The Way You Fall Asleep
22 Capitulo XXII – Tangled in Christmas
Notas iniciais
Capitulo XXII – Tangled in Christmas
Natal. Ah, ela adorava o Natal. O frio, apesar de ser muito, era sempre bem vindo. Neve em todo lugar, roupas quentes e aconchegantes. Bebidas quentes. Corpo quente de Rachel abraçado ao seu enquanto elas estavam no aeroporto com Santana no telefone. A latina gritava irritada com a pessoa do outro lado, que era seu irmão mais velho. Elas estavam indo para Chicago.
Como Rachel não comemorava o Natal, ligou para os pais e pediu para que fosse para Chicago com Quinn. Isso depois da loira insistir. Meredith iria passar o Natal na cidade dela com a família e Ryan iria fazer o mesmo, só que ia para Lima, e iria levar Rachel, mas a morena preferiu Quinn. E isso era perfeito.
Desde que elas se entenderam a algumas semanas, elas não paravam de agir como um casal. Ao menos em casa, quando estavam sozinhas. Nada tinha acontecido com elas, não transavam para ter ao menos respeito com Meredith e Ryan.
– Eu vou conhecer a sua mãe. – Rachel zombou e Quinn a olhou, confusa. Isso não era motivo para se zombar, até porque era nada demais.
– Sim, você vai. – E sorriu para a morena, beijando sua têmpora e descansando seus lábios lá.
– Acha que ela vai me mostrar fotos de você pequena? – Rachel tinha um tom divertido e baixo para não atrapalhar Santana que estava aos gritos no celular com o irmão.
Quinn ficou tensa por alguns segundos. Sua mãe sempre quis brincar de mostrar fotos dela para todo mundo que aparecia em sua casa. Principalmente namoradas – não que ela tenha apresentado alguma namorada para sua mãe, isso realmente nunca aconteceu. Ficou temerosa em levar Rachel para sua casa.
– Tem certeza de que quer ir? – Quinn tentou, mas Rachel riu alto.
– Eu não vou perder essa oportunidade.
– Vamos. – Santana chamou, parecia irritada.
– O que foi, San? – Quinn perguntou enquanto levantava da cadeira com Rachel.
– Ricardo é um idiota. – Respondeu simplesmente e Quinn assentiu deixando Rachel mais confusa. Ricardo é irmão mais velho de Santana e ele adorava pegar no pé dela, além de os dois sempre competirem para ver quem é o melhor filho. Seus pais adoravam essa brincadeira, afinal eles ganhavam vários presentes. Falando em presentes, Santana carregava uma mala cheia deles.
– E Brittany? – Rachel perguntou e Santana virou para olhá-la.
– Ela foi mais cedo, tinha que ver algumas coisas com seu pai antes de ir para a casa da sua mãe. – Quinn respondeu por Santana que tinha ignorado a pergunta de Rachel. Não podia culpá-la, Santana estava irritada com Ricardo e não tinha Brittany para acalmá-la.
Passaram pelo portão de embarque e foram para o avião. Quinn sentou entre Rachel e Santana. Deixaram a latina ficar com a poltrona ao lado da janela, Santana nervosa não era uma coisa muito legal de se aturar.
Quando chegaram em Chicago já eram umas oito horas da manhã do dia vinte e três de dezembro. O taxi iria deixar Santana na casa dos pais para depois deixar Quinn e Rachel na casa da mãe da loira. Deixaram Santana, mas não se despediram, Quinn sabia que na véspera de Natal a latina estaria com a família na porta da casa da loira. Como sempre faziam.
Rachel ficou um pouco tímida quando pararam na frente da casa de Quinn. A loira apenas riu e beijou a cabeça dela dizendo que tudo ia ficar bem. Não tinha motivo para ficar nervosa nem nada. Afinal sua mãe era super tranquila com visitas em casa. Mesmo assim isso não acalmou a morena.
– Rachel, é sério. – Quinn estava com a porta do taxi aberta e sentada no banco com a perna para fora enquanto olhava para Rachel esperando algum movimento da morena para sair.
– Eu sei... é que, não podemos dá uma volta?
– Porque está nervosa? Não é nada demais!
– Eu.. eu só quero dá uma volta!
– Rachel, fala sério, estamos cansadas, vamos entrar. – Quinn implorou a morena bufou. – Graças a Deus!
__
Saiu para a morena sair, elas já tinham pagado o taxista que estava achando tudo engraçado. Pegaram as malas e começaram a andar em direção a grande casa. Rachel foi ficando tensa, nem ela mesma sabia o porque de estar tensa.
