The Way You Fall Asleep
5 Capitulo V – It’s Charlie, Bitch
Notas iniciais
Capitulo V – It’s Charlie, Bitch
Ela estava certa quando disse que as festas de faculdade eram diferentes das de colegial. Até porque eram mais organizadas. Nas festas do colegial, você tinha que sair procurando algo para beber nos cantos da casa ou pegar da mão de alguém quando a pessoa não estivesse olhando – ela sempre fazia isso -, nessa festa em que Quinn estava, tinha um bar. Era em uma fraternidade, tinha uma escada que provavelmente levava até alguns quartos — onde as pessoas que estavam se agarrando agora mesmo, poderiam terminar sua noite. Mas tirando isso, era apenas mais uma festa com uma pista de dança cheio de gente se agarrando. Não só na pista, como em cada lugar da casa. Inclusive no chão em frente a casa tinha gente quase transando. Quinn fez uma careta para aquilo.
Santana estava ao seu lado, olhando para dentro da casa com um sorriso malicioso no rosto. Quinn revirou os olhos, Santana iria procurar alguém para sua cama esta noite, mas por algum motivo, Quinn sabia essa noite terminaria diferente das que ela passava sempre que saía com Santana. Ela apenas queria beber antes que isso acontecesse.
– Vou caçar. — Santana disse e Quinn riu. — Você deveria ir também, está muito sexy para se desperdiçar.
Quinn a olhou e encontrou os olhos negros e intensos. Santana vestia um vestido vermelho, curto e justo. Santana nunca foi do tipo que usava calças e blusas em uma festa, sempre usando vestidos curtos e saltos altos. Quinn tinha que admitir, Santana era malditamente sexy, e ela nunca se arrependia quando terminava uma festa na cama dela. Ou ela na sua.
– Você sabe como isso vai terminar. — Quinn sussurrou e começou a andar até a fraternidade.
Santana gargalhou alto, e Quinn sorriu e parou de andar quando Santana parou ao seu lado.
– Você está bem certa disso, não é?
Quinn gargalhou e rodeou um braço na cintura da latina trazendo-a para perto do seu corpo. Santana riu e apertou as mãos na jaqueta de Quinn.
– Você sabe bem, Lopez. — Sussurrou contra os lábios grossos da latina.
Santana pareceu ficar tonta ao sentir o hálito de hortelã de Quinn. Então ela sorriu abertamente e colando mais o corpo no de Quinn.
– Charlie? — Sussurrou contra os lábios da loira.
– Fico feliz que tenha reconhecido. — Quinn sussurrou de volta e soltou Santana, voltando a andar em direção a musica alta, deixando Santana tonta para trás.
Assim que entrou logo chamou a atenção de algumas mulheres que estavam sentadas em sofás e conversavam entre si. Quinn chutou que todas fossem namoradas de jogadores de futebol sem cérebros e estivessem querendo uma diversão diferente. Sorriu sensualmente para elas que pareceram tremer. Charlie estava sempre certo.
Decidiu caminhar até elas que deram espaço para que ela sentasse. Eram cinco mulheres. Uma ruiva, duas loiras e duas morenas. Quinn gostava de morenas, e Charlie gostava de todas.
– Acredito que não seja de NYU. – Uma morena sussurrou no ouvido de Quinn, que riu maliciosamente enquanto passava um braço ao redor da cintura da garota.
– Não. – Disse e sorriu para ela. – Mas com garotas como vocês, seria muito inteligente da minha parte, pedir transferência com urgência.
A morena riu baixinho e colocou a mão na perna de Quinn, apertando a parte interna. A loira riu e olhou para a ruiva do seu outro lado que mordia os lábios sensualmente. Sorriu para a garota que retribuiu, mas não pode falar nada por causa da loira que entrou na frente sentando no colo de Quinn e colando os lábios no ouvido da loira sussurrando coisas inapropriadas.
Isso durou algum tempo, Quinn apenas respondia as perguntas que elas faziam, tomou algumas coisas que elas ofereciam e beijou todas as cinco. Se sentiu orgulhosa por isso. No momento ela beijava a outra morena enquanto alguma das garotas chupava seu pescoço e outra acariciava seu cabelo. Então a ruiva colou os lábios em seu ouvido e sussurrou:
– Não quer ir lá para cima?
