Notas iniciais
Finalmente consegui postar!
Desculpem a demora, lindas!
Mas to super enrolada aqui com trabalhos!
Beijinhos!
Espero que gostem

Katherine rolou os olhos, estava visivelmente irritada, não gostava da nova atitude de Damon, não gostava da forma como ele a tratava. Ela costumava ser o centro das atenções e, agora, não era mais. Tudo isso por culpa de Elena, aquela cópia mal feita, pensou. Ao menos, a garota morreria e Katherine não sentia nenhuma pena, na verdade, adorava a ideia e pouco se importava se Elena estava grávida ou não, não iria ajudá-la por isso. Só que a vampira gostava menos ainda de ver que Damon simplesmente dera as costas a ela e estava indo embora. Não, isso era inaceitável, talvez, devesse dizer o que sabia apenas para conseguir atenção e fazer isso era algo típico da vampira.

-Elena foi sequestrada pela Esther... -Falou de uma vez, aquela altura, a garota já deveria estar morta mesmo, não faria diferença alguma.

-O que? –Damon pareceu extremamente surpreso, afinal, todos pensavam que Esther estava morta, aquilo não fazia nenhum sentido. –Esther está morta.

-Ela parecia bem viva hoje de manhã... -Katherine não pode evitar o tom zombeteiro, a verdade é que ela estava se divertindo com toda aquela situação.

-Eu não acredito em você. –Recusava-se a acreditar, afinal, não havia sentido nenhum no que a vampira dizia. Era muito mais coerente se pensar que fora Katherine que fizera algo com Elena e agora estava tentando enganá-lo.

-Sério, Damon? –Katherine olhou-o de forma provocativa. Tivera que conter um risinho em seus lábios. –Você costumava ser mais esperto... — Aproximou-se dele, levando um dos dedos aos lábios dele antes que ele pudesse falar alguma coisa. –Mais divertido... -Sussurro de um jeito bastante sensual...-Mais sexy...-Quando finalmente completou, seus lábios estava quase tocando os dele. Damon afastou-se bruscamente de Katherine, não tinha nenhum interesse em beijá-la, a verdade, é que não conseguia parar de pensar em Elena por um só minuto. Como não pensaria nela quando a amava tanto? Quando além de amá-la tão profundamente, ela ainda carregava dentro de si os filhos deles, e ele já amava tanto aqueles bebês. Justo ele que nunca pensou em ser pai, que nunca quis se importar com nada ou com ninguém, não conseguia parar de se importar. –Onde ela está?

–Perguntou mais ansioso do que gostaria que a pergunta soasse, não conseguiu controlar seu tom. Odiava quando não estava no controle, quando não sabia todas as respostas, não gostava de vulnerabilidades e principalmente, não gostava de se sentir vulnerável. Sentiu ainda mais ódio por Katherine, não que ele esperasse que ela pudesse ser diferente, já tinha certeza de quem ela era, sabia que ela era uma vagabunda que só pensava em si própria.

–Você vai terminar morto, Damon... -Katherine alertou-o. A expressão da vampira se modificou, fechou-se por um instante. Por que eles simplesmente não podiam esquecer aquela conversa irritante sobre Elena? Não aguentava mais aquilo, por ela, a garota podia simplesmente morrer. Ela não se importaria. –Eu não me importo. –Damon respondeu sinceramente, ele jamais se importaria, daria sua vida por Elena sem nem pensar a respeito. Ele a amaria, sempre amaria. –Você realmente a ama, não é? Eu não entendo isso. –Katherine falou enquanto um sorrisinho se desenhava em seus lábios. Parte dela até conseguia achar graça naquilo, outra achava completamente absurdo alguém amar Elena, a garota não tinha nenhuma graça, sempre fora uma sonsa. –É lógico que você não entende, Katherine. –Dessa vez foi Damon quem sorriu sarcasticamente. –Uma vadia tão egoísta como você não consegue entender nada que não seja para beneficiar a si mesma. –Quanta grosseria, Damon... -Falou em seu típico tom. –Assim você me magoa... –Eu não tenho tempo para você, Katherine... -Irritou-se, já não tinha paciência para os joguinhos de Katherine.

