The Wedding
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Mais um cap.
Eu ia postar ele junto com o cap do casamento, mas ia ficar gigantesco, aí fiquei com medo de ficar cansativo demais a leitura.
O cap do casamento Delena está pronto já.
Commentem por favor, queria postar o próx cap na terça.
Beijinhos
Eu ia postar ele junto com o cap do casamento, mas ia ficar gigantesco, aí fiquei com medo de ficar cansativo demais a leitura.
O cap do casamento Delena está pronto já.
Commentem por favor, queria postar o próx cap na terça.
Beijinhos
Elena ficara aliviada ao chegar ao aeroporto, afinal, estava a vários quilômetros de distância de Mystic Falls. Podia ser completamente irreal, mas ela tinha medo de que alguém pudesse tê-la encontrado e a obrigasse a voltar para Stefan. É lógico que Damon jamais deixaria que isso acontecesse, mas ainda assim, ela ficava aflita só de imaginar.
A ideia a desesperava, quase enlouquecia. Entretanto, bastava que abraçasse Damon para se sentir bem novamente, perto dele a sensação de vazio jamais voltaria, sua alma parecia curada, assim como seu coração. E mais do que nunca, ela seria dele, só dele. A morena abriu um sorriso de felicidade enquanto se aninhava ainda mais nele. Andavam abraçadinhos, tão apaixonados, felizes. Elena sentiu como se estivesse num sonho bom, de tão maravilhoso que o momento estava sendo. – Amor, eu não vejo a hora de casarmos logo! – A garota exclamou, dando um selinho nos lábios dele. Ele reparou na expressão dela, no sorriso espontâneo e alegre. Encantou-se com a garota, ela era tão linda, tão doce e parecia tão feliz, realmente, estava feliz demais, nunca tinha se sentido daquela forma. Damon retribuiu o sorriso da morena, também estava incrivelmente feliz, afinal, tinha esperado tanto tempo para ficar com a garota. Acariciou o rosto da garota, a achou ainda mais linda do que de costume e ela deveria estar mesmo, adorava quando a via tão alegre. O olhar profundamente puro, os olhos de um castanho tão denso eram quase hipnotizantes e a fragrância que exalava da pele dela quase o inebriava, inebriava seus sentidos. – Eu estou tão feliz! — Ela exclamou antes que ele pudesse falar qualquer coisa, estava tão manhosa, tão meiga. O sorriso se alargou em seu rosto de traços femininamente delicados, seus olhos possuíam um brilho especial, amoroso, afinal, ela estava com ele, finalmente, estava com ele. Damon foi contagiado pela garota e não pode deixar de sorrir com ela, de achá-la tão meiga, tão amável. Era impossível olhá-la e não se apaixonar ainda mais por alguém como Elena Ele levou uma das mãos até o rosto dela, acariciou com tanto afeto, tanto amor. Seus olhos azuis como mar a fitavam com tamanho afeto enquanto ele deixava os dedos contornarem o lábio inferior da morena e depois tocá-lo – Eu adoro quando você sorri desse jeito, te deixa tão linda, eu amo te ver feliz assim. – Falou num tom afetado pela presença dela, completamente encantado. Sua voz ganhou um tom romântico, melodio que vez com que o corpo dela amolecesse em seus braços. As palavras, o tom que ele usou, a deixaram visivelmente abalada, ela quase derretia. Se era possível, seu sorriso se alargou ainda mais nos lábios róseos e carnudos. Não havia nada mais lindo, nada que pudesse ser melhor do que estar com ele da forma em que ela estava. Ela o amava, ele a amava. Era óbvio, mas não era normal, porque não tinha nada de normal naquele amor, era especial demais, maravilhoso, puro e desejoso, algo impossível de ser explicado. Era simplesmente amor de verdade, transcendental, visceral. – Você sabe por que eu estou sorrindo assim? – Elena fizera uma pausa, apenas para que seus olhos buscassem os dele, olhou-o com sinceridade e com amor. – Por sua causa, eu estou sorrindo desse jeito porque eu te amo e porque você me faz a garota mais feliz do mundo. Ela falou num to doce, se abraçando ainda mais nele, nunca mais iria soltar, não queria ficar longe. Já tinha ficado longe o suficiente para querer ficar perto para sempre, ou melhor, queria ficar daquele jeito, junto, abraçada, trocando beijos, olhares, deixando seu amor se manifestar livremente. Elena nunca tivera tanta