Antes de Quinn tocar a campainha a porta se abriu, revelando uma mulher de mais ou menos uns cinquenta anos.
– Quinnie! – E abraçou a filha. Rachel se assustou quando viu Judy Fabray. A mulher não parecia nada com o que Quinn tinha lhe descrito. Cinquenta anos era muito para uma mulher como Judy Fabray.
– Mãe, essa aqui é Rachel Berry. – Quinn a apresentou quando se separou do abraço esmagador da sua mãe. – Ela que me acolheu no apartamento dela por quinhentas pratas por mês. – Brincou e Rachel corou profundamente querendo sufocar Quinn com suas mãos.
– Oi... – Cumprimentou timidamente, mas não estava preparada para o abraço que recebeu.
Judy parecia uma mulher divertida. Depois que ela deixou-as entrarem na casa, levou-as até a cozinha e fez as duas comerem algo. Quinn contava algumas novidades da faculdade para sua mãe e Rachel escutava tudo atentamente. Era interessante ver Quinn toda entusiasmada falando com alguém. Ver o sorriso gigante nos lábios rosados que tanto gostava de beijar, era lindo.
– E você Rachel? – Judy se virou para ela e Rachel ficou um pouco tensa e olhou para Quinn encontrando os olhos avelãs lhe olharem com tanto carinho.
– Eu...
– Ela quer saber o que você faz. – Quinn disse salvando a morena do constrangimento. – Eu disse que poderia dizer, mas ela quer escutar você. – Revirou os olhos e Rachel riu fazendo Judy olhar para a filha, parecendo completamente ofendida.
– Quinnie! Isso é jeito de falar da sua mãe! Ao menos fale pelas costas e não na minha cara!
Rachel riu mais um pouco da cara de Quinn para depois começar a falar do que planejava para o futuro. Ficou imensamente feliz e animada quando descobriu do leve gosto musical de Judy. A mãe de Quinn assistiu a vários musicais e todos eles Rachel sabia qual eram. Passaram um longo tempo conversando sobre musicais e Quinn passou todo esse tempo olhando para a morena, que sentia o calor dos olhos da loira em seu rosto. Judy sorria a todo momento e parecendo muito entusiasmada com o que Rachel dizia.
– Acho melhor vocês subirem e irem descansar um pouco. – Judy disse depois que as meninas comeram. Quinn suspirou aliviada e levantou da cadeira puxando Rachel consigo. – Tome banho Quinnie, quero levar você para um lugar!
Rachel viu Quinn bufar enquanto entravam no quarto. Logo a loira sorriu para si mesma e jogou as malas no canto do quarto. Rachel sabia que Quinn amava demais sua mãe, e apenas agia como se irritasse com tudo que a mãe falava, mas era só um modo de se divertir.
– Você vai tomar banho? – Rachel perguntou e sentou na cama da loira.
– Uh, sim, eu vou e depois vou ver o que ela quer. – Disse e se aproximou da cama sentando ao lado da morena. – Mas agora você vai me beijar. – Um sorriso presunçoso se formou em seus lábios e Rachel riu baixo e timidamente.
Ela ainda não conseguia se acostumar com isso.
Talvez nunca fosse realmente se acostumar com isso.
– Porque você não me beija? – Perguntou e sentiu a mão delicada da loira em seu rosto.
Quinn riu e colou sua testa na da morena. Rachel levou as mãos até o pescoço da loira e puxou-a para si enquanto se jogava na cama fazendo-a ficar em cima de si.
– Rachel... – Quinn gemeu baixinho quando sentiu uma mordida no queixo. – Você realmente gosta de provocar.
– Não, eu quero que você me beije. – Disse rindo e Quinn negou com a cabeça enquanto um sorriso malicioso se formava em seus lábios. – Eu te beijei demais, ta na hora de você me beijar.
Rindo novamente, Quinn levou os lábios até o nariz de Rachel, dando uma leve mordida antes de beijá-lo de leve.
– Eu não sabia que isso existia. – disse baixinho e Rachel enrolou os dedos nos fios loiros.
– Me beija logo. – Ordenou e Quinn decidiu parar de brincar.
Os lábios se grudaram quase como se fossem imas. Se moviam lentamente em um beijo calmo. Não tinha pra que pressa. Elas estavam em outro estado, nem Meredith nem Ryan estavam em suas mentes, isso era somente elas.