-Elena está naquela casa das bruxas... -Katherine finalmente falou. Não era tão difícil fazê-la falar, afinal. Bastava desprezá-la e no fundo, ela merecia todo o desprezo. Só que ela não conseguiu atenção por muito tempo, Damon já estava se afastando dela. Não tinha porque ficar com ela, precisava ajudar sua linda Elena e ele estava tão preocupado com a garota. Não devia tê-la deixado sozinha. Sempre que ela ficava sozinha alguma coisa acontecia e ele nunca estava lá para protegê-la e ele se sentia culpado por isso. Não podia nem imaginar o que faria se algo acontecesse a ela. A verdade é que ele não conseguiria fazer nada, pois não era capaz de viver sem ela. Ele a amava tanto. Elena era tão importante, era tudo para ele. Ela e os bebezinhos. Ela costumava dizer que eles seriam uma família perfeita e Damon conseguia se lembrar com perfeição da forma como ela sorria cada vez que dizia isso. Era um sorriso lindo, cativante e haviam pouquíssimas coisas que a faziam sorrir daquele jeito. E ele gostava de saber que ela também sorria tão docemente para ele. Eles realmente haviam sido feitos um para o outro, para ficarem juntos acima de tudo, pois o amor deles era muito forte, possuía uma ligação inquebrável, era infinito.

-Damon, você vai terminar realmente morto... -Katherine advertiu novamente, não que ela estivesse realmente preocupada.

-E eu realmente não me importo. –Um sorriso extremamente cínico desenhou-se em seus lábios. –Eu já te disse isso Katherine, mas pelo visto, vampiras vadias ficam surdas quando chegam a uma certa idade...

-Ai! –Katherine exclamou, fez uma carinha de quem estava profundamente magoada. -Você anda muito cruel ultimamente...

Damon não respondeu, simplesmente não respondeu por que mal tinha escutado o que ela falara, todos seus pensamentos estavam focados em Elena, em sua linda Elena e nos bebês que estava crescendo dentro dela. Se fosse outra ocasião, ele provavelmente teria perdido seu tempo respondendo a Katherine, preocupando-se em enfiar uma estaca no peito dela, mas não naquele dia. Naquele dia, nem mesmo a insuportável Katherine era capaz de perturbá-lo como a ideia de perder Elena o perturbava. Na verdade, só de imaginar perder a doce garota, todo seu corpo contorcia-se numa estranha dor. Ele realmente precisava fazer alguma coisa. Ele realmente odiava bruxas, odiava aquela maldita casa, onde seu anel não costumava funcionar, só que ele era humano agora e isso não seria um problema, mas ele não gostava realmente de ser um humano, não gostava de não ter o poder e força que possuía quando era um vampiro e isso, sim, era um problema. Como ele poderia ajudar Elena não sendo mais tão poderoso? Ele iria pensar em algo. Tinha que pensar em alguma coisa. Bem, primeiro, ele precisava se livrar de Katherine, ele já não tinha nenhuma paciência para ela. Foi na direção de seu carro, não se importou se a vampira estava vindo atrás dele ou não, também não se importaria de passar com o carro por cima dela. Ela não iria morrer mesmo, o que era uma pena, pensou. Ligou o carro, acelerou, iria para a mansão dos Salvatore. Ao chegar lá, encontrou Stefan escrevendo em seu diário. Em outras situações, certamente teria feito alguma piadinha, zombaria do fato do irmão se alimentar de esquilos ou de cachorrinhos fofinhos como yorkshires, mas não estava com humor para aquilo e isso era realmente incomum. Stefan notou a presença do irmão, notou também que havia algo diferente em sua expressão.

-O que aconteceu, Damon? –Stefan perguntou meio curioso, meio preocupado.

