Notas iniciais
Mais um cap, não sei se ficou muito bom =x
O próximo vai ter hot *>*
Por favor, não se esqueçam de comentar, gostando ou odiando =x
Por favor, se você gosta da fic, recomende e faça uma pobre escritora de fanfics feliz *>*
Beijinhos!!!

Todas as memórias surgiam como cenas tão reais que era como se Elena as estivesse vivendo naquele exato momento. Cada momento, os bons e os maus entranhavam-se em seu corpo, desenhavam-se em sua alma. Cada beijo, cada toque, cada declaração traziam uma sensação doce, suave, como se preenchessem o vazio que deixaram dentro dela no momento que foram arrancados.


Eram muitos sentimentos, uma inifinidade deles, só que o mais importante deles sempre esteve lá, afinal, Elena nunca foi capaz de parar de amá-lo e naquele instante percebeu o quão forte era a ligação que ela e Damon possuíam. Teve certeza que aquele era um amor de verdade, um amor tão visceral que duraria para sempre. Sentiu como se tudo tivesse um sentido.


A sensação estranha tinha sumido, não haviam mais dúvidas do porque ela o amava, ele era perfeito, era exatamente com quem ela queria estar por toda a sua vida. Lembrou-se do gosto dos beijos apaixonados e também luxuriosos, lembrou-se da textura de seus toques, lembrou da intensidade de cada palavra.


Sentiu vontade de abraçá-lo, de dizer o quanto o amava e beijá-lo da forma mais romântica que pudesse imaginar. Damon ainda estava dormindo e ela estava tão ansiosa para olhar em seus olhos, para falar tudo que estava sentindo...Só que no instante seguinte tivera medo de como aquilo seria.


Ele era humano e ela nunca o imaginou assim, mas não era importante, ela o amaria de qualquer jeito, ele sendo humano ou vampiro. O medo se intensificou quando ela pensou que algo dentro dele poderia mudar, poderia simplesmente não existir mais.


E se ele não a amasse mais?


Sentiu vontade de chorar só de imaginar, ela não iria conseguir viver sem ele, ainda mais, sabendo que ele a odiava. Não, ele não iria se sentir daquela forma em relação a ela, Elena repetiu a frase diversas vezes em sua mente. Ele não iria odiá-la, porque ele tinha feito tudo por ela, para fazê-la feliz e ficar com ela.


Eles iriam se amar para sempre, a garota pensou, mas não entendia porque a aflição não passava. Teria que esperar que ele acordasse para saber. Por favor, permita que ele não me odeie, pensou. Tinha receio que ele ficasse com raiva dela, que a culpasse por ele ser humano agora ou pior, teve medo que ele como humano simplesmente não sentisse o mesmo por ela, tudo podia ter mudado e ela não iria suportar, não teria sentido sem o amor dele.


Elena suspirou profundamente, tentando se acalmar, mas não adiantou, porque uma preocupação maior tomou conta de todo seu ser. E se algo tivesse dado errado e ele nunca mais acordasse? Uma sensação desesperadora percorreu-lhe um corpo inteiro. Ela não podia nem pensar naquela possibilidade, era ainda mais dolorosa.


Não poderia viver sem ele e sentiria-se tão culpada. Seria tudo culpa dela, tudo! Aquilo não iria acontecer, tentou convencer a si mesma, mas já estava chorando. Damon já estava dormindo a tanto tempo, ela estava ficando aflita, ,mas tudo que lhe restava era esperar. Deitou-se ao lado dele e o abraçou carinhosamente. Sentiu as batidas de seu coração numa freqüência tão humana, Elena acariciou-lhe o rosto suavemente e beijou-lhe os lábios timida e suavemente.


Ficou abraçadinha nele esperando que o tempo passasse ele despertasse. Por que tudo aquilo teve que acontecer? Por que eles não podiam ser naturalmente felizes com todos os outros casais. As coisas não deviam ser tão difíceis. Desejou ser apenas normal, mas não havia nada de normal nela ou nele.


Bem, talvez, agora, eles pudessem ser muito mais normais do que ela mesma poderia imaginar, afinal, os dois eram humanos e se eram humanos poderia ter uma vida comum, ter filhos, envelhecer juntos. Aquela era uma idéia muito bonita que fez até mesmo com que Elena sorrisse. O relógio completou mais uma hora e nada pareceu acontecer, até que a garota sentiu uma agitação. Damon estava acordando, os olhos azuis a olharam tão rapidamente se fecharam novamente. Ele não conseguia ver nada direito, sua cabeça doía terrivelmente forte. Sentia-se estranho, diferente.


