The Wedding
37 Capítulo 39
Notas iniciais
Desculpas pela demora para postar o capítulo!
Como eu disse eu to super enrolada com a faculdade.
Em fim, tá ai o capítulo. Bem, eu não sei se ficou muito bom o capitulo. Eu nunca tive filho, entao, não faço a menor ideia de como é um parto IOHFSODHFSODUFHSDOUFSD
Por favor, comentem!!
Beijinhos
As contrações se tornavam cada vez mais frequentes e intensas. Às vezes, Elena perdia a noção da própria realidade, doía muito. Ela nunca imaginou que pudesse doer tanto. Realmente, ser mãe não era algo fácil ou simples. Ao menos, ela já estava no hospital, seu corpo jazia sobre a maca confortavelmente, logo o médico estaria lá para realizar o parto.
Elena fechou os olhos, suspirou pesadamente, as dores eram cada vez mais intensas. Esperava não ficar por horas em trabalho de parto. Estava ansiosa. Muito ansiosa. Abriu os olhos, no instante seguinte, fechou-os novamente. Tentou se acalmar. Damon segurava sua mão carinhosamente.
Tudo parecia tão perfeito, mas ainda assim algo parecia errado. Talvez, fosse a dor que lhe castigava o corpo. Talvez, não fosse. Talvez aquela sensação fosse resultado de todo o estresse que passara quando Esther a mantivera presa e quase matou seus bebezinhos.
Não, não era nada disso. Ela só estava preocupada, uma preocupação interminável que se espalhava por todo o seu ser. Ela estava preocupada com os bebês, era muito cedo para eles nascerem, eles ainda precisavam dela. Fechou os olhos, tentou buscar alguma paz, mas foi inútil, aquele sentimento apenas a atormentava mais.
Seus olhos castanhos buscaram o azul dos olhos de Damon, ao mesmo tempo em que sua mão apertou a dele com mais força. Ele estava ali com ela e isso fez com que ela se sentisse segura. Fechou os olhos novamente o quando os reabriu, os olhos dele ainda a fitavam. Um sorriso débil desenhou-se em seu rosto, apagando-se no momento anterior.
-Damon... -Chamou num tom frágil, apenas um suspiro, gostava como o nome dele soava em seus lábios. Havia um laço muito grande entre eles.
-Eu estou aqui, Elena. -Respondeu gentilmente e acariciou a mão dela de forma suave.
-Eu estou com medo... -Confessou.
-Não precisa ter medo, Elena. — Respondeu, ainda acariciando a mão dela. -Você precisa ficar calma para ter um parto tranquilo.
-É por isso que eu estou com medo. -Sussurrou.Não estava com medo por ela, mas, sim, pelos bebês. -Medo de algo dê errado. -Fez uma pausa,suspirando profundamente, como se isso abrandasse fracamente a dor que sentia.-É muito cedo para os bebês nascerem...
-Vai dar tudo certo, princesa. -Abriu um sorriso cativante para ela. Só que no fundo, ele também estava preocupado com os bebês, muito preocupado, mas ele não iria demonstrar. Não podia deixar sua Elena ainda mais ansiosa.
-Como você pode ter certeza? -Perguntou insegura. Sentia-se estranha. Estava nervosa, ansiosa, com dor... Tudo que ela queria era ver o rosto de seus bebês, segurá-los em seu colo,afinal, ela já os amava tanto, amava cada vez mais.
-Porque eu não vou deixar nada de ruim acontecer a você ou aos bebês, você sabe disso. -Falou enquanto levava uma das mãos até o rosto da garota, acariciando lentamente a pele macia.
-Eu te amo. -Confessou em um tom afetado. Ofegava. Ainda assim, algo nela se encantou numa felicidade quando ele abriu um sorriso lindo para ela. Nunca se cansaria do sorriso dele.
Nunca iria deixar de amá-lo, ele era tão importante, tão perfeito. Por um instante, ela sentiu-se melhor, isso era porque ela sempre se sentia bem quando estava perto dele. Suspirou, dessa vez em alívio, ao menos ele poderia ficar ao lado dela durante o parto. Bem, isso tornava tudo muito mais fácil.
