The Way To Paradise

5 Capítulo 5: Começando a sentir o apocalipse


Notas iniciais
Sim, eu sei que estou sumida, eu sei que atrasei demais mas aqui estou. Podem brigar comigo kkk. Só pra explicar porque eu demorei, vou dizer apenas que sou muito preguiçosa e estava organizando um novo projeto. Bom, espero que gostem, até as notas finais.

Já de dia, o grupo chegou à Knight, um caos. Haviam carros quebrados, corpos e estabelecimentos destruídos para onde se olhasse. Em poucos minutos chegaram à base militar, vários soldados estirados no chão, moscas voando e um cheiro horroroso tomava o ambiente. Uma cerca eletrificada com uns 2 metros de altura separava o prédio principal da população infectada. Erza guiou o veículo até a entrada e um dos portões abriu. Wendy sentou no sofá cama, já em sua forma de sofá, enquanto os outros se aproximavam do parabrisa.

Capítulo 5: Começando a sentir o apocalipse.

Base Militar de Knight -11:24 a.m.

Pov. Autora

Assim que o portão se abriu o grupo pôde ver próximo à uma entrada de carga e descarga dois homens fardados atrás de uma espécie de barricada feita com móveis e cadáveres, eles descarregavam alguns clipes contra uma dezena de zumbis.

–Deveríamos ajudar? — questionou Jellal.

–Não, esperamos eles morrerem bem na frente de nossos olhos. -disse Natsu sarcasticamente.

–Já sei! — falou Lucy — A gente estaciona aqui e chama a atenção dos zumbis. Não são muitos, mas se continuarem ali eles vão morrer. Se vierem todos juntos nós podemos usar a Minimi para acabar com eles rápido.

—Mas se acertarmos as pessoas? — perguntou Erza

— É um risco a correr. — disse Jellal, sério.

— Que tal usar uma granada? -questionou Natsu.

—Não, eles se movem muito rápido e isso poderia nos prejudicar.

—Então vai ser isso mesmo? Quem terá a honra de assumir a mira? -perguntou Lucy.

— Eu. — a mulher de cabelos escarlates falou séria levantando um braço.

Gray e Juvia posicionaram a arma na janela e carregaram uma corrente. Assim que terminaram, Erza ficou de pé, mirou e varou uma rajada. O som dos tiros atraiu os zumbis, que não tinham sido atingidos, eles dispararam em alta velocidade na direção do veículo. A ruiva manteve o dedo no gatilho até que todos os monstros estivessem no chão e sem se mexer. Quando parou de atirar Gray a ajudou a retirar a arma apoiada na janela enquanto Lucy e Natsu, com a CZ-75 de Erza e a Desert Eagle, respectivamente, apontavam para fora do trailer, caso um deles levantasse.

Eles retornaram a arma para a caixa de plástico anti-balístico debaixo da pia. Gray ligou o automóvel e deu partida em direção à barricada com os dois homens.

Gray acelerava no curto caminho, passando por cima de corpos sem vida. Quando estavam bem próximos da barricada, o moreno parou o carro e Natsu desceu com uma das D.E., enquanto, atrás dele, estava Jellal com a outra. Os dois se aproximaram lentamente da barricada e, como ela já não estava tão alta e alguns sacos de areia facilitavam o acesso, olharam por cima para ver o corpo dos dois homens no chão. Um moreno de cabelos negros e um "ginger" quase albino estavam mortos no chão. O moreno estava com metade da cabeça explodida estirado no chão, aparentemente um suicídio, o outro, mais próximo à parede, estava com o braço decepado na altura do cotovelo miseravelmente tentando estancar o sangue.

— O que aconteceu com você? — perguntou Natsu.

—U-um deles me mordeu. — disse pausadamente.

— E ele?

— Ele foi mordido também, mas entrou em pânico e atirou em si mesmo.

—Entendo. Vamos te tirar daqui. — falou Natsu passando as pernas para a parte de dentro da barricada. Antes que pudesse terminar de passar, Jellal se levantou e, com um tiro entre os olhos, matou o homem. O sangue espirrou de sua cabeça sujando o rosto de Natsu.

— Você tá maluco!? Nós podíamos salvá-lo.

Jellal apontou para a arma no colo do homem.

— Ele ia se matar de qualquer forma — Jellal saltou a barricada e se ajoelhou em frente ao ruivo — Que pelo menos realize seu ultimo desejo — Ele alcançou a dog tag com o nome "Jet" e arrancou o anel menor, depois fez o mesmo com o outro estirado no chão, "Droy". Se levantou e entregou as duas na mão de Natsu — vamos encontrar essa doutora.

Jellal dirigiu-se até uma porta cinza, a única fechada, e a abriu, estava com a chave na fechadura.

— Graças a Deus! — comemorou uma baixinha de óculos rastejando para fora da saleta branca. Ela usava uma calça branca, camiseta de alças finas laranja, sapatilha dourada e um jaleco.

— Quem são vocês?— perguntou um moreno muito alto, de cabelos negros compridos, jogados para trás, jaqueta preta, calça jeans surrada e coturnos pretos, sujos do que parecia ser sangue, além dos inúmeros piercings e tatuagens, apontando uma Barrett .50 para o peito de Jellal.

—Sou Jellal, você deve ser a Levy, certo?

—Sim — ela parecia confusa por saberem seu nome, percebendo isso Jellal falou.

—Erza.

—Ah, já entendi. Gajeel, abaixa isso, eles estão com a Er-chan.

—Tanto faz. —bufou, recuando a arma— Vamos sair logo daqui.