Quinn separou seus lábios dos da morena que gemeu desgostosa fazendo com que ela sorrisse orgulhosa, e olhou para a ruiva que tinha levado uma mão até a parte interna da coxa de Quinn.
– Porque não fazemos assim, — Começou olhando nos olhos verdes da ruiva. Ela iria querer se matar por isso, ela era extremamente gostosa. – daqui a algumas horas, se você ainda estiver livre, nós podemos fazer o que tem em mente.
A ruiva riu e Quinn sentiu algo palpitar entre suas pernas.
– Eu não estava falando só de mim. – Então Quinn engoliu em seco. Olhou para as outras garotas e viu que cada uma tinha uma expressão de desejo. Suspirou e sorriu novamente para a ruiva. Ela apenas tinha acabado de chegar na festa, e nem tinha bebida mais do que alguns drinks estranhos. Ela iria se arrepender se não aceitasse tal proposta. Bem, ela iria querer se matar se não aceitasse, ou então Santana iria matá-la. Então sorriu maliciosamente e a ruiva levou como um sim.
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Caminhou até o bar e sentou em um banco. Pediu uma cerveja que não demorou muito para chegar.
Sentia-se acabada. Todo o seu corpo doía. As garotas não pegaram leve. Era incrivelmente como Charlie sempre se dava bem em festas. Uma orgia em um quarto de fraternidade... Bom, não era a primeira vez que participava de uma orgia. Da ultima vez tinham homens – jogadores de futebol -, só dois, e várias outras mulheres, e uma delas era Santana, foi no colegial. No final os jogadores desmaiaram de tanto gozar e as garotas continuaram a festa. A única que continuou ainda de pé foi Santana que ainda se pegava com outra garota que estava bêbada e tonta. Quinn tinha gozado tanto naquela noite que achou que nunca iria conseguir gozar mais.
Bem, ela nunca pensou que a garota ruiva – que ainda não sabia o nome – fosse tão boa com a língua, e nem que as garotas morenas fossem ótimas com dedos.
Quinn sentia seus dedos dormentes e sua língua dolorida, mas ela ainda estava em êxtase. As garotas tinham ficado no quarto se arrumando para poder descer novamente para a festa.
–É incrível que eu quase não te reconheci nessas roupas. — Quinn virou para o lado e encontrou os olhos azuis. — Está bastante sexy.
– Obrigada. — Disse e virou completamente para a loira. — Não sabia que viria para uma festa em NYU.
– Não pareço ser do tipo de festas? — Disse a loira e sentou no banco ao lado do de Quinn, pedindo uma cerveja para o barman.
– Eu não disse isso, só achava que iria para as festas de Columbia. — Quinn se corrigiu e Meredith riu baixinho, e virou para ela.
– As festas de Columbia são terríveis, lá é uma faculdade para quem quer realmente, realmente algo com a vida, por isso não tem festas boas. Pelo menos o time de futebol é melhor que o de NYU.
– Em Columbia tem time de futebol? – Quinn perguntou ligeiramente curiosa.
– Sim, e eles são bons.
– E como conseguiu vim para NYU?
– Tenho meus contatos. — Sorriu misteriosamente e Quinn sorriu só que sensualmente.
– Você é uma mulher cheia de mistérios, não é mesmo, Meredith? — Disse com a voz rouca e baixa, exalando sensualidade. Meredith pareceu tremer.
– Meredith é um nome muito grande. — A loira disse a pupila de seus olhos quase cobrindo os azuis. Sua voz ficando rouca, Quinn sorriu satisfeita. — Me chame de Marie.
– Marie? — Meredith assentiu e Quinn lambeu os lábios. — Marie. — Disse como se estivesse saboreando o nome saindo de sua boca. — Gosto de Marie.
– Todos os meus amigos me chamam de Marie.
– Então eu sou sua amiga? – Quinn perguntou e Meredith corou levemente antes de desviar o olhar de Quinn para a cerveja em sua mão.
– Acho que sim.
– Acha?
– Não sei... Acho? – Meredith olhou para Quinn por cima da garrafa de cerveja.
Quinn riu e tomou o resto do conteúdo que tinha em sua garrafa. Então virou e pediu algo mais forte, queria ficar bêbada, ainda sem entender o porque, mas queria. Meredith decidiu lhe acompanhar.