-A Esther pegou a Elena.

-Por quê?

-Não faço a menor ideia, mas com certeza não foi para servir chá e biscoitinhos para ela, Stefan. –Respondeu impaciente e ao mesmo tempo de forma cínica.

-Nós precisamos ligar para a Bonnie... -Stefan iria continuar,falar que precisavam da Bonnie, porque com toda a certeza haveria algum feitiço criado pela Esther, mas Damon o interrompeu.

-Não, nós precisamos de um plano e depois da Bonnie. –Falou entediado. Primeiro, pensaria em alguma coisa e depois falaria com ela, afinal, não queria a bruxa se intrometendo. – E deixe que eu penso em tudo, afinal, eu sou muito mais inteligente que você, irmãozinho. –Falou de forma convencida e bastante sarcástica.

Stefan ignorou o comentário do irmão mais velho, afinal, não valia a pena discutir mesmo e Damon não iria mudar nunca. Não demorou muito, para que eles conseguissem pensar em algo, até porque Damon era alguém bastante impulsivo. É lógico que ele simplesmente optaria por ir até onde Elena estava e tiraria ela de lá de qualquer forma, sabendo ou não que Esther era uma bruxa extremamente perigosa e poderosa. Bem, ele iria matá-la de qualquer jeito.

...

Elena sentia seu corpo fraquejar mais e mais, já se tornava difícil ficar de pé, se não fosse as correntes que a prendiam, talvez, já tivesse caído no chão. Seu corpo pesava, seus braços doíam tanto, seus pulsos estavam cortados, vertiam sangue. Ela havia tentado se libertar tão duramente das correntes, mas tudo que conseguira fora doloridos cortes. Ela já não sabia mais o que fazer, o desespero crescia cruelmente dentro dela, machucando-a, ardendo por cada poro por onde passava, era horrível. Se doía externamente, doía ainda mais internamente, pois externamente são apenas as dores, os ferimentos que podem ser curados, mas internamente, existem os sentimentos, os medos e esses não são facilmente curados. Como ela poderia se sentir emocionalmente bem? Ela estava morrendo e se fosse apenas ela, não seria tão difícil, mas seus bebes morreriam se algo acontecesse a ela. Seu instinto maternal dizia que ela deveria protegê-los, mas ela não tinha meios para isso. Sentiu-se uma péssima mãe. Achava que deveria fazer alguma coisa, qualquer coisa por mais absurda ou inconsequente que fosse. O problema é que ela não sabia o que fazer e a consciência lhe escapava pouco a pouco, grão por grão. Queria chorar, já sentia as lagrimas quentes brotarem em seus olhos. Tentava conte-las, mas era cada vez mais difícil. Pensou em Damon, queria estar perto dele. Queria que ele a abraçasse, queria que ele a beijasse. Nunca imaginou que fosse morrer estando tão longe dele, sem poder dizer que o amava. Ela tinha dito vezes o suficiente que o amava? Precisava ter dito mais vezes, precisava ter dito todas às vezes, o tempo inteiro. Desejou com toda sua alma que pudesse vê-lo novamente. Mas talvez, fosse melhor não vê-lo, porque se o visse, ela iria desejar estar com ele o tempo inteiro, para sempre. Elena sentiu-se tão vazia, tão sozinha e já fazia tempo que ela não sentia aquele vazio crescendo dentro de si. Sentiu-se ainda pior do que já estava se sentindo antes, sentia como se cada parte de si mesma fosse corroída por uma dor tão forte, uma dor que ela nunca mais queria sentir, mas era a única coisa que tinha para sentir. A única, além do frio das correntes que a prendiam, além do silêncio perturbador... Fechou os olhos, por um instante, achou que era mais confortável quando os fechava, porém o desespero voltou rapidamente, ainda mais intenso do que antes. Sentiu como se pequenas navalhas invadissem todo seu corpo, cortando-a, rasgando sua alma, seu coração. Não pode se controlar, as lágrimas fluíram por seu rosto, num choro copioso, num choro dolorido.

