The Wedding
39 Capítulo 41
Notas iniciais
Não sei se o cap ficou bom...
Mas por favor comentem, críticas são bem vindas.
Ei, sou só eu que to surtando para ver o 4x07?
Tão ansiosa aqui que aconteça Delena :)
Beijinhos
Querido Diário,
Eu não sei dizer como eu me sinto, a verdade é que agora eu nem sei direito quem eu sou. Eu era só uma garota, só uma garota humana. E eu não queria ser nada além disso. Nada. Eu sou uma vampira agora e eu não consegui assimilar isso. Eu estou tão perdida, tão confusa. Eu me sinto tão diferente, tão estranha. Eu não sou mais a mesma, algo mudou e eu não sei dizer exatamente o que aconteceu em mim. Eu só sei que eu sinto uma estranha pontada na minha garganta. É algo tão forte, tão intenso. É a sede por sangue e eu estou tentando ignorá-la o máximo que eu posso. Eu não deveria estar me importando comigo, não eu não devia. Eu tenho dois bebezinhos que precisam de mim, é com eles que eu deveria me preocupar. Eu os amo tanto. Eu também o amo o Damon demais, eu não sei o que eu faria sem ele...
Fechou o diário rapidamente e o escondeu ao ouvir alguém se aproximando. Elena reparou o quão os seus reflexos e sentidos eram apurados, ela ouvir que alguém estava chegando perto do seu quarto muito antes que poderia notar antes. Foi quase uma eternidade até que a porta se abrisse. Respirou profundamente, se ela não queria ficar sozinha para sempre, naquele instante ela não queria ver ninguém. A morena sentia tão distante, algo em nela parecia quebrado, ferido. E ninguém precisava perceber isso. Mas também podia evitar que Caroline entrasse no seu quarto com aquele seu sorriso contagiante.
-Olá mamãe. -A loira falou em um tom animado. -Eu vi os meus afilhados e eu tenho que dizer que eles são as coisinhas mais fofas e lindas do mundo!!
-Afilhados? -Perguntou sem entender, não tinha conseguido ligar as coisas.
-Lena! Você não falou nada, mas eu acho que não tem madrinha melhor do que eu para seus filhotinhos!
-Claro. -Sorri. -Lógico que você ia ser a madrinha deles, Carr!
-E a Bonnie também. -Fez uma pausa. -Ela também vai ser madrinha, eu disse para ela que nós duas íamos ser as madrinhas!
-Ah, vocês são minhas melhores amigas!!! -Elena a abraçou carinhosamente. -Vocês são as madrinhas!
-Lena! A Bonnie pediu para eu te entregar! -Caroline mostrou um anel que a bruxa havia feito para que Elena pudesse andar na luz do sol.
A morena exibiu um sorriso frágil e pegou o anel. Mas aquilo não parecia certo, não mesmo. -Por que ela não veio? -Perguntou já imaginando qual seria a resposta.
-Ela não... -A loira hesitou, mas nem foi preciso que ela continuasse, Elena já sabia.
-Eu sou uma vampira agora... -Lamentou.-Ela não quer mais falar comigo...
-Ela só precisa de um tempo para processar isso, Lena...
-Eu espero que sim...
-Vai ficar tudo bem!-Falou confiante. -Agora vamos mudar de assunto. -Continuou. -Ai Lena, você tem bebezinhos lindos. A Clara parece mais com você e o Eric parece mais com o Damon. Ownn, isso é tão fofo!
Elena sentiu uma dor tão forte percorrer-lhe o corpo, como se perfurasse sua alma. Sentiu-se péssima, devastada.
-Eu nem tenho ficado perto dos bebês... -Sua voz não foi mais que o sussurro afetado. -Eu tenho evitado ficar perto deles, tenho medo de machucá-los. -E do Damon também. -Fez uma longa pausa, respirou pesadamente. -Tentou controlar o choro como pode, mas foi inútil, não conseguiu fazê-lo por muito tempo. -Eu não quero isso para mim. Eu não quero ser uma vampira!
