The Way You Fall Asleep

23 Capitulo XXIII – Love is Christmas, Baby


Notas iniciais
E ai! Eu sei que disse que iria demorar, mas depois de pensar muito, decidi que iria postar hoje, já que esse capitulo é uma continuação do outro, não irei deixar vocês esperarem. Boa Leitura!

Capitulo XXIII – Love is Christmas, Baby

Olhou para a porta que estava aberta e se arrastou até lá, tentando controlar a sua temperatura corporal e sorrir para a sua mãe enquanto tira o casaco e fecha a porta. Rachel sorria maldosamente encostada na parede da cozinha quando Quinn entrou.

– Quinnie, tava fazendo o que lá fora? – Frannie provocou com um sorriso malicioso e Quinn respirou fundo para não falar algo que não tinha ideia do que seria.

– Respirando. – E sentou na cadeira começando a servir seu prato. Observou que Rachel fez o mesmo, sentando ao seu lado.

– Ignorante.

– Fresca.

– Idiota.

– Burra.

– Jumenta.

– Égua.

– Chega? – Judy gritou para as filhas enquanto Rachel tentava não rir ao seu lado. – Será que podemos ser educadas?

– Eu sou educada mãe. – Frannie disse sorrindo e Quinn revirou os olhos e se concentrou na sua comida.

Quando terminaram de almoçar, Quinn foi para a sala e ligou a tevê se jogando no sofá. Não estava realmente prestando atenção no filme estúpido de natal que assistia. Não lhe interessava, só olhava diretamente para a tela sem saber o que acontecia. Sentiu o sofá afundar ao seu lado e alguém lhe abraçar.

– O que está assistindo? – Rachel perguntou enquanto colocava a cabeça em seu peito.

– Não faço a mínima ideia.

– Interessante.

Quinn deveria estar surpresa pelo que Rachel estava fazendo. A morena estava confortavelmente deitada ao seu lado, com a cabeça apoiada em seu peito, abraçando sua cintura e com a mão quente sob sua camisa de frio. Ela deveria estar achando estranho todo esse comportamento espontâneo de Rachel, mas sabia bem que a morena teve uma conversa com sua mãe, e que era bem provável que ela tenha contado toda as história delas para sua mãe. Judy era bem curiosa e tinha uma boa lábia além de ser bem persuasiva, sabia disso, até porque, Quinn também era uma curiosa persuasiva de boa lábia. Se essas coisas não fossem a mesma.

– O que estão assistindo? – Frannie perguntou enquanto sentava na poltrona ao lado do sofá que era ocupado pelo casal.

– Não fazemos ideia. – Rachel respondeu por Quinn que assentiu preguiçosamente.

– Então... Não acham que devemos mudar?

Quinn parou de viajar e olhou para a tela, realmente olhou, estava tendo uma cena de sexo. Como um filme de Natal tinha uma cena de sexo tão explicita?!

– Ahn...

– Vou mudar! – Frannie disse e tomou a iniciativa de pegar o controle nas mãos de Quinn e mudar de canal, colocando em algum filme de ação.

Depois desse curto contratempo, elas passaram o resto da tarde assistindo filmes aleatórios enquanto Judy falava com a mãe da Santana no telefone e fazia algumas coisas para a ceia de Natal no dia seguinte. Era quase uma tradição, desde que Russel Fabray – pai de Quinn e Frannie — morreu, os Fabrays passavam os Natais com os Lopez, e as vezes os Pierces, mas os Pierces viajavam para Connecticut para a casa dos avós. Brittany as vezes ficava para passar com Quinn e Santana, mas eram raras essas vezes.

Quando jantaram, Quinn subiu para o quarto, arrastando Rachel consigo. Cada uma tomou banho em chuveiros separados, e logo se arrumaram para dormir, não tinham descansado da viagem e Quinn estava quase dormindo em pé.

Devidamente agasalhada, Quinn se arrastou sob as cobertas e se encolheu, estava frio pra cacete e mesmo com o aquecedor, ela se tremia. Rachel saiu do banheiro já devidamente agasalhada e suspirou quando entrou no quarto e se arrastou sob as cobertas, ficando ao lado de Quinn.

