melhor mãe que pudesse e iria se esforçar o máximo para isso.



–Eu ainda esqueci dos doces, crianças adoram doces. -Continuou da mesma forma brincalhona. Ele também não saberia o que dizer se tentasse realmente falar sério, ele tinha vivido mais de cem anos, mas não entendia nada sobre como cuidar e educar um filho, na verdade, durante todos os anos em que viveu mal convivera com crianças. E a ideia de ter um filho também era incrivelmente assustadora para ele, mesmo se ele não confirmasse isso tão facilmente. E também havia outra coisa, estava tao feliz com tudo isso, com a possibilidade de ter uma família real com a garota que ele amava que isso nem parecia importar tanto assim.



–É, mas não vamos poder encher nosso filho de doces, faz mal. –Falou com uma seriedade inacreditável para um assunto tão simples. –Doce só no final de semana. –Continuou como se estivesse fazendo uma regra. –E você não vai poder dar doces escondido para ele ou ela, tá bom?



–Quanta maldade com a pobre criança, Elena...-Falou em um tom quase cínico, era interessante ver como ela se preocupava com tudo até com pequenos detalhes como aquele. Com toda a certeza, ela seria uma mãe maravilhosa, ele não tinha nenhuma dúvida.



–Você não tem jeito, amor...-Balançou a cabeça negativamente enquanto ria achando graça do que ele tinha falado. -Sério, a gente vai ter muita coisa para se preocupar, com as notas da escola, os amiguinhos, quando ele ou ela achar uma namorada ou namorado...



–Se for uma menina, ela não vai ter um namorado. -Ele a interrompeu em um tom sério. -Eu mato o idiota que quiser tocar na minha filha...-Sua voz soou exigente, se eles tivessem uma menininha, ela não iria poder sair namorando com qualquer um. Com toda a certeza, ela seria uma menina tão linda quanto a mãe dela e haveriam muitos caras interessados nela, ele não deixaria qualquer um se aproximar da menina e usá-la. No mínimo, ele teria que conhecer o rapaz primeiro e aprová-lo para que a filha pudesse namorar.



–Não acredito nisso... -Começou a rir, ele ia ser um pai muito ciumento, aquilo era tão fofo. -Quer dizer que se for uma menina, ela não vai poder namorar?



–Não, ela não vai, não até ter uns trinta anos e depois que eu tenha uma conversa de homem para homem com o cara. -Respondeu quase irritado. -Eu não quero ninguém se aproveitando dela.



–Trinta anos? -Perguntou alarmada. -Meu deus, coitadinha! E eu só tenho vinte, sou casada e estou grávida...



–Isso não importa, Elena. -Falou mal humorado. -Na minha filha, ninguém vai tocar.



–E eu que sou má por achar que doces fazem mal para crianças. -Riu. -Que mãe cruel que eu vou ser...



–Não, você vai ser uma ótima mãe...-Falou carinhosamente e levou uma das mãos até a barriga dela e ficou acariciando suavemente.



–Eu fico com medo de fazer algo que faça mal para ele ou ela...



–Você jamais seria capaz de fazer mal para alguém ainda mais para o nosso filho, Elena.



–Eu espero...-Sussurrou se aninhando nele. -Você não estar nenhum pouquinho que seja preocupado?



–Claro que não. -Mentiu.



–Amor, isso é impossível...-Concluiu...



–Tá bom, só um pouquinho...-Abriu um sorriso encantador para a garota. -Mas eu acho que isso é normal, afinal, nós não estávamos esperando que isso acontecesse...



–Tem razão -Retribuiu o sorriso. Elena o abraçou e fechou os olhos, sentiu-se melhor instantaneamente. Ele fazia com que ela se sentisse protegida, amada...



Os dedos dele entrelaçaram nos cabelos dela, ficou brincando com eles. Ela fechou os olhos, queria apenas sentir o carinho dele, podia ficar daquele jeito para sempre. Ficaram daquela forma durante algum tempo, ora se beijavam apaixonadamente, ora estavam apenas abraçadinhos.