certeza de algo como do amor que sentia de quanto era certo estar ali com ele. Ela já tinha perdido muito tempo, um tempo que não voltaria, por isso não poderia desperdiçar nenhum segundo. Elena o fitou, carinhosa, meiga, esperando uma resposta. Pode ver como os lindos olhos azuis a olhavam, com um brilho que ela julgou nunca ter visto nele, era como se Damon sorrisse com os olhos, como se ele nunca estivesse tão feliz como naquele instante. E ela estava certa, aquele era o momento mais feliz da vida dele, um dos poucos que valiam a pena, um dos poucos momentos pelo qual ele faria qualquer coisa para viver e para proteger. Cada instante com Elena, cada instante que ela retribuía o sentimento dele era precioso demais, era algo, que ele ainda não acreditava ser verdade, mas era, era totalmente real. A garota que ele mais amou em toda a sua existência parara de lhe dizer não e agora lhe dizia sim. Seria dele, só dele. – Então eu acho que você vai sorrir muito mais do que isso, por que eu vou te fazer muito mais feliz. – Damon falou num tom amoroso, ainda assim, um pouco convencido, era o jeito dele, afinal, mas para ela, sua voz sempre soava sedutora e melodiosa, fazia com que ela se derretesse por ele. Puxou-a pela cintura, deixando o corpo colar ao dela. E era verdade, a garota sorriu ainda mais, contagiada pelo jeito dele. Abraçaram-se, ignorando que estavam no meio do aeroporto. Era como se não existisse ninguém ali, ninguém que valesse o suficiente para eles se importarem, afinal, não existia nada maior do que o amor que sentiam.
Quando a morena se deu conta já estava totalmente entregue a ele, em seus braços, os rostos tão próximos, uma proximidade provocante, mas que foi logo cortada quando ele exigiu os lábios dela junto aos dele, selados, as línguas abrindo caminho, entrelaçando-se, fazendo movimentos, explorando as bocas da forma mais precisa e apaixonada possível. Ele deixava sua mão alisar os cabelos emanharados da garota enquanto ela deixava as mãos deslizarem por suas costas largas. O beijo era doce, demorado, repleto de amor, de paixão, era como se um completasse ao outro divinamente, como se o amor fosse tanto que era como se os dois fundissem um ao outro, mas não apenas de corpo, mas também de alma, pois o amor verdadeiro, é de alma, pois a alma é verdadeiramente infinita e carrega a semente para onde quer que vá.Aconteça o que acontecer, uma alma sempre encontrará a sua gêmea, pois não podem viver separadas. E no fim, era o que havia acontecido. Por mais que ela tivesse resistido, tivesse ignorado, terminou buscando a ele, terminou nos braços dele, os lábios nos deles, a alma pulsando pela dele, pois não podia viver sem ele, apenas não podia. Não havia explicação racional para a dor excruciante que sentia quando ele estava longe, doía demais, doía porque era muito mais do que sua compreensão pudesse entender, era algo que sentia com cada mínima parte de seu ser, como se não pudesse existir sem estar com ele e não podia mesmo. Como poderia? Como poderia, ele, também, viver sem ela? Era impossível, pois haviam sido feitos um para o outro. – Eu sei disso. – Ela respondeu, fazendo uma breve pausa. Deixou ambas as mãos acariciarem a face dele, ele era tão bonito, tão perfeito, que, às vezes, ela ainda tinha dúvidas se não estava realmente sonhando. – Eu sou a garota mais feliz do mundo e quando a gente se casar eu vou ser ainda mais feliz do que isso. – Os olhares se encontraram de uma forma tão doce e os lábios se aproximaram, as respirações se misturaram, ambos sorriram de uma forma quase secreta, como se só apenas um pudesse entender o outro. – Eu te amo. Ela sussurrou, num femininamente doce, quase sedutor e ao mesmo tempo amoroso. Fechou os olhos, assim como ele, e iniciaram um novo beijo, ainda mais intenso que o anterior, tão profundamente sentimental, como se naquele instante o amor fosse palpável, fluía em uma onda deliciosa de um para o outro. Damon acariciou os longos cabelos castanhos da garota, depois deixou as mãos descerem pelas curvas femininas tão bem desenhadas, chegando à cintura, seguindo apenas um pouco mais para baixo e subir novamente. Elena manteve