–Damon, meu amor... -Elena o chamou carinhosamente enquanto acariciava-lhe o rosto. -Como você se sente? -Perguntou preocupada, precisava saber se estava tudo bem, como ele estava se sentido e também, precisava saber se ele continuava o mesmo, se ainda a amava, se eles finalmente pudessem ficar juntos.


Damon não respondeu, não conseguia, nem tinha ouvido muito bem o que ela dissera, seus sentidos pareciam entorpecidos, não conseguia raciocinar direito, seus pensamentos não fluíam, estavam tão lentos. Iria demorar algum tempo até que seu corpo se acostumasse a ser humano novamente e não parecia ser muito fácil.


–Damon...-Elena o chamou novamente, o silêncio dele a deixava aflita, precisava saber o que estava acontecendo, como ele se sentia. –Por favor, fala comigo...-Pediu, precisava ouvir a voz dele, já estava ficando desesperada, não iria aguentar a culpa se algo desse errado, afinal, era por causa dela que tudo tinha acontecido.


–Elena? -Perguntou num tom confuso, ainda não entendia o que estava acontecendo com ele, não se lembrava de muita coisas, suas idéias pareciam embaralhadas, seu corpo inteiro doía, sentia como se algo tivesse mudado e embora ele soubesse exatamente o que era ainda não estava muito consciente disso.


A garota abriu um sorriso aliviado ao ouvir a voz rouca dele. -Sim, eu estou aqui, meu amor. -Segurou a mão dele com firmeza, ela sempre estaria lá, eles ficariam sempre juntos.


Damon a chamou novamente, chamou o nome da garota diversas vezes, em todo o caos que eram seus pensamentos naquele instante, a única coisa que conseguia realmente se lembrar era o nome dela, talvez, porque a amasse tanto que não conseguia tirá-la de sua mente e de seu coração. Elena respondera todas as vezes paciente e carinhosamente, a morena o tratava com tanto amor, afinal, era esse o sentimento que ela tinha por ele em seu coração. Ele nem precisava pedir,ela ficaria ali o tempo inteiro cuidando dele.


–Amor, você pode apenas me olhar e dizer que está tudo bem? -Elena pediu angustiada, a voz dele parecia tão fraca, tão distante. Precisava saber se ele estava apenas sonolento ou se havia algo errado, tinha medo que algo pudesse não estar certo e que aquela mudança de vampiro para humano não acontecesse como deveria. E bem, não confiava naquela Ever, na verdade, já odiava aquela bruxa. Por que ela tinha que fazer isso com eles?


–Meus olhos estão ardendo. -Sussurrou, respondendo porque não conseguia abri-los para olhar para ela. Não eram apenas os olhos que ardiam ou doía, seus ouvidos doíam, seu corpo, isso porque os sentidos de vampiros são muito mais desenvolvidos do que os humanos e o processo para voltar a estes sentidos é algo bastante doloroso.


Ele estava sentindo dor, ela sabia disso e aquilo fazia muito mal a ela, não gostava de vê-lo assim não queria que ele passasse por isso, ainda mais por causa dela. -Isso vai passar logo. -Falou docemente tentando tornar as coisas mais fáceis. -Você só precisa se acostumar a mudança. — Se abraçou ainda mais nele, queria ficar mais próxima do que já estava dele.


–Eu te amo. -Falou num tom delicado, ela realmente o amava, amava com toda sua alma, com todo seu corpo, com cada mínima parte de seu ser. Sua alma pulsava por ele, pulsava pela companhia dele, pelos beijos, pelas declarações, por cada gesto lindo de amor que fizeraa para ela.


Elena tinha dito que o amava e ele considerou que apenas ouvir aquelas palavras tão cálidas da garota já fazia com que tudo que ele tivesse feito valesse a pena. Estava pensando se ela se lembraria de tudo, de cada momento que eles passaram juntos, aquela era a informação mais importante que poderia ter naquele dia. -Você recuperou as suas memórias? -Perguntou numa voz ainda debilitada, levou uma das mãos até os cabelos da garota ficou brincando com eles.


–Sim, todas elas. –Sorriu como se lembrar fosse tudo que ela precisava, como se aquelas lembranças tivessem aumentado o amor que nunca deixara de sentir, fechou os olhos apenas sentindo a mão dele a acariciando lentamente. Damon era tão carinhoso com ela, tão perfeito, ela sabia que ele não estava se sentindo muito bem e mesmo assim ele a estava tratando com tanto amor.