– Então? – Quinn perguntou enquanto observava que a morena se virava para ela.

– O que? — Perguntou confusa e se encolheu escondendo as mãos sob o queixo. Quinn sorriu e pegou as mãos da morena, puxando-a para perto do seu corpo. Ambas suspiraram com o toque e se abraçaram, tentando se esquentar.

– O que achou da minha família?

– Bom, — Rachel sorriu e Quinn descansou a cabeça no travesseiro enquanto esperava Rachel começar a falar. – Judy é perfeita! Ela é uma mulher incrível e muito simpática, além de ter um ótimo bom gosto musical, ela é uma ótima pessoa, passamos horas conversando coisas aleatórias e isso foi perfeito. – Sorriu grande e Quinn esperou, sorria na mesma intensidade, era bom ver que Rachel tinha se sentido muito bem vinda. – Frannie é incrível, é carismática, engraçada, e sempre arranja uma oportunidade para irritar você, e isso é incrível. Não pudemos conversar muito, mas tenho certeza que ela deve ser tão incrível quanto a sua mãe.

Rindo, Quinn beijou os lábios de Rachel com delicadeza, para depois colar sua testa na da morena e ver o sorriso grande que ela tinha nos lábios.

– Então, vejo que está tudo bem. – Quinn sussurrou e Rachel assentiu.

– Eu adorei conhecer esse pedacinho da sua família. – Rachel sussurrou de volta e se apertou mais a Quinn, colocando o rosto sob o queixo da loira, abraçando-a com mais força. – Eu os amei, assim como eu te amo.

– Tem certeza que não me ama mais que isso? – Brincou e Rachel riu preguiçosamente.

– Eu te amo muito mais.

Sorrindo, Quinn fechou os olhos e sentiu que Rachel estava quase adormecendo pela respiração leve. Aproveitou para colar os lábios no cabelo da morena e sussurrou:

– Eu também te amo, muito.

__

Quinn acordou estranhamente atordoada. Rachel não estava em seus braços, e ela estava toda espalhada na cama. Olhou ao redor do quarto escuro e viu que a morena não estava no quarto. Suspirando, ela se forçou a levantar da cama, e se arrastou até o banheiro, tomando um banho para acordar. Vestiu uma calça jeans e uma camisa vermelha de manga comprida, colocou meias e saiu do quarto. Desceu as escadas praticamente se arrastando.

Escutou sons de panelas e conversa vindo da cozinha, algumas risadas um pouco altas. Quinn foi até lá e viu que sua mãe já tinha começado e fazer o resto da ceia de Natal para mais tarde, Rachel a ajudava como se já fosse da casa — e era.

Não demorou até que sua mãe lhe percebesse no cômodo. Sorriu mas não parou de amassar o peru gigante que tinha em mãos.

– Demorou a acordar! – Disse e Quinn a olhou com o cenho franzido. – Frannie saiu para comprar mais algumas coisas que eu esqueci de pedir a vocês.

– Eu estava cansada. – Disse e sentou em um banco em frente ao balcão que sua mãe e Rachel mexiam com as comidas. – O que estão fazendo?

– Eu estou preparando para rechear o peru, e Rachel está preparando o recheio. – A morena sorriu para Quinn e continuou cortando as verduras.

– Rachel, eu achava que você fosse vegan. – Quinn comentou e Rachel riu.

– Sim, eu sou, mas não estou mexendo nisso, e além de tudo, Judy pediu para que Frannie fosse comprar um Tofurkey. – Rachel disse e Quinn assentiu, mesmo que não fizesse ideia do que seria. – É um substituto de carne. – A morena disse quando viu a cara fofa e confusa que Quinn fez.

Frannie chegou dez minutos depois com três sacolas em uma mão e uma caixa em outra. Dentro da caixa tinha algumas garrafas de champagne e vinho. Nas sacolas tinha algumas comidas, o tofurkey e alguns doces para a sobremesa.

Quando estavam almoçando Quinn sentiu se celular vibrar no bolso e levantou para atender sob o olhar confuso de Rachel. Sua mãe e sua irmã conversavam sobre alguns pratos que fariam para mais tarde.