seus dedos entrelaçados nos cabelos dele, mas depois, acariciou-lhe a nuca gentilmente. Pressionou o corpo contra o dele, sentia como se implorasse cada contato, cada beijo, cada palavra repleta de paixão, tudo. – Eu também, não existe ninguém que eu seja capaz de amar sem ser você. – Ele sussurrou no ouvido dela, a garota sentiu todo seu corpo estremecer, o coração acelerou em batimentos frenéticos, sua respiração era tão irregular, arrepiou-se por inteira, sentia o hálito quente, as palavras tão tocantes, ela mal podia pensar direito, estava completamente envolvida, inebriada. Nunca se sentiu daquela forma, mas sabia que para estar daquele jeito era porque era amor mesmo, era o que sua alma lhe dizia. -Desse jeito eu vou ficar mimada demais, amor! — A garota respondera manhosa abriu um sorriso tão dócil, tão meigo que o deixou ainda mais encantado, tudo nela o deixava daquela forma; os olhos tão castanhos, o sorriso angelical, os traços finos e femininos de seu rosto e também seu corpo. Elena era perfeita, não só pelo seu corpo, pelo externo, mas principalmente pela alma boa, pelo coração altruísta. Ela era linda por dentro. Damon ficava totalmente hipnotizado por ela, tinha uma visão tão idealizada, era como se ela fosse uma princesa. Os lábios se aproximaram novamente, era como se não conseguissem ficar afastados. Beijaram-se com tanta paixão, os corpos reagiam a cada toque, a cada beijo, era uma sinergia, uma sincroniza perfeita que existia entre os dois. Depois, voltaram a caminhar abraçadinhos, era o casal mais apaixonado que existia ali e atraíam a atenção de todos, era impossível não perceber. – Todos estão nos olhando. – A morena falou sorrindo, como se achasse graça, não ligava nem um pouco se estava sendo observada, não estava fazendo nada errado, nem tentando esconder o que estava sentindo. – Deve ser porque eu estou vestida de noiva. — A garota completou, divertindo-se com a situação, estava tão feliz, mas tanto que não conseguia se conter. Não costumava ser tão expansiva, mas mudava perto dele, era como se não precisasse se preocupar com a opinião de ninguém. Damon a amava pelo o que ela era, e disso, Elena tinha certeza. – Não, não. — Ele falou exibindo um sorriso irresistível, que fazia com que a morena quase perdesse o ar. — Eu acho que todas as mulheres que estão olhando, tem inveja de você por estar com um cara tão charmoso. — Falou cinicamente, num jeito convencido, dirigindo a ela um olhar sedutor e o sorriso convencido se alargou em seu rosto. A garota rolou os olhos e sorriu. — Convencido você... — Elena falou num tom de brincadeira e se abraçou ainda mais nele, não queria soltar, por ela, ficaria daquele jeito para sempre. – E aposto que você adora e não resiste ao meu jeito convencido. — Damon ficou até surpreso que ela não havia brigado com ele, geralmente, ela se aborrecia com as brincadeiras dele, mas Elena estava diferente, parecia ter removido todas as barreiras que havia criado entre eles, parecia tão leve, tão solta. Era como se esse fosse o natural dela e ele só a amava mais, amaria de qualquer jeito. — Eu também achei que estão com inveja por eu estar com a mulher mais linda e especial que existe. — Falou no mesmo to irresistivelmente sedutor enquanto a puxa pela cintura, deixando os corpos tão próximos enquanto eles caminhavam. Elena ficou ainda mais afetada, seu corpo reagia às palavras dele, afinal, lhe faziam tão bem. Sentia uma tranquilidade, uma alegria se apossar de seu corpo, a sensação de solidão nunca mais voltaria, era como se nunca existira. Olhou-o de uma forma encantadoramente dócil, como se implorasse para ser beijada novamente e ele atendeu. Beijou-a de uma forma tão romântica e intensa que lhe afetou a alma, a entorpecendo numa sensação indescritível. A garota sentia-se tão amada, tão queria. Não podia sentir nada igual ou melhor. Caminharam até o balcão da empresa aérea para fazerem o check-in. Permaneceram todo o tempo abraçadinhos na fila, trocando beijos, sorrisos e olhares de cumplicidade que revelavam todo o amor que compartilhavam. Ao chegar à vez deles, a atendente reparou bem neles. De início achou a coisa mais linda atender um