–Isso é bom. -Damon abriu um sorriso afetado e a olhou demoradamente, precisou de um tempo para processar as imagens, sua visão estava horrível, não conseguia enxergar nada direito, sua visão humana era muito ruim comparada a que tinha quando era vampiro e além disso seus olhos ainda ardiam incrivelmente. -Eu estava preocupado com você. -Admitiu, na verdade, ela era a única coisa em que conseguia pensar claramente, sempre se importaria com ela, porque não havia nada ou ninguém que ele pudesse amar mais do que ela.


–Você não devia se preocupar comigo, você deveria deixar eu me preocupar e cuidar um pouquinho de você. — Fez uma pausa e o olhou docemente, abrindo um sorriso afetuoso. -Aliás, ocê nem me disse como está, se está sentindo dor... –Imaginou quanto tempo iria levar para que ele se recuperasse, aquilo não parecia estar sendo fácil, não tinha como ser fácil.


–Um pouquinho, mas já vai passar...-Falou tentando fazer com que ela não ficasse mais preocupada, e além do mais a dor já estava diminuindo ou ele estava se acostumando a ela. Elena não precisava mesmo se preocupar, tudo que Damon queria que ela ficasse feliz e nada mais. –Você não precisa se incomodar comigo. –Na verdade, ele não deveria ter dito nada, odiava demonstrar fraquezas na frente dos outros, ainda mais na frente dela. Havia algo errado com ele, lógico que havia. Ele era humano agora e bloquear os sentimentos e sensações era muito mais difícil.


–Eu te amo, sabia? É lógico que eu vou me importar. –Elena abriu um sorriso doce, também achou que havia algo diferente nele, mas ela tinha gostado, ele parecia mais gentil, mais inocente. Talvez, a personalidade dele ficasse um pouco diferente agora que ele voltara a ser humano. –Por que você não me diz onde dói que eu dou beijinhos para passar mais rápido?


–Elena, é sério, não precisa disso. –Falou querendo manter uma postura inabalável e além do mais não estava acostumado a ser tratato daquela forma com tantos mimos. Bem, aquilo nem combinava com ele. –Eu já estou melhor. –Aos poucos, ele estava mesmo se sentindo melhor, afinal, estava se acostumando.


–Amor, eu só estou preocupada. –Sua voz soou num tom quase magoado, mas no instante seguinte, pensou se ele não a queria mais e por isso estava tentando se distanciar dela de alguma forma, depois se tocou que não era nada disso, era só ele tentando manter aquela postura costumeira de que não precisava de nada, que estava sempre tudo bem com ele. Damon era orgulhoso demais para se comportar diferente. –E não vai adiantar nada você não me falar, porque eu vou te cobrir de beijos de qualquer forma.


Elena abriu um sorriso tão naturalmente belo que o fez sorrir sorrir também, contagiado pela expressão tão doce da garota. Aproximou-se mais e passou depositar vários selinhos nos lábios dele. Elena o beijou mais vezes do que era capaz de contar. Quando os dois perceberam eles estavam rindo juntos sem nem saber o porquê.


–Sente-se melhor agora? –A garota perguntou enquanto se deitava lado a lado com ele e entrelaçava sua mão a dele.


–Ser humano novamente é uma droga. –Damon reclamou, no fundo, ter se tornado humano o estava incomodando bastante. –Eu não consigo ver nada, ouvir nada...-Desabafou, ainda tentando se acostumar aqueles sentidos pouco aguçados. –Até parece que eu sou um deficiente, nem ver direito eu consigo. –Rolou os olhos e falou num tom cínico. –Como você aguenta esses sentidos horríveis, Elena?


–Damon...- Fez uma pausa, ela entendia que deveria ser estranho e muito difícil se acostumar com a idéia de voltar a ser humano, imaginava o quanto os sentindos vampíricos eram amis aguçados do que os humanos, e também havia outros aspectos que ele ainda não tivera tempo de considerar, humanos não eram tão fortes, não tinham super velocidade e não eram capaz de compelir pessoas, mas ela não iria lembrá-lo de nada disso, talvez, com o tempo, isso não fosse tão importante. –Bem, esses são os melhores sentindos que eu tenho. –Finalmente respondera a pergunta dele, não sabia como era não ser humana. –Você vai se acostumar, com o tempo não vai ser assim tão ruim. –Falou num tom fraco, sentia-se culpada por isso.