...



Damon tinha saído para resolver algumas coisas e Elena passou a tarde em casa, estava muito cansada para conseguir sair para qualquer lugar. Ficou imaginando se passaria a gravidez inteira daquele jeito, qualquer coisa que ela fazia parecia lhe deixar automaticamente exausta e com sono.



Para piorar, o enjoo havia voltado e estava mais forte ainda, mal tinha conseguido comer o dia inteiro. Sorte é que escutara que isso é bem normal, se não já estaria desesperada achando que estava fazendo algum mal para o beber ficando o dia inteiro sem comer. E havia mais um problema, estava indo ao banheiro de dez em dez minutos, mais um sinal que estava mesmo grávida.



Quando estava quase relaxando no sofá, já tinha que se levantar de novo para fazer xixi. Ao menos, estava conseguindo ver um pouco de TV, achou um canal que falava o dia inteiro sobre bebês e era esse que ela estava assistindo, tentando aprender alguma coisa e também, apenas se deliciando com as risadinhas gostosas dos bebezinhos que apareciam, já imaginava o próprio filho em seus braços rindo.



Ela tinha muita sorte mesmo, tinha um marido perfeito e agora ainda teria um filhinho. Mal via a hora que o bebê nascesse para ver com quem ele se parecia mais, estava torcendo para que tivesse os olhos azuis de Damon, aí seria ainda mais bonitinho, afinal, bebezinhos com olhos azuis são a coisa mais fofa desse mundo, pensou.



Falando em Damon, ele estava sendo maravilhoso com ela, tão atencioso e amoroso, realmente a estava paparicando demais, ela iria ficar mal acostumada. Falando nele, ele não demorou muito para chegar, mas o tempo que passara longe foi o suficiente para que ela sentisse a falta da companhia dele e para que ele também sentisse a falta dela.



–Você demorou. -Resmungou em um tom bastante carente. A verdade é que ela estava parecendo uma criancinha mimada, mas, tudo bem, ela tinha desconto por estar grávida.



–Mas eu não parei de pensar em você em nenhum momento. -Falou carinhosamente enquanto fitava os profundos olhos castanhos.



–Sei... -Franziu o rosto e rolou os olhos como se não acreditasse, estava fazendo um pouquinho de cena também para conseguir um pouquinho mais de atenção.



–É verdade, por isso trouxe um presente para para o bebê. -Sentiu-se um tanto quanto idiota, estava demonstrando demais o que sentia, mas como não iria mostrar o quanto a amava ou o quanto já amava o filhinho deles? Isso era impossível.



–Presente? -Perguntou num tom animado e não pode evitar de abrir um sorriso. Mas no instante seguinte se tocou que ele trouxera um presente só para o bebê e por mais que isso foi tão fofo, ele tinha se esquecido dela, ela não iria ganhar nada.



Damon foi até o carro pegar o presente que havia comprado. Voltou carregando um lindo bouquet de flores e uma caixinha.-As flores são para você, princesa. -Exibiu um sorriso sedutor e alegrou-se ao perceber o quanto ela havia ficado feliz. Elena realmente achou que ele tinha se esquecido dela. Ficou imaginando como ela podia pensar esse tipo de coisa, ele nunca iria esquecer dela.



–Amor, muito obrigado! Elas são tão lindas...-Falou num tom feliz e quase infantil.-Eu te amo. -Confessou e o abraçou afetuosamente, levou uma das mãos até o rosto dele e acariciou e então os lábios já estavam próximos demais para que se pudesse evitar o beijo que veio a seguir.



–E eu amo você. -Sussurrou no ouvido dela, fazendo com que a garota se arrepiasse por inteira. As mãos passearam vagarosamente pelo corpo dela, explorando cada centímetro, cada curva, ela era mesmo linda. Elena se afastou quase que inconscientemente, afina,mesmo ainda não tendo ganho muito peso, ela já tinha uma barriguinha saliente e por isso achou que seu corpo poderia ter mudado o suficiente para que ele pudesse não considerá-la mais tão atraente. Abriu um sorriso tímido e mudou de assunto naturalmente, ignorando o rubor em seu rosto. -E o presente do bebê?