casalzinho em lua de mel, mas, depois, reparou com mais cuidado que as roupas deles destoavam. Elena usava um lindo e elegante vestido de noiva, enquanto Damon estava de calça jeans e uma camisa social preta. A mulher olhou curiosa, achando que havia algo diferente. Tanto Damon quanto Elena perceberam a forma como a mulher os observava. – Você devia chamar a polícia, eu sequestrei a noiva. — Piscou, enquanto um sorriso incrivelmente sarcástico se desenhou em seus lábios. Damon puxou ainda mais Elena para seu lado. A garota riu, divertindo-se e deu-lhe um selinho. – Na verdade, eu fugi do meu casamento para ficar com ele. – Elena completou divertindo-se com a situação. A mulher os olhou como se fossem completamente loucos, mas no fim, achou que aquela história toda pudesse ser verdade e achou uma graça. Rapidamente, marcou os assentos e entregou os tickets indicando horário e portão de embarque. Foram até a sala de embarque, abraçados, e no caminho, Elena vira seu reflexo no espelho. A primeira coisa que reparou foi o quanto ela ficava linda ao lado de Damon, eles faziam um casal perfeito e eram mesmo. Sempre sonhara em se casar, mas nunca imaginou que precisaria estar quase casada para perceber quem realmente ela amava. Na verdade, ela já sabia antes, só não fazia nada a respeito. Tivera medo por tanto tempo. A garota riu, achou-se uma boba por demorar tanto tempo para ficar com Damon, mas, finalmente, iria realizar seu sonho, iria se casar com o amor de sua vida. Ainda não imaginava como seria, não tinha nem ideia da felicidade avassaladora que sentiria no momento do "sim".
E nem queria fazer planos, ou imaginar, porque qualquer coisa que pensasse seria pouco, seria menos. Depois, Elena lembrou-se que a única roupa que possuía era o vestido de noiva que estava em seu corpo, mas certamente, não queria usá-lo. Precisava de um novo para se casar, algo que ela mesma tivesse escolhido para o momento e não uma roupa que não tinha nada a ver com ela. Aquele vestido fora escolhido por Caroline, em algum momento que a morena também não participou durante o planejamento de sua festa com Stefan. Mas, era diferente, e ela desejou ter tempo para planejar seu casamento com Damon, queria ao menos escolher o vestido que usaria. A garota suspirou pesadamente, chamando a atenção dele. Damon a olhou preocupado, viu que a expressão da garota havia se modificado. – Ei, amor. — Ele a chamou num tom afetado, teve medo que ela pudesse estar arrependida e quisesse ir embora, sem ele. — Está tudo bem? — A olhou carinhosamente e levou uma das mãos até o rosto dela, acariciando de forma gentil. – Ah... — A morena fizera uma pausa, tentando disfarçar a vergonha que, de súbito, a dominou. — Eu estava pensando, eu não tenho nenhuma roupa, nem um vestido para o nosso casamento... — Elena baixou o olhar. — E eu perdi muito tempo, deveria ter ficado logo com você, aí nós poderíamos ter feito uma festa. – A garota continuou. – E agora eu não tenho nada, nenhum vestido para usar, nem o meu diário eu tenho para escrever sobre o nosso casamento. – Elena abriu um sorriso. – E ainda assim, eu estou muito feliz, nunca fui tão feliz. As palavras dela soaram como um alívio para ele, afinal, ela ainda queria ficar com ele e não voltar correndo para os braços de Stefan. Elena o amava e isso mexia demais com ele, ainda não estava acostumado com a sensação maravilhosa de tê-la em seus braços, talvez nunca fosse se acostumava, afinal, a amava tanto. Era algo que não podia explicar. – Você não gostou da ideia de se casar em Las Vegas? Nós podemos esperar e fazer a festa que você quiser. — Falou, num tom hesitante, ficou inseguro, achou que talvez, não fosse aquilo que ela realmente quisesse e queria muito agradá-la, muito mesmo. –Não, amor! Eu adorei, e eu quero muito casar, quero me casar logo com você, por mim, eu queria que isso tivesse acontecido antes. — A morena sorriu docemente e o abraçou, depositando diversos selinhos nos lábios dele, até que o beijo se tornou intenso, as línguas abriram caminho, se entrelaçando. Beijaram-se apaixonadamente, uma sensação tão doce e gostosa fluiu de um para o outro. Era um beijo que inebriava