-Eu também te amo, princesa. -Damon respondeu num sussurro e então beijou a pele macia da mão de Elena. A verdade é que ele também a amava incrivelmente. A garota havia despertado algo que ele julgou que havia perdido a muito. Achou que jamais amaria alguém novamente e agora e ele a amava mais do que pensou ser possível.
Elena sorriu docemente, entretanto, o sorriso perdeu-se em meio de uma expressão sofrida. A dor parecia que não iria passar nunca. Se imaginou o quão terrível poderia ser as dores do parto, não havia nem chegado perto. Na realidade era muito pior.
-Eu estou com tanta dor... -Choramingou. Nunca havia sentido tanta dor em sua vida, aquilo era mesmo horrível. E a sensação física ainda se misturava a preocupação imensurável que tinha com os bebês. Tudo isso ainda somava-se a todo o desgaste psicológico que havia sofrido quando fora sequestrada e torturada por Esther. Era muita coisa em tão pouco tempo, por mais que ela pudesse ser forte, aquilo a afetava enormemente. A garota não pode conter-se, começou a chorar copiosamente, não foi capaz de precisar se estava chorando pela dor ou por toda a preocupação e stress.
-Vai passar logo, princesa. –Sentia-se péssimo cada vez que a via com dor. Tudo bem, dessa vez, ela estava com dor por causa do parto, mas não fazia nenhuma diferença, ela ainda estava dor. E estava chorando. Ele odiava vê-la chorando. –Não chora, por favor... -Deixou os dedos percorrerem o rosto dela, enxugando as lágrimas que vertiam dos olhos castanhos. –Os bebês não podem encontrar a mãe deles assim, o que eles vão pensar?
-Que eu sou chorona. –A garota achou graça e sorriu. Só ele era capaz de fazer com ela sorrisse, Damon era mesmo perfeito. Eles haviam sido realmente feitos um para o outro, Elena tinha certeza disso. Suspirou pesadamente, deixando o silêncio prevalecer, precisava ficar quietinha, mal conseguia pensar. Falar já estava se tornando extremamente difícil, todo seu corpo contorcia-se em dor. –Posso te pedir uma coisa?
-Qualquer coisa, Elena. –Como poderia negar qualquer pedido dela? Não faria isso, ainda mais ela estando em trabalho de parto. Ela poderia pedir o que quisesse.
-Fica o tempo inteiro do meu lado segurando a minha mão? –Pediu envergonhada, já sabia que ele ficaria com ela, mas mesmo assim, precisava pedir.
-Claro, eu vou ficar com você o tempo inteiro, Elena.
A garota cerrou seus olhos. Por um tempo que não pode precisar se foi muito ou pouco, pois já havia perdido a noção deste ficou daquela forma, sentido a mão dele acariciar seu rosto. Tentava manter a frequência de sua respiração, algum modo de conter as dores. Até que as contrações atingiram seu ápice. A médica já estava lá e bem, ela teria os bebês. Elena suava frio, seu corpo doía, ela já não sabia o que sentia.
-Você precisa empurrar com força, querida. -Uma das enfermeiras a orientou.
-Eu estou tentando. -A garota falou em um tom quase desequilibrado. Estava nervosa, como poderia fazer mas força se ela já estava dando o seu máximo?
-Vamos, Elena... –Pediu novamente.
Elena soltou um grito, já estava ficando exausta, seu corpo parecia fraquejar. Quanto mais precisaria para que ela conseguisse? Era ainda mais difícil que ela sequer poderia ter imaginado. Sentia o suor se tornar ainda mais forte em seu corpo, sentia dor, sentia-se horrível, mas ao mesmo tempo sentia-se bem. Seus filhos estavam nascendo, e era isso que tornava tudo mais suportável.
-Mais forte... -Ouviu a mesma voz feminina a orientando novamente.
-Eu não aguento mais. -Admitiu. Será que não percebiam o quão exaustivo e dolorido tudo aquilo era? O suor escorria por seu corpo esgotado, seu coração agitava-se cada vez mais, sua respiração era irregular. Ela mal tinha fôlego.