Damon entregou a caixinha para a garota que a abriu ansiosamente. Elena sorriu instantaneamente ao ver que ele havia comprado um sapatinho para o bebê.



–Ah, amor, que bonitinho. -Falou docemente, estava encantada. Ele era mesmo maravilhoso, tão carinhoso e ela realmente precisava de carinho, precisava ser mimada, afinal, estava tão sensível por conta da gravidez. -Obrigado, papai. -Falou num tom infantil, imitando a voz da criança.



–De nada, meu amor. -Sorriu e sentou-se ao lado da garota, puxou-na para mais perto, queria abraçá-la. Levou uma das mãos aos longos cabelos da garota que pareciam mais macios do que de costume e os acariciou. Beijou-lhe os lábios demoradamente, num beijo doce e amoroso.



Elena sentiu seu corpo pulsar para que o beijo não terminasse nunca. Todo seu corpo reagia a ele, assim como o dele reagia a ela. O coração se acelerava de uma forma que jamais se acelerou por qualquer outra garota. O beijou aprofundou-se, era tão intenso que tornava o sentimento quase palpável, era realmente um amor verdadeiro, completamente visceral.



Em seguida, ele estava acariciando a barriguinha dela, distribuindo beijinhos carinhosos por toda sua extensão. Elena sorria cada vez que ele fazia isso. Só que no instante seguinte, ela estava chorando, as lágrimas rolavam por sua face de pele clara. Damon a fitou preocupado, abraçou-na carinhosamente. -O que aconteceu, princesa? -Acariciou o rosto cuidadosamente.



–Nada...-Respondeu chorosa, apoiou o rosto no corpo dele e tentou conter as lágrimas.



–Como assim nada? -Acariciou-lhe os longos cabelos, ficou pensando no que pudera ter feito com que ela chorasse daquele jeito. -Se você está chorando é porque alguma coisa aconteceu...



–Não, é que eu vi as flores, o sapatinho...-Sussurrou de forma quase envergonhada. -Eu fiquei emocionada. -Sentiu a pele do rosto queimar e ao mesmo tempo ser molhada pelas lágrimas que ainda vertiam de seus olhos.



–Tudo bem, eu entendo. -Não, ele não entendia, ele não tinha dado nada tão incrível que pudesse fazer com que ela se emocionasse daquele jeito, mas se já muito difícil entender como uma garota funciona, entender uma garota que ainda esteja grávida é completamente impossível. Deu um beijinho nós lábios dela e ficou acariciando sua face pacientemente até que ela se acalmasse.



–Eu sou boba, né? -Perguntou docemente, a pele do rosto vermelha de vergonha.



–Você não é boba, só está um pouco sensível hoje. -Abriu um sorriso carinhoso e ao mesmo tempo incrivelmente sedutor. Por um instante, ela apenas o ficou observando, ele era tão bonito e bem, ele era só dela, pensou possessivamente. -Eu trouxe uma caixa de chocolates para você também, para ver se te anima a comer alguma coisa...



–Onde está? -Perguntou se sentindo uma esganada. Nem entendeu por do nada foi atacada por uma vontade incrível de comer chocolate.



–Eu só vou te dar se você sorrir primeiro, não gosto de te ver chorando.



–Mas eu não estava chorando de tristeza...



–Mesmo assim eu gosto mais quando você sorri, seu sorriso tem um brilho que te deixa ainda linda



Elena abriu um sorriso tão natural quando ouvira as palavras dele, ficou completamente encantada. Ele entregou a caixinha para ela que abriu ansiosamente.



–Que delícia, amor! -Exclamou ao provar o primeiro bombom. -Como você sabe que esses são os bombons que eu mais gosto?



–Eu conheço você, princesa, só isso. -Sorriu sedutoramente e piscou para ela.