-Ah, Lena... -A loira murmurou e se aproximou da amiga, abraçando-a carinhosamente. -Você não pode fazer isso. -Repreendeu-a. -Você vai deixar o Damon cuidando sozinho dos babys?
Elena meneou a cabeça demonstrando uma resposta afirmativa. Fechou os olhos, e respirou profundamente e reabriu os olhos fitando a loira. -Eu não sei o que fazer... — se eu machucá-los eu nunca vou conseguir me perdoar!
Elena tinha tanto medo e tanta certeza que poderia perder o controle. Mas não era isso que ela sempre ouvira? Que vampiros perdia o controle e feriam até mesmo quem mais amavam? Isso não podia acontecer com ela. Ela não podia machucar as pessoas, ela precisa continuar sendo ela mesma. Ela tinha que ser ela mesma, os mesmos medos, os mesmos sonhos, a mesma compaixão, aquela sua doçura tão característica e principalmente o mesmo amor.
-Lena, você não vai fazer nada disso, garota! -Caroline rolou os olhos. -Não é porque você se tornou uma vampira que você vai sair matando por aí! -Fez uma longa pausa e fitou a garota diretamente nos olhos. -E você não pode deixar o Damon cuidando dos babys sozinho. -Balançou a cabeça negativamente. -Homens não sabem cuidar de crianças. Acredite, eles não sabem.
-Eu... -Elena ia falar alguma coisa, ia repetir o quanto tinha medo de perder o controle, ia dizer que estava perdida, iria falar de todas suas dores, de como estava devastada, mas Caroline a interrompeu.
-Ai, Lena você precisa para com esse drama todo! Ser uma vampira não é tão ruim assim, você vai ver!
-Talvez, você esteja certa... -A morena concordou ainda hesitante. Ainda não tinha muita certeza de como as coisas seriam daquele ponto em diante.
-Talvez? Eu estou certa. – Caroline afirmou. -E você tem mais coisas boas para estar feliz do que coisas ruins para ficar triste! –Sorriu. –E bem, se eu tivesse dois filhos fofinhos e um marido gostoso eu não estaria aqui me acabando de chorar!
-É que... -Mais uma vez, Caroline não deixou que ela continuasse falando.
-Ai, Lena que drama! –Reclamou. –Sabe do que você está precisando?
-Não... -Elena a olhou esperando uma resposta.
-De sexo. –Caroline riu.
-Carr! –Elena também sorriu. –Eu sou mãe agora.
-E mães não fazem sexo? –A garota balançou a cabeça negativamente. –Ai meu deus, Lena! Em que século você vive?
-Nesse? –Respondeu sem jeito.
-Eu espero que sim! –Sorriu. –Agora a senhora vai parar de drama e vai sair desse quarto horrível, você entendeu?
-Eu acho que sim...
-Ótimo! E eu vou embora agora, vou encontrar com o Tyler, mas eu vou te ligar mais tarde para saber se como você está!
...
Depois que Caroline saiu, Elena ainda ficou no quarto. Respirou profundamente. Ela precisava de um tempo. Um tempo para refletir, um tempo para sentir que ela não queria estar sozinha. Um tempo para perceber o quanto ela não gostaria de estar naquele quarto, sozinha e chorando. Olhou-se no espelho. E ela precisou de mais um tempo. A garota precisou de mais um tempo para perceber que sua imagem refletida era a mesma que ela sempre vira.
Então nada realmente havia mudado nela? Ela não soube disser, não soube precisar o quanto aquele reflexo a definia. Talvez, muito mais do que ela imaginasse, talvez, muito menos. Ela simplesmente não podia precisar. Talvez fosse um drama excessivo, mas ela não sabia ser diferente. Ela sempre seria assim, não importava o que ela fosse. Desviou o olhar e então se observou novamente no espelho, fechou os olhos por alguns segundos e os reabriu. Estranhamente sentiu-se melhor.