– Olá. – Quinn sentiu uma mão alisar suas costas e alguém se postar atrás de si. Quinn virou e encontrou sua melhor amiga.
– Hey, San. – Quinn cumprimentou passando o braço na cintura da latina trazendo-a para perto do seu corpo e se virou para Meredith. – Essa é minha mais nova amiga, Marie.
Meredith acenou para Santana que sorriu forçadamente.
– Então, Q. vamos dançar? – Santana perguntou e Quinn a olhou.
– Dançar...?
– Sim, dançar.
Santana virou de costas para Quinn assim que chegaram à pista. A loira entendeu o que a latina queria, então abraçou a cintura fina trazendo a latina para seu corpo. Santana suspirou quando Quinn desceu as mãos até o quadril e apertou firmemente encaixando o rosto no ombro dela.
– Você realmente tem pegada, não é mesmo? — Santana disse em voz baixa e Quinn não pode evitar rir um pouco alto.
– O bastante para fazer você ficar tonta e ofegante. — Sussurrou sensualmente no ouvido da latina que estremeceu e riu baixo.
Addicted To You do Avicci começou a tocar e Santana fez um som animado. Os quadris balançando contra os de Quinn enquanto a loira fazia o mesmo. Novamente Charlie estava assumindo e Quinn riu encostando os lábios no pescoço moreno dando uma leve mordida fazendo Santana gemer baixinho e jogar a cabeça para trás no ombro de Quinn.
– O que foi fazer lá em cima? – Santana sussurrou e Quinn sorriu maliciosamente enquanto apertava o quadril da latina.
– Você realmente não vai querer saber.
– Cinco? Sério? – Sussurrou e Quinn riu baixinho beijando novamente o pescoço dela.
– Você viu?
– Claro! Cinco gostosas com minha melhor amiga, todas indo para um mesmo local. Quinn, não faz nem duas horas que você chegou na festa. – Santana zombou e Quinn riu um pouco mais alto.
– Eu tenho um dom.
– Claro que tem. Da próxima vez, me chame.
– Pode ter certeza, não tem graça sem você.
– Sua amiga não para de olhar para a gente. – Santana sussurrou e Quinn olhou para a frente vendo Meredith no bar olhando para elas. Seus olhos tinham um brilho estranho. – Ela está fervendo de ciúmes.
E riu baixinho, virando nos braços de Quinn, abraçando o pescoço da loira e, colocou o corpo no dela. Quinn sorriu e abraçou a cintura de Santana, apertando o corpo da latina com mais força contra o seu.
– Meredith não está com ciúmes. – Quinn disse e desceu as mãos até a bunda da latina, apertando com força. Santana riu novamente e colou os lábios na orelha de Quinn.
– Não é você que está recebendo os olhares. – Santana disse baixo em um tom divertido. Quinn estava mais entretida com a bunda da latina, apertava levemente e acariciava as poupas por cima do vestido.
Era fascinante como a bunda da latina era tão empinada e durinha. Quinn poderia passar horas ali, apenas admirando.
– Não tem sentido a Meredith sentir ciúmes do que estamos fazendo. Nós não temos nada. – Disse simplesmente e colocou seus lábios no pescoço de Santana novamente, e passou a chupar levemente o ponto atrás da orelha. Sentia os dedos da latina entrarem em seu cabelo e apertarem os fios.
– Si-sim, mas não é o que ela quer. – Santana disse e suspirou quando Quinn arrastou os dentes por sua pele. – Porra...
Quinn riu e tirou a cabeça do pescoço da latina, sorriu sensualmente.
– Isso é coisa da sua cabeça.
– Claro, até porque eu ficaria pensando algo assim. – Santana debochou e olhou para algo atrás de Quinn. – Tenho que ir agora, tem uma gostosa de cabelo azul que não para da me encarar. – Sorriu sensualmente e Quinn riu. – Até mais, Q.
Deu um selinho nos lábios de Quinn e saiu para ir até a garota de cabelo azul. Quinn virou para ver, e encontrou a latina sentada ao lado de uma garota de cabelo longo, não dava realmente para perceber que era azul por causa das luzes, mas parecia ser uma cor um pouco clara.