Rachel estava feliz.
Os braços apertaram Quinn contra seu corpo, fazendo a loira rir um pouco entre o beijo e se mover para o pescoço moreno, enchendo-o de beijos e lambidas. Sem mordidas, elas combinaram que não podia ter marcas até que ambas terminassem o relacionamento.
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Quando desceram já arrumadas e agasalhadas, Rachel viu que tinha mais uma pessoa na casa e essa pessoa parecia muito com a que segurava sua mão nesse momento. Essa pessoa era mais ou menos da mesma altura de Quinn, mas tinha o cabelo maior que batia quase no quadril e tinha feições mais velha.
– Frannie!!! – Quinn soltou sua mão e correu até o seu clone, abraçando com força e levantando-a do chão fazendo a outra loira se assustar e rir alto.
– Quinnie, caramba! – Reclamou e começou a estapear as costas da outra.
– Caramba digo eu, Fran! – Quinn exclamou soltando Frannie e sorrindo de orelha a orelha. – Não vejo você desde...
– Desde que eu me formei?
– Sim! E isso faz um ano! – Reclama e Frannie a abraça, dessa vez direito.
– Sinto muito maninha, mas sabe como é, vida de médica não é muito fácil. – Disse enquanto acariciava o cabelo loiro da irmã.
– Onde estava? – Quinn perguntou quando se separou do abraço da irmã.
– No México! – E bateu palmas fazendo Judy, que estava entrando na sala, rir alto.
– As duas podem parar de baderna. – Judy reclamou e olhou para Rachel que ainda estava na ponta da escada olhando para as irmãs com um sorriso. – Rachel querida!
– Rachel? – Frannie olhou ao redor e os olhos azuis se encontraram com os castanhos de Rachel. – Oh você é Rachel?
– Sim...?
– Oh, Rachel! – Quinn foi até a morena e pegou-a pelo braço levando-a até Frannie. – Fran, essa é a minha amiga Rachel. – Quinn parecia não gostar de dizer a palavra “amiga” quando usada na mesma frase que o nome de Rachel. E a morena adorava quando via o desgosto ao falar isso.
– Oh, amiga... – Frannie tinha um sorriso malicioso quando abraçou Rachel.
– Bom, Quinn, você vai sair com a sua irmã para comprar algumas coisas e colocar o “papo em dia” como vocês dizem. – E balançou a mão como se não a importasse o que elas iriam falar. Rachel sorriu e ficou um pouco nervosa. Onde ela ia ficar se Quinn fosse sair com a irmã. – Rachel você fica comigo me ajudando a fazer o almoço. Pode ser? – Rachel assentiu quase sem outra opção e Judy ficou satisfeita. – Ótimo, agora vocês duas, vão logo!
– Mas... – Quinn olhou para Rachel e sorriu. – O que você quer que a gente compre mãe?
– Eu já tenho a lista. – Frannie disse enquanto pegava o casaco branco todo felpudo e grande. Rachel fez uma careta para aqui, provavelmente algum animal morreu para aquele agasalho ser feito. Aquilo era crime!
Quando elas saíram, Rachel foi até a cozinha com Judy. A loira estava retirando coisas da geladeira e colocando em cima do balcão e Rachel a observava do outro lado do balcão, sentada no banco.
– Então, querida. – Judy chamou a atenção da morena.
– Sim?
– Tem algo para me falar? – Um sorriso apareceu nos lábios de Judy, e era um sorriso doce que fez com que Rachel se sentisse acolhida.
– O que seria...? – Perguntou corando levemente.
– Eu vi como os olhos da minha Quinnie brilham para você. – Disse simplesmente e Rachel corou mais ainda.
– Oh.
– Vamos lá, o que anda acontecendo?
– Hmmm, Quinn e eu... Nós estamos enroladas. – Disse e virou o rosto para que Judy não visse a coloração forte de suas bochechas.
– Enroladas como? – Judy parecia querer insistir.
– Hmmmm... Quinn está namorando. – Começou a explicar, ainda envergonhada por estar falando aquilo com a mãe da loira. Judy pareceu curiosa. – Essa garota... essa garota é muito legal e Quinn realmente gosta dela.
– Quinnie nunca namorou...
– Sim, ela me disse isso, e disse também que nunca se apaixonou. – Então Rachel sorriu grande.
– Mas ela se apaixonou por você. – Judy adivinhou e seu sorriso se igualou ao de Rachel. – Ela te ama?