Decidiu se arrumar, ou melhor, ia só dar um jeito no cabelo, não estava se sentindo muito vaidosa naquele dia e, além disso, estava ansiosa para sair dali e ficar com o Damon. A verdade é que não parava de pensar nele, afinal, ela o amava tanto. Ficou imaginando se ele iria achar algo de diferente nela agora que ela era uma vampira. Esse pensamento era uma bobagem, mas ela não conseguia evitar. Ela era mesmo muito boba, insegura mesmo. Às vezes, ela não conseguia perceber que ele a amaria de qualquer jeito.
O amor deles era tão intenso, tão verdadeiro, nunca terminaria, nunca mesmo. Elena cerrou seus olhos, suspirou pesadamente. Ela precisava dele, precisava mais do que antes. Ela era apaixonada por ele, ela precisava tanto dele. O amor que possuía não era algo definível, era tão forte.
Olhou-se novamente no espelho e naquele instante sentiu-se vaidosa, queria sempre estar linda cada vez que o encontrasse. Prendeu os cabelos e passou um pouquinho maquiagem, algo simples, apenas um batom e rímel. Bem, ela também estava ansiosa para ficar com os seus bebezinhos lindos. Ela tinha um instinto maternal tão forte, tão profundo.
Abriu à porta do quarto lentamente, seus passos eram igualmente lentos, ritmados. A verdade é que ela sentia um pouco de medo de ir até lá. E se ela perdesse o controle os atacasse? Bem, ela precisava considerar essa hipótese. Ela era vampira há tão pouco tempo e ela não sabia ainda como lidar com isso. Ela ainda nem sabia direito quem ela era.
Era como se ela estivesse vivendo um conflito, um conflito que ela não tinha ideia de como iria solucionar. Tentou afastar todos aqueles pensamentos de sua mente, eles não iriam ajudá-la, só iriam torná-la mais frágil do que ela já estava. E ela definitivamente não podia ser frágil, não naquele momento. Ela não era mais uma garotinha, ela era mãe, ela tinha dois filhos e ela precisava ser diferente, precisava ser melhor.
Quando ela chegou, ela não pode evitar sorrir. Damon tinha dado banho nos bebês e estava tentando vesti-los. Bem, estava tentando mesmo. Ele tinha conseguido arrumar o Eric, parecia mais simples do que arrumar a menina. A verdade é que ele não estava conseguindo arrumar o vestidinho cheio de lacinhos da Clara. Era incrível de ver como homens não conseguiam fazer coisas tão simples. Eles simplesmente não tinham jeito para isso. Ele estava tão concentrado que nem tinha percebido que ela estava ali.
-Amor, o que você está fazendo? –Ela perguntou como se não tivesse nenhuma ideia, tentou se conter para não rir.
-Eu dei banho nos bebês e agora estou terminando de vestir a Clarinha. –Respondeu naturalmente.
-Você não deixou cair água nos olhos deles, né? –Elena parecia preocupada.
-Não, eu acho que não.
-Nem nos ouvidos? –Dessa vez, estava quase neurótica e não soube dizer se isso era apenas preocupação de mãe ou se está estava potencializada pelo fato de ela ser uma vampira. –Por que se você deixar cair, eles vão ficar com otite e eles não podem ficar doentes...
-Não, eu não deixei, Elena. –Ele sorriu, na verdade, achou uma graça a forma como ela falava. Ela estava tão preocupada. Ela era sempre mais doce do que ele podia imaginar.
-Por que você está rindo? –Ela perguntou confusa.
-Porque fica linda quando fica preocupada assim. –Ele a puxou para mais perto e a beijou intensamente. Já estava com saudades de beijá-la daquela forma.