– Marie. – Quinn cumprimentou quando saiu da casa. – Como anda as coisas?

– Bem, estou cansada, minha mãe me obrigou a passar o dia cuidando dos meus sobrinhos ontem, por isso não te liguei. Eles são umas pestes.

– Não tem problema, babe. – Quinn estava tensa, e sabia que era muito provável que Meredith percebesse, a loira era bem perceptiva para esse tipo de coisa.

– Aconteceu alguma coisa? – Marie perguntou também ficando tensa.

– Oh, não, é que eu acabei de acordar e ainda estou um pouco lenta. – Riu forçadamente.

– Hm, okay então. Eu só liguei para saber como estão as coisas. – Meredith voltou ao tom normal. Ou seja, cansado e ainda assim, divertido. – Ainda quero conhecer sua mãe, você fala tanto sobre ela e sua irmã.

Novamente Quinn ficou tensa, não tinha falado para Meredith que Rachel estava em sua casa, sabia que a loira iria ficar muito decepcionada com ela se soubesse, além dos beijos que trocava com a morena, quase sempre.

– Irei apresentá-las quando puder. – Quinn riu novamente e caminhou até o gazebo de madeira que tinha no quintal.

– Espero que isso não demore. Então, o que está fazendo?

– Hm, eu estava almoçando antes de você me ligar.

– Oh, então eu atrapalhei o seu almoço? – Meredith riu e Quinn sorriu, foi inevitável. – Me desculpe por isso.

– Não tem problema, babe. Como estão suas irmãs? Como vão as coisas por aí? – Perguntou, não tinha nada o que falar.

– Jane está cuidando do filho agora, Rose está ajudando mamãe a fazer a comida. Meus primos estão conversando lá fora. Está tudo bem até agora. – Riu do outro lado da linha. – Sinto sua falta. – Disse baixinho e Quinn se sentiu imensamente culpada por tudo que estava fazendo.

– Eu... eu também sinto sua falta, Marie. – Sussurrou e Meredith riu baixo.

– Bom, agora eu vou desligar, tenho que ajudar minha mãe com as comidas.

– Certo, eu ligo depois. — E desligou.

Passou alguns segundos olhando para o celular. Seu plano de fundo era uma foto sua com Santana e Rachel. Elas estavam usando as roupas camufladas do paintball. Santana estava entre Quinn e Rachel, com os braços sobre os ombros da outras. Sorriam imensamente para a câmera. Quem tinha tirado aquela foto tinha sido Mike que carregava uma maquina alegando estar tentando aprender a manuseá-la e pediu para tirar foto delas. Estavam suadas e o time vermelho tinha acabado de vencer.

Sorriu para a foto e suspirou. Meredith tinha ficado um pouco hostil com ela, mas logo a perdoou. Então Quinn foi para o bar comemorar a vitoria, levando Rachel junto. Até que a morena bebeu demais e elas foram parar no Central Park, onde ambas assumiram os sentimentos e se beijaram, selando um acordo.

Quinn prometeu a si mesma que quando fosse terminar com Meredith, ela ia contar toda a verdade, contaria sobre ela e Rachel terem sentimentos intensos e impossíveis de se conter. Contaria também que tinha beijado a morena, várias vezes, e que a amava. E esse sentimento era recíproco. Meredith ficaria chateada, poderia querer matar Quinn, mas a loira não iria mentir.

– Então? – Quinn olhou para cima quando escutou a voz da sua mãe. Judy a olhava como se soubesse de tudo que estava acontecendo. – Como anda a sua cabecinha? – Perguntou enquanto se sentava ao seu lado no banco que a loira nem sabia que tinha sentado.

– Eu sei o que eu quero, mas odeio tanto ter que magoar alguém para ser feliz. – Choramingou e Judy a abraçou trazendo a cabeça da filha para o seu colo.

– Você é uma menina muito boa, minha filha.

– Esse é o problema. Eu sou boa demais, e me importo demais com os sentimentos dos outros.

– Mas isso é uma coisa muito boa. Isso te torna uma pessoa especial, que se importa com as pessoas ao redor, diferente de muitos por aí. – Judy acariciava os fios loiros da filha enquanto falava sabiamente. Quinn sabia que sua mãe sabia o que dizer. – Quer me contar exatamente o que está acontecendo?