– Ela me disse que amava. – Corou mais um pouco e escondeu o rosto nas mãos.
– Mas o que aconteceu para vocês não estarem juntas?
– Quinn ainda não terminou com a garota. – Disse suspirando.
– Mas ela vai terminar. – Judy disse e voltou a cortar as verduras.
– Ela disse que ia.
– Quinnie sempre sabe o que quer. – Judy pareceu entrar em um flashback e Rachel sorriu com isso esperando que a mais velha contasse alguma coisa. – Quando ela me disse que preferia homens a mulheres eu fiquei chocada. Meu bebê era gay. – Seus olhos ficaram cheios de água. – Eu nunca tive problema com preconceito, mas foi diferente quando soube que o meu bebê era gay. De primeira eu não aceitei, fiquei muito triste. Quinnie ficou mais ainda, ela sempre me pedia desculpas por ser gay e eu odiava ver o rostinho triste dela quando chegava para mim. – Fungou e sentou em um banco desistindo de cortas as cebolas.
– Quantos anos ela tinha?
– 12 meu bebê tinha só doze aninhos. – E Judy sorriu para Rachel que tinha os olhos também levemente molhados. – Frannie apoio Quinnie assim que soube, e ela soube primeiro que eu. Em uma noite Quinnie acordou chorando e gritando, tinha tido pesadelos, fui ver como ela estava e ela me abraçou chorando e pedindo desculpas. Eu me senti uma péssima mãe. Foi ai quando eu disse que não me importava se ela gostava de mulheres ou de homens, que eu a amava mesmo assim e a aceitava.
Rachel sorriu encantada e com os olhos marejados, Judy chorava e ria ao mesmo tempo.
– A senhora é uma ótima mãe. – Rachel disse e Judy riu mais um pouco.
– Eu tento, meu amor, eu tento muito. – E riu se levantando do banco. – Bom, voltando para o almoço.
Rachel riu e levantou para ajudar Judy com o almoço. Ela queria saber como era ter uma mãe, já que a sua nunca deu as caras. Mesmo sabendo como ela era, Rachel nunca viu sua mãe a não ser por fotos. O que sabia era que Shelby Corcoran era muito parecida com Rachel. Provavelmente era somente isso que ela saberia.
__
Antes de Quinn chegar em casa, ela sabia que sua mãe estaria interrogando Rachel com perguntas que ela já sabia a resposta. Frannie dirigia tranquilamente enquanto cantarolava alguma música que tocava na rádio. Quinn se olhou no vidro do carro e suspirou para seu novo corte de cabelo. Ela sabia que sua mãe iria fazê-la cortá-lo. Agora ele não estava passando dos seus ombros como normalmente, e sim por cima dos ombros.
Ela nunca pensou que sentiria tanta falta de Chicago, mas vendo todas as ruas grandes e os prédios altos, a neve caindo do céu, deixando a cidade cada vez mais linda. Quinn ficou feliz em ver tudo isso novamente. Era bom estar em casa.
Se olhou novamente no espelho do carro e bufou irritada. Suspirou novamente e Frannie riu no lado do motorista. Sua irmã gostava de se aproveitar dela. Frannie sempre teve uma facilidade incrível de sempre estar sorrindo. Era mais um motivo para Quinn admirá-la. Além do mais importante, que é ser formada em Medicina como primeira da classe na Harvard Medical School, e isso era incrível demais. Agora ela estava viajando o mundo.
Passou a mão no cabelo e choramingou quando não sentiu os dedos irem até as suas costas. Frannie riu mais alto enquanto dirigia.
– Quando vai parar de se lamentar? – Ela perguntou e Quinn revirou os olhos. – Eu que disse para mamãe que te convenceria a cortar.
– Então a culpa foi sua? – Quinn virou para a irmã, completamente indignada.
– Ninguém teve culpa! – Frannie se defendeu então riu. – Quem teve culpa foi seu cabelo que tava todo sem corte.
– Não precisava de praticamente me deixar careca!
– Putz, Quinnie você ta dramática! – Fez uma careta e riu quando virou o rosto encontrando os olhos de Quinn cheios de raiva. – Ah, fala sério, você ta gata assim!
– Não, eu não estou!
– Ah, Quinn, vamos lá! Você não acha que a Rachel vai amar esse corte? – E fez um sorriso malicioso que fez Quinn revirar os olhos.
– Você ainda vai insistir nisso? – Bufou e Frannie riu novamente.