a alma e agitava o corpo, era um beijo de puro amor. – E eu estou louca para chegar a Las Vegas. — Ela retomou o assunto enquanto acariciava a face dele. — E eu aposto que eu vou ganhar tudo quando nós formos ao cassino! — Falou alegremente, estava mesmo empolgada e muito ansiosa para se casar e além do mais, Las Vegas deveria ser uma cidade incrível, poderiam aproveitar muito. –Eu duvido que você ganhe se eu estiver jogando também. — Damon falou provocantemente. — Anos de experiência. — Piscou e então, passou o braço ao redor da cintura dela, a trazendo para mais perto, quase colando os corpos. Beijaram-se mais uma vez e continuaram andando, até passar em frente a uma loja de roupas, não havia nada incrível ali, afinal, era uma loja no aeroporto, mais iria servir. – Você podia comprar algumas coisas ali. – Ele falou apontando a lojinha que ela nem tinha visto, e isso fez com que ela abrisse um sorriso alegre. – Será que dá tempo? – A garota perguntou fazendo referencia ao horário do voo. – Lógico que sim, se não eu posso compelir o piloto a esperar até que você consiga escolher tudo. – Damon falou ironicamente e ela rolou os olhos. – Não vai precisar. – Elena falou rindo. –Eu duvido, toda a mulher demora horas fazendo compras. — Damon continuou provocando-a. – Você sabe? Anos de experiência. – Ele piscou, repetindo a frase que falara a alguns momentos atrás, fazendo com que a expressão dela se modificasse. A morena literalmente fechou a cara, ficara cheia de ciúmes, não gostava nem de imaginar quantas garotas ele tivera em tantos anos. Não, ela tentou expulsar o pensamento de sua mente, pensar nesse tipo de coisa não era nenhum pouco saudável. – Mas eu sou rápida, eu sou diferente. – Ela rebateu. – Vou me casar com um vampiro, lembra? – Elena falou ainda abalada pelo que ele tinha falado.Anos de experiência, ela revirou os olhos, se irritando enquanto a frase repetia em sua mente. – Isso só te faz louca. – Ele riu e continuou. – E eu acho que você ficou com ciúmes... – Damon tentou puxá-la para si, mas ela resistiu. –É fiquei. – Elena falou ainda aborrecida. – Com muito ciúme. – Ela completou. Elena tentou manter a pose de irritada, mas a forma como ele a olhava, um jeito meio indecifrável, meio divertido, algo que ela não podia definir tão pouco resistir. Acabou sorrindo, de um jeito quase derrotado, ele sempre ganhava, afinal. Deixou com que ele a tomasse em seus braços e a beijasse novamente, com tamanha urgência e paixão. Foi um beijo tão doce e profundo que atingiu até mesmo a alma da garota, fazendo com que ela se agitasse em meio a uma onda de sensações incríveis. Era um amor tão intenso que se tornava indescritível. Elena seguiu para a loja de roupas. Uma vendedora muito simpática veio atendê-la. –Uma noiva, que coisa mais linda. – A vendedora exclamou animada. –É, eu acho que sim. – Elena respondeu meio sem graça, pode sentir a pele de seu rosto ruborizar. –Como eu posso te ajudar? – Melanie perguntou muito prestativa. –Ah, eu queria ver essas blusinhas... – Elena apontou o que queria. – Bem, essas calças também. – A garota continuou. – Os vestidos... –Tudo bem. – Melanie pegou todos os itens e foi levando para a Elena que já estava no provador experimentado às roupas. Foi um pouco difícil para a garota conseguir tirar o vestido de noiva que usava. Na verdade, foi bem difícil, mas depois de algum esforço acabou conseguindo. Provou todas as roupas e todas ficaram lindas nela. Elena tinha um corpo perfeito, não havia nada que pudesse lhe cair mal. E bem, mesmo se não tivesse ficado tão bom assim, ela teria levado do mesmo jeito, não tinha nenhuma outra roupa para usar quando chegasse. Foi então que ela se lembrou do mais importante, ela também não tinha nenhuma outra peça íntima. Isso era tão vergonhoso e horrível, mas ela não tinha mesmo nenhuma. Como ela iria passar sua Lua de Mel? Tinha que estar linda para ele. Seria um momento tão íntimo, tão especial e completamente inesquecível, por isso, deveria ser perfeito. Por sorte, a loja também vendia lingeries. Elena suspirou aliviada ao ver que as peças eram muito bonitas. Por um instante, tivera medo que tivesse que usar uma