– Eu amo a Rachel. – Disse baixo e Judy riu.

– Eu sei disso, meu bebê. – Quinn riu também e suspirou.

– Prometi a Rachel que terminaria com Meredith quando voltássemos para Nova Iorque, antes do Ano Novo.

– E você não quer terminar com essa Meredith?

– Hm, não é que eu não queira, eu quero. Quero ser feliz com Rachel, quero dizer para todo mundo que ela é minha namorada e que eu sou a mulher mais feliz do mundo por tê-la para mim, mas fico pensando em como Meredith vai ficar com tudo isso.

– Por isso você deve conversar com ela, querida, se essa Meredith se importa com você, ela não vai te odiar nem nada, no mínimo ela vai ficar decepcionada.

– Eu beijo a Rachel, mamãe, eu digo a ela que a amo, e eu vou dizer isso a Meredith, não quero mentir para ela.

– Não precisa falar isso. Fale o que está em seu coração, ele sabe bem o que dizer. – Judy acariciou o braço de Quinn que riu e segurou a mão da mãe.

– Por isso que eu te amo, mãe.

– Querida, eu sou sua mãe, você não tem que ter motivos para me amar, somente me amar. – E riu alto sendo acompanhada por Quinn.

Logo as duas se abraçaram e voltaram para a casa, onde estava mais quente.

__

Era seis horas da noite quando Quinn já estava devidamente pronta para esperar os Lopez. Vestia uma calça social, salto alto preto, uma camisa de botão branca e um suéter vermelho vinho por cima. Desceu as escadas e encontrou Frannie sentada no sofá com o notebook no colo. Sua irmã já estava pronta e sorria para o computador.

– O que está fazendo? – Quinn perguntou e Frannie riu.

– Estou falando com algumas amigas. Vem cá! – Quinn sentou ao lado de Frannie e viu o que tinha na tela. Duas garotas morenas e um cara loiro. – Pessoal, essa é minha irmã, Quinn! – As pessoas na tela acenaram sorrindo. – Quinn esse é o pessoal. Lena, a da direita, July a da esquerda e Jake.

– Oi! – Acenou e todos eles a cumprimentaram

Não ficou com eles por muito tempo, logo se levantou e subiu atrás de Rachel. Desde que Meredith ligou, Rachel tinha ficado um pouco fechada com ela. Quinn sabia que isso era ciúmes, mas ainda não conversou com a morena, por isso subiu as escadas e a encontrou colocando um suéter.

Rachel usava uma saia até as coxas, meias três quartos e um suéter preto. Estava sexy. O cabelo caia em ondas sob os ombros e a maquiagem forte era apenas mais um toque especial em todo o visual perfeito de Rachel.

– Está linda. – Quinn disse baixo sabendo que Rachel ia escutar. A morena sorriu e virou.

– Você também está linda. – Disse sorrindo e Quinn não hesitou em se aproximar. Abraçou a morena por trás, colocando o queixo sob o ombro dela.

– Eu te amo. – Disse no mesmo tom e Rachel sorriu para o espelho.

Elas formavam um casal tão lindo. Eram lindas. O modo com Rachel cabia perfeitamente nos braços de Quinn, era perfeito.

– Eu também te amo. – Sussurrou e Quinn beijou sua bochecha antes de virar a morena para si e beijar os lábios grossos lentamente, aproveitando o tempo que ainda tinham antes de começar a festa de natal. Santana chegaria e elas não poderiam ficar tão juntas quanto queriam.

__

Quando os Lopez chegaram, Santana já chegou discutindo com Ricardo sobre a comida que ambos tinham feito. Maribel Lopez, mãe de Santana, ria de toda a discussão, até que foi ajudar Judy a colocar a mesa. Eduardo Lopez, pai de Santana, tinha um sorriso calmo quando sentou ao lado de Quinn e engataram em uma conversa sobre livros. Ricardo, como sempre, sentou ao lado de Frannie e começaram a conversar. O moreno tinha uma queda pela irmã de Quinn, desde quando estudaram juntos no colegial. Quinn nunca soube se Frannie retribuía ou não os sentimentos, mas ela torcia para que os dois ficassem juntos. Eram fofos.