Elena sorriu em retribuição e voltou-se para a caixinha de chocolates Achou que estava mesmo faminta,afinal, devorava um bombom atrás do outro e ele apenas a observava achando uma graça a forma quase infantil com a qual ela estava se comportando.



–Sabe o que me deu vontade comer?



–O que você quer?



–Eu quero bife com calda de chocolate. -Fez uma pausa. -E com molho de vinagre.



–Tem certeza que você quer isso? -Perguntou confuso, se já era estranho bife com chocolate, misturado com vinagre ia ficar horrível.



–Eu estou com desejo. -Sua expressão se contorceu, aquilo era importante. -E se eu não comer seu filho vai nascer com cara de bife com vinagre e chocolate.



–Com certeza é melhor você comer, não quero que meu filho nasça com cara bife, ainda mais de bife com essa mistura estranha.



Damon foi buscar a comida que a garota desejava. Ainda não compreendia como ela poderia querer comer aquilo, mas era um desejo de grávida e ele simplesmente iria atendê-la. Quando ele trouxera a comida para ela, a garota abriu um sorriso contente. Comeu um pedacinho do bife e achou o sabor delicioso.



–Isso está ótimo. -Falou enquanto comia mais um pedacinho.



–Eu imagino que esteja. –Falou sem estar muito convencido disso, e ficou ainda mais incrédulo ao ver que ela estava realmente gostando.



Depois que a garota realizou seu desejo, deitou-se preguiçosamente no sofá, colocou os pés no colo dele e sorriu ao perceber que ele estava lhe fazendo massagem e a massagem era deliciosa, ela estava ficando tão relaxada. O que mais ela poderia querer além disso?



–Eu estou me sentindo uma gorda preguiçosa. –Falou num tom entristecido. Tinha momentos em que se sentia horrível, feia e gorda, principalmente naquele instante quando ela tinha acabado de devorar uma caixa inteira de chocolate e depois comera dois bifes cobertos de calda de chocolate e vinagre. Bem, o vinagre era a uma coisa light de toda aquela refeição. E para piorar ela ainda estava deitada no sofá sem fazer nada ganhando massagem.



–Você não é gorda e muito menos preguiçosa. –Respondeu sinceramente. Para ele, não havia nada de errado com ela, ela continuava tão linda como sempre fora. E ela não era preguiçosa, ela só estava sentindo muito cansaço por causa da gravidez, isso era normal. –Quer saber? Eu acho que você está mais linda do que nunca.



–Você acha isso? Mesmo eu ficando redonda desse jeito? –Perguntou num tom de incredulidade.



–Você está grávida, Elena e não, gorda. –Respondeu pacientemente. Já imaginava que essa conversa seria algo recorrente nos próximos meses. –E sim, eu acho que você linda.



–Sabe do que eu estou com desejo agora? –Falou num tom doce exibindo um lindo sorriso em seu rosto. –De namorar com você.



–Isso é muito bom. –Sorriu de uma forma quase maliciosa e a puxou para mais perto. A garota sentou-se no colo dele e os dois passaram a se beijar longamente, beijos intensos, queimando num desejo silencioso.



Não demorou muito para que a garota se afastasse, por mais que ele dissesse que a achava linda, ela não se sentia tão bonita assim. Seu corpo estava diferente, estava mudando e ela não tinha se acostumado ainda. Ele a olhou sem entender, mas também não iria forcá-la, afagou os cabelos dela quando ela se deitou em seu colo e ficou ali quietinha.



A garota aproveitou para fechar os olhos e simular que estava dormindo para que ele não pudesse iniciar nenhuma conversa onde ele pudesse perguntar o que estava acontecendo com ela. Não queria responder. Acabou que ela acabou dormindo depois de pouco tempo no colo dele.



...