–Eu já estou me acostumando. –Ao menos ela estava lá com ele, ela se lembrava de tudo, e eles voltariam a ficar juntos. Isso era mais importante e bem, ele já tinha sido humano uma vez, ia conseguir ser novamente. Já estava se sentindo melhor, apesar do desconforto de não estar acostumado aos sentidos pouco desenvolvidos, mas a dor já passara quase que totalmente. Damon realmente amava muito aquela garota para ter aceitado isso por ela, para dar as memórias que ela tanto precisava. –Acho que eu vou precisar de mais de seus beijos agora. –Abriu um sorriso irresistível. –Meus lábios estão doendo. –Falou descaradamente e piscou.


–Sei...-Elena abriu um sorriso contente e se agarrou nele deixando os lábios tocarem os dele ansiosamente. Como ela queria beijá-lo, estava ansiosa por um beijo mais íntimo e profundo.


O beijo iniciou-se docemente, sua intensidade crescia pouco a pouco, tornando-no demorado, delicioso, tão romântico, tão profundo, os sentimentos de ambos se misturavam tornando-se um só. Os corações pareciam bater na mesma frequência especial, os corpos pulsavam um pelo outro, as almas se ligavam numa conexão perfeita, inquebrável.


–Eu te amo...-Elena murmurou, precisava falar novamente o quanto ela o amava, amava tudo nele, o amava mesmo quando não se lembrava e agora o amava ainda mais. –Por favor, diz que me ama também. –Pediu docemente, precisava escutar, desde que ele acordara ainda não dizera nenhuma vez que a amava e ela sentia falta disso, muita falta.


–Eu te amo tanto, minha Elena. –Sussurrou num tom sedutor e carinhoso no ouvido dela, fazendo com que a garota se arrepiasse. –Você não tem idéia do quanto eu te amo.-Acariciou-lhe o rosto com suavidade. –Você sabe disso, você sabe que você é tudo para mim, você nunca deveria duvidar disso.


–Eu não duvidei. –Falou num tom meloso enquanto se aninhava nos braços dele, a sensação de estar com ele era a mesma de quando ele ainda era um vampiro, não mudara em nada, nunca mudaria, ela o amava de qualquer jeito.–Eu só tive medo...-Admitiu num tom envergonhado.


–Medo do que, minha princesa? -Perguntou sem entender, ela não tinha motivos para temer qualquer coisa enquanto ele estivesse ao lado dela para protegê-la. Damon sempre iria cuidar dela e principalmente, sempre iria amá-la.


–Medo de que você ficasse com raiva de mim...-Fez uma pausa, baixou o olhar, só de pensar naquela possibilidade sentia-se triste, não podia se imaginar sem ele. -Ou pior...que você não me amasse mais.


–Como poderia não te amar mais, Elena? -Perguntou enquanto erguia o queixo dela suavemente para que ela o fitasse. Elena era tão linda, ela era a única que ele era capaz de enxergar da mesma forma, parecia que sua visão continuava igual, podia reparar em cada detalhe dela, talvez, porque a conhecesse tão bem ou porque ela sempre seria a garota mais linda para ele. Era impossível não reparar em Elena, notar os lindos traços de seu rosto, o brilho de seus olhos. Acariciou-lhe a face suavemente. -Você é tão linda, tão doce...-Falou amorosamente enquanto seus dedos desenhavam os contornos dos lábios macios dela. -Você é uma garota especial, Elena.


–Eu não sei...-Falou num tom afetados pelos toques, ele a tratava de uma forma tão apaixonada, que a envolvia completamente, podia sentir todo o amor...-Talvez algo pudesse ter mudado em você, eu não sabia se você iria sentir o mesmo como humano...


–Isso é a única que não mudou e nem nunca vai mudar, minha Elena. -Falou tão próximo dos lábios dela que as respirações se misturaram, a garota sorriu e deixo as bocas se tocarem, iniciando um beijo tão suave e ao mesmo tempo tão intenso, as línguas abriram passagem se enlaçando numa dança ritmada, ele a puxou para si, os corpos tão próximos, roçando um no outro, as mãos percorriam as curvas do corpo feminino vagarosamente por debaixo da blusinha da garota, sentindo a pele tão delicada de textura macia. A garota sentiu seu corpo pulsar, ele a amava, ela podia sentir nos beijos, nos toques dele. Aninhou-se nos braços dele, ficando ali abraçadinha, sentindo o calor do corpo masculino, os braços fortes e musculosos a envolvento com tanto cuidado.