O grupo voltou ao veículo, deram partida e, em alta velocidade, entraram na estrada rumo para a Fairy Tail.

—Gente, onde estão Jet e Droy? Eles não vêm? —perguntou a cientista aflita.

—Ah, Levy, a gente precisa te contar, um deles foi mordido e antes de ser totalmente infectado ele se matou. —começou Lucy— O outro teve o mesmo destino. Sinto muito. -Disse escondendo os detalhes.

A baixinha sentou-se no sofá, sem expressão em seu rosto, Gajeel ficou do seu lado e envolveu seus ombros com um braço, nesse momento Lucy percebeu apenas uma lágrima escorrendo do rosto da moça, que tratou de limpá-la antes que mais alguém percebesse. Depois de alguns minutos o trailer começou a perder velocidade e, por fim, parar.

—Natsu-san, o que aconteceu?— perguntou Wendy

—A gasolina acabou. Erza!— gritou o rosado, com o rosto vermelho de raiva. — Me diga, como caralhos um carro movido a gasolina não tem gasolina?

— Eu esqueci, desculpem, estava distraída.

—E agora? —perguntou Wendy

—Vamos ter que ir a pé. —respondeu Gajeel

—A pé? Tem um apocalipse zumbi lá fora, se você não percebeu. —disse Levy indignada.— Não tem como carregarmos tudo isso pela estrada por centenas de quilômetros.

—Então temos um problema. Que tal brincarmos de homens das cavernas e caçar com as mãos? —falou o rosado com um tom autoritário, mesmo com a piada.

—Pegamos as bolsas e mochilas e colocaremos o máximo de água e biscoito, acho que se formos levar armas de fogo deveremos levar apenas as menores —completou Gray tirando a Glock 19 de Droy do coldre.

—Você roubou gente morta?— perguntou Lucy indignada.

—Isso não vem ao caso.— falou Natsu, estressado— Gray, você tem sacos de dormir ou pelo menos lençol?

—Tenho um saco de dormir um pouco desgastado. A Erza pegou um no posto, então são dois.

—Ok, quantas mochilas, bolsas ou malas nós temos?

—Temos duas mochilas da Lucy, tem uma sua, uma da Juvia e outra minha, a mala de mão do Jellal e da Wendy, e a da Levy e do Gajeel. –disse Gray contando com os dedos da mão.

—Guardem suas armas em um lugar de fácil acesso, tanto armas de fogo quanto corpo-a-corpo.Nas costas ficarão as mochilas com suprimentos.

—A gente monta um acampamento de noite e revezamos a guarda.

—Por mim tudo bem, e por vocês? —Juvia se pronunciou, todos assentiram.

Na mala do Jellal foram guardadas duas garrafas d’água de 2L, na de Juvia ficaram os itens de farmácia que ela havia pegado e uma garrafa de 2L, na de Gray ficaram os biscoitos e enlatados, na de Natsu ficaram os enlatados de Happy e um saco de dormir, na preta de Lucy, que seria carregada por Erza, ficaram as garrafas de 1L e o outro saco de dormir, na rosa guardaram algumas roupas.

—Vamos procurar abrigo na cidade, onde é mais seguro. —sugeriu Gray — Pelo o que diz aqui no mapa, estamos há mais de mil quilômetros da Fairy Tail.

—Melhor não, isso vai atrasar a gente, ainda é meio-dia, vamos conseguir chegar ao centro da cidade em 4 horas mais ou menos e pegamos um carro abandonado. —disse o rosado

—O algodão-doce tá certo, a gente pega um carro que esteja aberto na rua, abastece e segue viagem. —concordou Gajeel

—Então gente, votação, quem quer seguir o plano do Natsu levanta a mão. —disse Levy. Todos concordaram.

—Até você Juvia? —perguntou o moreno, pasmo.

—Juvia acha que o plano do Natsu-san é melhor do que o de Gray-sama. Não fique bravo com Juvia, por favor. –falou a mulher, muito rápido.

—Desde quando você fala na terceira pessoa? —questionou Erza.

—Quando ela fica nervosa ela começa a falar assim, já acostumei.- respondeu Gray

—E por que você está nervosa Juvia-chan?— perguntou Wendy.

—Os zumbis podem atacar o pessoal, eles deixam Juvia apavorada.

—Se eles atacarem nós nos defenderemos, agora vamos!— exclamou Lucy animada.

Todos assentiram.

O grupo arrumou as mochilas, cada um ficou com uma lanterna que Gray havia roubado no posto e uma granada.

—Ok, estão todos com lanternas e granadas? —perguntou Jellal e o grupo assentiu. —Agora as armas, Erza ficará com a katana, a CZ-75 e carregará a FN Minimi na mão dentro da caixa, Natsu ficará com a Magnum.44 e o facão, Lucy fica com duas das D.E. com um cartucho pra cada uma, eu ficarei com o porrete de madeira, Juvia fica uma Glock e um pente, Gray fica com o facão, Gajeel, você aguenta carregar um rifle?

—Aguento até dois. —riu

—Então você leva a Ak e a espingarda, como não tem cartucho pra nenhum dos dois você não vai carregar por muito tempo então fique com o machado também. Levy, sabe atirar?

—Sei. Me dá duas pistolas que eu consigo ficar viva. —disse confiante

—Ok, com isso nossas pistolas acabaram, Wendy fica com a adaga. — dito isso Jellal abriu a porta do trailer e desceu, sendo seguido por seus companheiros. — Vamos nessa.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Qualquer coisa, erro ou critica construtiva é só deixar nos comentários. Se quiser elogiar tbm pode kkk. Beijos da Lover