Santana se jogou no sofá e ficou apenas observando Quinn conversar com seu pai. Quinn tentou colocar a latina na conversa, mas ela negava irritada. Logo Eduardo contou o porque. Brittany não iria poder passar o Natal com elas, pois teria que ir para Connecticut com a família.

Rachel apareceu e entrou na conversa com Eduardo e Quinn, sempre com a mão sobre a da loira que estava em suas pernas. Era um gesto muito intimo, mas isso não importava, Quinn estava feliz por Rachel estar ali. Ela tinha todos que amava ali, e isso era perfeito.

– Vocês dormiram aqui, certo? – Judy pergunta para Maribel e Eduardo que assentiram animados. – Ótimo! Vocês dois vão dormir no quarto de hospedes, Santana no quarto de Quinn e Frannie também, Ricardo tem o quarto de Frannie só pra ele.

– Porque eu não posso dormir no meu quarto? – Frannie perguntou indignada.

– Eu sei o que você quer mocinha. – Judy estreitou os olhos para ela que bufou e riu para Ricardo que tinha um sorriso no rosto.

Santana não pareceu satisfeita. Quinn olhou para a cara dela e viu que ela estava realmente mal, não sabia o que tinha acontecido para a latina estar daquele jeito. Olhou para Rachel que tinha entrado na conversa de Judy e Maribel e sorriu para a morena que estava muito animada falando sobre receitas vegans.

– Santana? – Quinn chamou quando chegou até a latina que estava sentada na poltrona enquanto bebia vinho e olhava para o chão.

– O que?

– Me acompanha até lá fora? – Perguntou e a latina a olhou como se achasse que Quinn estava brincando. – É sério.

– Porra, Q. está um frio do caralho lá fora!

– Santana! – Maribel repreendeu a filha.

– Só por alguns minutos, vamos lá. – E pegou a latina pelo braço, puxando-a para fora da casa.

Estava tudo lindo. Quinn nunca tinha parado realmente para admirar a rua da sua casa. De dia realmente não dava para perceber, mas de noite. Todas as casas tinham suas próprias decorações de Natal. Até mesmo sua própria casa e ela nem tinha percebido. Eram várias luzes de diversas cores. Quinn sorriu imensamente e até mesmo Santana ficou impressionada.

– Nossa! – A latina exclamou e então olhou para Quinn. – O que quer?

– Porque está assim? – Quinn perguntou e Santana bufou.

– Não é por nada, você sabe. Ricardo é um idiota.

– Santana, eu te conheço até mesmo antes da gente nascer.

Santana bufou novamente e foi andando até o gazebo de madeira. Quinn a acompanhou. Estava frio demais, mas elas não pareciam se preocupar. Sentou ao lado da latina e esperou até que ela começasse a falar.

– Pedi a Britt em namoro. – Disse baixinho e Quinn sorriu para ela. – Ela não aceitou.

– O que!? – Seus olhos estavam arregalados. – Por que!?

– Brittany disse que não queria aceitar até que ela se mudasse para Nova Iorque, não queria ter um relacionamento a distancia, e pediu para esperar até que ela se formasse. – Disse suspirando e cruzando os braços com o frio.

– Okay, tudo bem, eu até entendo. – Quinn disse e se virou completamente para Santana que olhava para os próprios joelhos. – Mas porque você ta assim?

– Eu realmente não sei, só... Argh! Eu só queria que ela estivesse comigo.

– Sabe o que eu acho? – Quinn perguntou com um sorriso animado no rosto. Santana levantou a cabeça e olhou para a loira. – Acho que você deveria começar procurando um apartamento para vocês, assim que Brittany se formar, ela já tem um lugar para morar!

– Não é uma má ideia. – Disse e Quinn assentiu sabiamente.

__

Eles tinham acabado de jantar e já era Natal. Quinn estava jogada na poltrona com Rachel sentada de lado em seu colo. Elas conversavam tranquilamente em meio de caricias. Quinn tinha os braços ao redor de Rachel que tinha um sorriso gigante no rosto. Seus rostos estavam bem próximos, suas testas coladas e ambas tinham sorrisos contagiantes no rosto. Quinn estava muito feliz.