Elena tinha marcado de ir ao shopping com Caroline para fazer compras. Já precisava pensar nas roupinhas para o bebê, naquele dia iria comprar peças de cores que serviriam para ambos o sexo, afinal, ela ainda não sabia se teria um menino ou uma menina. Às vezes queria um, às vezes queria outro, mas na maioria das vezes, queria ter tanto uma menina quanto um menino, simplesmente não conseguia se decidir, mas o importante é que ela teria um bebê e a ideia a deixava radiante.



–Ah, que linda! –Caroline exclamou. –Você já está com barriguinha!



–Você acha que está crescendo rápido demais? –Perguntou preocupada, não queria estar simplesmente engordando.



–Claro que não, Lena! Isso é perfeito. –Sorriu.



–É que eu estou com medo de ficar feia depois que eu tiver o baby, sabe?



–É só você se cuidar, você está passando todos os cremes que eu trouxe para você?



–Sim, todos eles, todos os dias.



–Então pronto, você não vai ter nada com que se preocupar.



–Nem com as estrias?



–Muito menos com elas!



–Ah, Carr, eu estou tão redonda. –Sentiu-se ridícula ao falar aquilo. –E se ele não me achar mais tão bonita?



–Lógico que ele vai achar, mas porque você diz isso?



–Eu não sei. –Suspirou. –Esqueceu que eu não sou assim como você. –Baixou o olhar. –Eu sou uma garota meio insegura...



–Você tem que parar com essas besteiras, duvido que ele vá te achar feia. –Não acreditava que a amiga pudesse ter esse tipo de bobagens em sua cabeça. –Você nunca ouviu falar que a mulher fica ainda mais linda quando está grávida?



–É, eu ouvi, mas é que...-Fez uma pausa. –Eu sou uma garota comum, eu nunca fui nenhuma modelo da Victoria’s Secrets né? –Uma nova pausa. –Minhas roupas não me cabem mais e eu só consigo usar esses moletons que não tem nada de sensuais.



–Você está vestida assim porque seu senso de moda sempre foi precário. –Abriu um sorriso animado. –Mas eu vou te ajudar a ser uma grávida fashion.



–Sem contar que eu passo metade do dia enjoada. –Resmungou. –E na outra metade do dia eu como que nem uma louca.



–Às vezes eu fico pensando de onde você saiu, sério, Lena.-A loira revirou os olhos. –Isso é normal. –Você já começou a ter desejos loucos?



–Tipo bife com calda de chocolate e vinagre? –Perguntou rindo.



–Tipo isso. –Caroline também sorriu. –Melhor do que querer comer tijolo.



–Ai, tijolo não!



–E ele fez a sua vontade né?



–Fez sim. –Sorriu. –Se não o baby iria nascer com cara de bife.



–Tadinho!



Assim que as duas chegaram no shopping, foram direto para a loja infantil para escolher roupinhas e sapatinhos para o bebezinho. As roupinhas eram uma mais linda que a outra, era até difícil de escolher. Também tinham que comprar brinquedinhos como chocalhos, ursinhos, coisas que bebês adoram. Com certeza, iriam passar o dia inteiro no shopping.



...



Damon também tinha saído, fora no Mystic Grill e passara a tarde ali bebendo, afinal, aquele era o único passatempo que existia em Mystic Falls e sabia também que Elena iria demorar horas para voltar, ela sempre demorava quando Caroline a “sequestrava” para um dia de compras. Estacionou o carro e quando estava indo na direção da porta alguém cuja voz era incrivelmente familiar o chamou.



–Olá, Damon. –Katherine falou em seu costumeiro tom irônico.



–Katherine. –Revirou os olhos reconhecendo-na de imediato. Realmente não esperava vê-la novamente, na verdade, não queria vê-la novamente. Deu as costas para a vampira, que continuou o seguindo.



–É assim que você trata as visitas? –Perguntou enquanto o segurava pelo braço. –Dando as costas para elas? Que falta de educação...



–As visitas indesejáveis, sim. –Falou mal-humorado. –E eu não faço a menor questão de ser educado com você.



–Sentiu minha falta? –Perguntou ignorando o que ele havia dito anteriormente.