-Não chore, minha querida... -A voz ácida de Esther soou em meio ao silêncio como uma lembrança funesta do que estava acontecendo ali.

Elena não respondeu, sentiu uma raiva estranha nascer dentro de si. Como ela odiava aquela bruxa, como ela a odiava! Ela precisava parar de chorar, precisava interromper aquelas lágrimas, não podia chorar na frente de alguém tão cruel. Sua expressão era um misto de dor e raiva.

-Você não precisa fazer isso. –Elena argumentou, seu tom não fora tão equilibrado quando gostaria que fosse. Mas como ela conseguiria se equilibrar naquela situação? E ela ainda estava mais sensível do que estaria normalmente, afinal ela estava grávida. Não conseguiu se conter e mais uma vez, caiu em meio às lágrimas. Seus bebezinhos iam morrer e isso era tão trágico, era terrível. Era a única coisa com que ela se preocupava, já não ligava mais para a própria vida, não se importaria em morrer desde que seus bebês ficassem bem.

-Infelizmente, querida, eu preciso. –Esther falou num tom suave, despreocupado. Não sentia nenhuma piedade pela garota.

Esther tinha consigo algumas velas que colocava cuidadosamente ao redor de Elena. Quando todas as velas estavam dispostas em um círculo, Esther falara algumas palavras naquela estranha linguagem das bruxas o que fez com que as chamas fossem acessas. Elena sentiu um frio aterrorizante percorrer-lhe a espinha. As feridas que possuía em seu corpo não cicatrizavam e o sangue que antes vertia tão lentamente parecia ser jorrado um pouco mais rápido.

Elena sentiu suas forças a abandonando uma velocidade tão alta e ao mesmo tempo a raiva que tinha de Esther aumentava de forma vertiginosa. –Eu espero que você vá para o inferno... -Falou, já nem fazendo muita ideia do que dizia. Talvez, não devesse ter falado nada, talvez, não fizesse a menor diferença mesmo.

-Acredite, eu já estive do outro lado, Elena e é totalmente diferente do que você pode imaginar... -Esther falou tranquilamente e então voltou a concentrar-se nas palavras naquela língua das bruxas, proferindo as palavras que sentenciavam algum tipo de feitiço.

Elena já nem conseguia mais ouvir direito o que a bruxa falava, seus sentidos se esvaíam lentamente, assim como sua consciência. Sentia-se tão fraca, debilitada. As imagens perdiam a nitidez, os sons eram tão fracos aos seus ouvidos, até mesmo o estrondo que ouvira não passara de um som um pouco mais alto que um sussurro. Só que tudo mudou quando ela viu Damon, havia Bonnie também e Stefan, mas ela mal conseguia vê-los, toda sua atenção estava focada naqueles olhos tão azuis que a observavam de forma tão preocupada. E como ele estava preocupado. Vê-la daquele jeito, tão frágil e tão machucada era horrível. Ela não deveria estar ali, daquele jeito, ela não merecia. Tudo que ele queria era tirá-la de lá e abraçá-la. E tudo que Elena queria era abraçá-lo, era estar com ele, afinal, os dois se amavam tanto. E mesmo naquela situação tão terrível, era evidente o quanto eles se amavam, os olhares se encontram tão ternamente. Por um instante, a garota sentiu-se bem, seu corpo parou de queixar-se naquele caloroso segundo. Damon era tudo que ela precisava, ela queria se jogar nos braços dele e beijá-lo e ficar daquele jeito para sempre. Só que Esther era uma bruxa muito poderosa e não estava disposta a “perder”, ela iria matar Elena de qualquer forma e era muito fácil, com todo o poder que possuía, atacar os três. Elena estava tão fraca que não conseguia acompanhar muito bem o que acontecia ali. Ela apenas se desesperava ainda mais ao mesmo tempo em que já não sentia muita coisa. Não queria que Damon se machucasse da forma como estava se machucando, também não queria que Bonnie ou Stefan se machucasse, mas naquele instante, ela só conseguia pensar em Damon, porque ela o amava demais. Só que as coisas não pareciam ir muito bem e ela não conseguia raciocinar direito, não conseguia visualizar muito bem. Suas pálpebras pesavam, não conseguia manter seus olhos abertos. Seu corpo doía, os cortes em sua pele ardiam como brasa, ela sabia que estava morrendo. De repente, mais alguém surgira ali, Elena demorou para conseguir reconhecer quem era, mas os longos cabelos loiros eram impossíveis de não serem reconhecidos. Por um instante, Elena sentira medo. Era Ever. Não que a bruxa se importasse com Elena ou com os bebês, mas com certeza ela os queria vivos, jamais deixaria que Esther os matassem naquele feitiço, porque se isso acontecesse, ela perderia sua imortalidade e bem, isso era algo que ela não estaria disposta a perder. A garota nem tinha ideia do que poderia acontecer se as duas bruxas se enfrentassem, afinal, elas eram tão poderosas e bem, ela já não aguentava mais tentar acompanhar quando seus olhos já não lhe permitiam mais.