–Obrigado, Damon...-A garota falou afetuosamente enquanto acariciava o rosto dele. O que ele fazia por ela era algo que ninguém faria, precisava de muito amor para isso. -Eu nunca vou conseguir agradecer o suficiente... –Falou numa voz melodiosamente doce, como poderia agradecer a alguém que fazia absolutamente tudo por ela? Não sabia como retribuir, talvez, não houvesse formas de se retribuir que não fosse com amor, mas ela já o amava, amava muito mais do que sequer pensou que pudesse amar. Ele já fazia parte dela, o amor que possuíam parecia marcado nela, marcado em sua pele, em sua alma, nunca diminuíria, ficaria sempre ali.


–Você não precisa me agradecer, Elena. -Beijou-lhe os lábios com ternura e ela retribuiu na mesma intensidade. A chama do amor deles queimava cada vez mais forte. -Eu fiz porque eu te amo e não posso viver sem você. –Admitiu, faria qualquer coisa por ela, para que ela ficasse bem e fosse feliz, mas principalmente faria qualquer coisa, mesmo a maior loucura para ficar com a garota, afinal, o amor que ele tinha por ela era tão forte e tão intenso, era um sentimento que nunca iria acabar. Nunca conseguiria amar outra garota como a amava, ou melhor, achava que não seria capaz de amar outra que não fosse ela.


–Amor, você sempre me deixa sem palavras me falando essas coisas tão lindas. -Elena murmurou num tom delicado e o beijou novamente. Mordiscou-lhe o lábio inferior e em seguida deu-lhe diversos selinhos. –Eu também te amo. –Sorriu nos lábios dele e a língua abriu caminho buscando procurando pela dele. Beijaram-se novamente, um beijo ainda mais profundo e emotivo.-Eu sempre vou amar. –Não deu nem tempo para que ele respondesse que a amava também e o beijou novamente, era como se estivesse com saudades de estar com ele, como se os dias que passaram “separados” enquanto ela estava sem memória tivessem sido como uma eternidade.


Damon reparou na mão delicada e macia da garota, acariciou com tanto amor e gentileza. –Você está usando a sua aliança hoje...-Observou, ela não estava mais rejeitando o anel que ele lhe havia dado, tudo entre eles havia voltado ao normal, ou quase isso, ele era um humano agora e isso mudava muita coisa, não no amor dele, mas tinha medo que ela pudesse não amá-lo da mesma forma por isso. Aquilo não tinha sentido, porque ela o estava tratando como sempre o tratara, com todo o amor, mas, talvez, fosse apenas porque ela poderia estar com pena dele por isso e bem, se fosse essa opção, era pior ainda, não queria que ninguém tivesse pena dele ainda mais ela.


–Eu nunca mais vou tirar a aliança... -Falou carinhosamente. -Porque eu quero ficar por toda a minha vida com você. -Falou sinceramente, ela queria ficar com ele para sempre, não havia mais nada que ela pudesse querer.


–Você continua sentindo o mesmo? -Perguntou aflito, a resposta parecia óbvia, mas ainda assim, queria ouvir dela. -Nada mudou em você?


–Eu te amo, sempre amei e a cada dia, eu vou amar mais. -Falou carinhosamente e se abraçou nele. -Nada mudou, nunca vai mudar.


Os dois se beijaram novamente, não conseguiam se desgrudar mais, era como se cada instante fosse precioso demais para que permitissem ficar longe um do outro.


Ficaram um bom tempo daquele jeito, em silêncio, juntinhos, apenas aproveitando a companhia um do outro, até que a garota quebrou o silêncio.


–Agora que nós dois somos um casal humano..-Fez uma pausa, apenas precisava organizar seus pensamentos, teve medo que ele pudesse não gostar do que ela fosse falar, afinal, ainda não sabia ao certo se ele gostava de ser um humano. -Eu acho que nós poderíamos fazer algum programa humano...


–O que você quer fazer? -Perguntou tão tranquilo e naturalmente que a morena até se surpreendeu. Ele parecia não estar se importanto tanto assim com aquele assunto de vampiro e humano, a presença dela ao seu lado tinha apagado aquele assunto, pelo menos naquele momento.


–Eu pensei que, talvez, nós pudéssemos sair para jantar....-Falou quase envergonhada. Um jantar? Que graça ele veria nisso quando eles poderiam fazer muitas outras coisas mais interessantes? Pensou achando-se uma idiota. -É que antes só eu...


–Tudo bem. -Damon concordou antes que ela pudesse concluir a fala. Ele adoraria sair com ela para qualquer lugar que fosse, afinal, estava com saudades de sair com ela, estava com saudades do casamento deles.


Elena abriu um sorriso tão alegre e deu-lhe um longo beijos. -Então, eu vou ir me arrumar...


Notas finais
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