–Nenhum pouco. –Respondeu secamente. –Eu não estou com tempo nem com paciência ´para você.



–Não vai me convidar para entrar na casa junto com você? –Falou cinicamente. –Nós podemos conversar e colocar as novidades em dia.



–Não. Aliás, o que você feio fazer aqui?



–Hummm...-Fez uma pausa como se procurasse um dos milhares de motivos que possuía. –Humm, saudades do Damon humano, será que você está tão fofo quanto costumava ser? –Uma nova pausa. –E bem, fiquei muito curiosa para ver a Elena grávida. –Rolou os olhos. –Ela deve estar mais entendiante do que o normal.



–Olha como você fala dela. –Falou agressivamente, não iria tolerar que Katherine falasse assim de sua Elena.



–Não vai me dizer que você realmente gostou da notícia da gravidez dela? –Perguntou incrédula. –Não combina com você.



–Cala a boca. –Deu as costas novamente a ela. Se já fazia tempo que não tinha nenhuma paciência para os joguinhos dela, agora tinha menos ainda.



–Por que nós não matamos a saudade um do outro? –Perguntou maliciosamente, já estava se oferecendo mesmo.



–Porque nem mais para isso eu me interesso por você.



–Ai que fora!



Colocou-se na frente da porta quando ele iria entrar na casa. –Só saio daqui quando você me convidar para entrar.

–Então você vai passar a eternidade aí.



–Convide-me para entrar. –Falou exigente enquanto seus olhos buscavam contato com o dele. Ótimo, se ele não iria convidá-la por vontade própria, ela iria fazer com que ela a convidasse. Naquele instante, achou ótimo que ele fosse humano.



–Entre, Katherine. –Falou em um tom afetado, simplesmente fez o que ela disse para que ele fizesse, porque ela o tinha compelido.



Os dois entraram na casa e a vampira ficou observando a casa. –Eu gostei da casa, não muito da decoração, aposto que foi a Elena que escolheu os móveis. –Resmungou.



Na verdade, sentiu uma pontada de inveja, não gostou de ter sido completamente esquecida. Ela era o centro das atenções e não Elena. A garota só passava de uma versão mal feita dela. Era fato que nunca gostou de Elena e agora gostava menos ainda.



A verdade é que ela vinha os seguindo a algum tempinho e ainda não podia acreditar, sentia-se de alguma maneira trocada, não que ela algum dia tivesse algum sentimento verdadeiro, apenas gostava de ser o centro das atenções e não gostara nenhum pouco daquilo. Iria acabar com a família feliz de um jeito ou de outro. Ao ouvir o barulho do carro da menina se aproximando tivera uma ideia até bastante óbvia, mas que teria um efeito muito interessante.



Katherine o jogou no sofá e rapidamente o beijou intensamente nos lábios. Não importava qual seria a reação dele. Ele não queria beijá-la, mas o estrago já estaria feito. Foi aquela cena que Elena vira quando abrira a porta de casa.



–Damon? –Elena sussurrou sem acreditar no que vira, não importava se ele tinha ou não se desvencilhado do beijo de Katherine ou não. O que ela tinha visto dissera tudo e ela não queria ouvir mais nada. –Como você pode fazer isso comigo? –Perguntou chorosa. A garota simplesmente saiu correndo, não precisava ver mais nada.



Katherine abriu um sorriso satisfeito.



–Elena, espera...-Damon falou indo atrás dela. Não podia deixar que ela fosse embora ainda mais com a ideia totalmente equivocada do que havia acontecendo. Ele não a estava traindo, jamais a trairia, muito menos com Katherine, aquela vadia maldita, pensou.



–Não, eu não quero ouvir. –Falou em meio as lágrimas. –Nem precisa se explicar, eu entendi tudo.



Notas finais
Katherine invejosa né? Estragou tudo x.x
Elena também é muito sonsa por acreditar em tudo que vê x.x Mas também ela tá gravidinha e sensível né?
Não se esqueçam de comentar.
=*