-Só mais um pouquinho... -A médica falou.
-Eu não consigo. -Falou num tom nervoso, dolorido, em meio a uma respiração completamente irregular. Já não estava pensando muito bem, ou melhor, não estava pensando. Jurou a si mesma que jamais ficaria grávida novamente para não ter que passar por tudo isso, mas não era verdade. Ela apenas estava ficando cansada e estava com dor.No fundo, o amor que sentia se fortalecia a cada minuto. Ser mãe sempre foi o sonho dela e a realização deste a fazia imensamente feliz.
-Amor, você precisa se esforçar mais um pouquinho. --A voz de Damon soou como em um sussurro. Era quase musical aos ouvidos da garota. Ele estava sendo tão carinhoso e companheiro com ela, não havia saído do lado dela nem por um instante, como ele havia prometido. Ela ainda pode notar que ele a tinha chamado de "amor" e não de "princesa" como costumava e em seguida, lhe dava aquele sorriso encantadoramente sedutor. Só que ele parecia tenso e vê-lo desta forma era algo muito raro. Ele estava preocupado, ansioso. Sabia que tanto a sua Elena quanto os bebês corriam riscos, um parto prematuro é bastante perigoso. Entretanto, ele tentava não exibir nenhuma expressão, não gostava de demonstrar seus sentimentos.
Elena mordeu o lábio inferior, tentando conter um novo grito. Quanto mais ela precisaria se esforçar? -Eu não aguento mais. -Confessou em um tom choroso.
-Só mais um pouquinho, Elena. -Pediu suavemente, podia perceber o quão desgastada ela já estava. E bem, ele realmente estava ansioso, queria que os bebês nascessem logo, queria vê-los.
Elena suspirou pesadamente, não soube muito bem como conseguiu reunir forças, talvez fosse natural, um instinto materno. Usou toda a energia que possuía, por um momento, não achou tão difícil. Ela precisava ajudar seus amados bebezinhos a nascer e era isso que ela estava fazendo.
Ela era mais resistente e forte do que pudera imaginar. Em meio a todo o cansaço, todo o esforço, toda a confusão que sua mente e sentidos haviam se tornado ela pudera ouvir um choro que a aliviou. O primeiro bebê havia nascido, a sua menininha. E naquele segundo em que ouvira o choro, não sentira mais dor, não sentira cansaço, não sentiu nada que não fosse o mais puro dos amores.
Era o amor que uma mãe tinha por seu filho e esse amor é inquebrável. Agora ela precisava ajudar o outro bebezinho a nascer também. Como ela os queria pegar no colo e abraçar, cobri-los de beijinhos e de mimos! A garota fechou os olhos, sentiu uma forte pontada de dor, às vezes achava que respirava direito ou que seu coração acelerava demais, ignorou tudo isso, só conseguia pensar nos bebês.
A morena olhou para Damon e sorriu ao ver que ele estava segurando a bebezinha no colo com tanto cuidado. Ela tinha muita sorte mesmo, ele maravilhoso para ela e com certeza seria maravilhoso para os filhos. Damon não podia descrever exatamente como se sentia, estranhamente, as palavras pareceram lhe faltar.
Era algo diferente de tudo que já havia sentido, era mais intenso. Amava demais aquela bebezinha tão frágil que tinha em seus braços. Parecia encantado enquanto olhava para sua princesinha, achou que ela parecia com Elena, o mesmo formato do rosto, o nariz, os lábios, exceto os olhos incrivelmente azuis que com certeza eram como os seus.
Elena sentiu a exaustão percorrendo cada fibra de seu corpo, mas tudo já estava acabando, parecia que não era mais tão difícil, embora continuasse sendo igualmente dolorido. Mas realmente estava acabando, estava completamente esgotada quando o segundo bebê finalmente nascera em um choro de tão alívio quanto o anterior. Finalmente, seus dois bebezinhos haviam nascido.
