The Way To Paradise
6 Capítulo 6- Problemas
Notas iniciais
Jellal abriu a porta do trailer e desceu, sendo seguido por seus companheiros. —Vamos nessa.
Capítulo 6 — Problemas.
Autoestrada de Knight 15h36min
Pov. Autora
Depois de muitas horas de caminhada o grupo conseguiu avistar a cidade. Durante o caminho o grupo havia consumido 1L de água e, sem cerimônias, devoraram um pacote de biscoito, enquanto Happy havia comido uma de suas latas de atum e estava nos braços de Wendy. Todos estavam com muita fome, porém, haviam combinado de racionar suprimentos. Os últimos 15 minutos de caminhada antes de chegarem foram usados para fazer um plano.
Se fossem atacados, os com armas de fogo tomariam a frente no contra-ataque, quem tinha apenas armas corpo-a-corpo daria cobertura. Era um plano simples e fácil na teoria, estavam receosos na questão da prática, durante o caminho alguns zumbis os abordaram e Jellal matou o primeiro como exemplo para os outros, que o copiaram, ou pelo menos tentaram.
—Acham que tem algum restaurante aberto? — perguntou Natsu. Seus amigos o olharam com uma expressão do tipo “Qual é o problema desse cara?” ou “Ele é retardado?”.
—Natsu, tente entender o que te falamos a viagem inteira, —respondeu Lucy sem paciência— esta cidade foi evacuada, todos os que não foram infectados foram levados para os abrigos.
—Ah, que merda! —exclamou Natsu— Tomara que encontremos pelo menos um carro grande. Não aguento mais andar!
—Pare de reclamar fogueirinha, não está vendo que já estamos chegando? Faltam apenas alguns metros. — disse Gajeel, com uma expressão de tédio.
—Calem a boca, precisamos de silêncio absoluto agora. —sussurrou Erza, com um tom de autoridade.
Eles se calaram e cruzaram um arco metálico com uma placa que marcava a entrada para a cidade, inconscientemente, formaram um círculo para poderem ter visão total do ambiente. Altos prédios faziam sombras nas avenidas, os semáforos piscavam no amarelo e diversos corpos estavam estirados pelo chão. Nas ruas era possível sentir o vento trazer o cheiro de morte e de sangue, quando Happy começou a miar, dando um susto.
—Natsu, coloque Happy dentro na mochila para abafar seus miados. — sugeriu Juvia.
—Poxa, posso deixar uma frestinha aberta pra ele respirar pelo menos?
—Que seja.
Feito isso, chegaram num cruzamento com 15 carros envolvidos num grave acidente, os motoristas e caronas, que provavelmente estavam sem cinto de segurança, tinham seus corpos para fora do parabrisas e poças de sangue os envolviam. Os que usavam o cinto estavam com o corpo caído sobre o volante com cacos de vidro sobre si. Viraram à direita, numa rua com comércio variado, as lojas com portas abertas e suas estantes reviradas, alguns infectados que andavam por aquela rua perceberam a presença dos humanos e correram em direção a eles.
—Não se esqueçam do plano. Em posições, já! —ordenou Gray.
Gajeel entra em combate com sua Barrett, um tiro por vez, acertando três, antes que os outros o seguissem. O som dos tiros chamou a atenção de mais monstros, que vieram em disparada contra o grupo. Em pouco tempo a munição de Juvia havia acabado, ela correra para a calçada, onde havia uma placa de trânsito tombada. Após tê-la apoiado no chão, desferiu alguns chutes contra a sua parte inferior. Percebendo a ação, Erza foi atrás da azulada para protegê-la.
—O que pretende fazer com isso? — perguntou Erza, ofegante.
—Você vai ver, vamos! — O metal estava prestes a ceder, ela levantou a placa acima de sua cabeça e acertou a parte de concreto presa na placa contra o asfalto, fazendo assim com que o metal cedesse.
Então, as duas correram de volta para o grupo com armas em mãos, fazendo com que os infectados perdessem a cabeça ao cruzar seus caminhos.