– Ela cansou de você? – Olhou para trás e encontrou Meredith, com um copo de alguma coisa vermelha dentro e um sorriso estranho no rosto.
Quinn balançou a cabeça e deu de ombros.
– Santana e eu somos quase amigas com benefícios, só que apenas nos usamos, mas nada.
– Sentimentos, nem nada? – Meredith olhou para o copo e Quinn riu baixinho.
– Santana é minha melhor amiga, ela foi a primeira para quem eu contei que era gay, e no mesmo momento ela falou para mim que era gay, então compartilhamos algo. – Foi andando para fora da pista com Meredith em seu encalço.
– Então... você é gay? – Meredith não parecia realmente duvidosa, apenas querendo ter certeza.
Quinn assentiu como se não fosse algo importante e passou pelas pessoas indo até o bar, pegando uma garrafa de vodca e então saiu da casa. Meredith a acompanhou até que as duas estavam sentadas no banco que tinha na parte de trás da casa. Quinn abriu a vodca e tomou um longo gole, o liquido desceu rasgando sua garganta resultando em uma careta que fez Meredith sorrir. Ficaram em silencio por um tempo. Quinn não queria pensar, ela apenas continuou tomando a sua garrafa enquanto Meredith se entretinha com seu copo com o liquido vermelho.
– O que tem ai? – Perguntou e Meredith a olhou e depois olhou para o copo.
– Eu não sei. O barman disse que era uma mistura especial. – Franziu e tomou um gole. – Só sei que é doce.
Quinn deu de ombros e tomou mais um gole da garrafa. O liquido não descia rasgando mais, apenas uma leve ardência.
– E você? – Quinn perguntou quando terminou mais um gole e virou para Meredith que estava girando o copo vendo o liquido girar. A outra loira a olhou confusa.
– O que?
– Você é gay? – Quinn perguntou tranquila. Charlie tinha ido embora, então Quinn tinha voltado e a bebida estava relaxando seus hormônios, e a deixando mais estúpida.
– Hmmmm, eu acredito que bissexual seria um termo certo para mim. – Ela assentiu para sua afirmação e virou para Quinn com um sorriso. – Por quê?
– Nada, apenas curiosa. – Deu de ombros e voltou a relaxar contra o banco.
Estava tudo incrivelmente monótono, e isso não incomodava Quinn, ela agora só queria beber, tinha se divertido com uma orgia cheia de mulheres, já que Santana tinha arrumado companhia para sua cama, ela não precisava de mais nada, não tinha ninguém interessante, somente mais mulheres interessadas em diversão, Quinn não queria diversão. Tudo bem, sim ela queria, mas ela também queria beber. Talvez mais tarde ela fosse atrás de algumas mulheres. Seria quase um recorde. Santana iria parabenizá-la se tivesse mais mulheres esta noite.
Meredith tinha terminado sua bebida e jogado em um lixo que tinha atrás de si. Suspirou e olhou para Quinn.
– O que quer fazer? – Perguntou e Quinn deu de ombros.
– Não sei, eu apenas quero beber no momento.
– Hmm.
Quinn percebeu que Meredith parecia nervosa, ou apenas ansiosa, ela balançava a perna direita freneticamente e brincava com os dedos. Geralmente a bebida deixava você mais corajoso para fazer coisas, aparentemente isso não funcionava com Marie.
– Uh, tudo bem? – Perguntou e Meredith a olhou, seus olhos tinham novamente um brilho estranho.
– Seu eu fizer uma coisa agora, você nunca mais iria falar comigo? – Perguntou em voz baixa e Quinn apenas piscou confusa.
– Mas o que...?
– Apenas responda!
– Uh, eu... eu não sei, dependendo do que fizer...!
– Então se eu te beijar agora, você me afastaria?
– Uh, eu não sei... espera o que...?
Tarde de mais, seus lábios já foram cobertos pelos macios lábios de Marie. E quando foi tentar se separar, assustada com a ação da garota menor, Meredith prendeu os dedos na jaqueta de Quinn e puxou ela para mais perto. Era um beijo. Um beijo de uma garota. Quinn era gay, e ela tinha um fraco por garotas que agiam sem realmente pensar nas consequências, mesmo que Meredith tenha pensado. Quinn apenas foi pega de surpresa, e isso é excitante.