Ela nem precisou pedir para que pudesse segurar seus filhinhos no colo, foi algo natural. Seu coração acelerou-se ao olhar para os dois bebês, todo seu corpo foi percorrido por uma sensação difícil de explicar, era algo além de uma simples felicidade, era mais. Abriu um sorriso tão verdadeiro, seu mundo pareceu ter mudado, pareceu ainda melhor.
O sorriso se alargou ainda mais quando sentiu que Damon estava ao seu lado. Ela de fato era sortuda, estava com seu marido perfeito e com seus dois filhinhos lindos, o que mais ela poderia querer? Segurou a mão dele carinhosamente. Sentiu-se completa.
-Amor, nossos bebezinhos são tão fofinhos, tão lindos... -Falou num tom alegre, mas ao mesmo tempo fraco.. Estava tão feliz, mas ao mesmo tempo estava exausta, mas tentava ignorar qualquer sinal que pudesse indicar que ela não estava bem o suficiente. Era apenas esgotamento, só isso.
-Lindos como você, princesa. –Exibiu um daqueles sorrisos que a deixavam quase sem ar. Era evidente o quanto ele estava feliz.
-Não! Eles são mais parecidos com você! –Exclamou. –Nós temos dois babys de olhos azuis, isso é tão fofo.
-E como nós vamos chamá-los?
-Eu não sei ainda...
-Então nós podemos chamá-los de bebê 1 e bebê 2 – Falou cinicamente.
-Damon! –Repreendeu-o, mas não pode evitar sorrir.
Ele apenas respondeu arqueando uma das sobrancelhas, um gesto irônico.
-A menina podia se chamar Haven. –Ela sugeriu.
-Haven? –Revirou os olhos. -Não, esse nome é horrível, Elena. –Que tal Stephanie?
-Não! E depois sou eu que não sei escolher nomes... -Podia ser Clara...
-Clara... -Ele fez uma pausa...-É um nome bonito.
-Então ela vai se chamar Clara. –Elena sorriu. – E o menino? –Fez uma pausa. –Nada de sugerir Damon Júnior ou algo assim. –Riu.
-Por que não? Eu adorei a ideia. –Provocou.
-Sério, Damon...
-Ele podia se chamar Eric...
-Eu gostei... -Sorriu. –Acho que escolhemos os nomes. -Uma longa pausa, vacilou, não se sentia muito bem, mas tentava ignorar. –Clara e Eric.
Só que ela não conseguiu mais ignorar o que sentia. Ela não estava bem, havia algo de errado com ela. Estava ofegante, não conseguia respirar direito. Segurou a mão de Damon com força, precisava estar com ele, só sentia-se protegida com ele.
-Você está bem, Elena? –Perguntou preocupado.
-Não sei, eu acho que não... -Falou num tom fraquíssimo, mal conseguia falar. Nem conseguia respirar direito.
No instante seguinte o monitor que registrava seus batimentos cardíacos acusou um sinal sonoro, seu coração estava falhando. O parto tinha sido demais para ela. Seu estado era gravíssimo, talvez, ela não sobrevivesse. E isso não podia acontecer, ela não poderia deixar seus bebês sem mãe. Eles eram muito pequenos, precisavam tanto dela.
E bem, ela também não poderia deixar Damon sozinho, ele a amava tanto, não conseguiria ficar sem ela. A situação que antes parecia tão calma, agora era um caos, a garota estava rodeada de médicos e enfermeiros que tentavam salvar a vida dela. Haviam levado os bebês embora e Damon também não poderia ficar mais na sala com ela. Os médicos precisavam trabalhar sem a influência de mais ninguém ou de nada.
E se a situação pudesse ficar pior, ela com toda a certeza ficaria. A garota tinha sangue de vampiro em seu corpo. Ela havia tomado o sangue de Stefan mais cedo para poder curar as feridas que Esther havia infligido nela. Ela não podia morrer porque se isso acontecesse, ela se tornaria uma vampira. E ela não poderia se tornar uma vampira, ela tinha uma vida normal agora, uma vida humana e normal. Isso não iria acontecer, não podia acontecer.
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