Em certo instante, a munição de Gajeel, acabou levando-o ao chão, a procura de uma arma efetiva. Ele avista um pé-de-cabra no chão logo atrás de Lucy, assim, começa a correr às pressas até o alvo. Ao se abaixar, ele ouve três tiros zumbirem atrás de sua cabeça, ele se vira e vê um zumbi caindo no chão a sua direita, ele olha para de onde os projéteis vieram e vê a doutora, que está com as mãos tremulas. Ele percebe no corpo ao seu lado, uma bala alocada em sua cabeça e outra no tórax, ela havia errado um tiro. Ele se vira para a direita e vê Lucy caindo ao chão com sua mão apertando a coxa esquerda, que sangrava muito. Já nervoso, ele se levanta e corre em direção à ferida, quando vê o vulto azul escuro dos cabelos de Juvia cruzarem sua visão. Ela estava carregando nas costas sua mochila. Quando a dois metros de Lucy, ela joga a bagagem para frente, que cai ao lado da loira, e desliza por debaixo de um zumbi, virando para trás sacando e atirando com uma de suas pistolas, assim acertando a cabeça. Ela se vira para a menina e em seguida retira o kit médico da sua mochila. Já com a caixinha em mãos, Gajeel se pôs em frente à Juvia, impedindo-a de ser atacada. Ele vira a cabeça para trás e Juvia lhe estende as D.E. da loira para que as use. Ele aceita-as retirando os cartuchos e vendo a munição, uma com três cargas e a outra com seis.
Lucy estava deitada no chão, com sangue saindo de sua coxa enquanto apertava com sua mão esquerda, estancando ferimento, pelo seu rosto percebia-se sua dor que, pouco antes do fim da batalha, a fez desmaiar.
—Lucy! Ande logo, acorde! –implorava Juvia, que passava sua mão pelo rosto da loira. Ela retirou a mão de Lucy vendo o tiro de raspão, sua coxa tinha uma ferida profunda. Natsu rasgou sua blusa e amarrou bem forte um pouco em cima do machucado, para diminuir o fluxo de sangue, enquanto Juvia fazia o curativo provisório, mas essa foi uma tentativa falha, pois a perna não parava de sangrar.
—Faça alguma coisa! Ela está perdendo muito sangue!— gritou Natsu.
—Você acha que eu estou aqui de sacanagem? Aperta mais esse pano! Alguém pega água. — gritava Juvia em resposta. Erza abriu sua mochila retirando uma das garrafas d’água, da qual Juvia despejou um pouco sobre o ferimento limpando-o. As roupas de Lucy estavam sujas de sangue, havia uma pequena poça no asfalto quente. Depois de feito o curativo, Natsu a pegou no colo e a levou para um veículo que Gray havia encontrado. Gajeel carregou a mochila da loira e de Natsu.
—Onde é o abrigo mais próximo? Ela precisa de um médico. —disse Levy com angustia.
—Que tal Mermaid Heel? Fica nessa cidade perto da fronteira com Magnólia. Pelo o que está escrito aqui, lá é muito grande e não fica muito longe. Vamos parar lá. — afirmou Gray com o mapa na mão.
O carro que ele havia encontrado era uma picape prateada. Aparentemente seus donos saíram com pressa do automóvel e o deixaram com portas abertas e chave na ignição. Retiraram a capa da caçamba e Natsu sentou-se colocando sua mochila e a de Lucy entre as pernas, para apoiar a cabeça da loira. Levy e Gajeel também se sentaram lá, com o resto das malas.
—Ela ficará bem? —questionava-se Levy baixinho.
—Com certeza, baixinha, fica tranquila.
—Mas a culpa foi minha, eu que disparei.
—Foi um acidente, você só queria proteger Gajeel, se não fosse você ele teria virado um zumbi, ou teria morrido.
—É isso mesmo baixinha, tenho certeza de que quando ela acordar vai falar a mesma coisa. –falou Gajeel passando a mão nos cabelos azulados de Levy e lhe dando um beijo na testa, enquanto a outra segurava as mãos dela.
Gray sentou-se no banco do motorista com Juvia ao lado, Jellal ficava entre Erza e Wendy, que dormia em seu ombro.
—Vamos abastecer e seguiremos para a Mermaid Heel. Fiquem preparados para tirar a Lucy da caçamba. –afirmou Gray
—Ok, vai logo. —respondeu Erza — O mais rápido possível.
Em 30 minutos o grupo chegou a um posto de gasolina, abasteceram o carro e seguiram viagem sem mais problemas, tirando a garota loira com a coxa enfaixada, é claro.
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