calcinha com estampa da Minnie Mouse durante a sua noite de núpcias, isso, sim, seria constrangedor demais. Quando Elena saiu da loja, Damon a estava esperando. Ele havia comprado uma mala para colocar todas as comprar, uma vez, que já imaginara que seria muita coisa e era mesmo. Elena praticamente havia levado tudo da loja. Estava desesperada por roupas. Ela também não estava mais com o vestido de noiva. Decidiu que seria melhor tentar mantê-lo guardado, afinal, poderia precisar dele para o seu casamento, uma vez que não imaginava que conseguiria outro. Então, era melhor não usar mais para não sujar ou acabar rasgando e bem, era muito melhor vestir algo confortável para a viagem. A morena usava um vestidinho rosa claro, bem larguinho, mas que possuía um generoso decote e caía pouco acima de seus joelhos. Percebeu Damon a olhando, ou melhor, quase a devorando com o olhar. Ela estava linda, ficava linda de qualquer jeito, principalmente aos olhos dele. Elena sorriu e se jogou nos braços dele. Não demorou muito para estarem se beijando novamente, os beijos incrivelmente doces, intensos, uma sincronia perfeita, um sentimento tão profundo que fluía de um para o outro, espalhando uma sensação deliciosa, tão boa. Um completava o outro de todas as formas possíveis. –Ah, Elena, eu comprei uma coisinha para você. – Ele falou, o tom incrivelmente melodioso, que fazia com que ela se derretesse. O sorriso da garota se alargou, afinal, adorava presentes. –O que é? – Ela perguntou curiosa. Na verdade, eram dois presentes. Damon mostrou a caixinha, nela havia um lindo colar de brilhantes. Ele estava aliviado, por todo o aeroporto internacional ter uma joalheria, assim, pudera comprar uma joia para ela. Achou que o colar ia a iluminar ainda mais, deixá-la, mais bela do que ela já era, se é que era possível, ela ficar ainda mais bonita. Elena era perfeita. A morena olhou encantada para o colar, nunca havia ganho um presente daqueles, era lindo, o brilho dos diamantes eram quase hipnotizantes. –É lindo. – Elena falou, sem saber muito bem o que dizer, estava completamente encantada. –Posso? – Damon perguntou, queria colocar o colar nela. –Claro. – Ela respondeu, saindo do encantamento que estava e afastou os cabelos, colocando-nos para o lado. Damon colocou o colar nela com todo o cuidado. Elena sorriu, tão feliz, estava sem palavras. –Amor, eu nem sei o que falar. – A morena falou, as mãos procuravam as dele. – Você não precisava... –Precisava sim. – Ele falou enquanto acariciava as mãos delicadas da garota. Iria continuar falando, mas ela o calou com um beijo ardente, apaixonado. –Eu tenho outro presente para você. – Ele falou entre os beijos e Elena ficou ainda mais feliz, todo seu corpo vibrou de alegria. Amava presentes, afinal. Era um presente bem mais simples que o colar de diamantes, mas mostrava o quanto ele se importava com ela e também que ele dava atenção a tudo que ela dizia. –Você tinha dito que não tinha mais onde escrever, então... – Damon mostrou o diário que acabara de comprar. Não queria que faltasse nada e ela e sabia o quanto era importante para a Elena escrever suas lembranças e bem, seu lado curioso também o fez comprar. Não iria resistir e acabaria lendo o diário dela escondido mesmo, então era bom que ela tivesse um. –Amor, eu não acredito! – Elena falou completamente encantada. – Eu nem imaginei que você fosse se lembrar da nossa conversa. – A garota pegou o diário e colocou na bolsa que comprara na loja. – Eu não vejo a hora de escrever o quanto você é perfeito. –E eu não vejo a hora de ler. – Damon falou num tom brincalhão, mas no fundo, era verdade. Ele iria adorar ler mesmo. –Mas você não vai poder ler. – Elena o repreendeu, num tom que não era uma repreensão de verdade, na verdade, ela já estava até rindo. –Claro, claro. – Ele abriu um sorriso descaradamente sedutor. –É sério amor, você não pode ler. – Ela repetiu, tentando ser mais séria. Nesse instante, chamaram o voo deles. Iriam embarcar imediatamente para Las Vegas. Elena mal podia conter sua ansiedade, o puxou pela mão, não via a hora de chegar e se casar de uma vez.
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