-Você não achou que iria realmente conseguir fazer tudo pelas minhas costas, não é, Esther? Você não achou que eu saberia? –Ever perguntou num tom severo, superior. Ela dominava a magia negra como ninguém, era tão ou mais poderosa que a irmã e se isso não fosse suficiente, ela era imortal. As velas que rodeavam Elena apagaram-se ao comando da bruxa. Elena sentiu seu corpo estremecer, algo estava acontecendo ali, mas era cada vez mais difícil para ela prestar atenção. As duas bruxas pareciam se enfrentar e elas possuíam tanto poder. Ever deveria ser realmente mais forte que a irmã, talvez, porque ela era imortal e nada, de fato, lhe afetasse. E então, Bonnie sentiu seu corpo enfraquecer, Esther estava canalizando o poder dela para si. Elena conseguiu entender o que aquilo significava e não era nada bom, não queria que a amiga se machucasse.

-Como nós podemos matar duas bruxas malucas? –Damon perguntou a Stefan em um tom quase zombeteiro.

-Nós podemos aproveitar uma oportunidade e matar a Esther...-Stefan respondeu.

-E a Ever? –Perguntou, essa com toda a certeza era a pergunta mais intrigante, uma vez que Ever era imortal.

-Eu não faço a menor ideia. –E não fazia nenhuma ideia mesmo, talvez, não existisse uma resposta.

As duas bruxas pareciam ignorar a tudo a não ser elas mesmas, estavam totalmente focadas em vencer uma a outra e aquele momento era de fato o melhor para se tentar fazer qualquer coisa, afinal, seria uma surpresa. Elena observava toda aquela movimentação de uma forma bastante afetada. Só percebeu que Esther caiu no chão, deveria estar morta, o que fez com que Bonnie pudesse se recuperar. Elena realmente não vira direito o que tinha acontecido. Só vira também que algo havia acontecido com Ever, talvez, Stefan, a tenha mordido, talvez, não, ela não pudera precisar. A verdade é que Ever não iria morrer, ela estaria apenas desacordada por alguns breves momentos. Damon foi imediatamente até Elena, pareceu ignorar que ele mesmo acabara se machucando, estava tão preocupado com Elena que nem conseguira sentir os próprios ferimentos. A morena abriu um sorriso quando o viu tão perto dela, seu coração acelerou-se imediatamente. Mais uma vez, não se sentia tão fraca, estava feliz porque ele estava lá ao lado dela.

-Damon...-Sussurrou o nome dele docemente. –Eu...

-Shh..- Ele não deixou que ela continuasse, levou uma das mãos até o rosto dela e acariciou delicadamente. –Deixa eu tirar você daqui primeiro. –Libertou-a das correntes que a prendiam tão fortemente, o corpo da garota teria caído, ela já não tinha mais forças para permanecer de pé, mas ele a pegou cuidadosamente no colo e carregou para fora dali.