A garota correspondeu ao beijo da mesma forma, ou até mais profundamente, sentiu todo seu corpo pulsar por ele. Percebeu um desejo diferente, mais forte, algo que dificilmente ela conseguiria evitar. E então, ela percebeu que não era apenas o desejo que parecia ter se tornado mais intenso. Ela o amava mais do que costumava amar, a ligação que possuíam era ainda mais forte, mais perfeita do que antes. Concluiu que nem tudo nela havia mudado, quando ela estava com ele, ela se sentia mais ela mesma, se sentia como ela sempre fora, não importava se ela não era mais humana. Ela ainda era a mesma Elena. Entregou-se completamente ao beijo, e o beijo se tornava ainda mais quente, provocante, ela podia sentir as mãos dele passeando pelo corpo dela e ela não podia evitar de também percorrer o dele....Só que eles não podiam ficar daquela forma perto dos bebês, não podiam e ela sabia disso.
-Damon... -Ela sussurrou hesitante, a verdade é que ela não queria se afastar dele nem por um instante sequer. –Aqui não... os babys...-Falou ofegante...
-Tudo bem... -Damon concordou, afastou-se dela bastante frustrado. Ele realmente não queria ficar longe dela, ela estava tão bonita e ele a desejava tanto.
-Eu vou terminar de arrumar a Clara. -Ela falou ainda tentando se recompor. Foi até a menininha e fechou o vestido, amarrou os lacinhos facilmente. -Nossa, amor, sério que você não estava conseguindo arrumar o vestido dela ou foi só impressão minha?
-Elena, eu não sou uma garota, eu não sei fazer essas coisas... -Respondeu exibindo um daqueles sorrisinhos cínicos que faziam com que ela perdesse o fôlego. Ele era tão perfeito.
-Ai meu deus! -Exclamou. -Tadinho do Eric, você vestiu ele todo de preto! -Fez uma carinha de pena.
-E como você queria que ele se vestisse princesa? De rosa? -Rolou os olhos.
-Damon, ele é um bebê! -Ela o repreendeu. -Bebês não se vestem de preto!
-Por que não? -Pareceu confuso.
-Por que bebês são coisinhas fofinhas! -Argumentou. -Aliás, cadê a roupinha de marinheiro?
-Ah... -Damon rolou os olhos e balançou a cabeça negativamente. -A roupa de marinheiro...
-Eu já sei que você não gosta dela, mas você vai ver como é perfeita!
-Tudo bem desde que ele não fique gay.
-Damon! -Ela o repreendeu. -Ele não vai andar igual a você, de jaqueta de couro, óculos de sol...
-Por que não? -Insistiu.
-Porque bebês não se vestem assim! -Fez uma pausa. — E o Eric já é a sua cara, não precisa andar igual a você.
-Mas a Clara parece uma princesa igual a você...
-Mas eu não ando de vestido de babados e lacinhos rosa por aí...
-Mas andava e você também ficava linda fantasiada de gatinha e de Cinderela...
-Como você sabe disso?-Ele nem precisou responder para que ela encontrasse uma resposta. -Eu não acredito que você mexeu nas minhas coisas de novo!
-Eu sempre mexo nas suas coisas... -Falou cinicamente. -Achei seu álbum de fotos de quando você era pequena... -Sorriu, aquele sorriso torto. -E também achei seu outro diário... -Fez uma pausa. -Onde você fala de quando a gente se conheceu... -Uma nova pausa, outro sorrisinho. -Eu acho que você já gostava de mim aquela época... -Piscou.
-Será que você pode para de mexer nas minhas coisas? Principalmente, meu diário. -Falou sentindo-se tão envergonhada. Por que ele tinha que fazer sempre isso?
-Não, eu não posso, princesa. Eu gosto de ler o que você escreve...
-Por que você faz isso?
-Porque eu te amo, Elena.
Elena ficou sem reação, ou melhor, ela apenas não conseguiu falar nada, mas todo seu corpo reagiu, reagiu de uma forma muito mais profunda do que costumava ser. Seu coração acelerou-se num ritmo forte, sua alma pareceu vibrar, ela estava feliz, muito feliz, sentiu uma sensação calmante se apossar dela ao mesmo tempo em que todo seu corpo se arrepiou e pulsou quando a mão dele acariciou o rosto dela.