Quando estavam no supermercado, Frannie insistiu para que Quinn contasse tudo o que tinha relacionado a Rachel. E Quinn teve que falar. Ela contou toda a historia e Frannie praticamente odiava Quinn até a loira falar sobre o dia em que falou para Rachel que a amava. Frannie agora insistia em dizer que elas iriam se casar.
– Claro que sim, vocês são tão fofas juntas! – Frannie parou o carro na frente da casa da mãe e virou para Quinn enquanto soltava o volante. – Não faça merda, Quinnie. – Avisou séria e abriu a porta, saindo do carro e indo para a mala pegar as coisas que tinham comprado.
– Porque eu ia fazer mer...
– Quinnie!
Sua mãe surgiu assim que saiu do carro. Judy corria até ela com os olhos focados em seu cabelo recém cortado. Por instinto, Quinn passou a mão nos fios curtos e Judy se aproximou abraçando-a para depois acariciar o cabelo da filha.
– Agora sim podemos chamar isso aqui de cabelo. – Zombou enquanto passava a mão entre os fios loiros e macios. Quinn estava adorando o carinho, mas não gostou da ofença a o seu antigo cabelo.
– Mãe...
– Quinn?
Rachel surgiu atrás da sua mãe com um sorriso estranho e confuso. Quinn forçou um sorriso e por instinto passou novamente a mão pelos fios loiros, Judy riu ao seu lado. Quinn olhou para a mãe e viu que Frannie estava rindo também.
– Rachel. – Quinn sorriu para a morena e tentou falar algo, mas sua mãe tomou a frente.
– Ela não está linda, Rachel?
– Sim... – Rachel falou antes que Quinn falasse algo para repreender sua mãe. – Você está linda Quinn.
Podia sentir suas bochechas corando e escutava Frannie rindo.
– Vocês parecem duas adolescentes. – Zombou e se dirigiu até a casa com Judy rindo ao seu lado.
Quinn fixou seus olhos nos castanhos de Rachel. A morena tinha um sorriso lindo no rosto e as bochechas avermelhadas. Sorriu para a morena e abriu os braços, logo Rachel estava engolfada em seus braços com o rosto enterrado em seu ombro.
– Estou linda mesmo? – Perguntou brincando e Rachel riu abafado.
– Você fica muito melhor de cabelo curto. – Comentou e separou um pouco de Quinn para passar as mãos nos fios loiros. – Fica muito sexy. – Então os bagunçou fazendo a loira rir.
– Então eu estou sexy? – Sorriu maliciosa e Rachel se inclinou para beijar os lábios rosados e frios de Quinn.
Era um beijo carinhoso, sem segundas intenções, pelo menos era o que Quinn queria pensar, ela não podia ter segundas intenções com Rachel, bom, ao menos não agora. A língua da morena se entrelaçava com a sua, até que ela chupou a sua língua fazendo-a gemer, as mãos da morena apertaram os fios loiros pressionando mais a loira contra si. Quinn gemeu mais alto a apertou o corpo da morena contra o seu, sentindo o quanto Rachel estava quente, sentia todas as curvas do corpo da morena colado ao seu, isso a fez ficar igualmente quente.
Rachel sabia deixar Quinn fora do ar quando queria. E no momento ela estava aproveitando esse dom. A loira desceu as mãos até o quadril da morena, apertando-a contra si com mais força. Rachel gemeu sensualmente e Quinn desceu os beijos para o pescoço moreno, chupando-o levemente. Rachel puxou os fios dourados e Quinn mordeu sua pele com força, fazendo a morena arfar e esfregar se corpo contra o seu. A loira passou a língua por cima do acidental chupão, fazendo a pele arroxeada, se acalmar.
Quinn gemeu mais uma vez e voltou a beijar a morena, dessa vez em um ritmo mais sensual, suas línguas estavam praticamente fazendo sexo. A loira sentiu seu centro pulsar dolorosamente quando os lábios grossos e saborosos da morena se fecharam em sua língua, chupando-a deliciosamente.
– Sim, você está muito sexy. – Rachel sussurrou contra os lábios de Quinn e se soltou da loira, voltando para a casa.
Quinn demorou um pouco para voltar onde estava. Não estava mais com frio, ela sentia tudo, menos frio. Observava o quadril de Rachel se mover de um jeito sexy enquanto a morena andava até a casa da sua mãe. Rachel podia matar Quinn quando ela quisesse. E nesse momento, ela não sabia o que teria que fazer para sair de onde estava.
– Quinn? – Judy gritou de dentro da casa.
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