– Eu tenho um presente pra você. – Quinn sussurrou enquanto acariciava as costas de Rachel com as pontas dos dedos.

– Hmmmm, e o que seria? – Beijou a boca de Quinn antes de falar mais uma vez. – É alguma coisa imprópria?

Quinn riu antes de beijar a boca da morena mais uma vez.

– Não, nada impróprio, pode ter certeza.

– Que adorável! – Santana disse alto e Quinn a encarou com um sorriso malicioso no rosto.

Rachel não deixou que ela falasse nada, apenas puxou o rosto da loira para ela beijando os lábios dela. Um beijo deliciosamente lento, era visível a passagem da língua de Rachel para a boca de Quinn.

– Porra. – Quinn escutou Ricardo falar e então algumas risadas.

Todos estavam na sala, mas Quinn e Rachel estavam apenas no mundinho delas. Mas logo Quinn se sentiu incomodada e puxou Rachel para seu quarto, sabiam que Santana e Frannie iam dormir lá, mas não ligaram.

– Então, onde está o meu presente? – Rachel perguntou assim que entraram no quarto.

Quinn riu e foi até sua cômoda, pegou uma caixa e virou para Rachel com um sorriso enorme no rosto.

– Não é nada demais...

– Quinn. – Rachel a interrompeu, tinha um sorriso divertido estampado nos lábios. – Todo mundo que vai dar um presente a alguém sempre diz que é nada demais. Eu sei que foi alguma coisa.

Rindo mais uma vez, Quinn se aproximou de Rachel, enlaçando a cintura da morena com um braço enquanto o outro segurava a pequena caixa fina.

– Aqui, é seu. – Entregou para a morena que pegou a caixa com cuidado, abrindo-a e seu sorriso estava gigante, parecia encantada. — Gostou?

– V-você...

– Rach?

Rachel a olhou com os olhos cheios de lágrimas e sorriu. Retirou o colar da caixa e o segurou na mão.

– É lindo! Quinn! – Disse emocionada e Quinn sorriu. Frannie era incrível.

– Quer...? – Quinn perguntou fazendo um gesto para que Rachel ficasse de costas para ela colocar o colar.

– Oh, sim, sim. – E virou entregando o colar a Quinn.

– Segura o cabelo. – Quinn pediu e Rachel o fez, deixando todo o pescoço moreno a mostra. Quinn colocou o colar na morena. Quando o fechou, deixou com que suas mãos escorregassem pelos braços da morena e se inclinou para plantar um beijo molhado no ombro moreno. Suas mãos se entrelaçaram e Rachel as cruzou em seu estomago. – Você está linda. – Sussurrou olhando para o espelho que estava na frente delas.

Realmente, elas eram um casal lindo.

Ambas tomaram banho em chuveiros separados e deitaram na cama. Quinn acariciava o rosto de Rachel que tinha um sorriso calmo no rosto, até que os dedos pálidos fora para o colar com o pingente de estrela com uma nota musical em cima.

– Eu te amo. – Quinn sussurrou e antes que Rachel fosse retribuir, a porta do quarto abriu com Frannie e Santana entrando.

– Não estão transando não, certo? – Frannie perguntou, mesmo que ela estivesse olhando para as duas.

Quinn bufou e enterrou a cabeça no travesseiro. Rachel riu e negou com a cabeça.

– Ótimo. – Santana disse e começou a preparar sua cama no chão. Frannie riu também e começou a preparar a sua.

Era Natal, e Quinn estava feliz por estar cercada por todos que amava, e por todos e a amava. Rachel a puxou para mais um beijo antes de se abraçar a ela e respirar fundo.

– Eu também te amo. – Sussurrou contra a pele do pescoço da loira e adormeceu.

Quinn sorriu e fechou os olhos.

Notas finais
Pronto! Aqui encerra o Natal! :) Mesmo que nem seja Natal. No próximo irei dar de spoiler o nome do Capitulo: We Are Broken, Sorry Babe Bom, é isso. Comentem que verei para postar mais rápido. :3 Ah, e vocês tem alguma sugestão? Estou aceitando-as também.