-Eu te amo... -Ela sussurrou no ouvido dele. -Amo muito.
-Eu sei... -Respondeu num tom mais fraco, suave e então a beijou novamente.
Os beijos se aprofundavam, se tornavam intensos, como se tocassem a alma. Eles se amavam tanto e isso era inegável. Continuaram se beijando até que os bebês começaram a chorar. Os dois se separaram.
-Eles estão chorando... -Elena pareceu preocupada.
-Eles devem estar com sono... -Damon respondeu.
-Ou com fome... -A garota baixou o olhar, sentiu-se péssima, ela deveria estar amamentando os filhos, mas, agora, que ela era uma vampira. -E eu deveria estar cuidando deles e eu não posso...
-Isso não faz com que você não seja uma boa mãe. -Segurou a mão dela carinhosamente então fez carinho.
-Você acha que eu sou uma boa mãe? -Perguntou ansiosa.
-Claro que eu acho. -Sorriu.
Os dois foram até os berços onde estavam os bebezinhos, cada um pegou um bebê no colo, os embalaram até que dormissem.
-Eles estavam mesmo só com sono. -Ela concluiu. -Como você sabia?
-Eu não sabia, apenas tentei essa opção.
-Eles são tão fofinhos dormindo. -Ela os admirou. -Eles estão bem, não estão? -Ainda estava preocupada, afinal, eles tinham nascido prematuros, ela tinha medo que algo pudesse acontecer com eles.
-Eles estão sim, você não precisa se preocupar. -Respondeu, queria que ela ficasse tranquila. Segurou novamente a mão dela. -E você está bem? -Damon também estava preocupado com ela, sabia o quanto estava sendo difícil para ela passar pela transformação, aceitar que era uma vampira.
-Eu não sei... -Ela respondeu hesitante. -Eu não sei responder... -Baixou o rosto, não quis fitar os olhos dele. -Eu só sei que agora eu estou bem... -Sorriu, um sorriso que ele não conseguiu decifrar, ela não sorria assim antes. -Eu estou bem porque eu estou com você... -Uma pausa. -Com os bebês. -Seus olhos encontraram os dele e em seguida, ela fugiu com o olhar. -Você vai ficar comigo para sempre, não é? -Pareceu ansiosa, ela não podia ficar sem ele. -Você não vai me deixar, vai?
-Eu não vou te deixar, Elena, você sabe disso. -Falou sinceramente, ele a amava tanto, jamais iria deixá-la. Não havia ninguém que pudesse ser para ele o que ela era. Ela era única, ela era especial.
Quando ela percebeu, eles já estavam se beijando novamente, mas este beijo era diferente, ele era mais doce, suave ao mesmo tempo intenso, ele era romântico, apaixonado. Ela pode sentir o quanto ele a amava e ele também podia sentir o quanto ela o amava. O amor deles era tão intenso, tão verdadeiro que era quase palpável, ele realmente podia ser sentido, sentido em toda a sua proporção. Ficaram daquela forma, trocando beijos um bom tempo. Depois ela eles foram até o sofá, ele se sentou e ela se deitou, apoiou a cabeça no colo dele. Ela gostava daqueles momentos românticos, gostava muito.
-Você acha que tem algo diferente em mim? — Perguntou quebrando o silêncio.
-Não, eu não acho. -Respondeu enquanto brincava com os cabelos dela.
-Mas eu sou uma vampira agora. -Argumentou. Precisava saber se ele ainda gostava dela. Bem, ele tinha dito mais cedo que a amava, mas ainda assim ela precisava ter certeza.
-Não importa. -Damon respondeu sinceramente. -Para mim, você é a mesma Elena.
-Mesmo assim? -Ela deixou que suas feições de vampira surgissem em seu rosto. Sentiu vergonha, muita vergonha. Ela achava que ele não iria mais gostar dela, mas isso era uma grande bobagem. A verdade é que para ele não fazia diferença alguma.