Então passou a corresponder o beijo da Hasen. Não era ruim, era bom, muito bom para falar a verdade. Quinn gostou do modo como Meredith gemia baixinho enquanto ela correspondia o beijo, ela também gostou de como a garota a segurava, apertando com força os dedos nas abas da jaqueta dela. Isso era interessante.
Mais interessante ainda quando sentiu a língua de Meredith passar por seu lábio inferior, isso ela não conseguiu evitar gemer baixinho e abrir a boca dando passagem para a loira. Suas línguas exploravam a boca uma da outra. As mãos de Meredith suavizaram o aperto quando Quinn tocou-as para segurá-las. Apenas para passar confiança para a loira menor.
Então seu celular tocou, e Quinn gemeu entre os lábios.
– Não atende. – Marie sussurrou e puxou Quinn para seus lábios novamente. Quinn até pensou retornar ao beijo, mas raramente seu celular tocava, e quando acontecia era porque algo sério estava acontecendo. Ou quando era Santana, mas a latina estava a poucos metros dela.
– Eu... eu preciso, pode ser importante. – Quinn voltou a sentar normalmente no banco e pegou o celular no bolso da jaqueta. Não demorou para que os lábios de Meredith estivessem em seu pescoço, fazendo uma trilha de beijos e chupões até seu queixo. Quinn tentou ignorar.
O que tinha no visor do celular fez Quinn congelar e ficar muito tensa. Meredith pareceu perceber e parou os beijos olhando para a loira e para o celular.
– Quem é Rachel? – Perguntou baixinho, sua mão foi até a perna da loira, apertando a parte interna enquanto voltava os lábios para o pescoço de Quinn. – Huh?
– Eu preciso atender isso. – Quinn disse e levantou fazendo Meredith tirar a mão da sua coxa. – Rachel?
Um soluço. Isso fez com que Quinn tremesse de raiva e amaldiçoar Brody com todas as suas forças.
– Rach? – Quinn tentou controlar sua voz, ela não queria que Rachel recuasse. – Rach o que aconteceu?
Meredith estava olhando para ela completamente confusa. Quinn apenas levantou a mão para ela, pedindo-a para que esperasse e se afastou.
– Rach?
– Q-Quinn... Eu... – A voz de Rachel estava baixa, fraca e tremula. Quinn suspirou para se controlar.
– Rachel?
– Vo-Você pode vi-im me buscar, aqui? – Gaguejou e Quinn suspirou novamente.
– Onde você está? E Brody? – Quinn perguntou com a voz tremendo.
Rachel soltou um suspiro tremulo e Quinn levou uma mão até a parte de trás da cabeça agarrando os fios loiros.
– Central Park. – Disse baixinho.
– Eu vou buscá-la. – Quinn disse e não esperou o celular desligar para correr para dentro da fraternidade e procurar Santana no meio de tanta gente.
Achou ela sentada no colo de uma garota no sofá. Quinn não precisou olhar bem para perceber que era a garota de cabelo azul que Santana tinha dito. Elas estavam se pegando no sofá e Quinn não teve tempo de revirar os olhos, apenas correu até elas.
– Santana!!! – Chamou antes mesmo de chegar até elas e a latina se separou da outra bufando e virou para Quinn.
– O que quer? – Disse quando Quinn chegou até onde ela estava.
– Me dá a chave do seu carro! – Pediu ou mandou, tanto faz, Santana ergueu uma sobrancelha e cruzou os braços. Seria intimidador, se não tivesse uma mulher beijando seu decote.
– Por que eu faria isso?
– Eu preciso, para agora, amanhã eu devolvo ele! – Quinn pediu desesperada. Levou as mãos até o cabelo e o bagunçou, Santana encarou Quinn e passou um tempo pensando. Quinn queria esganá-la. –Santana!!!
– Tá, tá, eu do a minha chave, mas com uma condição. – Levantou o dedo e Quinn bufou. – Você terá que me dizer o que aconteceu amanhã quando for devolver o carro.
– Sim, sim tanto faz, agora me dá!
Quando a chave foi colocada em sua mão, Quinn correu. Passou por cima de todos que dançavam, bebiam, transavam, vomitavam pelo caminho. Achou o carro de Santana no final da rua e o destravou, entrando e ligando-o. Acelerou e saiu do campus de NYU.
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