Elena estava mesmo muito debilitada, o sangue não parava de verter vagarosamente do ardor de seus cortes. Elena fechou os olhos, não queria fechar, mas já não era capaz de mantê-los abertos.-Eu te amo...-A garota murmurou, num fino traço de voz, precisava dizer o quanto gostava dele, o quanto o amava.

-Eu também te amo, princesa. –Damon respondeu carinhosamente, olhou-a intensamente. Preocupava-se cada vez mais com ela, ela estava tão debilitada, não podia vê-la daquela forma, não aguenta saber que ela estava sentindo tanta dor.

-Stefan, dê um pouco do seu sangue para ela. –Pediu, não que ele quisesse o sangue de outro no corpo da garota, mesmo ele não sendo mais um vampiro, ainda pensava em um em muitas coisas. Só que ela realmente precisava de um pouco de sangue de vampiro, ela estava morrendo, o sangue curaria aquelas feridas horríveis que possuía. Elena não podia morrer, não podia morrer porque ele a amava, porque ela estava grávida e não podia perder os bebês.

Stefan mordeu o próprio pulso e ofereceu a Elena que bebeu do sangue dele e automaticamente, os ferimentos foram cicatrizando rapidamente, a cor voltava ao rosto que antes estava tão pálido...

-Como você se sente? –Damon perguntou ainda preocupado.

-Bem...-Fez uma pausa. –Eu acho... – Falou um tanto insegura, ainda estava nervosa, assustada, mas iria passar, já estava passando, se abraçou em Damon, ele era tudo que ela precisava, sentiu-se melhor no mesmo instante. Elena abriu um sorriso cativante e ele adorava quando ela sorria daquela forma.

-E os bebês? –Levou a mão até a barriguinha da garota e acariciou, Elena já estava com saudades disso, de ser mimada por ele.

-Bem...-Respondeu suavemente.

Quando ela percebeu, eles já estava se beijando, foi algo tão natural que ela já nem podia dizer quem tinha iniciado aquele beijo. E beijo só se tornava mais e mais intenso, cada vez tinha mais sentimento, mais amor. Os lábios tocavam-se suavemente, as línguas entrelaçavam-se num compasso delicioso, o beijo ganhava um ritmo mais intenso, romântico, Elena podia dizer que aquele era o beijo.

Parecia que estava tudo bem, até que Elena começara a sentir dores fortíssimas. Doía muito mesmo, demorou para que ela entendesse o que estava acontecendo, mal conseguia pensar direito.

-O que aconteceu, Elena? Você está bem? –Damon já estava preocupado de novo com a garota.

-Eu acho que não. –As dores se tornavam ainda mais intensas. –Tá doendo muito. –E foi então que Elena percebeu que ela estava tendo contrações, a garota, tinha sofrido tanto stress, que isso deve ter antecipado tudo, ela estava tendo contrações tão fortes, só podia ser isso. –Eu preciso ir para o hospital, eu acho que os bebês vão nascer...

-Mas você só está grávida de seis meses...-Argumentou

-Eu sei...-A dor só piorava e já afetava o humor da garota, as contrações se tornavam cada vez mais intensas. –Será que você não entende que bebês podem nascer prematuros? –Aborreceu-se, como ele não sabia que existia parto prematuro? Homens nunca sabem de nada, nunca entendem nada, pensou. Estava com tanta dor que não podia evitar de se irritar facilmente.

-Tudo bem, Elena, eu só estou preocup....

A garota não deixou-o continuar falando. Ao menos ele a tinha pego no colo e a estava levando até o carro.

-Para de falar comigo ...-Ela estava com tanta dor, não queria conversar, não queria nem pensar. Por que ela tinha que passar por tudo ao mesmo tempo? Ela tinha acabado de ser quase assassinada e agora teria os bebês. –Ah que dor...-Contorceu-se, não via a hora de chegar logo ao hospital.