-Isso não muda nada. -Exibiu um novo sorriso em seu rosto. -Bem, você fica mais sexy assim. -Provocou.
-Fico? -Ela sorriu.
-Fica... -Piscou.
Ele iria responder, mas algo chamou a atenção dela. -Esse barulho...-O som parecia alto demais, a verdade é que o som já estava a incomodando antes, mas, naquele instante, ela já não conseguia mais suportá-lo. Sua audição aguçada de vampira o considerava tão forte, tão irritante.
-Que barulho? -Damon perguntou, mas no instante seguinte, logo entendeu o que estava acontecendo. -Elena, seus sentidos estão ampliados... -Tentou explicar, mas ela ignorou.
A morena se levantou, procurando de onde vinha o barulho. Era apenas o som do relógio, mas para ela era forte demais. Não pode conter seu impulso, pegou o objeto e o jogou violentamente e o barulho que a queda provocou foi mil vezes mais alto. Tão estrondoso que acordou os bebezinhos que dormiam profundamente, os dois começaram a chorar e aquele choro era diferente. Era um choro mais forte, urgente. Eles estavam em pânico.
E quando Elena percebeu que havia assustado seus próprios filhos, ela desabou. -Eu os assustei... -Repetiu aquela frase várias vezes enquanto chorava. Jogou-se no chão e ficou ali, não conseguia se conter. Não eram apenas os sentidos que estavam ampliados, mas também seus sentimentos, ela não conseguia controlá-los, não conseguia lidar com eles. Ela sentia-se como um monstro. Era uma pessoa horrível.
Damon estava tentando acalmar os bebês, mas não era algo tão fácil e bem, ele ainda estava preocupado com Elena, queria dar atenção para ela também, mas precisava fazer com que os filhos parassem de chorar primeiro. Eles estavam tão assustados e bem, o choro deles também estava afetando a garota. Precisou de quase vinte minutos para acalmar os dois bebês e quando fez isso foi falar com ela.
-Elena... -Ele a chamou. Ela não respondeu, aproximou-se mais dela, ela se encolheu.
-Eu sou um monstro... -Ela sussurrou, completamente afetada, abalada. Ela era mesmo um monstro, ela tinha feito mal aos próprios filhos sem nem estar perto deles e poderia ter sido bem pior. Se ela perdesse o controle e os atacasse... ela podia matá-los. Isso era terrível.
-Você não é... -Tentou acalmá-la. -Isso é normal, vai passar com o tempo. -Mais uma vez, se aproximou dela, mas ela se afastou. Ainda estava transtornada.
-Não chega perto de mim. -Ela pediu, ainda em meio às lágrimas.
-Por que não? -Queria abraçá-la e dizer que estava tudo bem.
-Porque a única coisa que eu ouço enquanto você fala é o som do seu sangue pulsando nas suas veias. E vou acabar te matando... -Confessou. Ela estava sentindo sua garganta queimar. Ela estava com tanta sede e ela não estava se sentindo assim antes. Aquilo era desesperador. Ela podia machucá-lo também, ela era alguém horrível... ela era mesmo alguém assim. Chorou ainda mais.
-Ei... -Damon segurou a mão dela carinhosamente. Ele não achava que ela fosse alguém assim, fosse alguém tão terrível e ele também não tinha nenhum medo de que ela pudesse fazer alguma coisa ou que fosse matá-lo, ele realmente não tinha. -Por que você conversa um pouco comigo?
-Por que eu não quero conversar. -Agora ela parecia estar com raiva, de fato, seus sentimentos estavam fora do controle.
-Tudo bem. -Ele se sentou ao lado dela. -Então eu vou ficar aqui te fazendo companhia.
-Por favor, me deixa em paz. -Gritou. Ela estava perdida, seus pensamentos estavam desordenados, ela não sabia mesmo o que fazer.
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